Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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7 de jun. de 2013

«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.»

Bem-aventurado João XXIII (1881-1963), papa
Diário da Alma, 1901-1903

Sinto que o meu Jesus Se vai aproximando cada vez mais de mim. Permitiu que, nestes dias, eu caísse ao mar, me afundasse na consideração das minhas misérias, da minha soberba, para me fazer compreender mais a imperiosa necessidade que tenho Dele. Quando estava prestes a afundar-me, Jesus, caminhando sobre as águas, veio sorridente ao meu encontro para me salvar. Eu queria dizer-Lhe, como Pedro: «Afasta-Te de mim, que sou um homem pecador» (Lc 5, 8); mas a ternura do Seu coração, a suavidade do Seu tom de voz, advertiu-me: «Não tenhas medo» (Lc 5, 10).

Nada temo, ao Vosso lado. Descanso no Vosso peito; como a ovelha perdida, escuto os latejos do Vosso coração; Jesus, sou Vosso, uma vez mais, sempre Vosso. Contigo sou verdadeiramente grande; débil talo de junco sem Ti, sou uma coluna apoiado em Ti. Não me hei-de esquecer nunca da minha miséria, para recear sempre de mim mesmo; mas, embora humilhado e confuso, devo, com confiança crescente, abraçar-me ao Vosso coração, porque a minha miséria é o trono da Vossa misericórdia e do Vosso amor. ( fonte: Spe Deus)

Comitiva do Vaticano diz estar contente com os trabalhos feitos para a JMJ Rio2013

FotoL Jornal Testemunho de Fé

Rio de Janeiro,  (ACI).- A comitiva do Vaticano, responsável pelas celebrações pontifícias, está no Rio de Janeiro para avaliar os detalhes de todos os atos que terão a presença do Santo Padre e os caminhos que serão percorridos durante a Jornada Mundial da Juventude.

Na terça-feira, primeiro dia de vistoria, a comitiva teve uma reunião no Comitê Organizador Local (COL). E em seguida partiu para a Catedral Metropolitana do Rio, onde o Papa celebrará uma Missa no dia 27 de julho.  “Encontramos um trabalho muito adiantado. O nosso empenho é facilitar essa bela colaboração”, explica o mestre de cerimonias do Papa, monsenhor Guido Marini.

Acompanhados pelo bispo auxiliar do Rio dom Roque Costa Souza, a comitiva conheceu o Centro de Estudos Sumaré, hospedagem do Papa Francisco durante a JMJ Rio 2013. E também visitou o Seminário Arquidiocesano São José, para conferência sobre a liturgia da Igreja e celebração de uma missa.

“Se vê que se está trabalhando muito para a Jornada Mundial da Juventude. A Jornada é sempre uma circunstância em que muitas pessoas se empenham e se vê que há a generosidade de muitas pessoas. Eu estou muito contente com o que estão fazendo”, avaliou Mons. Marini.

Ontem, 5 de junho, os sacerdotes foram até a capela São Jerônimo Emiliani, no complexo de Manguinhos, zona norte do Rio, para finalizar os detalhes da benção do novo altar; e ao Hospital São Francisco de Assis, na Tijuca, onde o Pontífice irá inaugurar o Pólo de Atenção Integrada da Saúde Mental (PAI).

Folhinha


Recortes



“Obrigado, meu Jesus!, porque quiseste fazer-te perfeito Homem, com um Coração amante e amabilíssimo, que ama até à morte e sofre; que se enche de gozo e de dor; que se entusiasma com os caminhos dos homens e nos mostra aquele que conduz ao Céu; que se submete heroicamente ao dever e se guia pela misericórdia; que vela pelos pobres e pelos ricos; que cuida dos pecadores e dos justos... – Obrigado, meu Jesus, e dá-nos um coração à medida do Teu!” (S. Josemaría Escrivá, Sulco, n. 813)

No subsolo da existência

No Coração de Jesus



SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Solenidade
– Origem e sentido da festa.
A devoção ao Coração de Jesus já existia na Idade Média. Como festa litúrgica, aparece em 1675, após as aparições do Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque. Nestas revelações, a Santa ganhou uma consciência extremamente viva da necessidade de reparar pelos pecados pessoais e de todo o mundo, e de corresponder ao amor de Cristo. A festa celebrou-se pela primeira vez em 21 de junho de 1686. Pio IX estendeu-a a toda a Igreja. Pio XI, em 1928, deu-lhe o esplendor atual.
Sob o símbolo do Coração humano de Jesus, considera-se sobretudo o Amor infinito de Cristo por cada homem; por isso, o culto ao Sagrado Coração “nasce das próprias fontes do dogma católico”, como o Papa João Paulo II expôs na sua abundante catequese sobre este mistério tão consolador.

