Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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7 de mai. de 2013

Quarta-feira da 6ª semana da Páscoa


Evangelho João 16,12-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 
14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”. 



Comentário ao Evangelho do dia feito por Concílio Vaticano II. Constituição dogmática sobre a Igreja «Lumen gentium», §§ 4 e 12


«Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa.»

Ele é o Espírito de vida, ou a fonte de água que jorra para a vida eterna (cf Jo 4,14; 7,38-39), por Quem o Pai vivifica os homens mortos pelo pecado, até que ressuscite em Cristo os seus corpos mortais (cf Rom 8,10-11). O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis como num templo (cf 1Cor 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dá testemunho da adoção de filhos (cf Gal 4,6; Rom 8,15-16.26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total (cf Jo 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os Seus frutos (cf Ef 4,11-12; 1Cor 12,4; Gal 5,22). Pela força do Evangelho, rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: «Vem» (cf Ap 22,17)! [...]


A totalidade dos fiéis que receberam a unção do Espírito Santo (cf Jo 2,20.27) não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé do povo todo, quando este, «desde os bispos até ao último dos fiéis leigos» (Santo Agostinho), manifesta consenso universal em matéria de fé e costumes. Com este sentido da fé, que se desperta e sustenta pela acção do Espírito de verdade, o Povo de Deus, sob a direcção do sagrado magistério que fielmente acata, já não recebe simples palavra de homens, mas a verdadeira palavra de Deus (cf 1Tess 2,13), adere indefectivelmente à fé uma vez confiada aos santos (cf Jud 3), penetra-a mais profundamente com juízo acertado e aplica-a mais totalmente na vida.


Além disso, este mesmo Espírito Santo não só santifica e conduz o Povo de Deus por meio dos sacramentos e ministérios e o adorna com virtudes mas, «distribuindo a cada um os seus dons como Lhe apraz» (1Cor 12,11), distribui também graças especiais entre os fiéis de todas as classes, as quais os tornam aptos e dispostos a tomar diversas obras e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja, segundo aquelas palavras: «a cada qual se concede a manifestação do Espírito em ordem ao bem comum» (1Cor 12,7).



SALMO 148
Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

— Louvai o Senhor Deus nos altos céus, louvai-o no excelso firma­mento! Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, louvai-o, legiões celestiais!
— Reis da terra, povos todos, bendizei-o, e vós, príncipes e todos os juízes; e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei-o!
— Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, porque somente o seu nome é excelso! A majestade e esplendor de sua glória ultrapassam em grandeza o céu e a terra.
— Ele exaltou seu povo eleito em poderio; ele é o motivo de louvor para os seus santos. É um hino para os filhos de Israel, este povo que ele ama e lhe pertence.

6 de mai. de 2013

Terça-feira da 6ª semana da Páscoa


João 16,5-11
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9o pecado, porque não acreditaram em mim; 10a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”. 



Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa Poesia Pentecostes 1937.

«É melhor para vós que Eu vá, pois, se Eu não for, o Paráclito não virá a vós»

Quem és Tu, doce luz que me preenche 
E que ilumina a treva do meu coração? [...] 
Serás o Mestre da obra, 
O construtor da catedral eterna 
Que se eleva desde a terra até ao céu? 
Tu dás vida às colunas que se erguem, 
Altas e aprumadas, sólidas e imutáveis (Ap 3,12); 
Que, marcadas pelo selo do nome divino e eterno, 
Se lançam em direção à luz e suportam a cúpula  
Que remata e coroa a santa catedral, 
Obra Tua que abarca o universo inteiro: 
Santo Espírito, mão de Deus criadora! [...] 


Serás o suave cântico de amor 
E o respeito sagrado que ecoa sem fim 
À roda do trono da Trindade santa (Ap 4,8), 
Sinfonia em que ressoa 
A nota pura emitida por cada criatura? 
O som harmonioso, 
O acorde unânime dos membros e da Cabeça (Col 2,19), 
Em que cada um, na plenitude da alegria, 
Descobre o sentido misterioso do seu ser 
E o deixa jorrar, num grito de júbilo 
Libertado, 
Ao participar na Tua própria manifestação: 
Santo Espírito, regozijo eterno!

Escola de Maria (V e VI)


Graça e paz! Estamos estudando o texto da Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae" (O Rosário da Virgem Maria), do beato João Paulo II.



Iniciamos...: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Ave Maria, cheia de graças...


