Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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27 de jan. de 2014

27 de janeiro

Santa Ângela Mérici, v., fundadora, +1540


Santa Ângela Mérici


"Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13b).

Hoje vamos apresentar como modelo uma mulher nascida no Norte da Itália, em plena era do Renascimento, em 1474. Trata-se de Santa Ângela de Merici. Desde pequena, foi muito provada pela vida. Órfã de pai, logo depois perdeu também a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava tanto. Após a morte do tio que a havia adotado, teve de deixar a sua cidade por causa da guerra. O que a confortava, nessas horas dramáticas, quase insuportáveis, era a leitura da vida dos santos. A sua piedade fortalecia-se e consolidava-se pela comunicação constante com Deus-Pai. A miséria e o sofrimento não a abateram jamais. Antes, tornaram-na criativa. Com um grupo de jovens da sua idade, começou a visitar as prisões e os hospitais, cuidando dos pobres, dos doentes e dos abandonados. Para preservar a saúde moral das famílias, concentrou ela, mais tarde, os seus cuidados, sobre a educação das meninas. Para tanto, chegou a fundar uma família religiosa, chamada de "Servas de Santa Úrsula": uma congregação, bem poderíamos chamar de moderna e profundamente religiosa. Ela queria pouca estrutura para o seu grupo, poucas regras e o mínimo de vida em comum, mas uma união confiante em Deus e nas co-irmãs. 
Todo cristão deve tornar-se sensível aos problemas que agitam a sociedade. E para tanto, receberá força e ajuda de Deus. 

Segunda-feira da 3ª semana do Tempo Comum

(Mc 3,22-30)


Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Beelzebul, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.

23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”.
Rembrandt
Comentário do dia:
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja 
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, 7, 91-92; SC 52

O seu reino é indivisível e eterno

«Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar.» Uma vez que diziam que Ele expulsava os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios, Jesus quis mostrar, com esta palavra, que o seu reino é indivisível e eterno. Com razão respondeu a Pilatos: «O meu reino não é deste mundo» (Jo 18,36). Portanto, os que não põem a sua esperança em Cristo, mas pensam que os demônios são expulsos pelo príncipe dos demônios, esses, diz Jesus, não pertencem a um reino eterno. […] Quando a fé se rasga, o reino dividido não pode manter-se. [...] Se o reino da Igreja vai durar eternamente é porque a sua fé não está dividida e o seu corpo é um só: «há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por todos e permanece em todos» (Ef 4,5-6). 

Que loucura sacrílega! O Filho de Deus encarnou para esmagar os espíritos impuros, arrancar o espólio ao príncipe do mundo e dar aos homens o poder de destruir o espírito do mal (cf Lc 10,19), […] e eis que alguns pedem auxílio ao poder do demônio. No entanto, como diz Lucas, é pelo «dedo de Deus» (11,20) ou, como diz Mateus, pelo «Espírito de Deus» (12,28) que Jesus expulsa os demônios. Por aí entendemos que o Reino de Deus é indivisível, tal como um corpo é indivisível, uma vez que Cristo está à direita de Deus e o Espírito parece ser comparável ao seu dedo. […] «Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade» (Col 2,9).


Responsório (Sl 88)
— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele.
— Outrora vós falastes em visões a vossos santos: “Coloquei uma coroa na cabeça de um herói e do meio deste povo escolhi o meu Eleito.

— Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado. Estará sempre com ele minha mão onipotente, e meu braço poderoso há de ser a sua força.

— Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele, sua força e seu poder por meu nome crescerão. Eu farei que ele estenda sua mão por sobre os mares, e a sua mão direita estenderei por sobre os rios.

Recortes

Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (S. Josemaría Escrivá. Forja, 832)

25 de jan. de 2014

PARÓQUIA SANTA LUZIA - HORÁRIOS DE MISSA NESTE DOMINGO, 26 DE JANEIRO


SÁBADO
20h – Missa | Festa na Comunid. S. P. Apóstolo
19h30 – Celebr.|Comunidade S. José, 19h


DOMINGO, 26/1 
– Retiro da Pastoral Familiar

- Missa Matriz 7h | 10h30 e 19h

- Missa Comunid. S. P. Apóstolo - 8h45
- Celebr| Comunid. Ma. Nazaré - 8h45
- Missa | Jesus transfigurado 18h. 