Sexta-feira, dia 07 de Junho: Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus


A liturgia deste dia convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens – por todos os homens, sem exceção. Como imagem privilegiada para exprimir esta realidade, a Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor: Deus é o Pastor que, com amor, cuida do seu rebanho.

A primeira leitura apresenta Deus como um “bom pastor” (contraposto aos líderes de Israel, os “maus pastores” que conduziram o Povo por caminhos de egoísmo e de morte), cuja preocupação fundamental é o bem-estar do seu rebanho; nesse contexto, o profeta anuncia a obra do Pastor/Deus: libertação do rebanho/Povo, o êxodo para a terra da liberdade, a condução do rebanho para “pastagens excelentes” e os cuidados amorosos que o Pastor dispensará a cada uma das suas ovelhas.

A segunda leitura lembra-nos que o amor de Deus se derrama continuamente sobre os homens. A prova cabal desse imenso amor é Jesus Cristo, o Filho que o Pai enviou ao nosso encontro para nos libertar do egoísmo e do pecado e que deu a própria vida para que o projeto de amor do Pai se concretizasse e atingisse a humanidade inteira.

O Evangelho retoma a imagem do Deus/Pastor, cujo amor se derrama, de forma especial, sobre as ovelhas feridas e perdidas do rebanho. Dessa forma, sugere-se que o Pastor/Deus não só não exclui ninguém da sua proposta de salvação – nem sequer aqueles que, pelas suas atitudes “politicamente incorretas” são marginalizados pelos outros homens – mas até tem um “fraco” especial pelos excluídos: são precisamente esses os destinatários privilegiados do amor de Deus. 

(Fonte Evangelho Quotidiano)

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, solenidade - Ano C

Evangelho Lc 15,3-7
Naquele tempo, Jesus contou-lhes esta parábola: ”Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5 Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.


Comentário do dia Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense. Orações meditativas, nº 8,6; SC 324

«Põe-na alegremente aos ombros»
Por causa das minhas mãos, Senhor, que fizeram o que não deviam, as tuas mãos foram trespassadas por cravos e os teus pés pelos meus pés. Pelo desregrar da minha vista, os teus olhos adormeceram na morte, e os teus ouvidos pelo meu ouvido. A lança do soldado abriu o teu lado (Jo 19,34) para que, pela tua chaga, escorram todas as impurezas do meu coração há tanto tempo inflamado e corroído pela doença. Finalmente, Tu morreste para que eu viva; foste enterrado para eu poder ressuscitar. Tal é o beijo da tua doçura, dado à tua esposa; tal é o abraço do teu amor. [...] A esse beijo, recebeu-o o ladrão na cruz, depois da sua confissão (Lc 23,42); recebeu-o Pedro quando o seu Senhor olhou para ele enquanto ele o negava, e saiu a chorar (Lc 22,61-62). Muitos dos que Te crucificaram, convertidos a Ti depois da tua Paixão, fizeram aliança contigo (Act 2,41) nesse beijo [...]; quando beijaste os publicanos e os pecadores, tornaste-Te seu amigo e conviveste com eles (Mt 9,10). [...]


Senhor para onde levas Tu os que beijas e abraças, senão para o teu próprio coração? O teu coração, Jesus, é esse doce manancial da Tua divindade que está no teu íntimo, o vaso de ouro da alma, que ultrapassa todo o conhecimento (He 9,4). Bem-aventurados todos aqueles a quem o teu abraço atrai! Bem-aventurados aqueles que, fugindo para as profundezas, foram escondidos por Ti no segredo do teu coração, aqueles que levas aos ombros, ao abrigo dos males desta vida (Sl 31,21). Bem-aventurados aqueles que não têm outra esperança se não o calor e a proteção das tuas asas (Sl 90,4).


A força dos teus ombros protege aqueles que escondes no fundo do teu coração (Lc 13,34), onde podem dormir tranquilamente. Uma doce espera os aguarda nesse abrigo de uma consciência santa, e da expectativa da recompensa que prometeste. A sua fraqueza não os faz desfalecer, nem nenhuma inquietude os faz murmurar (Sl 68,13).



Responsório (Sl 22,1-6)

— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

6 de jun. de 2013


Discurso de uma menina doente ao Papa Francisco comoveu o mundo

VATICANO,  (ACI/EWTN Noticias).- As palavras da Michelle, uma menina doente de câncer que se encontrou com o Papa Francisco comoveram todo o mundo: "Papa Francisco, reza pelos nossos pais para que possam ter sempre um sorriso como o teu", disse a menor.