CAPÍTULO I: CONTEMPLAR CRISTO COM MARIA


Recordar Cristo com Maria

13. O contemplar de Maria é, antes de mais, um recordar. Convém, no entanto, entender esta palavra no sentido bíblico da memória (zakar), que atualiza as obras realizadas por Deus na história da salvação. A Bíblia é narração de acontecimentos salvíficos, que culminam no mesmo Cristo. Estes acontecimentos não constituem somente um “ontem”; são também o “hoje” da salvação.

Esta atualização realiza-se particularmente na Liturgia: o que Deus realizou séculos atrás não tinha a ver só com as testemunhas diretas dos acontecimentos, mas alcança, pelo seu dom de graça, o homem de todos os tempos. Isto vale, de certo modo, também para qualquer outra piedosa ligação com aqueles acontecimentos: « fazer memória deles », em atitude de fé e de amor, significa abrir-se à graça que Cristo nos obteve com os seus mistérios de vida, morte e ressurreição.

Por isso, enquanto se reafirma, com o Concílio Vaticano II, que a Liturgia, como exercício do ofício sacerdotal de Cristo e culto público, é « a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força », convém ainda lembrar que « a participação na sagrada Liturgia não esgota a vida espiritual. O cristão, chamado a rezar em comum, deve também entrar no seu quarto para rezar a sós ao Pai (cf. Mt 6, 6); mais, segundo ensina o Apóstolo, deve rezar sem cessar (cf. 1 Tes 5, 17) ».(16) O Rosário, com a sua especificidade, situa-se neste cenário diversificado da oração « incessante », e se a Liturgia, ação de Cristo e da Igreja, é ação salvífica por excelência, o Rosário, enquanto meditação sobre Cristo com Maria, é contemplação salutar. De fato, a inserção, de mistério em mistério, na vida do Redentor faz com que tudo aquilo que Ele realizou e a Liturgia atualiza, seja profundamente assimilado e modele a existência.


VI 

Aprender Cristo de Maria

14. Cristo é o Mestre por excelência, o revelador e a revelação. Não se trata somente de aprender as coisas que Ele ensinou, mas de “aprender a Ele”. Porém, nisto, qual mestra mais experimentada do que Maria? Se do lado de Deus é o Espírito, o Mestre interior, que nos conduz à verdade plena de Cristo (cf. Jo 14, 26; 15, 26;16, 13), de entre os seres humanos, ninguém melhor do que Ela conhece Cristo, ninguém como a Mãe pode introduzir-nos no profundo conhecimento do seu mistério.

O primeiro dos “sinais” realizado por Jesus –a transformação da água em vinho nas bodas de Caná – mostra-nos precisamente Maria no papel de mestra, quando exorta os servos a cumprirem as disposições de Cristo (cf.Jo 2, 5). E podemos imaginar que Ela tenha desempenhado a mesma função com os discípulos depois da Ascensão de Jesus, quando ficou com eles à espera do Espírito Santo e os animou na primeira missão. Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como frequentar a “escola” de Maria para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem.

Uma escola, a de Maria, ainda mais eficaz, quando se pensa que Ela a dá obtendo-nos os dons do Espírito Santo com abundância e, ao mesmo tempo, propondo-nos o exemplo daquela « peregrinação da fé »,(17)na qual é mestra inigualável. Diante de cada mistério do Filho, Ela convida-nos, como na sua Anunciação, a colocar humildemente as perguntas que abrem à luz, para concluir sempre com a obediência da fé: « Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra » (Lc 1, 38).

PRÓXIMO PARAGRAFO: 
Configurar-se a Cristo com Maria


Celebra-se a 6 de maio...




Santa Benedita de Roma - (ou Benta), religiosa, séc. VI


Viveu no sexto século e era uma freira de um convento fundado em Roma por Santa Galla. O papa São Gregorio Magno narra na historia que escreveu dela que São Pedro apareceu a Santa Benedita em uma visão para a avisar de sua morte.
Dedicava a sua vida em ajudar os pobres e doentes e certa vez uma de suas companheiras de convento viu um anjo a fazer os afazeres de Santa Benedita porque ela estava fora a cuidar de um doente e suas tarefas não podiam se atrasar.
Quando veio a falecer, uma luz brilhante e um perfume forte de incenso encheram o quarto.
Seu túmulo passou a ser local de romaria e vários milagres são creditados a sua intercessão.
 Mais tarde suas relíquias foram trasladadas para  a igreja de Santa Maria Maior em Roma.      
Sua festa é celebrada no dia 6 de maio.




