O observador do
Vaticano junto das instituições da ONU em Genebra, na Suíça, declarou que a
comunidade internacional precisa de “rever” a sua forma de combater o tráfico
humano, sobretudo o relacionado com crianças. Intervindo nesta quinta-feira, na
22ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que abordou
também a “prostituição e pornografia infantil”, D. Silvano Maria Tomasi lamentou
que o tráfico humano seja uma ocupação de “baixo risco”, muito “rentável” e
extremamente “tentadora” para aqueles que encaram as pessoas como simples
“mercadorias”.
O prelado sublinhou a “clara necessidade de atualizar a
legislação” que regula todo este problema, e defendeu o reforço da “cooperação a
nível regional e internacional”, uma maior “partilha de informações e de boas
práticas” e o combate efetivo à “corrupção e à impunidade”.
Em “muitas
partes” do globo e devido a “variadíssimos fatores”, as crianças são os
elementos mais vulneráveis no meio do flagelo que constitui o tráfico humano,
por isso o arcebispo italiano propõe também “a agilização das práticas
judiciais” e a criação de mecanismos que “protejam” os mais novos e garantam a
sua “reintegração normal e digna na sociedade”.
O último relatório da ONU
sobre o tráfico humano (2012), adianta que milhões de pessoas são atualmente
vítimas desta situação, para efeitos de “exploração sexual” e também de
“trabalhos forçados”.
Provenientes de pelo menos 118 países e com 136
nacionalidades diferentes, elas são “maioritariamente mulheres” (55-60 por
cento) mas o número de crianças está a “crescer de forma alarmante”, tendo
passado dos 20 para os 27 por cento em pouco mais de quatro anos (os períodos de
medição foram 2003-2006 e 2007-2010, respetivamente).
Entre o número global
de casos de tráfico humano que estão hoje devidamente identificados, 58 por
cento dizem respeito a situações de exploração sexual, muitas delas envolvendo
crianças alvo de “fantasias sexuais” por parte de adultos.
Segundo D.
Silvano Tomasi, “o fenômeno certamente já não é novo, mas foi recentemente
agravado por uma liberalização dos costumes e comportamentos sexuais” que está
em marcha na sociedade. “Se a definição da liberdade individual continuar a
chocar com as fronteiras éticas que foram definidas pela própria natureza, o
tráfico humano e a violação da dignidade inata das pessoas vão continuar a
suceder, e a ação dos Estados não terá qualquer efeito”, alertou o observador da
Santa Sé.
O papa Francisco pediu hoje aos argentinos que, em vez de ir a Roma para o início de seu pontificado, na próxima terça-feira 19 de março, doem o dinheiro dessas despesas a algum gesto de caridade com os mais necessitados.
"Excelência: Tenho a honra e o prazer de dirigir-me ao senhor para informar-lhe que o santo padre Francisco me pediu para transmitir a todos os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e a todo o povo de Deus, o tranquilo agradecimento pelas suas orações e as expressões de carinho, afeto e de caridade que recebeu”, expressou uma mensagem do núncio apostólico, monsenhor Emil Paul Tscherrig, enviado às dioceses argentinas.
"Ao mesmo tempo gostaria de que em vez de ir a Roma para o seu pontificado no próximo 19 de março, continuem com essa proximidade espiritual tão apreciada, acompanhando com algum gesto de caridade para com os necessitados", destacou.
"Aproveito esta alegre ocasião para confirmar-lhes meu sentimento de respeitosa atenção”, acrescentou.
O núncio enviou o texto desta notificação a todas as dioceses do país.
Como se sabe, por ser Argentina o país mais austral do mundo, e ser o mais distante da Europa, os gastos da viagem é maior. Daí a preocupação do Papa Francisco.
Enquanto isso, na Arquidiocese de Buenos Aires confirmaram à agência de notícias AICA que o vigário geral de Buenos Aires, pelo governo pastoral da Arquidiocese, monsenhor Joaquín Sucunza, manteve hoje uma comunicação telefônica com o Papa Francisco
“Uma dor aguda penetra na alma de Jesus e o Senhor tomba extenuado.
