Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
...

10 de jan. de 2014

Papa: recitar o Credo com o coração e não como papagaios

Roma,  (Zenit.orgRedação


O Papa chamou atenção para os “cristãos derrotados”, cristãos pela metade” durante a homilia em Santa Marta nesta manhã de sexta-feira. Por isso, ele recordou que “a fé tudo pode” e “vence o mundo”, mas é necessário confiar em Deus.
O centro da homilia foi a primeira carta de São João, em que o apóstolo insiste sobre a palavra que, para ele, é a expressão da vida cristã: “permanecer no Senhor”, para amar a Deus e o próximo. Este “permanecer no amor” de Deus é obra do Espirito Santo e da nossa fé, e produz um efeito concreto. Francisco afirmou que “quem permanece em Deus, quem foi gerado por Deus, que permanece no amor, vence o mundo e a vitória é a nossa fé. Da nossa parte é a fé. Da parte de Deus, o Espirito Santo, que realiza esta obra da graça. É forte! Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé! Nossa fé pode tudo! É a vitória! E seria bom se repetíssemos, a nós mesmos, porque muitas vezes somos cristãos derrotados. A Igreja está cheia de cristãos derrotados, que não acreditam nisto: que a fé é vitória; que não vivem esta fé. Se não vivem essa fé,existe a derrota, e vence o mundo, o príncipe do mundo”.
O Papa recordou que Jesus louvou muito a fé da hemorroíssa, da cananeia e do cego e dizia que quem tema fé do tamanho de um grão de mostarda pode mover montanhas. “Esta fé exige duas atitudes: confessar e confiar. Sobretudo, confessar” – destacou o Santo Padre.
A fé significa confessar Deus, mas o Deus que se revelou a nós, desde os tempos dos nossos pais até hoje; o Deus da história.É isto que recitamos todos os dias no Credo. Uma coisa é recitar o Credo do coração e outra coisa como papagaios, não é? Creio, creio em Deus, creio em Jesus Cristo, creio ...Eu creio no que digo? Esta confissão de fé é verdadeira ou eu digo decorado,porque se deve dizer? Ou creio parcialmente? Confessar a fé! Inteira, não apenas uma parte! E devemos custodiar esta fé, como chegou a nós através da tradição: toda a fé! E como posso saber se confesso bem a fé? Através de um sinal: quem confessa bem a fé, toda a fé, tem a capacidade de adorar, adorar a Deus”.
O Papa continuou destacando que “nós sabemos como pedir a Deus, como agradecer a Deus, mas adorar a Deus, louvar a Deus, é algo mais! Somente quem tem esta fé forte é capaz de adoração”.
O Santo Padre acrescentou: “Eu me atrevo a dizer que o termômetro da vida da Igreja está um pouco baixo nesse sentido: há poucos com capacidade de adoração, “não temos muito, alguns sim...” E isso acontece porque “na confissão da fé não estamos convencidos, ou estamos convencidos parcialmente”. Por isso- explicou o Papa- a primeira atitude é confessar a fé e guardá-la. A segunda é “confiar”.
Deste modo, concluiu o Santo Padre: “o homem ou a mulher que tem fé, confia em Deus: se entrega! Paulo, num momento escuro de sua vida, dizia: 'Eu sei bem em quem tenho acreditado'. Em Deus! Em Jesus Cristo! Confiar: isso nos leva a esperança. Assim como a confissão da fé nos leva à adoração e ao louvor a Deus, confiar em Deus nos leva a uma atitude de esperança. Existem muitos cristãos com uma esperança aguada, pouco forte: uma esperança fraca. Por quê? Porque não têm a força e a coragem de confiar no Senhor. Mas se nós cristãos cremos confessando a fé, e também a guardamos, custodiando-a, e confiando em Deus, no Senhor, seremos cristãos vencedores. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé!”
(MEM)

Sábado, depois da Epifania - 11 de janeiro

(Jo 3,22-30)


Naquele tempo, 22Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas.
24João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”.
27João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30É necessário que ele cresça e eu diminua”.


Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja. Sermão no nascimento de São João Batista.

Crescer ou diminuir?