O Papa Francisco recebeu Michelle junto com um grupo de 22 crianças doentes no Domus Santa Marta no dia 31 de maio pela tarde. O grupo estava conformado pelos pacientes de oncologia pediátrica do hospital policlínico de Roma Agostino Gemelli que tinha acabado de regressar a Itália depois de uma peregrinação a Lourdes. Conforme o L’Osservatore Romano do dia 2 de junho, durante o encontro o Papa teve um momento junto com eles e cedeu a palavra a jovem Michelle, que prometeu ao Papa rezar por ele.

"Estou muito feliz de estar aqui na tua casa com meus amigos do Gemelli, os médicos, os voluntários, e com os sacerdotes da Unitalsi que nos acompanharam a Lourdes, disse a menina. É bom poder te ver de verdade, e não como sempre na televisão! Em Lourdes rezamos por ti, desenhamos a gruta da Virgem, como um presente para você. Prometemos que rezaremos ainda por ti e queremos pedir-te que rezes por todas as crianças doentes do hospital Gemelli e do mundo".

O Papa agradeceu estas palavras com um forte abraço e, comovido, disse: "Jesus agora está aqui conosco. Tenham certeza. E bem, está conosco porque nos ama sempre. Jesus caminha conosco na vida e quando temos problemas sempre está ao nosso lado".

As crianças chegaram acompanhadas pelo Pe. Gianni Toni, o sacerdote italiano da União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais (UNITALSI), e assinalou que o encontro do Papa com as crianças foi como "uma brincadeira que terminou da melhor forma".

"Quando estávamos em frente da gruta de Massabielle, para aliviar com um pouco de alegria o cansaço, improvisamos um jogo: desenhar a gruta de Lourdes para mostrar depois ao Papa que não a conhece. Mas claro, quando dizíamos isto às crianças nunca ninguém pensou que eles iriam realmente estar na presença do Papa", explica o Pe. Toni.

O íntimo encontro aconteceu graças ao desenho do Giovanni, um menino de oito anos da Sardenha (Itália), que ficou cego por causa de um tumor no cérebro. O desenho foi feito no quadro braile com base na descrição da gruta que lhe fizeram os enfermeiros, e os comoveu de tal maneira que decidiram enviar-lhe ao Papa junto com uma carta explicativa.

Ao relatar o encontro entre o jovem cego e o Papa Francisco, o sacerdote assinalou que Giovanni levava doces como presentes para o Papa. "Mas você é guloso?", perguntou-lhe. O Papa respondeu "sim, muitíssimo. Eu gosto de bolos e de chocolate. A ti também? Sim, mas não te causam dor no fígado?".

Giovanni mostrou-lhe então um grande saco vermelho e lhe disse: "Felizmente que és guloso porque eu trouxe-te os doces típicos da Sardenha!". "Uhm! Obrigado, mas então podemos comê-los com as outras crianças?", respondeu o Papa.

O Pe. Toni explicou que a conversação foi como a de "um avô com seus netinhos".

As crianças também estiveram acompanhadas pelos seus pais, e todos rodearam em semicírculo ao Papa e rezaram junto a ele.

O encontro durou mais ou menos uma hora e o Santo Padre disse às crianças: "O que faz Jesus quando encontra uma criança que chora? O que faz? Para? Jesus para. Por que? Porque as crianças são aqueles que Jesus mais ama!".

"Assim é Jesus. E hoje Jesus está perto de todos nós, de todos vocês que vieram aqui. Sério! Jesus está aqui, conosco!", exclamou.

Para terminar o Papa recordou às crianças que "Jesus sempre está conosco. Quando estamos felizes e contentes Jesus está conosco. Quando estamos tristes, Jesus está sempre conosco porque Jesus nos ama. Não esqueçam nunca disso".

Celebra-se a 6 de junho

São Marcelino Champagnat, presbítero, fundador, 1840


Nasceu a 20 de Maio de 1789 em Marlhes, próximo de Saint-Etienne (Loire) na França. 

