Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
...

22 de mar. de 2013

VIA SACRA (X ESTAÇÃO)



DÉCIMA ESTAÇÃO:

JESUS É DESPIDO DE SUAS VESTES

“Deste modo se voltou a cumprir a Escritura: repartiram entre si as Minhas vestes e deitaram sortes sobre a Minha túnica (SI 21, 19).

É o espólio, o despojo, a pobreza mais absoluta. Nada ficou ao Senhor a não ser um madeiro.

Para chegar a Deus, Cristo é o caminho; mas Cristo está na Cruz, e, para subir à Cruz, é preciso ter o coração livre, desprendido das coisas da terra.” (S. Josemaría Escrivá. Via Sacra, X Estação)

 

Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

 
Leitura Bíblica: “Depois que crucificaram Jesus, os soldados pegaram suas vestes e as dividiram em quatro partes, uma para cada soldados. A túnica era feita sem costura, uma peça só de cima abaixo. Eles combinaram:´Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar sorte para ver de quem será´. Assim cumpriu-se a escritura: ´Repartiram entre si as minhas vestes e tiraram a sorte sobre minha túnica” ( Jo19,23-24).

 
Canto: Já das vestes despojado,// as sangrentas, pobres vestes, // vão tirar do Bom Jesus. (bis)
Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

Recortes

"A humanidade segue o Senhor com uma lentidão exasperante, porque há muitos cristãos que apenas o seguem de longe, de muito longe.”
(G. Chevrot, Simão Pedro)

VIA-SACRA (IX ESTAÇÃO)

NONA ESTAÇÃO:
JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ

“O Senhor cai pela terceira vez, na ladeira do Calvário, quando faltam apenas quarenta ou cinquenta passos para chegar ao cume. Jesus não se aguenta em pé: faltam-Lhe as forças e jaz, esgotado, por terra.

Todos contra Ele...: os da cidade e os forasteiros, e os fariseus, e os soldados, e os príncipes dos sacerdotes... Sua Mãe - minha Mãe -, Maria, chora.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, IX Estação)


Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

 
Leitura Bíblica: “Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores que levava às costas. E a gente achava que ele era um castigado, alguém por Deus ferido e massacrado (Is 53,4)

Recortes

“Se vês que durmo, se descobres que a dor me assusta, se notas que fico paralisado ao ver de perto a Cruz, não me abandones! Diz-me, como a Pedro, como a Tiago, como a João, que necessitas da minha correspondência, do meu amor. Diz-me que, para seguir-te, para não tornar a abandonar-te às mãos dos que tramam a tua morte, tenho que vencer o sono, as minhas paixões, o comodismo”

21 de mar. de 2013

22 de março celebramos...



Santa Catarina de Gênova
Nasceu em 1447, filha de Giacopo Fieschi e Francesca di Negro, em Genova, Itália. Era a mais nova de 5 filhos. Embora desejasse uma vida religiosa, foi obrigada a casar-se com Jualiano Adorno quando seu pai morreu. O estilo de vida de Juliano provocou-lhe grande desgosto e ficaram reduzidos à miséria.
Catarina conseguiu convertê-lo e ele tornou-se um irmão da Ordem Terceira de São Francisco, tendo concordado em viver com ela como irmãos e em estrita continência.
Catarina tornou-se famosa pelos seus trabalhos nos hospitais e nos bairros pobres da cidade. Em 1479, o casal foi trabalhar no hospital de Pammetone e Catarina foi nomeada diretora da instituição em 1490. Ela quase morreu na praga de 1493 mas recuperou milagrosamente apesar da praga ter matado três quartos dos habitantes da cidade.
Era mística e, segundo a tradição, curava apenas com sua benção e orações. Escreveu o famoso "Diálogo entre Alma e Corpo" e o "Tratado sobre o Purgatório", ambos referidos como notáveis livros sobre misticismo.
Veio a falecer em 14 de Setembro de 1510 e logo o seu túmulo passou a ser local de peregrinação e vários milagres foram atribuidos à sua intercessão.
Foi canonizada em 1737 pelo Papa Clemente XII.
 