«Ele é que deve crescer, e eu diminuir». Em João a justiça humana atingiu o auge possível para o gênero humano. A própria Verdade (Jo 14,6) dizia: «Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Batista» (Mt 11,11), por isso nenhum homem podia superá-lo. Mas ele era apenas homem, enquanto Jesus era homem e Deus. E porque, segundo a graça cristã, nos é pedido [...] que não nos gloriemos a nós próprios, mas «quem se gloria, que se glorie no Senhor» (2Cor 10,17), [...] por esse motivo diz João: «Ele é que deve crescer, e eu diminuir». É óbvio que, em Si próprio, Deus não pode aumentar ou diminuir. Mas nos homens, à medida que a verdadeira vida espiritual progride, cresce a graça divina ao diminuir o poder humano, até que a Igreja de Deus, formada por todos os membros do Corpo de Cristo (1Cor 3,16), alcance a perfeição a que foi destinada, e todas as dominações, poderes e autoridades desapareçam para Deus ser «tudo em todos» (Cl 1,16; 1Cor 15,28). [...]

«O Verbo era a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina [...] [e] todos nós participamos da Sua plenitude» (Jo 1,9.16). Em Si própria, uma Luz assim é sempre total, crescendo naquele que é iluminado, que se vê diminuído quando se destrói tudo o que nele havia sem Deus. Porque sem Deus o homem só pode pecar, e esta capacidade humana diminui assim que a graça divina triunfa do pecado. A fraqueza da criatura cede então ao poderio do Criador e a vaidade do nosso egoísmo desmorona-se perante o amor que preenche todo o universo. Do fundo do nosso infortúnio João Batista proclama a misericórdia de Cristo: «Ele é que deve crescer, e eu diminuir».


Responsório (Sl 149)
— O Senhor ama seu povo, de verdade.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!

— Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.

— Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.

5 de jan. de 2014

Vamos diminuir um pouco nossas postagens no blog. Alguns dias de descanso e reflexão pessoal.
Sempre contando com outra conexão entre nós: a oração.
Deus abençoe

4 de jan. de 2014

Aprenda mais sobre os "Santos Reis Magos"

Enio Scaf - obra de
Os Três Reis Magos ou simplesmente "Os Magos", a que a tradição deu os nomes de Melchior, Baltazar e Gaspar, são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após o seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz "uns magos", que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três mas, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

(...) Viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do rei Herodes em Jerusalém. Perguntaram-lhe sobre a criança mas ele disse nada saber. No entanto, Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que, se encontrassem o menino, o informassem, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo.

A estrela, conta o evangelho, precedia-os e parou sobre o local onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus, ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles: o ouro pode representar a realeza (eles procuravam o "Rei dos Judeus"); o incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus; a mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remete-nos para o gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40).

"Sendo prevenidos em sonhos a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: “Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz”.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melchior quer dizer: “Meu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que simbolizavam os reis de todo o mundo, representariam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Segundo a mesma tradição, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Devido ao tempo passado até que os Magos chegassem ao local onde estava o menino, por causa da distância percorrida e da visita a Herodes, a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de Janeiro. Algumas Conferências Episcopais decidiram, contudo, celebrar a festa da Epifania no primeiro domingo de Janeiro (quando não coincide com o dia 1)

Devemos aos Magos a troca de presentes no Natal. Dos presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de Janeiro, e os pais muitas vezes se disfarçam de reis magos.

Cf. http://pt.wikipedia.org/ Evangelho Quotidiano

Domingo da Epifania do Senhor


A liturgia deste Domingo leva-nos à manifestação de Jesus como "a luz" que atrai a si todos os povos da terra. Essa "luz" incarnou na nossa história, a fim de iluminar os caminhos dos homens com uma proposta de salvação/libertação.
A primeira leitura, anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que alegrará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.
No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os "magos", atentos aos sinais da chegada do messias, que o aceitam como "salvação de Deus" e o adoram. A salvação, rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora uma oferta universal.
A segunda leitura apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos - a comunidade de Jesus.

www.agencia-ecclesia.pt



 (Mt 2,1-12)



1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém.