Tu e eu não podemos dizer nada: agora já sabemos porque pesa tanto a
Cruz de Jesus. E choramos as nossas misérias e, também, a ingratidão tremenda
do coração humano. Do fundo da alma nasce um ato de profunda contrição, que nos
arranca da prostração do pecado. Jesus caiu para que nos levantemos: uma vez e
sempre.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, III Estação)
Dir.: Nós vos adoramos Senhor Jesus Cristo, e vos
bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, redimistes o mundo!
Leitura Bíblica: “Vejam! Tão desfigurado estava que
já não parecia mais gente, tinha perdido toda a sua aparência humana. As nações
numerosas levaram um surto. Diante dele os reis vão fechar a boca” (Is
52,14-15).
Canto: Sob o peso desmedido, / cai Jesus desfalecido, // pela tua salvação. (bis) Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,//
Perdoai-me meu Jesus. (Bis)
“Diz-me, amigo – perguntou o Amado –, terás paciência se Eu duplicar as tuas
dores? Sim – respondeu o amigo –, desde que dupliques os meus amores.” (Raimundo Lúlio, Livro do Amigo e do Amado, 8)
Naquele tempo, 1Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim como que às escondidas. 25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é”. 28Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. 30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.
Comentário ao Evangelho do dia feito por São João da Cruz (1542-1591), carmelita descalço, doutor da Igreja. Cântico espiritual, estrofe 1 (Obras Completas, Ed. Carmelo, 2005)
«Procuravam, então, prendê-Lo, mas ninguém Lhe deitou a mão»
É como se dissesse: «Ó Verbo, meu Esposo, mostra-me o lugar onde estás escondido!» Deste modo, está a pedir que lhe mostre a sua essência divina, porque o lugar onde o Filho de Deus está escondido é, como diz São João, o seio do Pai (Jo 1,18), que é a essência divina, a qual permanece longe dos olhos mortais e escondida a todo o entendimento humano. Por isso, Isaías, falando de Deus, disse. «Na verdade, Vós sois um Deus escondido» (Is 45,15).
Advirta-se, portanto, que, por maiores comunicações, presenças, notícias sublimes e elevadas de Deus que uma alma possa ter nesta vida, isso não é essencialmente Deus nem tem a ver com Ele; na verdade, está ainda escondido à alma. É por isso que, além de todas essas grandezas, convém sempre à alma tê-lO por escondido e buscá-lO como escondido dizendo: «Aonde Te escondeste?» De facto, nem a comunicação elevada nem a presença sensível são uma demonstração clara da presença graciosa de Deus; nem tampouco a secura e carência de tudo isso na alma demonstra a Sua ausência. Daí que o profeta Job tenha dito: «Passa diante de mim e eu não O vejo, afasta-Se de mim e não me apercebo (Jb 9,11).
Desta maneira dá-se a entender que se a alma sentir uma grande comunicação, ou sentimento ou notícia espiritual, nem por isso se há-de convencer de que aquilo que sente consiste em possuir ou ver nítida e essencialmente a Deus, ou que seja possuir mais a Deus ou estar mais em Deus, por muito forte que seja. De igual modo, não deve pensar que, se todas essas comunicações sensíveis e espirituais lhe vierem a faltar, ficando às escuras, em aridez e abandono, Deus lhe falta. [...] Portanto, neste verso, a intenção principal da alma não consiste em pedir apenas a devoção afectiva e sensível, onde não é certo nem claro possuir-se o Esposo, mas, sobretudo, pedir a presença e a visão clara da Sua essência, da qual quer ter a certeza e a consolação na outra vida.
Salmo 33— Do coração atribulado está perto o Senhor.
— O Senhor volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. — Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta. — Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, e nenhum deles haverá de se quebrar. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.
Santa Luísa de Marillac ficou órfã aos 14 anos. Pretendia seguir a vocação religiosa, porém por vontade de seus parentes casou-se e teve um filho.
Passou por grandes dificuldades no casamento devido a problemas financeiros e a longa enfermidade do marido. Os contatos com São Francisco de Sales ajudaram-na então a enfrentar esse período.
Em 1625, o marido morreu, seu filho ingressou no seminário e ela tornou-se religiosa.
Santa Luísa teve a felicidade de conviver com pessoas especiais. Além de São Francisco de Sales, a quem conhecia desde 1618, conviveu também com São Vicente de Paulo, cujo encontro determinou novos rumos em sua vida.
