Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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25 de jul. de 2013

Deus Eterno


A dor do Papa Francisco pelo acidente na Espanha



Rio de Janeiro (RV) – O clima de festa que o Rio de Janeiro está vivendo pela Jornada Mundial da Juventude foi interrompido pelas dramáticas notícias vindas da Espanha na noite do dia 24. O Papa Francisco foi imediatamente informado do descarrilhamento de um trem que estava por chegar a Santiago da Compostela – meta, em particular no dia 25 de julho, festa de São Tiago, de tantos peregrinos.

O balanço provisório da tragédia é dramático: quase 80 mortos e 140 feridos. O acidente ferroviário mais grave da Espanha nos últimos 70 anos ocorreu às 20h42. O trem de alta velocidade Madri-Ferrol encontrava-se na bifurcação de A Grandeira, a pouco mais de 3 quilômetros da estação de Santiago da Compostela. Segundo os sobreviventes, o comboio “viajava muito rápido e, na curva, começou a virar, enquanto os vagões acabavam um por cima do outro”.

Entre as testemunhas, há quem diga ter ouvido uma explosão. No entanto, por ser provavelmente o barulho do impacto, as autoridades já descartaram a hipótese de atentado. A atenção dos investigadores está concentrada na velocidade do trem que, no momento do descarrilhamento, estava a mais de 180 km/h. O socorro às vítimas durou toda a noite para retirar os corpos dos escombros. Além disso, foi iniciada uma coleta de sangue para os feridos.

Ainda nesta manhã, deve chegar ao local do desastre o Primeiro-Ministro espanhol, Mariano Rajoy, nativo de Santiago. Ainda, a administração da cidade galega anulou as anuais festividades dedicadas a São Tiago, que começariam nesta quinta-feira. Também pelo mesmo motivo, presume-se que muitos peregrinos estavam no trem com destino ao Santuário de Santiago. A solidariedade vem de toda Europa através do Presidente do Parlamento da União Europeia, Martin Schulz, que se disse próximo às famílias das vítimas.

O Papa Francisco recebeu logo a notícia, conforme conta o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi: “Foi informado na mesma noite. Eu lhe passei algumas informações em seguida através de seus colaboradores. Soube, depois, que o Cardeal Rouco Varela conseguiu telefonar-lhe pessoalmente. O cardeal foi Arcebispo de Santiago por muito tempo, e sente terrivelmente este acidente". (NV)




Texto do site da Rádio Vaticano 

Organizadores mudam local da Vigília e da missa de encerramento da JMJ

Rio de Janeiro. (Zenit.org)

Por causa do mau tempo no Rio de Janeiro, a Missa de Envio e Vigília serão transferidas para a Praia de Copacabana. De acordo com Dom Orani, Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), a chuva e o frio tornaram as atividades em Guaratiba inviáveis.

“A chuva tem molhado as pessoas, mas não tem atrapalhado os eventos da Jornada. Mas para evitar riscos, vamos fazer as atividades em Copacabana. Há muita água em Guaratiba. E, devido às circunstâncias, as pessoas não vão mais precisar caminhar os 13 quilômetros. Deus tem os Seus caminhos e vai nos conduzindo. É cada dia uma novidade, sempre na Vontade de Deus”, declara o Arcebispo.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou em nota oficial a transferência. Segundo ele, a decisão foi tomada após as fortes chuvas dos últimos dias, que deixaram o local sem condições de receber os peregrinos. “As chuvas intensas desde segunda-feira deixaram aquele espaço, sob o ponto de vista inclusive de saúde, impraticável de se realizar os eventos. Colocaríamos a saúde das pessoas em risco. Não é só uma inviabilidade estética pelo fato de boa parte da área ter sofrido alagamentos e ter uma lama. Nós seguimos o que os técnicos determinaram e vamos transferir a vigília para Copacabana. Pedimos desculpas aos moradores do bairro, mas não tínhamos outra alternativa”,  afirma o prefeito.

As mudanças foram recomendadas pelo Corpo de Bombeiros, Secretaria da Saúde e Proteção da Criança e Adolescente. Os horários das atividades que encerrarão a JMJ Rio2013 permanecem os mesmos. Em breve serão publicadas orientações práticas de como serão os eventos. 

Segue a nota oficial do COL da JMJ Rio2013:

O Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude (COL) informa que, devido às condições climáticas, os eventos programados para o Campus Fidei, em Guaratiba, serão realizados na praia de Copacabana. Com isso, a peregrinação de 13 km não poderá ser realizada. Diferentemente do que aconteceria em Campus Fidei, onde os participantes passariam toda a noite em vigília, em Copacabana a programação será encerrada após a Vigília de Oração com o Papa Francisco (prevista para começar no sábado, 27, às 19h30) e retornará no domingo, 28, às 10h, com a presença do pontífice. 