Era o benjamim de 10 filhos. Do seu pai, João Batista herdou os ideais da Revolução Francesa, aprendeu o amor ao trabalho e o espírito de iniciativa. A sua mãe, Maria, e a sua tia religiosa exclaustrada deram-lhe a piedade, a caridade cristã e a devoção mariana. Um sacerdote disse-lhe: “Meu filho, deves fazer-te padre; Deus o quer”. Convencido que esta era a sua vocação entrou no Seminário menor de Verrières e depois no Seminário Maior de Lião. Com alguns companheiros teve a ideia de fundar uma associação que se chamaria “Sociedade de Maria”. No projeto havia a ideia de Irmãos para educar os jovens. Pediu-se-lhe que levasse para a frente a intuição. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de Julho de 1816 e foi nomeado pároco em La Valla-en-Gier, paróquia de 2.500 pessoas. A assistência a um jovem moribundo de 17 anos, o jovem Montagne, que ignorava as verdades essenciais do Cristianismo, serviu de arranque para o seu projeto. No dia 2 de Janeiro de 1817 fundou o Instituto ao acolher a dois jovens do campo de 15 e 23 anos. Quando os Irmãos dirigiam já quatro escolas em 1822, o Padre Champagnat foi alvo de uma campanha de difamação, vinda de seus colegas sacerdotes. Foram momentos muitos difíceis. Em 1824, dedicou-se completamente aos Irmãos. No ano seguinte construía a igreja de Nossa Senhora do Eremitério. Não tinha recursos, mas tinha uma grande fé. Pouco depois caiu gravemente doente. Ao recuperar a saúde, continuou com o seu projeto. Em 1836, professou como sacerdote na Sociedade de Maria, quando foi reconhecida pela Santa Se. O seu lema foi: “Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus”. Nesse lema via Maria como o seu recurso Habitual.

Morreu no dia 6 de Junho de 1840, com 51 anos.

Quinta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 12,28b-34)
Naquele tempo, 28b um mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29 Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendi­mento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro man­damento maior do que estes”. 32 O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”.34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

Comentário do dia São (Padre) Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho. Ep 3, 1246,1010

O amor de Deus e dos homens
Sou consumido por uma dupla chama: o amor de Deus e o amor dos homens. É como se tivesse dentro de mim um vulcão sempre em erupção, que Jesus pôs no meu coração, embora ele seja muito pequenino. [...]


Meu Deus, continua sempre e cada vez mais presente no meu pobre coração e termina em mim a obra que começaste. Ouço no mais íntimo de mim essa voz que me repete: «Santifica-te e santifica os outros!»


Efetivamente é o que desejo, querido filho a quem escrevo tudo isto, mas não sei por onde começar. Ajuda-me. Sei que Jesus te ama muito e que o mereces. Fala-Lhe, pois, por mim: peço-Lhe a graça de ser um filho menos indigno de São Francisco, que possa servir de exemplo aos meus irmãos de modo que mantenham o seu fervor e que ele aumente em mim, até fazer de mim um capuchinho perfeito.

4 de jun. de 2013

Recortes

“ao corpo, é preciso dar-lhe um pouco menos que o devido. Senão, atraiçoa” (Josemaría Escrivá, Caminho, n. 196)

São Bonifácio, bispo, mártir, +754


São Bonifácio é chamado o Apóstolo da Alemanha. Nasceu no Wessex, no Kirton, na Inglaterra, por volta do ano 673. O seu nome de batismo era Winfrid. Reunia em si a doçura e a firmeza, a timidez e a coragem, a inquietude e a paciência, o idealismo e o realismo. Fez-se monge no mosteiro de Exeter e aos 20 anos era mestre de ensino religioso e profano. A sua atividade missionária foi intensa. Em 719, partiu para a Alemanha a fim de pregar o Evangelho. Alcançou pleno êxito em sua missão apostólica, sendo então nomeado bispo de Mainz. Restaurou e organizou a Igreja na Alemanha. É o fundador da célebre abadia de Fulda, centro propulsor da espiritualidade e cultura religiosa alemã. Presidiu a vários concílios, promulgou numerosas leis e tinha em Mogúncia a sua sede episcopal. Sofreu o martírio no dia de Pentecostes. Encontrava-se em Dokkun, na Frísia, acompanhado de 50 monges, quando um grupo de frisões os assaltou. Morreu durante uma celebração, e seu corpo foi sepultado na abadia de Fulda. Era o dia 5 de Junho de 754. 


Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mc 12,18-27)   — Naquele tempo, 18vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão”. 20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Porque os sete se casaram com ela!” 24Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”.


Comentário do dia Catecismo da Igreja Católica. §§ 293-294


Deus é um Deus de vivos
É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: «O mundo foi criado para glória de Deus» (Vaticano I). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura, «não para aumentar a Sua glória, mas para a manifestar e para a comunicar». Para criar, Deus não tem outra razão senão o Seu amor e a Sua bondade: «As criaturas saíram da mão [de Deus], aberta pela chave do amor» (São Tomás de Aquino). [...]