Santa Luísa foi co-fundadora das Filhas da Caridade. São Vicente dizia às Filhas de Caridade: "Vocês têm por mosteiro, a casa dos enfermos; por cela um quarto alugado; por capela, a igreja paroquial; por claustro, as ruas da cidade; por clausura, a obediência; por grade, o temor de Deus; por véu, a santa modéstia.
“A comitiva prepara-se... Jesus, escarnecido, é alvo da troça de quantos
O rodeiam. Ele, que passou pelo mundo fazendo o bem e sarando a todos das suas
doença! A Ele, ao Mestre bom, a Jesus que veio ao encontro dos que estávamos
afastados, vão levá-lo ao patíbulo.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, II Estação)
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Sana Cruz, remistes o mundo!
Leitura Bíblica: “Pilatos, então, lhes entregou
Jesus para se crucificado. Eles tomaram conta de Jesus. Carregando a sua cruz, ele
saiu para o lugar chamado Calvário (em hebraico: Gólgota). Lá, eles o
crucificaram com outros dois, um de cada lado, ficando Jesus no meio” (Jo 19,
16-18)
Canto: Com a cruz é carregado/vai sofrendo resignado, / /
vai morrer por teu amor. (bis) Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,//
Perdoai-me meu Jesus. (Bis)
“Minha Mãe e Senhora, ensina-me a pronunciar um sim que, como o teu, se identifique com o clamor de Jesus perante seu Pai: não se faça a minha vontade, mas a de Deus” ( Josemaría Escrivá, Via Sacra, IVª est)
Evangelho João 5,31-47 Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 31“Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não vale. 32Mas há um outro que dá testemunho de mim, e eu sei que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. 33Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34Eu, porém, não dependo do testemunho de um ser humano. Mas falo assim para a vossa salvação.35João era uma lâmpada que estava acesa e a brilhar, e vós com prazer vos alegrastes por um tempo com sua luz. 36Mas eu tenho um testemunho maior que o de João; as obras que o Pai me concedeu realizar. As obras que eu faço dão testemunho de mim, mostrando que o Pai me enviou.37E também o Pai que me enviou dá testemunho a meu favor. Vós nunca ouvistes sua voz, nem vistes sua face, 38e sua palavra não encontrou morada em vós, pois não acreditais naquele que ele enviou. 39Vós examinais as Escrituras, pensando que nelas possuís a vida eterna. No entanto, as Escrituras dão testemunho de mim, 40mas não quereis vir a mim para ter a vida eterna!41Eu não recebo a glória que vem dos homens. 42Mas eu sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43Eu vim em nome do meu Pai, e vós não me recebeis. Mas, se um outro viesse em seu próprio nome, a este vós o receberíeis. 44Como podereis acreditar, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? 45Não penseis que eu vos acusarei diante do Pai. Há alguém que vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. 46Se acreditásseis em Moisés, também acreditaríeis em mim, pois foi a respeito de mim que ele escreveu. 47Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis então nas minhas palavras?”
Comentário ao Evangelho do dia feito por Concílio Vaticano II : Constituição dogmática sobre a Revelação divina, «Dei Verbum», §§ 14-16
«Investigai as Escrituras [...]: são elas que dão testemunho a Meu favor»
Deus amantíssimo, desejando e preparando com solicitude a salvação de todo o gênero humano, escolheu por especial providência um povo a quem confiar as Suas promessas. [...] A história da salvação de antemão anunciada, narrada e explicada pelos autores sagrados, encontra-se nos livros do Antigo Testamento como verdadeira palavra de Deus. Por isso, estes livros divinamente inspirados conservam um valor perene: «Tudo quanto está escrito, para nossa instrução está escrito, para que, por meio da paciência e consolação que nos vem da Escritura, tenhamos esperança» (Rom 15,4).
O plano de salvação do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profeticamente e a simbolizar com várias figuras o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico. Mas os livros do Antigo Testamento manifestam a todos, segundo a condição do gênero humano antes do tempo da salvação estabelecida por Cristo, o conhecimento de Deus e do homem, e o modo com que Deus justo e misericordioso trata os homens. Tais livros, apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias, revelam, contudo, a verdadeira pedagogia divina. Por isso, os fiéis devem receber com devoção estes livros que exprimem o vivo sentido de Deus, nos quais se encontram sublimes doutrinas a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem como admiráveis tesouros de preces, e nos quais, finalmente, está latente o mistério da nossa salvação.