Padrinhos, pais segundo Deus

Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica


O papel dos padrinhos na formação dos cristãos é mais antigo do que se imagina. A tradição remonta ao século quarto, quando a Igreja tinha de enfrentar as perseguições romanas e as heresias pagãs. A eles cabia o dever de instruir os catecúmenos na fé católica, preservando-os dos erros que pululavam na comunidade. E no caso das crianças, além de professarem a fé em nome delas, recebiam a responsabilidade de educá-las conforme a doutrina perene dos santos apóstolos.

O decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, procurou enfatizar esse significado do apadrinhamento, recordando que a iniciação cristã no catecumenato não é obra apenas dos sacerdotes ou dos catequistas; é "de toda a comunidade dos fiéis, especialmente dos padrinhos, de forma que desde o começo os catecúmenos sintam que pertencem ao Povo de Deus" (1). Assim se expressava também o Pastor Angelicus na Encíclica Mystici Corporis. Segundo Pio XII, os padrinhos e madrinhas "ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade" (2).

As palavras do venerável Papa são um verdadeiro alento, além de um sutil, porém necessário, puxão de orelha. Os padrinhos são chamados à santidade de vida. Não é da alçada deles a compra de presentes, mas a instrução na fé católica, porquanto "uma criança não é capaz de um ato livre de fé: ainda não a pode confessar sozinha e, por isso mesmo, é confessada pelos seus pais e pelos padrinhos em nome dela." (3) Numa época dominada pelas falsas filosofias de vida e pelos erros ideológicos, exaustivamente pregados nas escolas e na imprensa, reavivar o sentido do apadrinhamento na fé católica parece tarefa imprescindível.

O Código do Direito Canônico dispõe algumas normas para que se escolha o padrinho do batizando. Em primeiro lugar, obviamente, exige-se que "seja católico, confirmado e já tenha recebido a Santíssima Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a fé e o múnus que vai desempenhar". (4) Depois, que "não esteja abrangido por nenhuma pena canônica legitimamente aplicada ou declarada". Ora, ao contrário do que possa parecer, não são regras absurdas. Como dito anteriormente, aos padrinhos cabe a missão de "assistir na iniciação cristã" e "esforçar-se por que o batizado viva uma vida cristã consentânea com o batismo e cumpra fielmente as obrigações que lhe são inerentes".

Os padrinhos são muito mais que uma posição social; são pais segundo Deus, pois no batismo morre o "homem velho" e nasce o "homem novo". E como verdadeiros pais, têm o grave dever de transformar seus filhos em soldados de Cristo, educando-os na escola de santidade dos grandes santos da Igreja.

Referências
1 Decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja
2 Carta encíclica Mystici Corporis do Sumo Pontífice Papa Pio XII
3 Carta encíclica Lumen Fidei do Sumo Pontífice Francisco
4 Código de Direito Canônico

(Publicado em Christo Nihil Praeponere, no dia 22 de outubro de 2013)

3º Domingo do Tempo Comum - Ano A




3º Domingo do Tempo Comum


A liturgia deste domingo apresenta-nos o projeto de salvação e de vida plena que Deus tem para oferecer ao mundo e aos homens: o projeto do “Reino”.

Na primeira leitura, o profeta/poeta Isaías anuncia uma luz que Deus irá fazer brilhar por cima das montanhas da Galileia e que porá fim às trevas que submergem todos aqueles que estão prisioneiros da morte, da injustiça, do sofrimento, do desespero.

O Evangelho descreve a realização da promessa profética: Jesus é a luz que começa a brilhar na Galileia e propõe aos homens de toda a terra a Boa Nova da chegada do “Reino”. Ao apelo de Jesus, respondem os discípulos: eles serão os primeiros destinatários da proposta e as testemunhas encarregadas de levar o “Reino” a toda a terra.

A segunda leitura apresenta as vicissitudes de uma comunidade de discípulos, que esqueceram Jesus e a sua proposta. Paulo, o apóstolo, exorta-os veementemente a redescobrirem os fundamentos da sua fé e dos compromissos assumidos no batismo.