A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da Sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós «filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à Sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça» (Ef 1, 5-6): «Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus: se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos que vêem a Deus!» (Santo Ireneu). O fim último da criação é que Deus Pai, «criador de todos os seres, venha finalmente a ser “tudo em todos” (1Cor 15,28), provendo, ao mesmo tempo, à Sua glória e à nossa felicidade» (Vaticano II).

O Papa Francisco: Pecadores sim, corruptos não!


VATICANO - (ACI/EWTN Noticias).- Na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre "três modelos de cristãos na Igreja: os pecadores, os corruptos e os Santos", e exclamou "pecadores sim, corruptos não!".

O Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, concelebrou a Eucaristia, a que assistiram um grupo de sacerdotes e colaboradores desta congregação vaticana e um grupo de Cavalheiros de Sua Santidade.

Ao meditar sobre pecadores, corruptos e Santos, o Santo Padre assinalou que "não é necessário falar muito dos pecadores, porque todos o somos", indicando que conhecemos "o nosso interior e sabemos o que é um pecador. E se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’", porque "alguma coisa está errada".

O Papa indicou que os corruptos querem "apropriar-se da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela", que "nos chamou com amor, que zela por nós e também nos dá a liberdade".

Estas pessoas, advertiu Francisco, "se sentiram fortes, se sentiram autônomas de Deus".

"Estes, lentamente, escorregaram sobre aquela autonomia, a autonomia na relação com Deus: ‘Nós não temos necessidade daquele Dono, que não venha para nos incomodar!’. E nós seguimos adiante assim. Estes são os corruptos! Aqueles que eram pecadores como todos nós, mas que deram um passo adiante, como se se tivessem consolidado no pecado: não têm necessidade de Deus!".

Entretanto, o Papa assinalou que esta falta de necessidade de Deus é "só aparência, porque no seu código genético está impressa esta relação com Deus". "E como não a podem negar, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. São os corruptos".

O Santo Padre assinalou que a presença dos corruptos "é também um perigo para nós", pois nas comunidades cristãs estes pensam somente em seu próprio grupo.

"Judas começou, de pecador avaro e terminou na corrupção. O caminho da autonomia é um caminho perigoso: os corruptos são grandes desmemoriados, esqueceram este amor, com o qual o Senhor plantou a vinha...".

Os corruptos, disse o Papa, "cortaram a relação com este amor! E eles se converteram em adoradores de si mesmos. Quanto mal causaram os corruptos nas comunidades cristãs! Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção".

Francisco também se referiu aos Santos, e recordou os 50 anos da morte do Beato João XXIII, um "modelo de santidade".

Os Santos, disse o Papa, são "aqueles que obedecem ao Senhor, aqueles que adoram o Senhor, aqueles que não perderam a memória de amor, com o qual o Senhor plantou a vinha".

"Assim como os corruptos fazem tanto dano à Igreja, os Santos fazem muito bem para ela".

O Santo Padre recordou que "o apóstolo João disse que os corruptos são o anticristo, que estão no meio de nós, mas que não são parte de nós. A Palavra de Deus nos fala dos Santos como de luz, ‘aqueles que estarão ante o trono de Deus, em adoração’".

"Peçamos hoje ao Senhor a graça de nos sentir pecadores, mas verdadeiros pecadores, não pecadores em geral, mas pecadores por isso, isto e isto, concretos, com o concreto do pecado. A graça de não nos converter em corruptos: pecadores sim, corruptos não! E a graça de ir pelo caminho da santidade. Assim seja".

A guerra é sempre uma loucura

 L’Osservatore Romano
«A guerra é loucura. É o suicídio da humanidade. É um acto de fé no dinheiro, que para os poderosos da terra é mais importante do que as pessoas». Porque «por detrás de uma guerra sempre  há pecados». Com a sua linguagem simples e directa, o Papa Francisco denunciou a loucura dos conflitos que ensanguentam a humanidade; fê-lo duas vezes no espaço de poucas horas, na manhã de domingo 2 de Junho. Primeiro, ao celebrar a missa com um grupo de militares italianos feridos e familiares dos jovens que deram a vida nas missões de paz; depois no Angelus, com os numerosíssimos fiéis reunidos na praça de São Pedro, aos quais pediu uma oração exactamente pelas vítimas e pelos seus parentes. E a multidão, até àquele momento festiva, aceitou o convite do Pontífice recolhendo-se num longo silêncio.
Durante a oração mariana o Papa expressou também «uma forte e sentida preocupação pela persistência do conflito que já há dois anos inflama a Síria e atinge especialmente a população inerme, que aspira a uma paz na justiça e na compreensão. Esta situação atormentada de guerra – explicou – traz consigo consequências trágicas: morte, destruição, danos económicos e ambientais ingentes, e  também a chaga dos sequestros de pessoas». Eis o «apelo à humanidade dos sequestradores, a fim de que libertem as vítimas».
Enfim, na parte da tarde o Papa presidiu na basílica vaticana à adoração eucarística, contemporaneamente no mundo inteiro, por ocasião do Ano da fé.
 

Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Evangelho Mc 12,13-17
Naquele tempo, 13as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14Quando chegaram, disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?” 15Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja”. 16Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. 17Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. E eles ficaram admirados com Jesus.


Comentário do dia São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja. Sermão 148; PL 52, 596

«De quem é esta imagem?»

S. Pedro Crisólogo
Homem, porque és tão vil aos teus próprios olhos, quando és tão precioso aos olhos de Deus? Porque te desonras, quando Deus te honrou tanto? Porque te perguntas como foste criado, e negligencias em procurar para que fim? Esta morada do mundo que vês não foi construída só para ti? Foi para ti que a luz brilhou, a fim de vencer as trevas, para ti que se dispôs a noite e se mediu o dia; é para ti que o céu brilha com os raios do sol, da lua e das estrelas; para ti que a terra se cobre de flores, de árvores, de frutos; é por ti que vive no ar, nos campos e nas águas uma diversidade maravilhosa de animais, para que a tristeza e a solidão não ensombrassem a alegria da criação nascente.


Deus moldou-te do pó da terra (Gn 2,7), para que sejas senhor das coisas desta terra, partilhando com elas uma natureza comum. No entanto, por mais terreno que sejas, Deus não te nivelou ao ponto de não estares já ao nível dos céus, no que diz respeito à tua alma. Para que tenhas a inteligência em comum com Deus, e o corpo em comum com os animais, Deus deu-te o dom de uma alma celeste e de um corpo terreno; assim, em ti se enlaça uma união permanente entre o céu e a terra.


O teu Criador quis ainda acrescentar a tua elevação, e chegou mesmo a depositar em ti a sua imagem (Gn 1,26), para que esta imagem visível tornasse presente sobre a terra o Criador invisível. [...] Se assim é, como podes considerar uma desonra que Deus, na sua bondade, acolha em Si mesmo o que criou em ti e queira aparecer em realidade com aspecto de homem? [...] A Virgem concebeu e deu à luz um filho (Mt 1,23-25).

2 de jun. de 2013

Celebra-se a 3 de junho

São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87

São Carlos Lwanga


São Carlos Lwanga e seus 21 companheiros são ugandenses. Sofreram o martírio durante o reinado de Muanga, de cuja corte faziam parte. Isto aconteceu por volta do ano 1885. Carlos Lwanga, chefe dos pajens, foi o primeiro a ser assassinado. Foi queimado lentamente a começar pelos pés. Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. André Kagua foi decapitado e o último, João Maria, foi lançado em um pântano. 

Foram canonizados no dia 18 de Outubro de 1964, pelo papa Paulo VI. Deles disse Paulo VI:

Quem são? Africanos, autênticos. Africanos pela cor, pela raça e pela cultura, representantes qualificativos das populações bantos e milóticas ... Seria história demasiado longa para ouvir-se: as torturas corporais, as decisões arbitrárias e despóticas dos chefes são, nela, coisa gratuita e dão testemunho de tanta crueldade, que a nossa sensibilidade ficou profundamente perturbada. Esta narração quase parecia inverosímil: não é fácil imaginarmos as condições desumanas - tanto elas nos parecem incompreensíveis e intoleráveis - no meio das quais subsiste, e se mantém, quase até nossos dias, a vida de muitas comunidades tribais da África. Esta história precisaria ser meditada com vagar ... 



Santo Ovídio


Cidadão romano, teria assistido às pregações de Pedro e Paulo e unido as suas forças ao ímpeto evangelizador dos primeiros tempos da Igreja. S. Clemente, Papa, teria reconhecido nele qualidades de pastor e enviado à Hispânia a fim de reger a jovem Igreja Bracarense. No noroeste peninsular, teria sido um apóstolo fervoroso e dado um visível esplendor ao cristianismo nascente. 

A tradição diz ainda que foi martirizado, encontrando-se hoje as suas relíquias na Sé de Braga.




Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Evangelho Mc 12,1-12
Naquele tempo, 1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plan­tou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha.
3Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricul­tores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. 7Mas aqueles agri­cultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa. 8Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. 10Por aca­so, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixa­ram de lado, tornou-se a pedra mais importante; 11isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos’?”
12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Po­rém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Je­sus e foram-se embora.