 
 
 
S. Zacarias
O Papa S. Zacarias era natural da Calábria (Itália).
Foi eleito em 441, num período caracterizado pela hostilidade de Bizâncio e dos lombardos contra o ducado romano. Pôs em risco a sua vida ao lutar contra os lombardos, cujo rei devolveu à Igreja as terras que havia tomado.
Favoreceu a evangelização da Germânia por S. Bonifácio e colaborou na primeira reforma da Igreja franca, com o apoio de Pepino o Breve, cuja coroação como rei dos francos aprovou .Esta foi a primeira investidura de um soberano por parte de um pontífice.
Soube que mercadores de Veneza traficavam escravos cristãos para os mouros, pelo que os comprou de volta, dando-lhes a liberdade. Faleceu em 22 de Março de 752.




S. Saturnino
Foi um dos sete bispos enviados por Roma para a evangelização das Gálias, onde fundou a diocese de Toulouse. Segundo um relato do século V, incorreu na ira dos sacerdotes de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro. Certo dia, os devotos de Júpiter prenderam São Saturnino e exigiram que fosse ele próprio sacrificar o touro. Diante da recusa do Santo, que ademais desafiou Júpiter a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os pagãos o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo touro. Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm, na Espanha, como seu protetor especial.

20 de mar. de 2013

Sacerdotes argentinos: Papa Francisco nos salvou durante a ditadura


BUENOS AIRES - (ACI/EWTN Noticias).- “As acusações são infâmias. O que me consta é que ele salvou e defendeu muita gente”, afirmou o sacerdote argentino Carlos González ao recordar o papel que teve o então Superior Provincial dos Jesuítas, Pe. Jorge Bergoglio –hoje Papa Francisco–, durante a ditadura argentina, protegendo os que foram perseguidos pelos militares.

Em uma intervenção transmitida por TV, o Pe. González uniu seu testemunho ao dos sacerdotes Enrique Martínez e Miguel La Civita, os quais durante a ditadura argentina eram seminaristas de La Rioja, dirigida então por Dom Enrique Angelelli.

Papa é difamado por jornalista que colaborou com a ditadura na Argentina



Horacio Verbitsky
BUENOS AIRES - (ACI/EWTN Noticias).- Em uma coluna publicada no site ArgentinosAlerta, o jovem escritor Agustín Laje revela que o diretor do jornal oficialista argentino Página 12, Horacio Verbitsky, foi um “agente duplo” que apoiou a ditadura na Argentina há 30 anos.

VIA-SACRA (VIII ESTAÇÃO)


OITAVA ESTAÇÃO:
JESUS CONSOLA AS MULHERES DE JERUSALÉM.

 

“Contrição profunda pelos nossos pecados. Dor pela malícia inesgotável dos homens que se preparam para dar a morte ao Senhor. Reparação pelos que ainda se obstinam em tornar estéril o sacrifício de Cristo na Cruz.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, VIII Estação)

 

Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

 
Leitura Bíblica: “Uma grande multidão de povo o seguia. E mulheres batiam no peito, e choravam por Jesus. Ele, porém, voltou-se, e disse: ‘Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim! Chorem por vocês mesmas e por seus filhos! Porque dias virão em que se dirá: Felizes das mulheres que nunca tiveram filhos, dos ventres que nunca deram à luz e dos seios que nunca amamentaram” (Lc 23, 27-29).

 

Canto: Das mulheres que choravam,/ que fiéis o acompanhavam,/ é Jesus consolador. (bis)

Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

VIA-SACRA (VII ESTAÇÃO)

SÉTIMA ESTAÇÃO:
JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ

“Que os tropeços e derrotas não nos afastem, nunca mais, d'Ele. Como a criança débil se lança compungida nos braços vigorosos do seu pai, tu e eu agarrar-nos-emos ao jugo de Jesus. Só essa contrição e essa humildade transformarão a nossa fraqueza humana em fortaleza divina.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, VII Estação)

 

Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e voa bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

Leitura Bíblica: “Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, individuo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos conhecimento (Is 53,3).

 
Canto: Novamente desmaiado,/ sob a cruz que vai levando,/ cai por terra o Salvador. (bis)
Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

Recortes

“Que sentiste, Senhora, ao veres assim o teu Filho? (...) Olho para ti, e não encontro palavras para falar da tua dor. (...)  Obrigado, minha Mãe! Dá-me essa atitude decidida de entrega, de esquecimento próprio absoluto.
 
Que diante das almas, ao aprender de ti até onde chegam as exigências da corredenção, tudo me pareça pouco. Mas lembra-te de vir ao meu encontro, no caminho, porque sozinho não saberei seguir adiante.” ( M. Montenegro, Vía Crucis.)