“Foi uma decisão difícil, mas responsável, pensando sempre na segurança do nosso peregrino. Copacabana sempre foi o nosso plano B, que agora teremos que colocar em prática. Quem está no Rio de Janeiro sente o que a JMJ trouxe. Que a JMJ continue alegre e feliz”, disse Dom Paulo Cezar Costa, vice-presidente do COL.

Recortes

“Ó formosíssima criança, sumamente amável! – exclama o Santo Doutor –. Ó filha de Adão e Mãe de Deus! Felizes as entranhas e o ventre de que saíste! Felizes os braços que te carregaram e os lábios que tiveram o privilégio de beijar-te!...” ( Liturgia das Horas; São João Damasceno, Dissertação 6, sobre a Natividade da Virgem Maria)

S. Joaquim e Santa Ana - Pais de Nossa Senhora



Santa Ana e São Joaquim

Uma tradição do segundo século afirma que os pais de Nossa Senhora, e avós de Jesus, chamavam-se Joaquim e Ana. Conforme uma lenda da Idade Média, Joaquim e Ana viviam humilhados porque não tinham filhos. Eram estéreis. Joaquim dirigiu-se então para o deserto, e ali passou, 40 dias em jejum e oração. Ao terminar os 40 dias, apareceu-lhe um anjo anunciando que teriam um filho. De facto, nasceu-lhes uma filha, à qual deram o nome de Maria.


A devoção de Santa Ana ou Sant'Ana remonta ao século VI, no Oriente. No Ocidente data de século X. A devoção a São Joaquim é mais recente.





Evangelho (Mt 13,16-17)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 16 “Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17 Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejavam ver o que vedes, e não viram, desejavam ouvir o que ouvis, e não ouviram”.



Comentário do dia Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense. 2º sermão para a Anunciação; SC 202

Maria, a terra boa que dá fruto

O Verbo, a Palavra de Deus, fez-Se carne e habitou entre nós (Jo 1,14). […] A Sabedoria de Deus (1Cor 1,24) começou a construir para Si a morada (Prov 9,1) de um corpo como o nosso no seio da Virgem […]; sem a cooperação de homem, tomou do corpo da Virgem a carne destinada à nossa redenção. E o Senhor dos exércitos está connosco (Sl 45,8) desde este dia, o Deus de Jacob é a nossa força, porque o Senhor tomou a nossa condição humana para que a glória habite na nossa terra (Sl 84,2).


Sim, Senhor, Tu abençoaste a terra, a terra abençoada entre todas as mulheres (Lc 1,28). Tu difundiste a graça do Espírito Santo para que a nossa terra dê o fruto das suas entranhas (Sl 84,13) e para que, do orvalho descido dos céus sobre o seio virginal, germine o Salvador (Is 45,8). Esta terra tinha sido amaldiçoada por causa do Mentiroso (Jo 8,44) e, mesmo quando era trabalhada, dela nasciam espinhos e cardos para os herdeiros da maldição (Gn 3,17-18). Mas hoje a terra foi abençoada pela presença do Redentor, e produz para todos a remissão dos pecados e o fruto da vida, apagando nos filhos de Adão a marca da maldição original.


Sim, ela é abençoada, esta terra absolutamente virgem que, sem ter sido tocada, nem cavada, nem semeada, fez germinar o Salvador apenas do orvalho do céu, e fornece aos homens o pão dos anjos, alimento de vida eterna. Esta terra não cultivada parecia estar descarnada, mas tinha oculta em si uma colheita abundante (Sl 77,25); parecia um deserto inabitado, mas era um paraíso de delícias. Sim, este lugar solitário era o jardim onde Deus encontrava toda a sua alegria.


Responsório (Sl 131)
— O Senhor vai dar-lhe o trono de seu pai, o rei Davi.
— O Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará: “um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em teu lugar!”
— Pois o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui: este é o lugar que preferi!”
— “De Davi farei brotar um forte herdeiro, acenderei ao meu ungido uma lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele brilhará minha coroa!”

24 de jul. de 2013

25 de julho: Dia do trabalhador rural


Nossa homenagem e agradecimentos aos que produzem e trabalham incansavelmente para que tenhamos alimentos em nossa mesa.

Obrigado, Senhor, por tantos homens e mulheres aos quais destes a vocação do trabalho com a terra.
Que os frutos de seu trabalho os leve também a reconhecer-vos como Deus e Criador de todas as coisas. Amém.