Santo André Kim - e 102 Companheiros, mártires coreanos, entre 1791 e 1866

André Kim e os seus 102 companheiros foram canonizados por João Paulo II, durante a sua viagem à Coreia, no dia 6 de Maio de 1984. Nesta ocasião, os coreanos, e com eles toda a Igreja, celebraram o segundo centenário da implantação do cristianismo na Coreia. "No decorrer destes 200 anos, a Igreja Católica na Coreia foi regada pelo sangue dos seus mártires, cristãos de todas as idades e classes sociais: crianças, adultos, homens, mulheres, sacerdotes, leigos, ricos e pobres." 
Assim falou João Paulo II, na ocasião: "Observai: mediante esta liturgia de canonização, os bem-aventurados mártires coreanos são inscritos no catálogo dos santos da Igreja católica. Estes são verdadeiros filhos e filhas da vossa Nação, juntamente com numerosos missionários vindos de outras terras. São os vossos antepassados, pela descendência, língua e cultura. Ao mesmo tempo, são os vossos pais e as vossas mães na fé que testemunharam derramando o seu próprio sangue.".



São Domingos SávioO santo de hoje viveu o lema "Antes morrer do que pecar".

Nascido em Turim, na Itália, no ano de 1842, Domingos conheceu muito cedo Dom Bosco e participou do Oratório - lugar de formação integral - onde seu coração se apaixonou por Jesus e Nossa Senhora Auxiliadora.
Pequeno na estatura, mas gigante na busca de corresponder ao chamado à santidade, foi um ícone da alegria de ser santo. Um jovem comum, que buscava cumprir os seus deveres e amava a vida de oração.
Com a saúde fragilizada, faleceu com apenas 15 anos


Segunda-feira da 6ª semana da Páscoa


Evangelho João 15,26–16,4a
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15,26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 
27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4aEu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”. 


Comentário ao Evangelho do dia feito por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa. Poema «Sete Raios de uma Novena de Pentecostes», estrofes 1, 3-4 (Pentecostes de 1937/1942)





«O Espírito da Verdade [...] que Eu vos hei-de enviar da parte do Pai»

Doce luz, quem serás tu? [...] 
O raio refulgente como o relâmpago 
Do alto trono do Juiz eterno, 
Penetrando como um ladrão na noite da alma (Lc 12,39) 
Desdenhosa de si própria? 
Tão misericordioso quanto implacável 
Perscrutas as suas recônditas profundezas 
Assim a assustando com o que ela vislumbra, 
E por isso refugiada em sagrado temor 
Diante do início omnisciente vindo do Alto 
Que no Alto nos traz ancorados 
Pela Tua acção recriadora, 
Espírito Santo, raio imparável! 


Ou serás a plenitude do Espírito e do poder 
Que permite ao Cordeiro abrir os selos 
Do eterno decreto de Deus? (Ap 5,7ss) 
Às Tuas ordens os mensageiros do Julgamento 
Cavalgam pelo mundo inteiro 
Separando ao fio da espada o Reino da Luz 
Do reino das trevas (Ap 6,2ss) 
Os Céus serão novos e nova a Terra (Ap 21,1; Is 65,17) 
E tudo encontrará o seu devido lugar 
Pelo Teu sopro ligeiro,  
Espírito Santo, vitorioso poder!



Salmos 149
— O Senhor ama seu povo de verdade.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória aos seus humildes.
— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca, eis a glória para todos os seus santos.

4 de mai. de 2013

Quando o leitor deve inclinar-se?


(Zenit.org) Pe. Edward McNamara, L.C. |

“Surgiu uma dúvida em nossa comunidade: quando o leitor se dirige ao ambão para proclamar a Palavra, deve fazer uma inclinação diante do ambão, do altar ou do tabernáculo?” – M.V.L., Itália

O pe. McNamara formulou a seguinte resposta:

Reina em torno desta pergunta recorrente uma certa confusão.

O nº 59 do Ordenamento Geral do Missal Romano afirma: “A proclamação das leituras, segundo a tradição, não é competência específica daquele que preside, mas de outros ministros. As leituras, portanto, devem ser proclamadas por um leitor; o Evangelho pelo diácono ou, em sua ausência, por outro sacerdote. Se não estiver presente nem diácono nem outro sacerdote, o mesmo sacerdote celebrante deve ler o Evangelho; e se faltar um leitor idôneo, o sacerdote celebrante deve proclamar também as outras leituras”.