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(Mt 4,12-23)


12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15”Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante Jesus começou a pregar dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.

18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram.

21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.


Comentário do dia: São Columbano (563-615), monge, fundador de mosteiros. 12ª Instrução espiritual, 2-3


«Aos que jaziam na sombria região da morte surgiu uma luz»

Cristo, digna-Te acender pessoalmente as nossas candeias, Tu que és o nosso doce Salvador; fá-las brilhar sem fim na tua morada e receber de Ti, luz eterna, uma luz indefectível. Que a tua luz dissipe as próprias trevas e, através de nós, faça recuar as trevas do mundo. Peço-Te portanto, Jesus, que acendas a minha candeia com a tua própria luz e que assim, com essa claridade, eu possa ver o Santo dos Santos, onde Tu, Pai Eterno dos tempos eternos, dás entrada nos pórticos desse templo imenso (cf Heb 9,11ss). Que, sob a tua luz, nunca deixe de Te ver e de dirigir para Ti o meu olhar e o meu desejo. Então, no meu coração só Te verei a Ti, e na tua presença a minha candeia ficará para sempre acesa e ardente.

Dá-nos a graça […], visto que batemos à tua porta, de Te manifestares a nós, Salvador cheio de amor. Compreendendo-Te melhor, que não tenhamos amor senão para Ti, só para Ti. Que sejas, noite e dia, o nosso único desejo, a nossa única meditação, o nosso pensamento contínuo. Digna-Te derramar em nós todo o amor necessário para que possamos amar a Deus como convém. Enche-nos do teu amor […] até que não saibamos amar-Te senão a Ti, que és eterno. Então as águas caudalosas do céu, da terra e do mar não poderão apagar em nós tão grande caridade, como lemos no Cântico dos Cânticos: «As águas caudalosas não conseguirão apagar o fogo do amor» (8,7). Que se realize em nós, pelo menos em parte, esse crescendo de amor, pela tua graça, Senhor Jesus.
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Responsório (Sl 26)
— O Senhor é minha luz e salvação./ O Senhor é a proteção da minha vida.

— O Senhor é minha luz e salvação;/ de quem eu terei medo?/ O Senhor é a proteção da minha vida;/ perante quem eu tremerei?

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,/ e é só isto que eu desejo:/ habitar no santuário do Senhor/ por toda a minha vida;/ saborear a suavidade do Senhor/ e contemplá-lo no seu templo.

— Sei que a bondade do Senhor hei de ver/ na terra dos viventes./ Espera no Senhor e tem coragem,/ espera no Senhor!

Recortes


"Estes homens experimentaram o fascínio da luz secreta que emanava dEle e seguiram-na sem demora para que iluminasse com o seu fulgor o caminho das suas vidas. Mas essa luz de Jesus resplandece para todos”  (Beato João Paulo II, Homilia, 25-I-1981)

O papa surpreendente Quase um ano de pontificado entre acolhimento festivo e resistências clericais

AFP PHOTO / OSSERVATORE ROMANO/ FRANCESCO SFORZA
Editorialmente, março vai ser um mês “quente” para opapa. Com o pontificado de Francisco completando o primeiro ano, serão lançados pelo menos seis livros e quatro produções cinematográficas e televisivas sobre ele. Quais foram as maiores novidades do papa “que veio de longe”? Onde e como ele provocou maior impacto nesses primeiros meses? Lucio Brunelli, vaticanista da [emissora italiana] Rai há vinte anos e jornalista especializado em informação religiosa há mais tempo ainda, responde com palavras ponderadas, filtradas pela experiência de quem acompanha as atividades do papa quase cotidianamente. Para ele, este papa é "especial". Brunelli não esconde isso.

Às vésperas do conclave, você era um dos poucos jornalistas que indicavam Bergoglio entre os candidatos elegíveis. Por quê? Pelo carinho que você tinha por conhecer tão bem o cardeal?