Recortes


Se não és homem de oração, não creio na retidão das tuas intenções quando dizes que trabalhas por Cristo. (S. Josemaria Escrivá. Caminho, 109)

A oração que o Papa rezou diante da Virgem de Aparecida


APARECIDA,  (ACI/EWTN Noticias).- 

Durante sua visita ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o Papa Francisco teve um momento de adoração à imagem da Santa na Capela dos Apóstolos. No primeiro momento, o Santo Padre orou em silêncio e depois elevou a voz frente à padroeira do Brasil.
Francisco já esteve no Santuário, em 2007, como Arcebispo de Buenos Aires, em razão da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e volta agora como Sumo Pontífice.
Veja a oração que ele realizou:
Oração do Papa diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida
Mão Aparecida, como Vós um dia,
assim me sinto hoje diante
do vosso e meu Deus,
que nos propõe para a vida uma missão
cujos contornos e limites desconhecemos,
cujas exigências apenas vislumbramos.
Mas, em vossa fé de que
“para Deus nada é impossível”,
Vós, ó Mãe, não hesitastes,
e eu não posso hesitar.
Assim, ó Mãe, como Vós,
Eu abraço minha missão.
Em vossas mãos coloco minha vida
e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho
caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos,
vencer juntos como sempre juntos
caminhastes vosso Filho e Vós.
Mãe Aparecida,
um dia levastes vosso Filho
ao templo para O consagrar ao Pai,
para que fosse inteira disponibilidade
para a missão.
Levai-me hoje ao mesmo Pai,
consagrai-me a Ele com tudo
o que sou e com tudo o que tenho.
Mãe Aparecida,
ponho em vossas mãos,
e levai até o Pai a nossa e vossa juventude,
a Jornada Mundial da Juventude:
quanta força, quanta vida,
quanto dinamismo brotando e explodindo
e que podem estar a serviço da vida,
da humanidade.
Finalmente, ó Mãe, vos pedimos:
permanecei aqui,
sempre acolhendo vossos filhos
e filhas peregrinos,
mas também ide conosco,
estai sempre ao nosso lado
e acompanhai na missão
e grande família dos devotos,
principalmente quando
a cruz mais nos pesar,
sustentai nossa esperança de nossa fé.

Papa aos dependentes químicos: “a Igreja não está longe dos esforços que vocês fazem”


RIO DE JANEIRO, 24 Jul. 13 / 08:45 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ao voltar para o Rio de Janeiro, depois de passar o dia no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde presidiu sua primeira Missa no país, o Papa Francisco participou da inauguração de um pavilhão do Hospital São Francisco de Assis da Providência de Deus dedicado ao atendimento de dependentes de drogas. “Hoje, neste lugar de luta contra a dependência química, quero abraçar a cada um e cada uma de vocês”, disse.Em sua mensagem aos dependentes, deixou claro: “a Igreja não está longe dos esforços que vocês fazem”. (...) E continuou, “O Senhor está ao lado de vocês e lhes conduz pela mão”; “E confiem também no amor materno de Maria, sua Mãe. Esta manhã, no Santuário de Aparecida, confiei cada um de vocês ao seu coração. Onde tivermos uma cruz para carregar, ao nosso lado sempre está Ela, nossa Mãe. Deixo-lhes em suas mãos, enquanto, afetuosamente, a todos abençoo”.
O polo de atendimento a dependentes químicos, na Tijuca, entra em funcionamento até o final do mês, com 40 leitos e este número deve dobrar até o final do ano.  Esta inauguração é deixada para o Rio como um legado social da JMJ Rio2013. “Há tantas situações no Brasil e no mundo que reclamam atenção, cuidado, amor, como a luta contra a violência”, relembra o Papa.
No Brasil, mais de dois milhões de pessoas sofrem com algum tipo de dependência química e a principal concentração fica da região Sudeste do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo). Só no Rio de Janeiro vivem mais de 600 mil dependentes e apenas 20 leitos disponíveis para atendimento.
Dependentes que já foram tratados no Hospital deram seus testemunhos e em troca foram, carinhosamente, abraçados por Francisco. “A chaga do tráfico de drogas, que favorece a violência e que semeia a dor e a morte, exige da inteira sociedade um ato de coragem!”, alerta o Santo Padre.
Em seu discurso, o Papa Francisco se colocou totalmente contra a legalização do uso de drogas, como tem sido discutido em muitos países da América Latina e apontou soluções: “promover uma maior justiça, educando os jovens para os valores que constroem a vida comum, acompanhando quem está em dificuldade e dando esperança no futuro (...), olhar o outro com os olhos de amor de Cristo”, pediu.
A metodologia de tratamento do hospital buscará, além da atenção médica, a integração dos aspectos transcendentes e religiosos. Existe, também, a proposta de formar um centro de capacitação de profissionais sobre diferentes drogas e seus efeitos.
O Pontífice também falou sobre a história da conversão do Santo Patrono do Hospital, São Francisco, que abandona riquezas e comodidades para servir a Cristo e aos demais, “o momento em que tudo isso se tornou concreto na sua vida: foi quando abraçou um leproso”, ressaltou.