Comentário do dia São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja. Regras monásticas, Regras Maiores, § 2

«Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último»

Deus tinha criado o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26), e havia-o julgado digno de O conhecer a Si mesmo, pois fora considerado acima de todos os animais devido ao dom da inteligência, fora criado no gozo das incomparáveis delícias do Paraíso, e feito senhor de tudo o que se encontrava sobre a Terra. No entanto, ao vê-lo, instigado pela serpente, cair no pecado e, pelo pecado, na morte e no sofrimento que a ela conduzem, não o rejeitou. Pelo contrário, deu-lhe desde logo o auxílio da sua Lei; designou anjos para o guardarem e para tomarem conta dele; enviou profetas para lhe reprovarem a maldade e lhe ensinarem a virtude [...].


Quando, apesar destas graças e de muitas outras, os homens persistiram na desobediência, não Se afastou deles. Tendo nós ofendido o nosso benfeitor mostrando indiferença pelos sinais da sua protecção, não fomos abandonados pela bondade do Senhor nem obliterados do seu amor, antes fomos subtraídos à morte e devolvidos à vida por Nosso Senhor Jesus Cristo, e a maneira como fomos salvos é digna de uma admiração maior ainda. «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fl 2,6-7). «Ele tomou sobre Si as nossas doenças, carregou as nossas dores, [...] foi ferido [...]» para nos salvar pelas suas chagas (Is 53,4-5). Ele «resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-Se maldição por nós» (Gl 3,13); sofreu a mais infamante morte para nos conduzir à vida da glória.


E não Lhe bastou devolver à vida aqueles que estavam na morte: revestiu-os da dignidade divina e preparou-lhes no repouso eterno uma felicidade que ultrapassa toda a imaginação humana. «Como retribuirei ao Senhor todos os seus benefícios para comigo» (Sl 115,12), como retribuiremos tudo o que Ele nos deu? Ele é tão bom que nada pede em compensação por suas graças: contenta-Se em ser amado.


Responsório (SI 111)

— Feliz aquele que respeita o Senhor!

— Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Sua descendência será forte sobre a terra, abençoada a geração dos homens retos.
— Haverá glória e riqueza em sua casa, e permanece para sempre o bem que fez. Ele é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos.
— Feliz o homem caridoso e prestativo, que resolve seus negócios com justiça. Porque jamais vacilará o homem reto, sua lembrança permanece eternamente!

1 de jun. de 2013

9ª Domingo do Tempo Comum

Evangelho Lc 7,1-10
Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.
3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.
4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto’!, ele o faz”.
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”.
10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.


Meditação extraída do site Falar com Deus.


O EVANGELHO DA MISSA apresenta-nos a figura de um centurião que é modelo de muitas virtudes: fé, humildade, confiança no Senhor. A liturgia conservou as suas palavras na Santa Missa: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada... Jesus ficou admirado com a atitude desse homem e, depois de conceder-lhe o que lhe pedia – a cura de um dos seus servos –, virando-se para a multidão que o seguia, disse: Digo-vos que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
Este centurião é também para nós um exemplo de homem que sabe pedir. Reparemos que não se dirige ao Senhor diretamente, mas envia uns anciãos para que intercedam por ele. Chegados estes a Jesus, rogaram-lhe encarecidamente dizendo: Ele merece que lhe faças isso, pois aprecia o nosso povo e foi ele que nos construiu a sinagoga. E depois, quando o Senhor está já perto da sua casa, envia-lhe novamente uns amigos para dizer-lhe que não se incomode em ir até ele, que basta que assim o deseje para que o seu criado fique curado.
Na Escritura, encontramos abundantes testemunhos desta intercessão eficaz. Quando Javé se mostra decidido a destruir as cidades de Sodoma e Gomorra, Abraão suplica-lhe:Talvez haja cinqüenta justos na cidade: fá-los-eis perecer? Não perdoareis antes a cidade, em atenção aos cinqüenta justos?... O Senhor disse: Se eu encontrar em Sodoma cinqüenta justos, perdoarei toda a cidade em atenção a eles. Mas como não havia cinqüenta justos, Abraão foi reduzindo a cifra: Se dos cinqüenta justos faltarem cinco, destruireis a cidade?... E se houver quarenta?..., trinta?..., vinte?..., dez?... O Senhor aceita sempre a intercessão de Abraão, porque Abraão era amigo de Deus.
Os santos que já gozam da bem-aventurança eterna são particularmente amigos de Deus, pois amaram-no sobre todas as coisas e serviram-no com uma vida heróica. Eles são os nossos grandes aliados e intercessores, atendem sempre as nossas súplicas e apresentam-nas a Deus avalizadas pelos méritos que adquiriram aqui na terra e pela sua união com a Santíssima Trindade. Deus honra-os e glorifica-os através dos milagres que fazem e das graças que nos alcançam nas nossas necessidades materiais e espirituais, pois nesta vida mereceram diante de Deus que as suas orações fossem escutadas depois da sua morte. (...)