Foi por isso que Deus, inspirador e autor dos livros dos dois Testamentos, dispôs tão sabiamente as coisas, que o Novo Testamento está latente no Antigo, e o Antigo está patente no Novo. Pois, apesar de Cristo ter alicerçado à nova Aliança no Seu sangue, os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua plena significação no Novo Testamento, que por sua vez iluminam e explicam.
Salmo 105,19-23
— Lembrai-vos de nós, ó Senhor, segundo o amor para com vosso povo!
— Construíram um bezerro no Horeb e adoraram uma estátua de metal; eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, pela imagem de um boi que come feno. — Esqueceram-se do Deus que os salvara, que fizera maravilhas no Egito; no país de Cam fez tantas obras admiráveis, no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas. — Até pensava em acabar com sua raça, se não tivesse Moisés, o seu eleito, interposto, intercedendo junto a ele, para impedir que sua ira os dest
Cidade do Vaticano (RV) - "Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!” “Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum, Giorgio Marium Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Francisco I.
O Cardeal Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergloglio, 76 anos é o 265° sucessor de Pedro, assumindo o nome de Francisco I.
Às 20hs12min do dia 13 de março de 2013 o protodiácono Jean-Louis Tauran proclamou a famosa fórmula do Habemus Papam, no balcão Central da Basílica de São Pedro.
“Senhor, onde estão os Teus amigos? Onde estão os Teus súbditos?
Deixaram-Te. É uma debandada que dura há vinte séculos... Fugimos todos da
Cruz, da Tua Santa Cruz.
Sangue, quebranto, solidão e uma insaciável fome de almas... são o
cortejo da Tua realeza.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, I Estação)
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos
bendizemos.
T.:Porque,
pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Leitura Bíblica: “Pilatos perguntou: ‘Que farei com
Jesus, que é chamado o Cristo?’. Todos gritaram: ‘Seja crucificado’. Pilatos
falou: ‘Mas que mal ele fez?’. Eles, porém, gritaram com mais força: ‘Seja
crucificado!’. Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então
mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: ‘Eu não sou
responsável pelo sangue deste homem! A responsabilidade é vossa’. O povo todo
respondeu: ‘Que o sangue dele recaia sobre nós e sobre nossos filhos’. Então
Pilatos soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e entregou-opara ser crucificado” (Mt 27, 22-26)
Canto: A morrer crucificado, / Teu Jesus é
condenado,// por teus crimes, pecador! (bis)
"Senhor, onde
estão os Teus amigos? Onde estão os Teus súditos? Deixaram-Te. É uma debandada
que dura há vinte séculos... Fugimos todos da Cruz, da Tua Santa Cruz."
(S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, Primeira
Estação)
Cidade do Vaticano (RV) – O Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, na Basílica Vaticana, à missa pro eligendo Pontifice – “para a eleição do Romano Pontífice”.
Ainda
que, em teoria, qualquer homem batizado, solteiro e em comunhão com a Igreja
Católica possa ser eleito Papa, há mais de 600 anos que o escolhido é um
cardeal: o último pontífice vindo de fora do Colégio Cardinalício foi Urbano VI,
arcebispo de Bari (Itália) em 1378.
O
último não cardeal sem qualquer ordem sacra no momento da eleição pontifícia foi
Leão VIII, a 4 de dezembro de 963, consagrado bispo dois dias
depois.
O
último não cardeal a ser eleito, como diácono, para o pontificado romano foi
Gregório X, a 1 de setembro de 1271, que seria ordenado bispo em março do ano
seguinte; o último cardeal a ser eleito Papa, ainda diácono, foi Leão X, em
1513.
A
última vez que um cardeal, ainda padre, foi eleito Papa aconteceu a 2 de
fevereiro de 1831, com Gregório XVI, ordenado bispo quatro dias
depois.
Cinco vezes recebi dos judeus quarenta açoites menos um; três vezes fui
açoitado com varas; uma vez apedrejado; três vezes naufraguei; passei uma noite
e um dia à beira do abismo no mar alto. Nas minhas viagens sem conta, expus-me a
perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos por parte dos da minha raça,
perigos dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar,
perigos entre falsos irmãos. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e
com sede, freqüentes jejuns, com frio e nudez.
Estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas
tribulações. (São Paulo Apóstolo. 2Cor 11, 24-27; 7, 4)
No ano de 320 esses homens deram testemunho no martírio. Em 313 os imperadores Constantino e Licínio, assinaram o Edito de Milão, que dava liberdade às religiões, para a manifestação pública. Passado um tempo, Licínio começou a perseguir a Igreja de Cristo, prejudicando padres, bispos e famílias.
Nesse contexto, estavam quarenta homens, oficiais e soldados cristãos, que serviam ao Império. Licínio retomou uma lei onde para servir o Império era preciso sacrificar aos deuses. Muitos, inclusive estes quarenta homens, não aceitaram.
Deixaram por escrito suas despedidas, pediram orações aos bispos e diáconos, e que seus corpos fossem colocados todos juntos. Por não renunciarem a Jesus, foram colocados em um tanque gelado de um dia para o outro, para depois serem queimados.
Um deles buscou a pia de água temperada, separada para aqueles que quisessem apostatar, mas faleceu ali mesmo, com o choque térmico.
Ser pregador implica dois elementos, um objetivo e outro subjetivo. Expliquemos ambos.
Primeiro, o elemento objetivo, que se baseia na missão. O ministério da pregação não se baseia, em última instância, nem na ciência teológica, nem na comunidade e na sua aprovação, como tampouco na fé pessoal do pregador ou na sua capacidade de pregar. A pregação se fundamenta primariamente na missão e na vocação da Igreja, e, secundariamente, no carisma do pregador.
Segundo, o elemento subjetivo: a competência do pregador. O pregador é um mediador. Entendemos por competência o conjunto de capacidades que são de se desejar naquele que desempenhará a tarefa da pregação[1].
Quais são essas capacidades e competências?
Primeiro, a competência jurídica. O pano de fundo deste conceito é a organização social, o sistema social de distribuição do trabalho, em que há diferentes papéis e correspondentes incumbências a ser respeitadas. O pregador sagrado tem a competência jurídica, um cargo pastoral, uma missão canônica, uma nomeação como representante da Igreja.
Segundo, a competência profissional. Competência significa, aqui, o conhecimento de certa ciência ou matéria, a especialização ou aptidão no tema a ser desenvolvido. O pregador sagrado deve ter esta competência profissional, deve conhecer a tradição cristã e, a partir da interpretação da Sagrada Escritura, saber iluminar as situações humanas.
Terceiro, a competência comunicativa. Pressupõe uma competência pessoal. Significa que o pregador tem que estar repleto de Deus para transmiti-lo ao povo cristão. Quem mais pleno estiver de Deus, mais o comunicará.
Depois de ver as condições do pregador, vejamos agora as dimensões da formação homilética no pregador.
Primeiro, a dimensão intelectual. “O fundamento da eloquência”, afirma o célebre orador romano Cícero, como o de qualquer outra cosa, “é a sabedoria”. O que o orador latino chama de “sabedoria” é o que nós poderíamos chamar de “bom senso”. O estudo proporciona ao pregador os conhecimentos necessários e o familiariza com o estado atual da pesquisa teológica. É o que chamamos de competência profissional: conhecimento da tradição da Igreja, da Sagrada Escritura, da teologia, do mundo de hoje, etc.
Segundo, a dimensão pastoral. Trata-se de conquistar segurança nos objetivos para com as pessoas confiadas a mim.
Terceiro, a dimensão humana. A pregação é pregação para pessoas. Portanto, o pregador tem que se preparar para esta comunicação com os outros. Será de grande ajuda manter sempre a proximidade com as pessoas, com simplicidade e humildade, e dialogar com elas com franqueza e respeito.
Quarto, a dimensão espiritual. Esta é a dimensão que dá profundidade às outras. A dimensão espiritual implica ver tudo com os olhos de Deus e dar respostas a partir de Deus para todas as situações e problemas pessoais e comunitários.
O artigo da semana passada pode ser lido clicando aqui.
Padre Antonio Rivero tem licenciatura e doutorado em Teologia Espiritual pelo Ateneu Pontifício Regina Apostolorum em Roma. Atualmente exerce seu ministério sacerdotal como professor de teologia e oratória, e diretor espiritual no Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil.