Oração a S. Cristóvão


Ó São Cristóvão, que atravessastes a correnteza furiosa de um rio com toda a firmeza e segurança porque carregava nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu coração, porque então eu terei sempre firmeza e segurança no guidão do meu carro e enfrentarei corajosamente todas as correntezas que eu tiver de enfrentar, venham elas dos homens ou do espírito infernal. 

São Cristóvão, rogai por nós.

Parabéns! Que o Senhor proteja e guarde a todos


Celebramos a 25 de julho....



S. Cristóvão

Seu nome significa “portador de Cristo”.

A vida deste santo está envolta em muitas lendas, de tal ponto que é difícil saber-se qual a verdade da sua vida. Sabe-se que foi mártir, morreu na cidade de Lícia, no Sul da Turquia, durante a perseguição do Imperador Décio.
Conta uma lenda muito propalada que, quando era ainda jovem forte, Cristóvão escutou a prática de um eremita e recebeu a instrução da fé cristã. Para se preparar para o batismo, decidiu morar perto de um rio e ajudar os viajantes a passar a correnteza das águas que, às vezes, era muito forte.
Uma noite, uma criança veio despertá-lo, suplicando-lhe ajuda para atravessar o rio. Levando o menino em seus ombros, estranhou o peso que levava, que aumentou tanto que, só com grande esforço, chegou ao outro lado do rio, onde o menino, que era o Menino Jesus, disse que Cristóvão um dia seria Mártir.
Depois de haver recebido o batismo, São Cristóvão dirigiu-se à cidade de Lícia para pregar ali o Evangelho. Foi martirizado naquela cidade. Flechas perfuraram o seu corpo e depois foi decapitado.
São Cristóvão foi sempre muito invocado e venerado. Na Idade Média esta veneração foi muito praticada. Ele é o protetor poderoso dos viajantes que enfrentam perigos no caminho.Também é o padroeiro dos carteiros e dos pilotos.



cf. www.paroquiapilar.com.br/Evangelho Quotidiano


S. Tiago, apóstolo – Festa

São Tiago Maior

Tiago (o Maior), filho de Zebedeu e de Salomé, era irmão do evangelista São João. Seu pai estava presente quando os dois irmãos, dentro de em um barco no lago de Genesaré, receberam o pedido de Jesus para O acompanharem: “eles, abandonaram o barco e seu pai e seguiram-nO,” demonstrando vontade decidida e índole forte. Talvez por isso, receberam de Jesus o apelido de “filhos do trovão”.

Como os outros discípulos, Tiago foi perseguido pelas autoridades judaicas e preso. No seu cárcere, sofreu todo tipo de tortura e flagelo. Mesmo assim, sentia muito orgulho de estar sendo torturado por amor a Jesus.

Segundo uma tradição, o apóstolo Tiago teria sido o primeiro evangelizador da Espanha e as suas relíquias teriam sido levadas para Compostela, uma das metas mais procuradas pelos peregrinos na Europa.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

S. Tiago, apóstolo – Festa

Evangelho (Mt 20,20-28)


20 Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.
22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.
24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

Beber do Seu cálice para se sentar à Sua direita

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia e posteriormente bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, n.º 65, 2-4; PG 58, 619

Por intermédio de sua mãe, os filhos de Zebedeu fazem a seu Mestre este pedido, na presença dos companheiros : «Ordena que nos sentemos um à Tua direita e o outro à Tua esquerda.» (cf. Mc 10,35 ss). [...] Cristo apressa-Se a tirá-los das suas ilusões, dizendo-lhes que devem estar prontos a sofrer injúrias, perseguições e mesmo a morte: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber ?» Que ninguém se espante por ver os apóstolos imersos em tão imperfeitas inclinações. Espera que o mistério da cruz seja cumprido, que a força do Espírito Santo lhes tenha sido comunicada. Se queres ver a sua força de alma, observa-os mais tarde, e vê-los-ás superiores a todas as fragilidades humanas. Cristo não lhes esconde as fraquezas, para que tu vejas tudo aquilo em que depois se hão-de tornar, pela força da graça que os há-de transformar [...].