4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.

10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.

11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.

12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.


EPIFANIA DO SENHOR (Ano A)

Comentário do dia: São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol. Escritos espirituais, 06/01/1937

«Entrando na casa, viram o Menino»

Adoração dos reis: os poderosos deste mundo prostram-se diante do humilde berço de uma criança. Ouro, incenso e mirra vindos do Oriente; ansiedade nos corações, poeira dos caminhos percorridos durante a noite, guiados por uma estrela. «Onde está O que acaba de nascer?» […] Passaram-se vinte séculos: muitas almas percorrem os caminhos da terra como os reis magos do Oriente e continuam a perguntar ao passar: «Vistes, acaso, aquele que a minha alma ama?» (Ct 3,3) É também uma estrela de luz que, iluminando o nosso caminho, nos conduz à humildade de uma manjedoura e nos mostra o que nos fez sair «das muralhas da cidade» (Hb 13,13; cf Lc 16,27). Ela mostra-nos um Deus que, sendo embora Senhor de tudo, carece de tudo. O Criador da luz e do calor do sol sofre de frio; Aquele que vem ao mundo por amor aos homens é esquecido pelos homens.

Tal como outrora, também agora há almas que procuram Deus. […] Infelizmente, nem todos conseguem encontrá-Lo, nem todos olham para a estrela que é a fé; também não ousam aventurar-se pelos caminhos que conduzem a Ele, que são a humildade, a renúncia, o sacrifício e quase sempre a cruz. […]

Quando esta noite, no coro, me recordava sem querer da minha infância, da minha casa, dos reis, o meu hábito de monge dizia-me outra coisa: tal como os magos, também eu vim à procura de uma manjedoura. Já não sou uma criança a quem se dêem brinquedos: os sonhos são agora maiores e não pertencem a esta vida. Os sonhos do mundo, tal como os brinquedos das crianças, dão felicidade enquanto esperamos por eles, mas depois tudo não passa de cartão. Os sonhos do céu são sonhos que duram toda a vida e depois não desapontam. Como os reis magos devem ter regressado felizes depois de terem visto Deus! Também eu O verei, só tenho de esperar um pouco. A manhã chegará em breve e, com ela, a luz. Que despertar feliz será esse!

Responsório (Sl 71)
— As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra!

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará.

Recortes

“Muitas vezes na vida, fazemos as nossas opções não segundo a vontade de Deus, mas segundo o nosso gosto e o nosso capricho, segundo o nosso comodismo e a nossa covardia".  (A.. M. G. Dorronsoro, Tiempo para creer)

Recortes

"A alegria é um dos poderes mais irresistíveis que há no mundo: acalma, desarma, conquista, arrasta. Uma alma alegre é um apóstolo: atrai os homens para Deus, manifestando-lhes o que o amor de Deus nela produz. Por isso o Espírito Santo nos dá este conselho:Não vos aflijais nunca, porque a alegria em Deus é a vossa força (Ne 8, 10)”  (M. V. Bernadot, Da Eucaristia à Trindade)

3 de jan. de 2014

Evangelho e Meditação: Tempo Natal (4 de Janeiro)

(Jo 1,35-42)


Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “Que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi logo encontrar seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias (que quer dizer: Cristo)”. 42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).

Comentário do dia :
Santo Afonso-Maria de Ligório (1696-1787), bispo, doutor da Igreja 
1ª meditação para a Oitava do Natal

«Eis o Cordeiro de Deus!»

«Ando errante como ovelha tresmalhada; vinde em busca do vosso servo» (Sl 118,176). Senhor, eu sou a pobre ovelha que se perdeu quando corria atrás da satisfação dos seus gostos e dos seus caprichos. Mas Tu, que és simultaneamente Pastor e Cordeiro, Tu desceste do céu para me salvar, imolando-Te na cruz como vítima em expiação pelos meus pecados: «Eis o Cordeiro de Deus.» Assim, pois, se quero corrigir-me, nada tenho a temer. […] «Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo» (Is 12,2). Tu entregaste-Te a mim e, para me inspirares confiança, não podias dar-me maior prova da tua misericórdia.