Nem todos os gestos litúrgicos pedem um fundamento teológico. Em alguns casos, trata-se de gestos consuetudinários de cortesia e de respeito, que dão mais decoro à celebração.

O atual bispo auxiliar de Melbourne, na Austrália, dom Peter Elliott, descreve a inclinação do leitor em seu manual Ceremonies of the Modern Roman Rite do seguinte modo: “O leitor, ao chegar ao presbitério, faz as costumeiras reverências; primeiro, inclinando-se profundamente ao altar (...) e depois ao celebrante, antes de se dirigir ao ambão”.

Dois gestos de inclinação são descritos. O primeiro, voltado ao altar, se baseia no Cerimonial dos Bispos, cujo nº 72 diz: “Todos aqueles que sobem ao presbitério ou dele se afastam, ou passam em frente ao altar, saúdam o altar com uma inclinação profunda”.

O segundo gesto, voltado ao celebrante, não é prescrito explicitamente nos livros litúrgicos, mas pode ser considerado um gesto consuetudinário que tem origem nos sinais de reverência e de respeito para com o bispo mencionado no Cerimonial em seus números 76 e 77:

“76. Saúdam o bispo com uma inclinação profunda os ministros, aqueles que se aproximam para realizar um serviço ou se afastam ao seu término, e aqueles que passam em frente a ele”.

“77. Quando a cátedra do bispo se encontra atrás do altar, os ministros devem saudar o altar ou o bispo, conforme se aproximarem do altar ou do bispo; evitem, porém, na medida do possível, passar entre o bispo e o altar, por causa da reverência que se deve a ambos”.

É interessante observar que nenhum desses textos menciona explicitamente os leitores, e que o gesto é relevante somente quando se entra ou se sai do 

Ao descrever a Liturgia da Palavra, em seu nº 137, o Cerimonial dos Bispos não menciona eventuais inclinações: “Ao terminar a oração coleta, o leitor se dirige ao ambão e, quando todos estão sentados, proclama a primeira leitura”.

Portanto, se os assentos estiverem ordenados de tal modo que os leitores estejam no presbitério desde o início da missa, sem precisarem passar em frente ao altar, eles podem exercer o seu ministério sem fazer qualquer inclinação.

Por fim, os livros não fazem menção a inclinações diante do ambão, e, durante a missa, via de regra, não se fazem inclinações ao tabernáculo.

(Pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual)

Escola de Maria (IV)


Graça e paz! Juntos, estamos estudando o belíssimo texto da Carta Encíclica "Rosarium Virginis Mariae" (O Rosário da Virgem Maria), do beato João Paulo II.

Iniciamos...: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Ave Maria, cheia de graças...


CAPÍTULO I: CONTEMPLAR CRISTO COM MARIA


Rosário, oração contemplativa
12. O Rosário, precisamente a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. Privado desta dimensão, perderia sentido, como sublinhava Paulo VI: « Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de vir a achar-se em contradição com a advertência de Jesus: “Na oração não sejais palavrosos como os gentios, que imaginam que hão-de ser ouvidos graças à sua verbosidade” (Mt 6, 7). Por sua natureza, a recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d'Aquela que mais de perto esteve em contacto com o mesmo Senhor, e que abram o acesso às suas insondáveis riquezas».
Precisamos de deter-nos neste profundo pensamento de Paulo VI, para dele extrair algumas dimensões do Rosário que definem melhor o seu carácter próprio de contemplação cristológica.

Próximo parágrafo meditaremos...
Recordar Cristo com Maria

Nhá Chica, Testemunho do Amor de Deus




Predestinada a ser santa, desde sua criação por Deus, mesmo sendo fruto de uma relação fora do matrimônio e sequer tenha conhecido seu pai. De fato, Deus não faz acepção de pessoas – sua graça opera onde e quando quer.
Quando alguém se entrega a Deus e vive plenamente essa entrega, não só é feliz, plenamente feliz, mas partilha essa felicidade com outros. Esse é o caso de Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica.


Madri 2011: vozes da JMJ


Recortes

“Os que se amam procuram ver-se. Os enamorados só têm olhos para o seu amor. Não é lógico que seja assim? O coração humano sente esses imperativos. Eu mentiria se negasse que me move tanto a ânsia de contemplar a face de Jesus Cristo. Vultum tuum, Domine, requiram, procurarei, Senhor, o teu rosto.” (Josemaría Escrivá, em Folha Informativa, n. 1)

Sexto Domingo de Páscoa



Sexto Domingo de Páscoa


Na liturgia deste Domingo sobressai a promessa de Jesus de acompanhar de forma permanente a caminhada da sua comunidade em marcha pela história: não estamos sozinhos; Jesus ressuscitado vai sempre ao nosso lado.