«Não sabeis o que pedis». Não sabeis quão grande é essa honra, quão prodigiosa é. Ficar sentados à Minha direita? Isso ultrapassa os próprios poderes angélicos. «Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Falais-me de tronos e de diademas insignificantes; Eu falo-vos de combates e de sofrimentos. Não é agora que receberei a Minha realeza; não é ainda chegada a hora da glória. Para Mim e para os Meus, o tempo é de violência, de combates e de perigos.

Repara que Ele não lhes pergunta directamente: «Tereis coragem para derramar o vosso sangue ?» Para os encorajar, propõe-lhes que partilhem o Seu cálice, que vivam em comunhão conSigo [...]. Mais tarde verás São João, o mesmo que neste momento deseja obter para si o primeiro lugar, ceder sempre a presidência a São Pedro [...]. Quanto a Tiago, o seu apostolado não veio a durar muito tempo. Ardente de fervor, desprezando por completo os interesses meramente humanos, com seu zelo mereceu ser o primeiro mártir de entre os apóstolos (At 12,2).




Responsório (Sl 125)
— Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.
— Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, parecíamos sonhar; encheu-se de sorriso nossa boca, nossos lábios de canções.
— Entre os gentios se dizia: “Maravilhas fez com eles o Senhor!” Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!
— Mudai nossa sorte, ó Senhor, como torrentes no deserto. Os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria.
— Chorando de tristeza sairão, espalhando suas sementes; cantando de alegria voltarão, carregando os seus feixes!

23 de jul. de 2013

Gloria in cielo - Mons. Marco Frisina


Celebra-se a 24 de julho



Santa Cristina 
Nascida de família aldeã, em Brusthem, na diocese de Liege, cerca do ano de 1150, Cristina ficou órfã aos quinze anos. Os factos que a seu respeito narram o dominicano Tomás de Cantimpré (+ 1270) e o cardeal Tiago de Vitry não merecem grande crédito mas compõem a sua lenda.
        Tomás de Cantimpré, antigo professor de Teologia em Lovaina, afirma narrar o que ouviu da boca dos que a conheceram, mas mostra-se demasiado crédulo. Quanto a Tiago de Vitry, trata-se de cronista sério que afirma ter conhecido Cristina pessoalmente. «Deus operou nela, escreve, coisas verdadeiramente maravilhosas. Já estava morta há muito tempo, mas conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer o seu Purgatório cá na terra. Desta forma sujeitou-se a mortificações inauditas, ora rolando-se por cima do fogo, ora permanecendo nos túmulos dos mortos. Acabou por ser favorecida com graças sublimes e gozar duma paz profunda. Muitas vezes, transportada em êxtase, levou as almas dos mortos para o Purgatório e outras vezes tirou-as do Purgatório para as levar para o Paraíso».
        Cristina tinha pouco mais de vinte anos quando «morreu» pela primeira vez. Durante a missa de Requiem, levantou-se do caixão e subiu até à abóbada da igreja, tal era o desgosto que lhe causava a presença dos pecadores que assistiam às cerimônias. Logo que desceu, afirmou que tinha ido ao inferno, onde encontrara muitas pessoas conhecidas; a seguir, ao purgatório, onde ainda encontrara mais; e por fim ao paraíso, donde Deus lhe permitiu que regressasse à terra a fim de orar e sofrer pelos fiéis defuntos.
        A sua existência passou-se no meio de milagres e fenômenos misteriosos. O odor do pecado repugnava-lhe por tal forma que só depois de algum tempo conseguia suportar o contacto com os seus semelhantes. Acabou os seus dias cerca do ano de 1224, no convento de Santa Catarina, em Saint-Troud, cuja superiora declarou ter sido Cristina sempre duma submissão perfeita.


S. Charbel (Sarbélio) Makhluf, presbítero, +1898


Charbel, cujo nome de batismo era José, nasceu em Buga-Kafra, povoação do Norte do Líbano, em 1828. Filho de numerosa família pobre, mas profundamente religiosa, órfão de pai em tenra idade, desde criança sentia o chamamento de Deus para a vida religiosa. Aos 20 anos entrou no mosteiro da ordem libanesa maronita em Maifuc, seguindo depois para Annaya. No noviciado recebeu o nome de Charbel, santo martirizado em Edessa, cuja festa é celebrada pelos maronitas no dia 5 de Dezembro. Foi ordenado sacerdote em 1859. No ano seguinte, por pouco escapou à horrível invasão turca, na qual morreram milhares de jovens cristãos e muitas igrejas e mosteiros foram saqueados e destruídos.