[1] São Tomás recopila as várias imagens com que a Escritura designa o pregador: “O apóstolo denomina com diversos nomes o ofício do pregador, posto que o chama, em primeiro lugar, de soldado, pois ele defende a Igreja contra os inimigos; em segundo lugar, vinhateiro, já que poda os sarmentos supérfluos; também pastor, pois apascenta os súditos com o bom exemplo; boi, porque em tudo deve proceder com gravidade; arador, posto que tem de abrir os corações à fé e à penitência; (...) arquiteto do templo, dado que há de construir e reparar o edifício da Igreja; e, finalmente, ministro do altar, pois há de desempenhar um ofício grato a Deus” (In I ad Cor., c. 9, leit. 1).
“Nas relações com os outros, o amor próprio faz-nos suscetíveis, inflexíveis,
soberbos, impacientes, exagerados na afirmação do próprio eu e dos direitos
pessoais, indiferentes, frios, injustos nos juízos e nas palavras. [...]. O amor próprio faz com que
nos sintamos ofendidos quando somos humilhados, insultados ou postergados, ou
quando não nos consideram, estimam e obsequiam como esperávamos”
O Santo que celebramos neste dia teve a sua primeira biografia escrita pelo seu educador e pai espiritual: São João Bosco. Trata-se do pequeno gigante São Domingos Sávio, exemplo para os que querem ser Santos e a toda a juventude. Domingos Sávio nasceu perto de Turim, em Itália, no ano de 1842; estudou na aldeia e mais tarde foi um dos primeiros a ser acolhido por Dom Bosco no seu Oratório. Estes centros de santificação dos jovens eram um lugar nos arredores de Turim onde assistiam os jovens como escola do primeiro grau; orientação profissional; trabalho e tudo proporcionando o crescimento espiritual e a salvação das almas. São Domingos Sávio era um jovem comum, mas que interiorizou tão bem a espiritualidade salesiana no seu dia a dia que a sua alegria de menino nunca desapareceu, apenas foi purificada de todo e qualquer pecado. O Santo de hoje amava demais a Eucaristia e sua mãe, Nossa Senhora. Um dos lemas por ele vivido era: " Antes morrer do que pecar !!!" Domingos Sávio interiormente amadureceu muito com a vida e sofrimentos que enfrentou em segredo, até contrair uma grave doença e com apenas 15 anos entrar para o Céu em 1857.
E...
Santa Francisca Romana
Santa Francisca, nascida em 1384, era casada, e muito bem casada. Visitava sempre a igreja dos beneditinos. Lá, ela fez o compromisso - juntamente com outras amigas e companheiras - de se dedicar a obras de caridade e à oração. Depois da morte de seu marido, foi viver como simples Irmã entre as pessoas que antes reunira, para a sua grande obra. Podemos até dizer que ela previu novas formas de consagração da mulher, quatro séculos antes de elas entrarem em vigor na Igreja.
É frequentemente representada na companhia do seu Anjo da Guadra, o qual, dizia-se, ela tinha a graça de poder ver.
VATICANO, - (ACI/EWTN Noticias).- A Sala de Imprensa anunciou, através de um comunicado, que o Conclave para a eleição do novo Papa começará nesta terça-feira 12 de março.
O comunicado assinala que "o Colégio de cardeais decidiu na oitava Congregação Geral que teve lugar esta tarde das 17 às 19 horas que o Conclave para a eleição do novo pontífice será inaugurado na terça-feira 12 de março de 2013".
Esse dia, indica o texto, "pela manhã se celebrará na basílica de São Pedro a Santa Missa "Pro eligendo Romano Pontífice". Pela tarde do mesmo dia (os cardeais) entrarão no Conclave.
No Conclave participarão os 115 cardeais eleitores que já se encontram em Roma e que tomam parte nestes dias nas congregações gerais.
Ainda nesta semana saberemos quando começa o Conclave para eleger o novo Pontífice.
Enquanto as Congregações pensam quando e como, é interessante conhecer os nomes, a nacionalidade, a idade dos cardeais eleitores. Por isso ZENIT preparou uma lista informativa.
Quem criou os cardeais eleitores?
Dos 117 cardeais eleitores que têm direito a participar do Conclave, 50 foram nomeados por João Paulo II e 67 por Bento XVI.
A idade média é alta, 74 cardeais têm em média 70 anos ou mais; 38 têm entre 60 e 79 anos de idade; apenas 5 têm menos de 60 anos.