Que Deus o proteja e inspire...

Foto: jornal "La Republica"

 
Tú és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja" (Mt 16,18)

19 de mar. de 2013

Quarta-feira da 5ª semana da Quaresma

 
 
Evangelho João 8,31-42
Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e co­nhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?”
34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”.
39Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”.
Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. 42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”. 
 
 
Comentário ao Evangelho do dia feito por Concílio Vaticano II. Constituição dogmática sobre a Igreja no mundo contemporâneo, «Gaudium et Spes», §§ 16-17

«Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres»
No fundo da própria consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer; essa voz, que o chama constantemente ao amor do bem e à fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu coração: faz isto, evita aquilo. O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus; a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado (Rm 2, 14-16). A consciência é o centro mais secreto e o santuário do homem, no qual se encontra a sós com Deus, cuja voz se faz ouvir na intimidade do seu ser. [...]


Só na liberdade é que o homem se pode converter ao bem. Os homens de hoje apreciam grandemente e procuram com ardor esta liberdade; e com toda a razão. Muitas vezes, porém, fomentam-na dum modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que lhes agrade. A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem. Pois Deus quis «deixar o homem entregue à sua própria decisão» (Gn 1,26), para que busque por si mesmo o seu Criador e livremente chegue à total e beatífica perfeição, aderindo a Ele. A dignidade do homem exige portanto que ele proceda segundo a própria consciência e por livre adesão. [...] O homem atinge esta dignidade quando, libertando-se da escravidão das paixões, tende para o fim pela livre escolha do bem e procura a sério e com diligente iniciativa os meios convenientes. Mas a liberdade do homem, ferida pelo pecado, só com a ajuda da graça divina pode tornar plenamente efectiva esta orientação para Deus.
 
 
 
Salmo Daniel 3,52-56
 
— A vós louvor, honra e glória eternamente!— Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. A vós louvor, honra e glória eternamente! Sede bendito, nome santo e glorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— No templo santo onde refulge a vossa glória. A vós louvor, honra e glória eternamente! E em vosso trono de poder vitorioso. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito, que sondais as profundezas. A vós louvor, honra e glória eternamente! E superior aos querubins vos assentais. A vós louvor, honra e glória eternamente!
— Sede bendito no celeste firma­mento. A vós louvor, honra e glória eternamente!

A um pai exaltemos, sempre com mais fervor

Dia muito especial.
Jubileu de Ouro
comandando...

inaugurando

D. Washington

18 de mar. de 2013

VIA SACRA (VI ESTAÇÃO)


SEXTA ESTAÇÃO:



VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

“Assim, nada poderá deter-nos: nem os respeitos humanos, nem as paixões, nem esta carne que se rebela porque somos uns velhacos, nem a soberba, nem... a solidão.

Um cristão nunca está sozinho. Se te sentes abandonado, é porque não queres olhar para esse Cristo que passa tão perto... talvez com a Cruz.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, VI Estação)


Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e voa bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

 
Leitura Bíblica: “Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto” (Is 53,2-4).


Canto: Eis o rosto ensanguentado, // por Verônica enxugado, // que no pano apareceu. (bis)

- Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

São José - 19 de março

 
Hoje, comemoramos o grande patrono da Igreja Universal, São José. Ninguém ignora que São José é o esposo de Nossa Senhora e pai adotivo de Jesus. A Bíblia não fala muito dele. No entanto, o amor cristão faz de cada palavra do Evangelho de São Mateus um ensinamento novo para a vida. Eis alguns factos que sempre recordamos: A ordem dada a São José, de receber Maria como esposa. É o fim do Antigo Testamento e o começo do Novo. Ele é o patriarca, o grande pai. A fuga para o Egito e a volta lembram a história de todo o povo de Israel - o Êxodo. Portanto, São José é o amigo do povo, dos pobres, dos pequeninos, dos perseguidos e dos sofredores. Da Bíblia, recebeu ele o título maior que ela costuma dar a alguém: Justo. São José era um homem "justo". Tanto a Idade Média quanto os tempos modernos lembraram muito São José como modelo para o lar e, também, para o operário. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protector escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.