A sua vida religiosa resumia-se à prática da profissão evangélica e da austeridade, à assiduidade na oração e à obediência aos superiores. Em 1875, Charbel obteve licença para viver como eremita no ermo dos santos apóstolos Pedro e Paulo, a 1200 metros de altitude. Procurava, assim, viver na maior austeridade de vida com mais rigor ainda do que no convento. Charbel não foi pregador nem missionário. Contudo, seu eremitério era muito procurado para conselho e orientação espiritual. No dia 16 de Dezembro de 1898, no momento da elevação da hóstia e do cálice, sentiu-se arrebatado numa visão: era o fim da missa de sua vida terrena. Levada para a sua cela, estendido sobre tábuas nuas com um pedaço de madeiro por travesseiro, entrou em agonia. Exalou o seu último suspiro em 24 de Dezembro, para iniciar o seu Natal no céu. 




Beato João Soreth, religioso, presbítero, +1471


Nasceu em Caen, na Normandia, no ano de 1394. Foi Mestre de Teologia, governou a Província, e em 1451 foi Prior Geral da Ordem Carmelita até à sua morte em Angers (França), no ano de 1471. Restaurou e promoveu a observância regular. Escreveu um célebre comentário sobre a Regra. Em 1462 publicou as Constituições revistas. É considerado como fundador das Ordens Segunda (monjas) e Terceira (leigos consagrados).




Santa Cristina, virgem e mártir
Aos 11 anos de idade. seu pai queria obrigá-la a abjurar sua fé, pois havia se tornado cristã. Mas a menina fez em pedaços as estatuetas dos deuses do quarto de seu pai, dando os metais aos pobres. O pai, em suma revolta, mandou que a flagelassem e fechassem-na num cárcere. Como continuasse perseverando em sua fé, seu pai, Urbano, que era oficial do Imperador, entregou-a a terríveis suplícios. No cárcere, coberta por chagas, foi consolada e curada por três anjos que lá apareceram. Como o castigo falhasse, amarraram-na em uma pedra e jogaram-na a um lago. Mas sustentada por um anjo, boiou e levou à menina à margem. O malvado pai morreu mas as torturas não acabaram. Torturaram-na com ferros em brasa, mordidas de cobras venenosas, corte dos seios, até matá-la. E assim partiu para os jardins do paraíso.



cf. www.asj.org.br

Quarta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 13,1-9)

1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
“O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.
7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos, ouça!”



Comentário do dia Isaac, o Sírio (século VII), monge perto de Mossul. Discursos ascéticos, série 1, nº 32


«Cem por um»

Da mesma forma que todo o poder das leis e dos mandamentos que Deus deu aos homens se realiza na pureza de coração, como disseram os Padres, assim todos os modos e todas as formas pelas quais o homem reza a Deus se concretizam na oração pura. Os gemidos, as prosternações, as súplicas, as lamentações, todas as formas de que se pode revestir a oração têm na verdade como objectivo a oração pura. […] A reflexão deixa de ter algo que a sustente: nem oração, nem movimento, nem lamentação, nem poder, nem liberdade, nem súplica, nem desejo, nem prazer naquilo que espera nesta vida ou no mundo que há-de vir; depois da oração pura, já não há outra oração. […] Acima desse limite, já não é oração, é maravilhamento: a oração cessa e começa a contemplação. […]


A oração é a semente, a contemplação e a recolha dos frutos. O semeador maravilha-se ao ver o inexprimível: como é que, a partir dos pequenos grãos nus que semeou, brotam subitamente diante de si espigas florescentes? A vista da colheita tolhe-lhe os movimentos. […]


Do mesmo modo que só um homem em mil cumpre menos mal os mandamentos e as coisas da Lei e consegue atingir a pureza da alma, assim também só um em mil é digno de atingir com muita vigilância a oração pura, de atravessar o limite e de descobrir este mistério. Pois não é dado a muitos mas a poucos conhecer a oração pura.




Responsório (Sl 77)
— O Senhor deu o pão do céu, como alimento.
— E tentaram o Senhor nos corações, exigindo alimento à sua gula. Falavam contra Deus e assim diziam: “Pode o Senhor servir a mesa no deserto?”
— Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, e as comportas das alturas fez abrir; fez chover-lhes o maná e alimentou-os, e lhes deu para comer o pão do céu.
— O homem se nutriu do pão dos anjos, e mandou-lhes alimento em abundância; fez soprar o vento leste pelos céus e fez vir, por seu poder, o vento sul.
— Fez chover carne para eles como o pó, choveram aves como areia do oceano; elas caíram sobre os seus acampamentos e pousaram ao redor de suas tendas.