É claro que havia carinho, e ainda há. Mas a certeza de que o cardeal de Buenos Aires era um “papabile” se baseava em dados concretos. Eu notava um grande desejo de mudança entre os cardeais, especialmente entre os não europeus, depois do escândalo Vatileaks e da renúncia dramática de Bento XVI. A barca de Pedro parecia encalhada, com ondas sombrias que pareciam açoitá-la. Eles procuravam um homem de Deus, com grande força espiritual, que não fosse da cúria e não fosse italiano, porque os italianos, com ou sem razão, eram considerados “parte em causa” nos acontecimentos dolorosos da Cúria Romana. Bergoglio cumpria esses requisitos como nenhum outro. As únicas dúvidas eram quanto à suposta indisponibilidade dele, porque tinham espalhado a lenda de que, no conclave de 2005, ele teria rejeitado os votos de quem procurava nele uma alternativa "pastoral" ao candidato "doutrinal" Ratzinger. E havia a questão da idade, 76 anos. Todas essas dúvidas foram varridas durante a preparação do conclave, nas secretíssimas congregações gerais. O discurso de Bergoglio deixou todos os cardeais de boca aberta, tanto pelo conteúdo (a Igreja que precisa sair de si mesma, livrar-se da mundanidade espiritual, refletir melhor a luz de Cristo entre os homens do nosso tempo, chegando até as periferias existenciais mais distantes...), quanto pelo espírito profundamente religioso, credível, que animava as palavras dele.

Quando eu tive informação segura sobre a receptividade que o discurso dele conseguiu, telefonei para o meu editor-chefe e propus uma matéria sobre Bergoglio para ser incluída na lista restrita dos “papabili” que nós tínhamos começado a transmitir, um por noite.

"Você tem certeza de que ele não vai ser o 65º da lista?", me perguntaram na redação.

"Tenho certeza. Ele vai ficar bem acima", respondi.

E a matéria foi ao ar na mesma noite, 9 de março. Eu também me lembro de uma brincadeira emblemática que escutei de um homem influente da Igreja, na véspera do conclave: "Vai ser um cardeal mais velho, mas bastaria quatro anos de um papado Bergoglio para reformar a Igreja". Eu não tinha mais dúvidas de que o cardeal argentino era um candidato forte. E eu lia com ironia os títulos do Corriere della Sera e do La Republica, que apresentaram o conclave até o final como uma partida entre dois jogadores e com resultado certo em favor de um deles, o italiano Scola e o brasileiro Scherer. Mas depois, naquela noite de 13 de março, quando eu estava ao vivo no telejornal e ouvi o cardeal Tauran pronunciar em latim o nome de Jorge Mario Bergoglio como novo papa, tremi de emoção e de felicidade.

Ainda falta muito para quatro anos de papado de Bergoglio, mas, chegando ao fim do primeiro ano, quais são os aspectos em que você acha que ele já impactou?

Ele impactou principalmente na percepção que as pessoas têm da Igreja. E existe algo de milagroso na rapidez da mudança. O mundo todo olha para o papa e para a pregação dele com assombro, interesse, simpatia. E as pessoas mais impressionadas com Francisco parecem ser exatamente as que até ontem pareciam as mais distantes e desconfiadas da Igreja. Francisco lançou as bases para uma renovação profunda da Cúria Romana. Para libertá-la do centralismo burocrático excessivo e da doença do carreirismo eclesiástico. As primeiras nomeações de cardeais foram um sinal bem real nessa direção. Termina o automatismo que levava certos cargos do Vaticano ou certas dioceses a reivindicar o cardinalato quase que por direito divino. Outro discurso muito poderoso foi na composição da Congregação para os Bispos, um dos dicastérios mais influentes da Cúria, porque é lá que se decide a “fisionomia” da “classe dirigente” da Igreja católica. Francisco quer bispos “com cheiro de ovelha”, não funcionários; quer que eles fiquem perto do povo, pregando com a vida o evangelho da misericórdia que é o “proprium” de Cristo.

Comparando com o Bergoglio que você conhecia de antes, quais aspectos do papa Francisco mais impressionam você? Por quê?