Recortes (S. José)

E como um homem que se entregou é um homem que já não se pertence, José deixou de se preocupar consigo próprio a partir do momento em que, ilustrado pelo anjo naquele primeiro sonho, aceitou plenamente o desígnio de Deus sobre ele [...]. O Senhor confiou-lhe a sua família e José não o decepcionou; Deus apoiou-se nele, e ele manteve-se firme em toda a espécie de circunstâncias” (F. Suárez, José, esposo de Maria)

S. JOSÉ, esposo da Virgem Santa Maria, padroeiro da Igreja - Solenidade

Evangelho Mateus 1,16.18-21.24a
16Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. 18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. 19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 24aQuando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.
\+

Ou (escolhe-se um dos evangelhos)

Evangelho (Lc 2,41-51)

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente.
 
 
Comentário ao Evangelho feito por: Francisco F. Carvajal. Site: Falar com Deus
 
 
SERVO BOM E FIEL, entra no gozo do teu Senhor. Estas palavras da Antífona da Comunhão da Missa seriam ouvidas um dia por São José depois de ter cumprido amorosa e alegremente a sua missão na terra. São palavras cheias de alegria que o Senhor também nos dirá se formos fiéis à nossa vocação, ainda que nos tenha sido necessário recomeçar muitas vezes, com humildade e simplicidade de coração. Em outro momento da Missa do dia, repete-se a palavra fidelidade aplicada a São José: Deus todo-poderoso, que confiastes os primeiros mistérios da salvação dos homens à fiel custódia de São José..., rezamos na Oração coleta. É como se o Senhor quisesse recordar-nos hoje a fidelidade aos nossos compromissos para com Ele e para com os outros, a fidelidade à vocação recebida de Deus, à chamada que cada cristão recebeu, aos seus afazeres no mundo conforme o querer de Deus.
A nossa vida não tem outro sentido senão sermos fiéis ao Senhor, em qualquer idade ou circunstância em que nos encontremos. Disso dependem, sabemo-lo bem, a nossa felicidade nesta vida e, em boa parte, a felicidade dos que estão ao nosso lado. São José passou por situações bastante díspares e nem todas foram humanamente gratas, mas o Santo Patriarca foi firme como a rocha e sempre contou com a ajuda de Deus.
Nada desviou José do caminho que lhe tinha sido traçado: foi o homem que Deus, num gesto de absoluta confiança, colocou à frente da sua família aqui na terra. “Que outra coisa foi a sua vida senão uma total dedicação ao serviço para que tinha sido chamado? Esposo da Virgem Maria, pai de Jesus segundo a lei [...], consumiu a sua vida com a atenção posta neles, entregando-se por inteiro ao cumprimento da sua missão. E como um homem que se entregou é um homem que já não se pertence, José deixou de se preocupar consigo próprio a partir do momento em que, ilustrado pelo anjo naquele primeiro sonho, aceitou plenamente o desígnio de Deus sobre ele [...]. O Senhor confiou-lhe a sua família e José não o decepcionou; Deus apoiou-se nele, e ele manteve-se firme em toda a espécie de circunstâncias” (F. Suárez, José, esposo de Maria). Deus, para muitas coisas grandes, apóia-se em nós... Iremos decepcioná-lo?
Dizemos hoje ao Senhor que queremos ser fiéis, devotados aos nossos afazeres divinos e humanos na terra, como o foi São José, sabendo que disso depende o sentido de toda a nossa vida. Examinemos devagar em que coisas poderíamos ser mais fiéis à nossa missão na terra: compromissos com Deus, com os que estão sob os nossos cuidados, na ação apostólica, na tarefa profissional...
 
 
SALMO 88
 
— Eis que a sua descendência durará eternamente.
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
— Ele, então, me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!” Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.

Queridos amigos

Queridos amigos,
 
O tempo passa! Nossos dias se esvaem como a palha seca levada pelo vento. Cada instante é uma preciosidade de Deus, uma chance que não podemos perder.
 
Há alguns que pensam na vida como um pesado fardo. Outros dela fogem sem enfrentá-la. Há ainda aqueles que nem pensam nela. Mas o fato é que a vida, neste mundo, é breve. Apesar disso ela é linda, encantadora, sublime...
 
Então lhes digo: não percamos nosso tão precioso tempo com coisas que não valem a pena; com sentimentos que não necessitamos e não nos ajudam; com vãos resquícios e perturbações. Em nós, que experimentamos o Amor, não deve haver espaço para armazenar tristezas e ressentimentos. Consideremos tudo como lixo pois eis que temos o Tesouro. Vale a pena vender todos os bens para tê-Lo, visto que Ele não poupou nada, nem mesmo a vida para nos adquirir.
 