Querido Menino! Tenho tanta pena de Te ter ofendido! Fiz-Te chorar no estábulo de Belém; mas sei que vieste procurar-me. Por isso, lanço-me a teus pés e, a despeito da pobreza e da humilhação em que Te vejo nesse presépio e sobre essa palha, reconheço-Te como meu rei e meu soberano Senhor. Compreendo o sentido das tuas doces lágrimas, que me convidam a amar-Te e me pedem o coração. Ei-lo aqui, meu Jesus, estou hoje a teus pés para To oferecer. Muda-o, abrasa-o, porque desceste do céu para abrasar os corações com o teu santo amor. Oiço-Te dizer-me desse presépio: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração» (Mt 22,37; Dt 6,5); e respondo-Te: «Meu Jesus, se não Te amar a Ti, meu Senhor e meu Deus, a quem amarei?»


Responsório (Sl 97)
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
— Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria!
— Na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.

2 de jan. de 2014

Vale a pena você assistir esta palestra


PALESTRA - MARIO SÉRGIO CORTELLA

Enviado em 08/05/2011
PALESTRA - MARIO SÉRGIO CORTELLA é filósofo, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP.
SEMINÁRIO: FAMÍLIA, ESCOLA E CIDADANIA
TEMA: QUAIS OS CAMINHO
LOCAL: FLORIANÓPOLIS, SC / BRASIL

Foi mesmo o papa quem disse isso?

(colaboração blog spe Deus)


Circulam na internet os mais variados textos com a assinatura do Papa Francisco, mas que não foram escritos/ditos pelo Papa.

Assim de repente lembro-me do texto que começa com: “Precisamos de santos sem véu ou batina” e continuava por aí adiante. Este texto dizia-se proveniente duma “Carta do Papa João Paulo II aos jovens”, carta essa que nunca existiu. Depois de alguma investigação cibernáutica, percebe-se que esse texto foi inventado algures no Brasil e espalhou-se como fogo quando associado à figura de João Paulo II. Como o fogo parecia extinguir-se, alguém resolver inventar que afinal o texto era do Papa Francisco e eis que o fogo voltou a arder.

No Verão surgiram as “10 lições de vida do Papa Francisco”, mas que não incluem uma única citação do Papa.

Mais recentemente apareceu um texto que começa assim: “Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti….” Também assinado pelo Papa Francisco. Este texto já deu voltas e voltas à internet nos últimos anos, pelo menos em inglês, mas agora alguém resolveu dizer que foi escrito pelo Papa, e assim foi.

Existem outros textos bem mais nocivos, como um que tem sido bastante divulgado com o título: “We Will Have A Woman Pope One Day”. Cita uma suposta carta aberta do Papa Francisco ao fundador do jornal A República, Eugenio Scalfari, onde o Papa teria dito:

- Que todas as religiões são verdadeiras, é indiferente qual a que se professe;
- Que é tudo igual, homossexualidade, heterossexualidade, ser a favor do aborto, ser contra o aborto, ser comunista, etc…
- Que a Igreja vai começar a ordenar mulheres cardeais, bispos, padres e um dia até uma mulher será Papa.

Temos que ter cuidado quando partilhamos um texto que aparece associado ao Papa Francisco, porque podemos estar a enganar as pessoas que vão ler o texto. Já vimos que existem pessoas com más intenções a usar a imagem do Papa para confundirem os mais incautos, por isso convém verificar as fontes antes de assumir que o texto é verdadeiro.

Hoje em dia temos mais acesso ao que diz o Papa do que em qualquer outro momento na história da Igreja. São quase sempre palavras pertinentes que nos ajudam a perceber o que podemos melhor nas nossas vidas para amarmos mais a Deus e ao próximo. Qual é a necessidade de inventar coisas que o Papa não disse?

João Silveira na sua página no Facebook
Publicada por Spe Deus.

Evangelho e Meditação: Tempo do Natal (3 de Janeiro)

(Jo 1,29-34)



29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.