Responsório (Sl 116)


— Ide, vós, por este mundo afora e proclamai o Evangelho a todos!

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!
— Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

Evangelho do domingo 2 de junho 2013

Recortes

É melhor dar do que receber. Mas, às vezes, pode haver mais humildade no receber do que no dar.
(Sören Kierkegaard 1813 – 1855)

1 de junho celebra-se S. Justino, mártir, +167



Nasceu em 103, na cidade de Siquém, na Palestina. Espírito inquieto, São Justino incursionou pelas escolas estóica, pitagórica, aristotélica ... No platonismo julgou ter encontrado a resposta para suas inquietações intelectuais e espirituais. Segundo ele próprio relata, logo percebeu que o platonismo não satisfazia inteiramente a sua busca metafísica e transcendental. Um velho sábio de Cesaréia convenceu-o de que residia no cristianismo a verdade absoluta; a verdade capaz de satisfazer o espírito humano mais exigente. Este encontro marcou a sua conversão, aos 30 anos de idade. A partir daí, tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II. Escreveu três "apologias", justificando a fé cristã e contra as calúnias dos adversários oferecendo-nos uma síntese doutrinal. Das suas numerosas obras, a mais célebre é o "Diálogo com Trifão". Os seus escritos oferecem-nos ricas informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva. Descontentes pelo seu bom desempenho apologético, Crescêncio e Trifão denunciaram-no como cristão. Condenado à morte, foi decapitado juntamente com outros companheiros, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano. 

Sábado da 8a semana do Tempo Comum

Evangelho Mc 11,27-33

Naquele tempo, 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusa­lém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sa­cerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28“Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” 29Jesus respondeu: “Vou fa­zer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30 O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”. 31Eles discutiam entre si: “Se res­pondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ‘Por que não acreditastes em João?’ 32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles respon­deram a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.


Comentário do dia Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja Discurso contra os Arianos, 2, 78-79

«Quem Te deu essa autoridade?»
A sabedoria pessoal de Deus, o seu único Filho, criou e realizou todas as coisas. Com efeito, diz o salmo: «Tudo fizeste com sabedoria» (103,24). [...] Tal como o nosso discurso humano é imagem desta Palavra que é o Filho de Deus (cf Jo 1,1), assim a nossa sabedoria é também imagem desta Palavra que é a Sabedoria em pessoa. Porque temos nela a capacidade de conhecer e de pensar, somos capazes de receber a Sabedoria criadora, por meio da qual podemos conhecer o Pai. «Porque aquele que tem o Filho tem também o Pai» (1Jo 2,23), e ainda: «Aquele que Me recebe, recebe Aquele que Me enviou» (Mt 10,40). [...]


«Pois, já que o mundo, com a sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação» (1Cor 1,21). Ora, Deus já não quer, como nos tempos antigos, ser conhecido por meio de imagens e sombras da Sabedoria, mas quis que a verdadeira Sabedoria em pessoa adoptasse carne, se tornasse homem e sofresse a morte de cruz, para que no futuro todos os crentes possam ser salvos pela fé nesta Sabedoria encarnada.


É portanto ela que é a Sabedoria de Deus. Anteriormente, era conhecida pela sua imagem introduzida nas coisas criadas [...], e desta forma dava a conhecer o Pai. Depois disso, ela, que é a Palavra, tornou-se carne, como diz São João (1,14). Depois de ter «destruído a morte» (1Cor 15,26) e salvado a humanidade, manifestou-se a si mesma de forma mais clara e, por si mesma, manifestou o Pai. Razão pela qual pôde dizer: «Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo 17,3). A terra inteira ficou portanto cheia do seu conhecimento. Porque só há um conhecimento: o do Pai por meio do Filho, e o do Filho a partir do Pai. O Pai põe a sua alegria nele, e o Filho regozija-Se com a mesma alegria no Pai, como está dito: «Eu era o seu encanto todos os dias, e brincava o tempo todo na sua presença» (Prov 8,30).


Responsório (SI 18,8-11)    

— Os ensinos do Senhor são sempre retos, alegria ao coração.

A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. — Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz. — É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. — Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.