Sigamos em frente, rumo à meta. Sim, há uma meta a ser alcansada. Ela está muito além daquelas que almejamos nesta vida. Aguarda-nos um prêmio infinitamente maior do que estes que o mundo oferece. Enquanto caminhamos entre as coisas que passam, abracemos as que são eternas, sólidas, verdadeiras.
 
Esteja sobre ti a poderosa mão de Deus. Santa e abençoada semana.
 
Vosso servo, Pe Elenivaldo

Recortes


“As tentações de Nosso Senhor são também as tentações dos seus servidores individualmente. Mas, como é natural, o grau é diferente: o demônio não nos oferecerá a vós e a mim todos os reinos do mundo. Conhece o mercado e, como bom vendedor, oferece exatamente o que calcula que o comprador quererá." (Ronald Knox. Sermões pastorais)

VIA SACRA (V ESTAÇÃO)


QUINTA ESTAÇÃO:
O CIRENEU AJUDA JESUS A CARREGAR A CRUZ
 

“Não é tarde nem tudo está perdido... Ainda que te pareça. Ainda que o repitam mil vozes agoirentas. Ainda que te assediem olhares de troça e incredulidade... Chegaste numa boa altura para carregar com a Cruz: a Redenção está a fazer-se - agora! -, e Jesus tem necessidade de muitos cireneus.” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, V Estação)

 
Dir.: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!

Leitura Bíblica: “Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, pegaram certo Simão, da cidade de Cirene que voltava do campo, e o forçaram a carregar a cruz atrás de Jesus. Uma grande multidão do povo o  seguia” (Lc 23,26).

 
Canto: No caminho do calvário/ um auxílio necessário,// não lhe nega o Cireneu. (bis)
Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

Segunda-feira da 5ª semana da Quaresma

Evangelho João 8,12-20

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.»
Disseram-lhe, então, os fariseus: «Tu dás testemunho a favor de ti mesmo: o teu testemunho não é válido.»
Jesus respondeu-lhes: «Ainda que Eu dê testemunho a favor de mim próprio, o meu testemunho é válido, porque sei donde vim e para onde vou. Vós é que não sabeis donde venho nem para onde vou.
Vós julgais segundo critérios humanos; Eu não julgo ninguém.
Mas, mesmo que Eu julgue, o meu julgamento é verdadeiro, porque não estou só, mas Eu e o Pai que me enviou.
Na vossa Lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é válido;
sou Eu a dar testemunho a favor de mim, e também dá testemunho a meu favor o Pai que me enviou.»
Perguntaram-lhe, então: «Onde está o teu Pai?» Jesus respondeu: «Não me conheceis a mim, nem ao meu Pai. Se me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai.»
Jesus pronunciou estas palavras junto das caixas das ofertas, quando estava a ensinar no templo. E ninguém o prendeu, porque ainda não tinha chegado a sua hora.
 
 
Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja. Sermões sobre o Evangelho de João, n º 35, 4-5.9
 

«Quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida»
Os fariseus disseram-Lhe: «Tu dás testemunho a favor de Ti mesmo: o Teu testemunho não é válido.» [...] Jesus respondeu: «Ainda que Eu dê testemunho a favor de Mim mesmo, o Meu testemunho é válido, porque sei donde vim e para onde vou.» A luz mostra os objectos que ilumina, e ao mesmo tempo mostra-se a si própria. [...] «Sei de onde vim e para onde vou.» Aquele que está à vossa frente e que fala possui o que não deixou [...]: ao vir a este mundo, Ele não deixou o céu, e ao voltar para o céu, não nos abandonou. [...] Isto é impossível ao homem, é impossível ao próprio sol: assim, quando vai para ocidente, abandona o oriente e, até voltar ao oriente, não está lá. Mas Nosso Senhor Jesus Cristo vem à terra e está no céu; e volta para o céu, e está na terra. [...]