A força, a determinação tranquila, a obstinação alegre com que ele realiza as escolhas dele. Desde a decisão de viver em Santa Marta, e a recusa a ser gerido por uma corte, até os discursos que estão causando terremotos na Conferência Episcopal Italiana. Eu o vejo mais forte e mais sereno. Ele não se deixa estressar pela enormidade da reforma nem pelo peso das resistências. Nós vemos que ele repousa em Deus, que ele sente que está fazendo o que Deus pede, e ele vai em frente decidido, arcando com um grande esforço, mas sem nunca perder a serenidade. E eu me encanto com o que vejo nos fiéis, como reflexo disso, quando estou na Praça São Pedro como repórter: assombro, emoção, gratidão. Como acontecia com os discípulos na Palestina há dois mil anos, quando eles assistiam assombrados e comovidos à pregação e aos atos de Jesus. Porque a verdadeira reforma é retornar àquelas origens. E isso não é uma coisa que você pode programar na escrivaninha, como nos ensinou o grande papa Bento XVI: é a graça que Deus concede a certas pessoas em certos períodos. Para facilitar para todos o seguimento do bom, do verdadeiro, do belo.

(Fonte: Aleteia)

Pescadores (de Dom Alberto Taveira Corrêa)

© DR

24 de jan. de 2014

Frase bíblica do dia



“Que hei de fazer, Senhor?” (At 22, 10)

25 de janeiro: Festa da Conversão de São Paulo, apóstolo

Conversão de São Paulo

"Eu sou Jesus, a quem persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ser-te-á dito o que deves fazer" At 9,5-6. 

Comemoramos hoje, com solenidade, a conversão do apóstolo São Paulo. 

Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribuiu a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e o Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda do Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso. 

Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos a este Santo, que se auto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. 
Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi São Paulo quem o fez de maneira insuperável. 



(Mc 16,15-18)


Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.


Comentário do dia: São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja. 4ª Homilia sobre São Paulo, 1-2

«Que devo fazer, Senhor?»

Paulo, o bem-aventurado que hoje nos une, iluminou a Terra inteira. Ficou cego na hora do seu chamamento, mas essa cegueira fez dele um archote de luz para o mundo. Ele via para fazer o mal; na sua sabedoria, Deus cegou-o para lhe dar a luz, a fim de que fizesse o bem. Deus não lhe mostrou apenas o seu poder; revelou-lhe também o coração da fé que ele ia pregar, ordenando-lhe que fechasse os olhos, quer dizer, que afastasse os preconceitos e as falsas luzes da razão com vista a acolher a boa doutrina, a «tornar-se louco para ser sábio», como ele dirá mais tarde (1Cor 3,18). […]

Fervoroso, impetuoso, Paulo precisava de um travão enérgico para não ser arrastado pelo seu ímpeto e desprezar a voz de Deus. Então, Deus começou por reprimir esse impulso; apazigua a sua cólera infligindo-lhe a cegueira, e depois fala-lhe. Dá-lhe a conhecer a sua sabedoria insondável, para que reconheça Aquele que combatia e compreenda que já não pode resistir à sua graça. Não é a privação da luz que o cega; é a superabundância da luz […].

Deus escolheu bem o momento. Paulo é o primeiro a reconhecê-lo: «Quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim …» (Gal 1,15ss). Aprendamos pois, da boca do próprio Paulo, que nunca ninguém encontrou a Cristo sozinho. Foi Cristo quem Se revelou e Se deu a conhecer. Como diz o Salvador: «Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós» (Jo 15,16).



Responsório (Sl 116)
— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!

— Pois comprovado é o seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!

Recortes


Oh Mãe! Que a nossa alegria, como a tua, seja a alegria de estar com Ele e de o ter”  (S.Josemaría Escrivá, Sulco, n. 95)

24 de janeiro: Papa recebe presidente da França


Cidade do Vaticano – Em sua série de audiências, o Santo Padre recebeu, na manhã desta sexta-feira, no Vaticano, o Presidente da República da França, François Hollande. Após a audiência, Hollande manteve um encontro com o Secretário de Estado, Dom Pietro Parolin, que estava acompanhado por Dom Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

Segundo um comunicado de imprensa da Santa Sé, durante o cordial encontro foram tratados temas, como a contribuição da religião para o bem comum; as boas relações entre a França e a Santa Sé; o esforço recíproco de manter um diálogo regular entre o Estado e a Igreja católica e trabalhar construtivamente para resolver as questões de interesse comum.