32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”


Comentário do dia: Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa. As Bodas do Cordeiro, 14/09/1940

«O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»

No Apocalipse, o apóstolo São João escreveu: «Eis o que eu vi: em frente do trono […] havia um Cordeiro, que se mantinha de pé e que estava como que imolado» (Ap 5,6). Enquanto contemplava esta visão, uma lembrança se mantinha bem viva nele: a do dia inesquecível em que, na margem do Jordão, João Batista tinha designado Jesus como «o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo». […]

Mas porque tinha o Senhor escolhido o cordeiro como seu símbolo por excelência? Porque Se mostrava ainda sob esse aspecto no trono eterno da glória? Porque era inocente como um cordeiro e humilde como um cordeiro e porque tinha vindo para ser levado ao matadouro como um cordeiro (Is 53,7). Também isto tinha o Apóstolo São João contemplado quando o Senhor deixara que Lhe atassem as mãos no Jardim das Oliveiras e Se deixara pregar na cruz no Golgotha. No Golgotha, fora consumado o verdadeiro sacrifício da reconciliação. Os sacrifícios antigos tinham perdido a sua força e, tal como o antigo sacerdócio, acabaram logo que o Templo foi destruído. Tudo isto tinha sido vivenciado por São João. Esta foi a razão pela qual ele não estranhou ver o Cordeiro no trono. […]

Como o Cordeiro devia ser morto para ser elevado ao trono da glória, também para todos os que são escolhidos para «o banquete das bodas do Cordeiro» (Ap 19,9) o caminho para a glória passa pelo sofrimento e pela cruz. Os que querem unir-se ao Cordeiro devem deixar-se pregar com Ele na cruz. Todos os que são marcados com o sangue do Cordeiro (cf Ex 12,7) – todos os baptizados – são chamados a isso; mas nem todos entendem a chamada e nem todos O seguem.



Responsório (Sl 97)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

— Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!

3 de janeiro



Santa Genoveva
Consagrou-se a Deus como virgem aos 14 anos. Quando os hunos ameaçavam invadir Paris, Genoveva saiu às ruas exortando os parisienses à penitência; inesperadamente e sem razão natural aparente, Átila afastou-se da cidade com seus bárbaros, o que levou o povo a atribuir à Santa a preservação da cidade.

www.catolicismo.com.br/evangelho quotidiano


Romanos 10, 9-12


Se com tua boca ao Senhor Jesus confessares, e em teu coração creres, que Deus dos mortos o ressuscitou, salvo serás.
Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se faz confissão para salvação.
Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer, confundido não será.
 

Evangelho e Meditação: Tempo Natal (2 de Janeiro)

(Jo 1,19-28)




19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” 23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.


Comentário do dia :
Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense 
V Sermão do Advento; SC 166


«Eu sou a voz de quem grita no deserto: “Retificai o caminho do Senhor”»

«Preparai o caminho do Senhor» (Is 40,3). Irmãos, ainda que vos encontreis muito avançados neste caminho, […] é sem limites a bondade para onde dirigimos os nossos passos. Por isso diz todos os dias o viandante que seja sábio: «comecei agora» (Sl 76,11 LXX). Mas são muitos aqueles que andam «errantes pelo deserto e pela solidão» (Sl 106,4) e daí nenhum deles poder dizer «comecei agora».

«O temor do Senhor é o princípio da sabedoria» (Sl 110,10) e, se é esse o princípio da sabedoria, também é o início do bom caminho. […] É ele que provoca a confissão dos pecados […], que leva o orgulhoso ao arrependimento e lhe permite escutar a voz daquele que prega no deserto, que manda preparar o caminho e mostra por onde começar: «Penitenciai-vos, porque está próximo o Reino do Céu» (Mt 3,2; cf 4,17) […].