São Pedro escreveu: «Temos bem confirmada a palavra dos profetas à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha no escuro, até que o dia amanheça» (2P 1,19). Então, quando o Senhor vier, nas palavras do apóstolo Paulo, «iluminará o que está oculto nas trevas» (1 Cor 4,5). [...] Perante essa luz, as tochas deixarão de ser necessárias: deixaremos de ler os profetas, não mais abriremos as epístolas dos apóstolos, não mais pediremos o testemunho de João Batista, não teremos sequer necessidade do Evangelho. Todas as Escrituras, que estavam acesas para nós como tochas no meio da noite no nosso mundo, desaparecerão. [...] O que vamos ver? [...] «No princípio era o Verbo, a Palavra de Deus, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). Chegaras à fonte de onde o orvalho se derramou sobre ti, de onde saíram esses raios quebrados que chegaram por mil desvios até ao teu coração envolto em trevas. Verás a própria luz a descoberto. [...] «Ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos como Ele é» (1Jo 3,2). [...] Vou deixar este livro [...]; foi bom desfrutarmos juntos da sua luz [...] mas, separando-nos agora, não abandonemos essa luz.
 
 
 
Salmo 22
 
— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, com óleo vós ungis minha cabeça, e meu cálice transborda.
— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.
 

17 de mar. de 2013

Abençoado Domingo

Neste domingo o Senhor fala-nos sobre opções, sinceridade e perdão. Em oposição a uma sociedade onde reina a tibieza, a mentira e os pré-julgamentos.
A mulher apanhada em adultério e levada à presença do Senhor é figura de toda a humanidade humilhada pelo pecado e escarnecida pelo Maligno.
O Senhor que é justo e sábio olha para nossa pequenez e sentencia: "eu também não te condeno." E acrescenta: - "vai e não voltes a pecar". Assim agindo, ensina que abandonar o pecado é condição para se estar de pé.
 
 
-|-|-|-|-|-|-
 
 
Senhor, com teus gestos ensina-nos que  a verdadeira religião pratica-se sendo misericordioso. -
Tende paciência conosco, especialmente quando transformamos as coisas sagradas em oportunidades para apedrejar os mais fracos.
Em vossa benevolência envia teu Espírito sobre nós para que tenhamos sabedoria diante das situações difíceis. E, quando nos faltarem as palavras (e elas sempre nos faltam), sintamos o soprar da brisa suave dando-nos a certeza de que não estamos sozinhos diante dos nossos algozes.
Amém.
 
(Pe Elenivaldo Santos)

16 de mar. de 2013

Evangelho deste domingo, 17 de março


NÓS VOS ADORAMOS, SENHOR, E VOS BENIZEMOS
- PORQUE, PELA VOSSA SANTA CRUZ, REMISTES O MUNDO

5º Domingo da Quaresma - Ano C

Evangelho João 8,1-11

Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.
3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”
6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
10Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles?” Ninguém te condenou?”
11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.
 
 

Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II (1920-2005), papa Encíclica «Dives in misericordia», §2.



«Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra»
 
«Ninguém jamais viu a Deus», escreve São João para dar maior relevo à verdade segundo a qual «o Filho unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer» (Jo 1,18). [...] A verdade revelada por Cristo a respeito de Deus, «Pai das misericórdias» (2Co 1,3), permite-nos «vê-Lo» particularmente próximo do homem, sobretudo quando este sofre, quando é ameaçado no próprio coração da sua existência e da sua dignidade.


Por este motivo, na actual situação da Igreja e do mundo, muitos homens e muitos ambientes, guiados por vivo sentido de fé, voltam-se quase espontaneamente, por assim dizer, para a misericórdia de Deus. São impelidos a fazê-lo certamente pelo próprio Cristo, o Qual, mediante o Seu Espírito, continua operante no íntimo dos corações humanos. O mistério de Deus «Pai das misericórdias» revelado por Cristo torna-se, no contexto das hodiernas ameaças contra o homem, como que um singular apelo dirigido à Igreja.


Pretendo acolher tal apelo; desejo inspirar-me na linguagem da revelação e da fé, linguagem eterna e ao mesmo tempo incomparável pela sua simplicidade e profundidade, para com ela exprimir, uma vez mais, diante de Deus e dos homens, as grandes preocupações do nosso tempo. A revelação e a fé ensinam-nos, efectivamente, não tanto a meditar de modo abstracto sobre o mistério de Deus, «Pai das misericórdias», quanto a recorrer a esta mesma misericórdia em nome de Cristo e em união com Ele. Cristo não disse, porventura, que o nosso Pai, Aquele que «vê o que é secreto» (Mt 6,4), está continuamente à espera, por assim dizer, de que nós, apelando para Ele em todas as necessidades, perscrutemos cada vez mais o Seu mistério: o mistério do Pai e do Seu amor? É meu desejo, portanto, que estas considerações sirvam para aproximar mais de todos tal mistério e se tornem, ao mesmo tempo, um vibrante apelo da Igreja à misericórdia, de que o homem e o mundo contemporâneo tanto precisam. E precisam dessa misericórdia, mesmo sem muitas vezes o saberem.
 