No contexto da defesa e da promoção da dignidade da pessoa humana, destacaram-se alguns assuntos de atualidade, como a família, a bioética, o respeito pelas comunidades religiosas e a tutela dos lugares de culto. Foram abordados ainda aspectos de caráter internacional, como a pobreza e o desenvolvimento, a migrações e o ambiente, em particular os conflitos no Oriente Médio e em algumas regiões da África.

Por fim, no encontro, foi auspiciado que “uma pacífica convivência social, nos diversos países interessados, possa ser restabelecida mediante o diálogo e a participação de todas as componentes da sociedade, no respeito dos direitos de todos, especialmente das minorias étnicas e religiosas”. (MT)


Texto proveniente do site da Rádio Vaticano 

Quando "voam pratos”, - Homilia do papa nesta sexta-feira, 24 de janeiro

"Humilhar-se, e sempre criar pontes, sempre. Sempre. E isso é ser cristão. Não é fácil. Jesus conseguiu: se humilhou até o fim, nos mostrou o caminho"




O Papa Francisco afirmou hoje, em sua homilia na Casa Santa Marta, que quem não estabelece pontes com seus adversários permanece isolado na amargura do ressentimento.

Assim como na missa do dia anterior, no centro da reflexão do Papa esteve o confronto entre o Rei Saul e Davi. A um certo ponto, Davi tem a possibilidade de matar o Rei, mas escolhe “outra estrada”: a estrada da aproximação, do esclarecimento, da explicação. Enfim, o caminho do diálogo para fazer as pazes:

"Para dialogar, é preciso calma, sem gritar. É necessário pensar também que a outra pessoa tem algo a mais em relação a mim, e Davi pensava isso: ‘Ele é o ungido do Senhor, é mais importante do que eu’. A humildade, a tranquilidade… Para dialogar, é preciso fazer o que pedimos hoje na oração, no início da Missa: fazer-se tudo a todos. Humildade, tranquilidade, fazer-se tudo a todos e também – mas isso não está escrito na Bíblia – todos sabemos que para fazer essas coisas é preciso engolir muitos sapos. Mas é preciso fazê-lo, porque a paz se faz assim: com humildade, a humilhação, buscando sempre ver no outro a imagem de Deus."

“Dialogar é difícil”, reconheceu o Papa. Mas pior do que tentar construir uma ponte com o adversário é deixar crescer no coração o rancor por ele. Agindo desta maneira, afirmou o Pontífice, permanecemos “isolados na amargura do nosso ressentimento”. Um cristão, ao invés, tem Davi como modelo, que vence o ódio com “um ato de humildade”:

"Humilhar-se, e sempre criar pontes, sempre. Sempre. E isso é ser cristão. Não é fácil. Jesus conseguiu: se humilhou até o fim, nos mostrou o caminho. E é necessário que não passe muito tempo: quando existir um problema, depois que a tempestade passar, o mais rápido possível, na primeira oportunidade deve-se recorrer ao diálogo, porque o tempo aumenta o muro, assim como aumenta a erva daninha que impede o crescimento do trigo. E quando os muros crescem, a reconciliação se torna mais difícil: é muito difícil!"

Não é um problema se “algumas vezes voam pratos” – “na família, nas comunidades, nos bairros” – repetiu Francisco. O importante é “tentar fazer as pazes o mais rápido possível”, com uma palavra, um gesto. Uma ponte mais do que um muro, como aquele que por tantos anos dividiu Berlim. Porque “também no nosso coração podemos ter um Muro de Berlim com os outros”:

Eu tenho medo desses muros, desses muros que crescem a cada dia e favorecem os ressentimentos. Inclusive o ódio. Pensemos neste jovem Davi: poderia perfeitamente ter se vingado, expulsado o rei, mas ele escolheu o caminho do diálogo, com humildade, bondade e doçura. Hoje, peçamos a São Francisco de Sales, Doutor da doçura, que nos dê a todos a graça de fazer pontes com os outros, jamais muros.