22 de jul. de 2013

Papa em sua primeira fala aos brasileiros

Cidade do Vaticano (RV) - O avião da Alitália que transportou o Papa Francisco ao Rio de Janeiro aterrissou às 15h45min no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, 17 minutos antes do previsto. O Santo Padre foi saudado às 16 horas, junto à escada do avião, pela Presidente Dilma Roussef, de quem recebeu flores.
O Papa passou a saudar então as autoridades presentes, entre os quais o Vice-Presidente da República, Michel Temer, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o Prefeito Eduardo Paes, o Presidente da CNBB, Cardeal Raimundo Damasceno Assis e o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Um grupo de crianças cantou para o Papa o Hino da Jornada.
Após as primeiras saudações no Aeroporto, o Papa Francisco, que dispensou o Papamóvel neste primeiro trajeto, quis ter um primeiro contato com a população, fazendo um giro pela cidade num Fiat cor prata, sendo escoltado por três automóveis da segurança e oito batedores em motocicleta. Em algumas partes do trajeto, o carro do Papa viu-se em meio a um engarrafamento, sendo envolvido completamente pela população que tentava tocar o Pontífice ou apenas seu carro, dando muito trabalho à segurança. Nestas ocasiões, o Papa beijou algumas crianças.
Nas proximidades da Catedral do Rio, o Papa trocou o Fiat pelo Papamóvel, sendo acompanhado por uma multidão ao longo de todo o trajeto. Na Cinelândia, às 17h25min, o Papa trocou de veículo novamente retornando ao Fiat cor prata, seguindo até um helicóptero, que partiu às 17h48min até o Palácio Guanabara, onde chegou alguns minutos após, sendo efusivamente saudado nos jardins do Palácio Guanabara, onde estava a Presidente Dilma Roussef para recebê-lo.
Após a execução dos hinos do Estado da Cidade do Vaticano e do Brasil, a Presidente Dilma fez o seu discurso, ressaltando o compromisso do governo no combate à pobreza e destacando a parceria com as Pastorais da Igreja Católica.
Após o pronunciamento de Dilma Roussef, o Papa Francisco iniciou o seu discurso, em português, ressaltando que a Providência o quis conduzir na sua primeira viagem internacional, à sua amada América Latina, precisamente ao Brasil “nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro”.
Após, pediu “licença para entrar no coração dos brasileiros, revelando o que veio trazer ao Rio”:
“Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Após o Papa saudou com deferência a Presidente Dilma Roussef e as autoridades presentes, agradecendo a acolhida e as palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela sua presença no Brasil. O Santo Padre dirigiu então uma palavra de afeto aos seus irmãos no Episcopado, “sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor”.
O Papa observou que a sua presença no Brasil, transcende as fronteiras do país, pois veio para a Jornada Mundial da Juventude: “Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem aconchegar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”.
E acrescentou, “Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos”.
O Papa disse ter a consciência de que, ao falar aos jovens, fala também “às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações”. E complementou:
“Os pais costumam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta”.
O Papa ressaltou que a juventude “é a janela pela qual o futuro entra no mundo” e, por isso, impõe grandes desafios. “A nossa geração – disse Francisco - se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e co-responsável do destino de todos”.
Ao concluir, o Santo Padre pediu a todos a “delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençôo. Obrigado pelo acolhimento!”.

Celebra-se a 23 de julho



Santa Brígida da Suécia



Nasceu em Finstad, perto de Upsala, na Suécia, em 1303, e morreu em Roma, em 1373. Foi contemporânea de Santa Catarina de Sena.



Aos 13 anos, em 1316, casou-se com o príncipe de Nreícia, Wulfom. Foram pais de oito filhos, entre eles uma santa: Catarina. Fundaram um hospital e eles próprios (Santa Brígida e seu marido), cuidavam dos doentes. 

Em 1344, ficou viúva e recolheu-se num mosteiro. Em 1346, fundou um mosteiro em Vadstena. Levava vida austera, chegando a mendigar às portas das igrejas. Uns dez anos antes de morrer, fundou a Ordem de São Salvador (brigidinas), da qual, mais tarde, sua filha, Santa Catarina da Suécia, viria a ser a prioresa. Em 1372, partiu em companhia da filha, Catarina, e de dois filhos, para a Terra Santa.

Foi uma grande mística, cujas experiências de Deus, suas Revelações, publicadas em livro, são a maior prova de seu profundo amor a Jesus e da solidez de sua espiritualidade. Brígida é uma das místicas mais conhecidas nos séculos XIV e XV.

Com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), foi proclamada por João Paulo II como patrona da Europa.

16ª Semana Comum – Terça-feira

Evangelho (Mt 12,46-50)

Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus pergun­tou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.