 
 
Salmo 125
 
— Maravilhas fez conosco o Senhor,/ exultemos de alegria!— Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,/ parecíamos sonhar;/ encheu-se de sorriso nossa boca,/ nossos lábios, de canções.
— Entre os gentios se dizia: “Maravilhas/ fez com eles o Senhor!”/ Sim, maravilhas fez conosco o Senhor,/ exultemos de alegria!
— Mudai a nossa sorte, ó Senhor,/ como torrentes, no deserto./ Os que lançam as sementes entre lágrimas/ ceifarão com alegria.
— Chorando de tristeza sairão,/ espalhando suas sementes;/ cantando de alegria voltarão,/ carregando os seus feixes!

15 de mar. de 2013

VIA SACRA (IV ESTAÇÃO)


QUARTA ESTAÇÃO:
JESUS SE ENCONTRA COM SUA MÃE
 
 
“Jesus esperou por este encontro com Sua Mãe. Quantas recordações de infância!: Belém, o longínquo Egito, a aldeia de Nazaré. Agora, também a quer junto de Si, no Calvário.
Necessitamos dela!... Na escuridão da noite, quando uma criança pequena tem medo, grita: mãezinha!” (S. Josemaría Escrivá. Via-Sacra, IV Estação)
 
Dir.: Nós vos adoramos, senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
T.: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
 
Leitura Bíblica: “Simeão disse a Maria, mãe de Jesus: ‘Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc 2, 34-35).
 
Canto: Vê a dor da Mãe amado/ que se encontra desolada,// com seu Filho em aflição. (bis)
Pela Virgem Dolorosa,/ Vossa Mãe tão piedosa,// Perdoai-me meu Jesus. (Bis)

Recortes

Por vezes, é para com Deus mesmo que nos mostramos impacientes. Como o povo no deserto, também nós gritamos a Deus: porquê toda esta caminhada penosa?
 
Guardemos, pois, a confiança: Deus responde às nossas orações, à sua maneira, no tempo oportuno. Ele saberá suscitar novas iniciativas para a reconciliação dos cristãos, de acordo com as necessidades do nosso tempo. (Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos)
 
 
 
Tributo a Van Gogh

Sábado da 4ª semana da Quaresma

Evangelho João 7,40-53

Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?”
43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?”
46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então os fari­seus disseram-lhes: “Também vós vos dei­xastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!”
50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.
 
Comentário ao Evangelho do dia: Concílio Vaticano II. Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen Gentium», § 9


Pela Sua Cruz, Cristo reúne os homens divididos e dispersos
 
Esta nova aliança instituiu-a Cristo no novo testamento no Seu sangue (cf 1Cor 11,25), chamando o Seu povo de entre os judeus e os gentios, para formar um todo, não segundo a carne mas no Espírito, a fim de o tornar o Povo de Deus [...], «raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo conquistado [...], que outrora não era povo, mas agora é povo de Deus» (1Ped 2,9-10). [...]


Por isso é que este povo messiânico, ainda que não abranja de facto todos os homens, e não poucas vezes apareça como um pequeno rebanho, é contudo, para todo o género humano, o mais firme germe de unidade, de esperança e de salvação. Estabelecido por Cristo como comunhão de vida, de caridade e de verdade, é também por Ele assumido como instrumento de redenção universal e enviado a toda a parte como luz do mundo e sal da terra (Mt. 5,13-16). [...] Aos que se voltam com fé para Cristo, autor de salvação e princípio de unidade e de paz, Deus chamou-os e constituiu-os em Igreja, a fim de que ela seja para todos e cada um sacramento visível desta unidade salutar.


Destinada a estender-se a todas as regiões, a Igreja entra na história dos homens, ao mesmo tempo que transcende os tempos e as fronteiras dos povos. Caminhando por meio de tentações e tribulações, a Igreja é confortada pela força da graça de Deus que lhe foi prometida pelo Senhor, para que não se afaste da perfeita fidelidade por causa da fraqueza da carne mas permaneça digna esposa do seu Senhor e, sob a acção do Espírito Santo, não cesse de se renovar até, pela cruz, chegar à luz que não conhece ocaso.