Se já te encontras neste caminho, não percas o norte, uma vez que isso seria uma ofensa para o Senhor que aí te conduziu, e que assim te deixaria andar errante pelos caminhos do teu coração. […] E, se o teu caminho te parecer apertado (Mt 7,14), não percas de vista o fim ao qual ele te conduz. Se fores capaz de ver esse fim de toda a perfeição, sem demora dirás: «Como as tuas ordens são generosas!» (Sl 118,96). E se mesmo assim não conseguires vislumbrá-lo, toma sentido no que diz Isaías […]: «Hão-de seguir por este caminho de eleição (Is 57,17) aqueles que o Senhor libertar, e hão-de chegar a Jerusalém com brados de alegria, com eterna felicidade a iluminar-lhes o rosto, o júbilo e o contentamento por companheiros e já sem qualquer tristeza nem aflição no coração» (Is 35,9-10). Todo aquele que pensar no seu fim, não só achará o caminho espaçoso, mas também tomará asas, de tal modo que já não há-de caminhar, mas voar. […] Então há-de conduzir-vos e acompanhar-vos Aquele que é o caminho de quem corre e a recompensa de quem chega ao fim: o Senhor, Jesus Cristo (Jo 14,6).


Responsório (Sl 97)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

2 de janeiro

São Basílio Magno, b., Doutor da Igreja, +379




Nasceu em Cesaréia, na Capadócia, no ano 330. Foi o autor dos primeiros escritos sobre o Espírito Santo e pioneiro na vida monástica no Oriente. Escreveu duas Regras que são seguidas até hoje pelos monges da Igreja do Oriente, conhecidos como basilianos.

Em 370 foi nomeado bispo de Cesaréia da Capadócia, num contexto de diversos cismas e ameaças à fé cristã. Mas foi firme e um grande defensor da Igreja e devido a isso tem o nome de Magno. Foi o criador de uma imensa obra a serviço dos pobres, fundando hospitais, asilos, casas de repouso, escolas de artesanato, etc.




São Gregório Nazianzeno, b., Doutor da Igreja, +390




Gregório de Nazianzo foi ao mesmo tempo homem de ação e de contemplação; filósofo e poeta; incerto entre a vida ativa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação. Desde pequeno, consagrou-se Gregório à castidade, que lhe aparecera em sonhos como uma menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: Cesareia, na Palestina; Alexandria, no Egito; e Atenas, na Grécia.

Em Atenas, cimentou a sua amizade com Basílio (Santo cuja festa é celebrada neste mesmo dia) e voltando os dois à Capadócia, decidiram retirar-se para a solidão e meditação. Aliás, foi esta vocação para a vida solitária que viria a ser a fiel companheira dos altos e baixos de S. Gregório. Tempos depois, ao regressar a Nazianzo é ordenado sacerdote.

A sua atividade mais célebre encontra-se ligada a Constantinopla, onde bastava entrar numa padaria para ouvir falar do problema da Santíssima Trindade (segundo S. Gregório), ou seja, tratava-se de um tempo de polêmicas religiosas em que questões de fé era rebaixadas ao nível do sacrilégio e da blasfêmia. Como dizia S. Gregório, quem trata do dogma, deve estar à altura do dogma. E foi assim, estando à altura da sua missão de pregação que, além de sábio, convincente, não o era somente porque conhecia a doutrina cristã, mas também porque a vivia de forma exemplar.

No entanto, por uma série de oposições maldosas, Gregório não chegou a ser Bispo de Constantinopla, como desejava o povo e despedindo-se humildemente, teve que voltar à sua terra natal: Nazianzo. Aí, em silêncio, continuou o seu falar com os homens e com Deus, escrevendo 240 cartas, muito importantes pelo seu conteúdo teológico ou moral e belas pela sua forma literária. Antes de partir para o Paraíso, em 390, compôs centenas de poesias em elegantes versos gregos que lhe mereceram um lugar de destaque na história da poesia, além da gloriosa fama de Santo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Recortes

Se Ela te segurar a mão, não cairás; se te proteger, nada temerás; não te cansarás, se Ela for o teu guia; chegarás felizmente ao porto, se Ela te amparar” (São Bernardo, Homilia sobre a Virgem Mãe, 2;)

1 de jan. de 2014

Santa Missa neste 1 de janeiro


Mensagem do papa: 1 Janeiro 2014: Dia Mundial da Paz - "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz

LEIA NA ÍNTEGRA A MENSAGEM PARA ESTE DIA MUNDIAL DA PAZ
(Fonte: Rádio Vaticana)