No Evangelho, Jesus diz aos discípulos como se hão-de manter em comunhão com Ele e reafirma a sua presença e a sua assistência através do "paráclito" - o Espírito Santo.

A primeira leitura apresenta-nos a Igreja de Jesus a confrontar-se com os desafios dos novos tempos. Animados pelo Espírito, os crentes aprendem a discernir o essencial do acessório e actualizam a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos.

Na segunda leitura, apresenta-se mais uma vez a meta final da caminhada da Igreja: a "Jerusalém messiânica", essa cidade nova da comunhão com Deus, da vida plena, da felicidade total.



www.ecclesia.pt/evangelho quotidiano

6º Domingo da Páscoa - Ano C

Evangelho João 14,23-29
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.
25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
28Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
29Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 



Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato João Paulo II (1920-2005), papa. Encíclica «Dominum et vivificatem», §24 (trad. Liberria Editrice Vaticana, rev.)


«O Defensor, o Espírito Santo [...], há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse»

Cristo, que «tinha entregado o espírito» na Cruz, (Jo 19,30) como Filho do Homem e Cordeiro de Deus, uma vez ressuscitado, vai ter com os Apóstolos para «soprar sobre eles» (Jo 20,22). [...] A vinda do Senhor enche de alegria os presentes: «a sua tristeza converte-se em alegria» (Jo 16,20), como Ele já lhes tinha prometido antes da Sua paixão. E sobretudo verifica-se o anúncio principal do discurso de despedida: Cristo ressuscitado, como que dando início a uma nova criação, «traz» aos Apóstolos o Espírito Santo. Trá-Lo à custa da Sua «partida»; dá-lhes o Espírito como que através das feridas da Sua crucifixão: «mostrou-lhes as mãos e o lado» (Jo 20,20). É em virtude da mesma crucifixão que Ele lhes diz: «Recebei o Espírito Santo» (v.22).


Estabelece-se assim uma íntima ligação entre o envio do Filho e o do Espírito Santo. Não existe envio do Espírito Santo (depois do pecado original) sem a Cruz e a Ressurreição: «Se Eu não for, não virá a vós o Consolador» (Jo 16,7). Estabelece-se também uma íntima ligação entre a missão do Espírito Santo e a missão do Filho na Redenção. Esta missão do Filho, num certo sentido, tem o seu «cumprimento» na Redenção. A missão do Espírito Santo «vai haurir» algo da Redenção: «Ele receberá do que é Meu para vo-lo anunciar» (Jo 16,15). A Redenção é totalmente operada pelo Filho, como Ungido que veio e agiu com o poder do Espírito Santo, oferecendo-Se por fim em sacrifício supremo no madeiro da Cruz. E esta Redenção é, ao mesmo tempo, constantemente operada nos corações e nas consciências humanas — na história do mundo — pelo Espírito Santo, que é o «outro Consolador» (Jo 14,16).



SALMO 66
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!

— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.
— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!

3 de mai. de 2013

ESCOLA DE MARIA (III)


Graça e paz! Juntos, estamos estudando o belíssimo texto da Carta Encíclica "Rosarium Virginis Mariae" (O Rosário da Virgem Maria), do beato João Paulo II.

Iniciamos: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Ave Maria, cheia de graças...


CAPÍTULO I: CONTEMPLAR CRISTO COM MARIA

As recordações de Maria

11. Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra sua: « Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As recordações de Jesus, estampadas na sua alma, acompanharam-na em cada circunstância, levando-a a percorrer novamente com o pensamento os vários momentos da sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o “rosário” que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena.
E mesmo agora, entre os cânticos de alegria da Jerusalém celestial, os motivos da sua gratidão e do seu louvor permanecem imutáveis. São eles que inspiram o seu carinho materno pela Igreja peregrina, na qual Ela continua a desenvolver a composição da sua “narração” de evangelizadora. Maria propõe continuamente aos crentes os “mistérios” do seu Filho, desejando que sejam contemplados, para que possam irradiar toda a sua força salvífica. Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria.