O mais jovem é o indiano Baselios Cleemis Thottunkal de 53 anos, o mais velho é o cardeal Walter Kasper que completa 80 anos hoje, 5 de março.
Em relação à região de proveniência, 61 cardeais são da Europa; a América conta com 33, sendo 17 da América do Norte, 3 da América Central e Caribe, e 13 da América do Sul; 11 cardeais da Ásia e 11 da África; apenas 1 da Oceania.
Dos 117 elegíveis que participarão do Conclave, dois se absterão. Em 21 de fevereiro, o cardeal da Indonésia Julius Riyadi Darmaatmadja, 79 anos, tornou público que por razões de saúde não estará em Roma.
Enquanto o cardeal escocês Keith O'Brien renunciou a diocese e não participará do Conclave. Até agora, 115 cardeais devem participar do Conclave.
Para maior clareza, apresentamos a lista completa de cardeais eleitores, por ordem de idade, do mais velho ao mais novo.
Cidade do Vaticano (RV) - Silêncio, vazio e expectativa: foram estes os sentimentos vividos pelos fiéis, na Praça São Pedro, neste primeiro domingo de Sé Vacante. Muitos fiéis foram à Praça São Pedro para manifestar sua proximidade a Bento XVI e rezar sob a janela fechada do apartamento papal. "Este foi um domingo particular, um domingo estranho. Cheguei à Praça São Pedro e vi muitas pessoas olhando para a janela do apartamento papal. Havia um sentimento de vazio, um vazio que as pessoas entenderam, pois queriam também hoje, não obstante a janela fechada, dar um sinal de presença e escuta no silêncio. Estamos no Ano da Fé e acredito que devemos entender e ler em profundidade o que este gesto de Bento XVI disse para a fé de cada um de nós. Temos de redescobrir o sentido da fé: uma fé mais profunda e vivida talvez com menos palavras e imagens, mas com o coração e a vida", disse um dos presentes na praça entrevistado pela Rádio Vaticano. (MJ)
Obrigado Senhor, por este dia que passou.
Te dou graças por todas as maravilhas que o Senhor opera na minha vida.
Perdão, Senhor, se não fui suficientemente amável e bom
Se não fui dócil à tua ação.
Prometo melhorar.
Cuida dos meus. Cuida de todos aqueles que confiastes a mim. Cuida, Senhor, de mim também.
Seja meu auxílio nos momentos de incerteza e insegurança.
Apresentamos as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante.
1 – OMISSÃO DA CITAÇÃO DO NOME DO PAPA NA ORAÇÃO EUCARÍSTICA E NA LITURGIA DAS HORAS. Durante todo o período de Sé Vacante, ou seja, desde as 16:00 horas do dia 28 de fevereiro de 2013 até a eleição do novo Papa, se omite a citação do nome do Santo Padre na Oração Eucarística e o mesmo não é substituído por nenhum outro nome. Na oração da Liturgia das Horas se omitem as intercessões pelo Papa.
2 – ORAÇÃO PELA ELEIÇÃO DO PONTÍFICE Durante este período, se recomenda, entretanto, que os pastores e fiéis permaneçam em oração pela eleição do novo Papa. Pode-se celebrar nos dias de semana a Missa “Por várias necessidades: Para a Eleição do Papa” (Missal Romano), com a cor litúrgica do tempo da quaresma. Encoraja-se também realização de Hora Santa ou a recitação pública do rosário pela eleição do Papa.
3. APÓS A ELEIÇÃO DO SANTO PADRE Como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis: “88. Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo.”
Assim sendo, a partir do momento do anúncio da eleição do Pontífice, toda a Igreja passa a recordar do Papa como de costume.
“Que exemplo de firmeza na fé nos dá este cego! Uma fé viva, operativa [...].
Que poder continha a água, para que os olhos ficassem curados ao serem
umedecidos? Teria sido mais adequado um colírio misterioso, um medicamento
precioso preparado no laboratório de um sábio alquimista. Mas aquele homem crê;
põe em prática o que Deus lhe ordena, e volta com os olhos cheios de claridade”
"Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus".(Padre Pio)
“Aprendei a chamar branco ao branco e negro ao negro; mal ao mal e bem ao bem.
Aprendei a chamar pecado ao pecado” (João Paulo II, Homilia para universitários em Roma, 26-3-1981)