1 de janeiro

Santa Maria, Mãe de Deus



Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projeto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador. Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo. Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.
As leituras que hoje nos são propostas exploram, portanto, estas diversas coordenadas. Elas evocam esta multiplicidade de temas e de celebrações.
Na primeira leitura, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada e recorda-se que a sua bênção nos proporciona a vida em plenitude.
Na segunda leitura, a liturgia evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravidão da Lei e para os tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-lhe “abbá” (“papá”).
O Evangelho mostra como a chegada do projecto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo através de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os marginalizados. Convida-nos também a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o desígnio libertador de Deus no meio dos homens.
Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível aos projetos de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projeto divino de salvação para o mundo.



www.ecclesia.pt/ evangelho quotidiano

Evangelho e Meditação: 1 de janeiro - SANTA MÃE DE DEUS, MARIA - Solenidade

(Lc 2,16-21)


Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.

17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.

19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.

20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.



Comentário do dia: Beato João Paulo II (1920-2005), papa. Mensagem Urbi et Orbi 25/12/2002.


Maria, Mãe do Príncipe da Paz (Is 9,5)

«Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado» (Is 9,5). […] Com Maria contemplamos o rosto de Cristo: naquela Criança, […] é Deus que vem visitar-nos para guiar os nossos passos no caminho da paz (cf Lc 1,79). Maria contempla-O, […] interrogando-se sobre o sentido dos prodígios que envolvem o mistério do Natal.

Mistério de alegria é o Natal! Os Anjos cantaram na noite, […], descrevendo o acontecimento aos pastores como «uma grande alegria para todo o povo» (Lc 2,10), que o é apesar de estarem longe de casa, da pobreza na manjedoira, da indiferença do povo, da hostilidade do poder. […]

Mistério de amor é o Natal! Amor do Pai, que enviou ao mundo o seu Filho unigênito, para nos doar a sua mesma vida (cf 1 Jo 4,8-9). Amor do «Deus connosco», o Emanuel, que veio à terra para morrer na Cruz. Na gélida cabana, envolvida no silêncio, a Virgem Mãe […] já sente o drama cruento do Calvário. […] O Príncipe da paz (Is 9,5), nascido hoje em Belém, dará a sua vida no Gólgota para que na terra reine o amor.

Mistério de paz é o Natal! Desde a gruta de Belém eleva-se hoje um apelo urgente para que o mundo não ceda à desconfiança, à suspeita, ao desânimo, mesmo quando o trágico fenômeno do terrorismo aumenta incertezas e temores. Os crentes de todas as religiões, juntamente com todos os homens de boa vontade, banindo toda e qualquer forma de intolerância e discriminação, são chamados a construir a paz. […]

Junto a Vós, ó Virgem Mãe, ficamos a pensar diante da manjedoira onde jaz o Menino, para partilhar do vosso assombro perante a imensa condescendência de Deus. Dai-nos os vossos olhos, ó Maria, para decifrarmos o mistério que se esconde nos frágeis membros do vosso Filho. Ensinai-nos a reconhecer a sua face nas crianças de todas as raças e culturas. Ajudai-nos a ser testemunhas credíveis da sua mensagem de paz e de amor, para que também os homens e as mulheres da nossa época, marcada ainda por fortes contrastes e incríveis violências, saibam reconhecer no Menino que está nos vossos braços o único Salvador do mundo, fonte inesgotável da paz verdadeira por que, no íntimo, todo o coração anseia.


Responsório (Sl 66)
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção!
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.

— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.

— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!

Mozart - "Sancta Maria, mater Dei", KV 273

Recortes

“Todas as festas de Nossa Senhora são grandes, porque constituem ocasiões que a Igreja nos oferece para demonstrarmos com fatos o nosso amor a Santa Maria. Mas, se dentre essas festividades tivesse que escolher uma, escolheria a de hoje: a da Maternidade divina da Santíssima Virgem.

(...) Podemos dizer bem alto à Virgem Santa, como o melhor dos louvores, estas palavras que expressam a sua mais alta dignidade: Mãe de Deus.”  (São Josemaría Escrivá,Amigos de Deus, n. 274)