PRÓXIMO TEMA: 
Rosário, oração contemplativa

Testemunho comovedor de uma das vítimas do ataque contra igreja católica nos EUA


Os EUA aprovam a venda da pílula do dia seguinte para menores de 15 anos de idade sem receita médica


Papa Francisco: "os cristãos mornos prejudicam a Igreja"


Recortes

A desculpa: “se é para rezá-lo mal, é melhor não rezá-lo” ou algo semelhante. 
Ensinava o Papa João XXIII que “o pior terço é aquele que não se reza”.
O conselho aos nossos: Nós podemos dizer aos nossos amigos que, ao invés de abandoná-lo, devem compreender que é mais grato à Virgem procurar rezá-lo da melhor forma possível, ainda que se tenham distrações.
Também pode acontecer que – como escreve Santo Afonso Maria de Ligório – “se tens muitas distrações durante a oração, talvez seja porque o demônio se sente muito incomodado com essa oração.”(Santo Afonso M. de Ligório, Tratado sobre a oração)

Celebra-se a 4 de maio

São Floriano
Pertenceu a um grupo de militares que serviam ao império romano. O imperador era Diocleciano que, influenciado por um genro, passou a ter um grande preconceito e ódio ao Cristianismo, a ponto de estabelecer um edito onde dizia que a Palavra de Deus escrita devia ser queimada e os cristãos, quando identificados, precisavam oferecer sacrifícios aos 'deuses' em sinal de adoração.

Muitos optavam por testemunhar Jesus até o último instante a renunciar sua fé no Cristo. Outros para salvar a própria pele, abandonavam a Igreja, Jesus e a comunidade.

A opção de Floriano foi pelo amor a Cristo.

A ordem do Imperador chegou até ele e em nome de 40 soldados cristãos, ele manifestou-se, denunciando toda aquela ignorância e injustiça. Aquilino, que devia defendê-los pois comandava o pelotão, ao contrário, entregou todos aqueles militares.

E aqueles soldados tiveram que optar pelo imperador ou por Cristo. Para servir a Cristo, é preciso testemunhá-lo. E a perseguição não demora a vir.

Floriano teve uma corda amarrada ao seu pescoço e foi lançado ao rio e morreu afogado. E todos os outros soldados também foram martirizados.

5ª Semana da Páscoa – Sábado


Evangelho João 15,18-21
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18“Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. 19Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia. 
20Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. 21Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.


COMENTÁRIO:

O evangelho lembra-nos que «o servo não é mais que o seu senhor» (v. 20). Não devemos espantar-nos se, ao nosso lado, verificarmos indiferença e hostilidade. É sinal de que somos fiéis a Cristo perseguido e à sua palavra de cruz. Não devemos entrar em crise se muitos não pensam como nós, se nos atacam por todos os meios antigos e modernos. A fé é sempre algo fora de moda. Por isso, há-de ser procurada e vivida na oblatividade, que consiste no apelo à cruz, ao sacrifício, a saber amar, à justiça paga com a própria pele. A hostilidade, mais ou menos aberta, do mundo que nos rodeia, não há-de levar-nos a um testemunho soft, a abaixar o nível das exigências da fé, ou a silenciar o que mais compromete ou é impopular. (...)
A Eucaristia que celebramos, comungamos e adoramos, sugere-nos
espontaneamente a ideia e a realidade da imolação da vítima, e é um tácito e insistente convite a vivermos a nossa vocação batismal (cf. Cst 13) e a nossa profissão religiosa de oblação, reparação, imolação em união com a Vítima divina e com o Sacerdote eterno, para fazermos da nossa vida “uma missa permanente” (Cst. 5; cf. nn. 6.22.24). Porque é tempo que o nosso pão se torne Corpo de Cristo e o nosso vinho Seu Sangue e nós, que dele comemos e bebemos, nos tornemos Corpo de Cristo.
(FONTE: site dos Sacerdotes do Coração de Jesus - Dehonianos)


SALMO 99
— Aclamai o Senhor, ó terra inteira.
— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubi­losos!
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.
— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor fiel eternamente!

Que seja um tempo para conhecer e chegar perto da Mãe...


2 de mai. de 2013

ESCOLA DE MARIA (II)


Seja bem-vindo (a) mais uma vez! Juntos, vamos estudar o belíssimo texto da Carta Encíclica "Rosarium Virginis Mariae", do beato João Paulo II.


Iniciamos: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Ave Maria, cheia de graças...


CAPÍTULO I: CONTEMPLAR CRISTO COM MARIA

Maria, modelo de contemplação

10. A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d'Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).
Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d'Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigênito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predileto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. At 1,14).