(Rádio Vaticano)

O Facebook pode morrer em 5 anos

Hugues
Por Ethevaldo Siqueira, em seu perfil no Facebook

Escrevo este artigo antes de ler um livro que acabo receber e que tem o título de “Adeus, Facebook – O Mundo Pós-Digital”, escrito por Jack London, economista, consultor, professor e empresário, um dos pioneiros da internet no Brasil ao criar o site Booknet.com.br, vendido e que mudou seu nome para Submarino.

Quero confrontar minhas ideias com as de Jack London e voltar a comentar o livro depois de lê-lo. Resumo aqui meu diagnóstico as ameaças que parecem condenar o Facebook.

1. Minha primeira previsão é a de que vai acontecer com o Facebook algo parecido com que ocorreu com o Orkut. O nível daquela rede foi caindo tanto, foi invadida por uma garotada raivosa e malcriada, bem como outras pessoas com pouca ética e interessados mais em agredir, promover verdadeiros boolings ou até vender produtos ilegais.

2. O que ocorre no Facebook não chega a ser tão degradante quanto o que ocorreu no Orkut. O que afeta o Facebook são, essencialmente, três problemas. O primeiro é a utilização desta rede como palanque político-ideológico. O segundo é a degradação da linguagem. E o terceiro é falta de ética, na divulgação de notícias levianas, falsas ou duvidosas.

3. Em minha visão, a pior das pragas deste Facebook é a tentativa de transformação desta rede em palanque político-eleitoral, da forma mais primária e grosseira possível. Hoje sabemos que há até tropas de choques – de esquerda e de direita – pagas para bombardear pessoas e grupos que deles divergem com calúnias e toda forma de desqualificação. Eles atacam todos os dias os adversários políticos (no governo ou na oposição). Seu estilo é quase sempre o mesmo: usar os chavões e a linguagem mais estereotipadas, não responder aos argumentos sérios e contra-atacar com todas as injúrias possíveis, bem como com críticas generalizadas e levianas a tudo que não coincide com o interesse de seu grupo político ou partidário.

4. A pornografia, a linguagem chula, as agressões gratuitas e a fraude praticamente reduziram o Orkut a uma rede insignificante, em conteúdo e em tamanho. Acho, sinceramente, que o Facebook esteja a caminho de uma dupla degradação de linguagem e de propósitos éticos.

5. Feito esse diagnóstico, prevejo que o Facebook se reduza, também, a uma rede insignificante em conteúdo e em tamanho, se não houver um aprimoramento de comportamento a maioria de seus internautas. Em cinco anos, vocês estarão reduzidos a grupos fechados, a exibir fotos de seus gatinhos, a contar as peraltices de seus filhos e publicar uma montanha de abobrinhas, que só interessarão ao círculo familiar mais próximo. Por volta de 2018, meus amigos, teremos um Facebook absolutamente decadente, cultural e politicamente insignificante. E pior: todos os seus integrantes correrão maiores riscos de furtos de seus dados, de explorações de pedófilos, de fraudadores de todos os tipos.

6. A editora de “Adeus, Facebook–O Mundo Pós-Digital” (Ed. Valentina, 2013, Rio) relembra que o livro de Jack London analisa “o que está acontecendo no mundo digital, sobre o futuro das redes sociais e sua influência em nossas vidas, como o Brasil lida com essa nova realidade e como empresas e empreendedores podem usar isso em seu favor. O livro ainda nos remete a algumas perguntas essenciais e nos faz questionar: O que nos espera quando todo esse sistema entrar em crise? É possível imaginar o futuro?”

7. Podemos tentar salvar o Facebook? Acho difícil, mas tentarei dar minha contribuição, de modo a ampliar este debate, cuidar sempre de minha linguagem, debater serenamente os problemas e, em especial, conquistar aliados nessa tarefa ingrata. Tenho tentado, já há algum tempo, contribuir com artigos mais sérios, com melhor conteúdo, mostrando como gostaria que fosse esse espaço virtual público – como uma espécie de Ágora do século 21.