Meditação do dia feita por: Fernando F. Carvajal. Site Falar com Deus


A nossa união com Cristo é mais forte do que qualquer vínculo humano. Os laços que resultam do seguimento do Senhor num mesmo caminho são mais fortes que os do sangue.

O EVANGELHO DA MISSA mostra‑nos Jesus ocupado uma vez mais em pregar. Encontra‑se numa casa tão abarrotada de gente que a sua Mãe e outros parentes não podem chegar até Ele e mandam‑lhe um recado. Alguém disse‑lhe: a tua mãe e os teus irmãos estão ali fora e procuram‑te. Ele, porém, estendeu a mão para os discípulos e disse‑lhes: Eis a minha mãe e os meus irmãos. Porque todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão e irmã e mãe.

Noutra ocasião, uma mulher do povo, ao escutar as palavras cheias de vida de Jesus, exclamou em louvor de Maria: Bem‑aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram. Mas o Senhor deu a impressão de querer rejeitar o louvor dessa mulher, e respondeu: Antes bem‑aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

O Papa João Paulo II relaciona estas duas cenas com a resposta que Jesus deu a Maria e a José quando o encontraram em Jerusalém, à idade de doze anos, depois de uma busca aflita durante três dias. Naquela ocasião, Jesus disse‑lhes, com um amor sem limites e com uma clareza total: Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar‑me nas coisas de meu Pai? Desde o começo, Jesus dedicou‑se às coisas de seu Pai. Anunciava o Reino de Deus e, à sua passagem, todas as coisas alcançavam um novo sentido; entre elas, o parentesco. “Nesta nova dimensão, também um vínculo como o da «fraternidade» significa uma coisa diversa da «fraternidade segundo a carne», que provém da origem comum dos mesmos pais. E mesmo a «maternidade» [...] alcança um outro sentido”, mais profundo e mais íntimo.

O Senhor ensina‑nos repetidamente que, por cima de qualquer vínculo e autoridade humana, mesmo a familiar, está o dever de cumprir a vontade de Deus, as exigências da vocação a que cada qual foi chamado. Diz‑nos que segui‑lo de perto pela fidelidade à vocação significa compartilhar a sua vida em tal grau de intimidade que daí resulta um vínculo mais forte que o familiar. São Tomás explica‑o dizendo que “todo o fiel que cumpre a vontade do Pai, isto é, que lhe obedece, é irmão de Cristo, porque é semelhante Àquele que cumpriu a vontade do Pai. E quem não se limita a obedecer, mas também converte outras pessoas, gera Cristo neles, e assim chega a ser como a Mãe de Cristo”.

O vínculo que deriva de se ter o mesmo sangue é muito forte, mas aquele que resulta de se seguir o Senhor por um mesmo caminho é mais forte ainda. Não há nenhuma relação humana, por mais estreita que seja, que se assemelhe à nossa união com Jesus e com aqueles que o seguem.



Responsório (Êx 15)
— Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória!
— Ao soprar a vossa ira amontoaram-se as águas, levantaram-se as ondas e formaram uma muralha, e imóveis se fizeram, em meio ao mar, as grandes vagas.
— O inimigo tinha dito: “Hei de segui-los e alcançá-los! Repartirei seus despojos e minh’alma saciarei; arrancarei da minha espada e minha mão os matará!”
— Mas soprou o vosso vento, e o mar os recobriu; afundaram como chumbo entre as águas agitadas. Estendestes vossa mão, e a terra os devorou.
— Vós, Senhor, o levareis e o plantareis em vosso Monte, no lugar que preparastes para a vossa habitação, no Santuário construído pelas vossas próprias mãos.

21 de jul. de 2013

Santa Maria Madalena, discípula de Jesus


Maria Madalena é uma personagem feminina do Novo Testamento. Provavelmente natural de Magdala (daí o nome Madalena), foi uma das "piedosas mulheres" que acompanhavam Jesus, que a havia libertado de sete demônios. Assistiu à crucifixão e à deposição de Cristo e foi testemunha da Ressurreição do Mestre. Tradicionalmente é identificada com a anónima "pecadora arrependida" de que fala Lucas, aquela que perfumou os pés de Jesus, banhou-os com suas lágrimas e enxugou-os com os próprios cabelos; a sua figura representa, para a cristandade, o símbolo da penitente. A Igreja romana, seguindo são Gregório Magno, além de a identificar com a "pecadora", também a confunde frequentemente com Maria de Betânia, irmã de Lázaro, e celebra as três Marias com uma única festa. A Igreja grega, ao contrário, seguindo Orígenes, distingue as três figuras, celebrando três festas diferentes.