...continuamos amanhã nosso próximo tema que será:
As recordações de Maria

Recortes

Sobre a amizade...

"O amigo verdadeiro não pode ter duas caras para o seu amigo; a amizade, se deve ser leal e sincera, exige renúncia, retidão, troca de favores, de serviços nobres e lícitos. O amigo é forte e sincero na medida em que, de acordo com a prudência sobrenatural, pensa generosamente nos outros, com sacrifício pessoal. Do amigo espera-se correspondência ao clima de confiança que se estabelece na verdadeira amizade; espera-se o reconhecimento do que somos e, quando necessário, a defesa clara e sem paliativos"
(Josemaría Escrivá, Carta, 11-III-1940)

Celebra-se a 3 de maio



São Filipe, apóstolo 


Existe um fato realmente extraordinário na vida São Filipe, natural de Betsaida, na Galileia. Um dia, quando obrigado a reverenciar o deus Marte acendendo-lhe incenso, eis que surge detrás do altar pagão uma cobra que mata o filho do sacerdote-mor e dois dos seus servos. Filipe ressuscitou-os e matou a cobra. Esse milagre de São Filipe originou a conversão de muitas pessoas ao cristianismo.
Existem muito poucas referências à sua vida nas sagradas escrituras. Uma delas conta que foi ele quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães.
Não se sabe exatamente como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável é que tenha sido crucificado aos oitenta e sete anos, por ordem do imperador Domiciano. As suas relíquias estão guardadas numa igreja de Roma, junto com as de São Tiago Menor, e seria por isso que se festejam no mesmo dia esses dois santos apóstolos. 



São Tiago Menor
São Tiago, dito “o menor”, um dos doze apóstolos, era filho de Alfeu e primo de Jesus. É identificado nos Evangelhos como “irmão do Senhor”, termo esse usado pelos povos semitas para designar um grau de parentesco próximo (Mc 6,3 e Mt 13,55). Teve muita influência na comunidade de Jerusalém. Foi testemunha da ressurreição de Jesus (I Cor 15,7) e é o provável autor da “Epístola de Tiago”; foi com ele que Paulo, depois de convertido, se foi encontrar em Jerusalém (Gl 1,18). São Tiago teve um papel importante no Concílio de Jerusalém (Act 15,13-29). Morreu mártir por volta do ano 62.

SS. Filipe e Tiago, apóstolos - festa


Evangelho João 14,6-14
Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acre­ditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”. 


Comentário ao Evangelho do dia feito por Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers, doutor da Igreja. A Trindade, VII, 33-35

O caminho para o Pai

O Senhor não deixou pairar dúvidas nem incertezas sobre tão grande mistério. [...] Escutemo-Lo a revelar aos apóstolos o que é preciso saber para acreditar: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir ao Pai senão por Mim. Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o Meu Pai. [...] Quem Me vê, vê o Pai. Como é que Me dizes, então, 'mostra-nos o Pai'? Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim?» [...] Assim, portanto, Aquele que é o caminho não nos conduz a becos sem saída nem a um deserto sem destino; Aquele que é a verdade não nos quer enganar com mentiras; Aquele que é a vida não nos deixará cair num erro que levaria à morte. [...] «Ninguém pode ir ao Pai senão por Mim»: o caminho para o Pai passa pelo Filho. [...]


«Se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o Meu Pai.» Vemos o homem Jesus Cristo [...], o Seu aspecto exterior, quer dizer, a Sua natureza humana [...]; como é então que conhecê-Lo é também conhecer o Pai? No mistério do corpo que tomou, o Senhor manifesta a divindade que está no Pai, mantendo uma certa ordem [...]: «se ficastes a conhecer-Me, conhecereis também o Meu Pai. E já O conheceis, pois estais a vê-Lo.» [...] Ele distingue o tempo da vista e o do conhecimento; diz que terão de reconhecer Aquele que lhes fala e que eles vêem [...]; é preciso que aprendam a reconhecer a natureza divina que está Nele.


Estas palavras inesperadas perturbaram Filipe. Ele vê um homem e esse homem afirma ser o Filho de Deus [...]; o Senhor diz que viu o Pai e por isso que O conhece, uma vez que O viu. A sua limitada condição humana não permite a Filipe compreender tal afirmação. [...] Por isso responde que não viu o Pai e pede ao Senhor que lho mostre. Não que o queira contemplar com os olhos do corpo, mas pede que lhe faça compreender Quem é Aquele que vê. Exprimindo um desejo, mais de compreender que de ver, acrescenta: «E isso nos basta!»


SALMO 18
— Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia.
— Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz.

ESCOLA DE MARIA (I)

Seja bem-vindo (a)! Vamos juntos estudar o belíssimo texto da Carta Encíclica Rosarium Virginis Mariae, do beato João Paulo II.



Iniciamos: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.
Ave Maria, cheia de graças...


CAPÍTULO I: CONTEMPLAR CRISTO COM MARIA

PARÁGRAFO 9: Um rosto resplandecente como o sol
9. « Transfigurou-Se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o sol » (Mt 17, 2). A cena evangélica da transfiguração de Cristo, na qual os três apóstolos Pedro, Tiago e João aparecem como que extasiados pela beleza do Redentor, pode ser tomada como ícone da contemplação cristã. Fixar os olhos no rosto de Cristo, reconhecer o seu mistério no caminho ordinário e doloroso da sua humanidade, até perceber o brilho divino definitivamente manifestado no Ressuscitado glorificado à direita do Pai, é a tarefa de cada discípulo de Cristo; é por conseguinte também a nossa tarefa. Contemplando este rosto, dispomo-nos a acolher o mistério da vida trinitária, para experimentar sempre de novo o amor do Pai e gozar da alegria do Espírito Santo. Realiza-se assim também para nós a palavra de S. Paulo: « Refletindo a glória do Senhor, como um espelho, somos transformados de glória em glória, nessa mesma imagem, sempre mais resplandecente, pela ação do Espírito do Senhor » (2Cor 3, 18).



continuamos amanhã nosso próximo tema que será:
Maria, modelo de contemplação

Recortes

“Porta-te bem «agora», sem te lembrares de «ontem», que já passou, e sem te preocupares com o «amanhã», que não sabes se chegará para ti” (Josemaría Escrivá, Caminho, n. 253)

Celebra-se a 2 de maio...



Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja


Santo Atanásio foi desterrado cinco vezes por defender a religião. Nasceu na Alexandria, Egipto, no ano de 297. Sendo ainda criança no ano 311, presenciou o martírio do seu bispo Pedro de Alexandria e de outros cristãos, mortos na perseguição que realizaram os pagãos. Soube com alegria que, no ano 313, o imperador Constantino declarava a liberdade religiosa para os cristãos.
Com grandes qualidades para a oratória e uma brilhante inteligência, dedicou-se a preparar-se para o sacerdócio, e sendo diácono foi escolhido como secretário de Alexandre, arcebispo de Alexandria. Aos 23 anos escreveu seu primeiro livro sobre a Encarnação de Jesus Cristo.

Naquele tempo apareceu em Alexandria um herege chamado Ario, que negava a natureza divina de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Atanásio  dedicou-se a combater este heresia. Colaborou para que os bispos do mundo se reunissem para discutir sobre esta heresia que tanto dano estava causando à Igreja.

Quinta-feira da 5ª semana da Páscoa


Evangelho João 15,9-11
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. 



Comentário ao Evangelho do dia feito por Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade. «No Greater Love»

«Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a Minha alegria»

«Deus ama quem dá com alegria», diz São Paulo (2Cor 9,7). A melhor maneira de expressardes a vossa gratidão para com Deus, tal como para com os outros, é aceitar tudo com alegria. Um coração alegre é o resultado normal de um coração ardente de amor. A alegria é força. Os pobres foram atraídos por Jesus porque havia Nele algo maior do que Ele; Ele irradiava essa força – nos Seus olhos, nas Suas mãos, em todo o Seu corpo. Todo o Seu ser manifestava a oferta que fazia de Si mesmo a Deus e aos homens.


Que nada nos preocupe, nos encha de tristeza e de desânimo, a ponto de deixarmos que nos tire a alegria da ressurreição. Quando se trata de servir a Deus e as almas, a alegria não é apenas uma questão de temperamento; requer sempre algum esforço. Mais uma razão para tentarmos adquiri-la e fazê-la crescer em nosso coração. Mesmo que não tenhamos muito para dar, podemos sempre dar a alegria que brota de um coração amante de Deus.


Em todos os lugares do mundo as pessoas têm fome e sede do amor de Deus. Nós respondemos a esta fome quando semeamos alegria. A alegria é uma das melhores defesas contra a tentação. Jesus não pode tomar posse plena de nossa alma se ela não se lhe abandonar alegremente.

SALMO 95
— Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! cantai e bendizei seu santo nome!
— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!
— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável pois os povos ele julga com justiça.