8. Que acham desta proposta?

França: Canal de TV perturba uma missa: o padre reage

Alegando um programa de humor, 15 atores atrapalharam uma missa em Paris no dia 12 de janeiro; o programa chamava os fiéis de “os idiotas


aleteia



O humor não justifica tudo, certamente não justifica interromper uma missa de domingo, em plena celebração, com 15 atores, e filmar os fiéis com uma câmera escondida para captar suas reações. Uma cena assim, tão estranha, parece inimaginável. No entanto, foi isso que o Canal + (da França) fez no dia 12 de janeiro.

Uma semana depois dos fatos, o padre Bourgoin, da igreja da Imaculada Conceição, em Paris, falou sobre o incidente:


No domingo passado, durante a missa das 10h, cerca de 15 pessoas perturbaram gravemente o culto, a celebração da missa, sem respeitar nem o lugar e nem as pessoas. Esta perturbação foi causada por atores que estavam ali para filmar com uma câmera escondida, para um programa produzido pela empresa Silex e difundido no Canal +. O título diz muito: “Os idiotas”. Diz da vulgaridade, da impertinência fora de hora. Sei muito bem que o humor tem direito a quase tudo, mas isso está fora de lugar e de hora.

Eu gostaria de agradecer vocês [os fiéis] pela educação, discrição, calma e serenidade. É a melhor resposta. Vocês não se comportaram com violência, nem com agressividade, e aos muitos dentre vocês que estiveram diretamente implicados, eu quis dirigir estas palavras.

Neste momento, contratamos um advogado, que interveio junto à empresa Silex e a empresa Canal +. Eles se comprometeram a não divulgar o vídeo. Houve ainda uma carta de desculpas, pelo momento de advogado para advogado. Mas eu pedi ao Canal + e à Silex que se desculpem diretamente com a comunidade cristã.

Como vocês sabem, os cristãos são sempre ridicularizados, insultados, injuriados e condenados. Isso é próprio do testemunho da fé.

Nesse sentido, é um desafio especial testemunhar a nossa . Querem nos pisotear, no mínimo. Nos tempos dos leões era ainda um pouco mais complicado. Digo isso com humor, porque é preciso ter um pouco de humor depois de um momento tão aborrecedor. Eu lhes peço, de todas os modos, que saibam guardar com fervor a fé, e com ânimo mantenham o amor uns pelos outros.
 
sources: Aleteia

24 de janeiro



São Francisco de Sales - bispo e doutor da Igreja


"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi" Jo 15,16a 
A festa do Santo de hoje é-nos muito querida. Trata-se de São Francisco de Sales. Esse santo oferece-nos a mais perfeita lição do quanto se pode conseguir pela bondade e pela doçura. 
Foi Bispo de Genebra, na Suíça, tendo vivido entre 1567 e 1622. Viu-se logo cercado pelos calvinistas que, naquele tempo, eram tomados por uma grande aversão contra tudo o que fosse católico. Ao invés de brigar e de se entregar à oposição, S. Francisco de Sales preferiu seguir o caminho de um humanismo suave. Fez valer esta máxima: "Mais moscas se caçam com um pingo de mel do que com um barril de vinagre".
Mas não é só isso que nos ensina o santo que lembramos nesta data. Ele passou a vida escrevendo. E hoje, é patrono dos jornalistas. Seus dois livros - "Tratado do Amor de Deus" e "Introdução à Vida Devota" lêem-se em nossos dias com a mesma facilidade e interesse como no tempo em que foram escritos.
Fundou a Ordem da Visitação e foi capaz de interpretar o que Deus deseja e o que está no íntimo de cada coração humano.

Ao lembrarmos a figura dos santos de hoje sentimo-nos convidados a integrar o mundo de Deus e o mundo dos homens num único grande amor: Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. 

Sexta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

 (Mc 3,13-19)



Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.



Comentário do dia: Concílio Vaticano II: Decreto sobre o ministério dos sacerdotes, «Presbyterorum ordinis», § 2

Estabeleceu estes doze


O Senhor Jesus, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo (Jo 10,36), tornou todo o seu Corpo místico participante da unção do Espírito com que Ele mesmo tinha sido ungido (Mt 3,16; Lc 4,18; At 10,38): nele, com efeito, todos os fiéis se tornam sacerdócio santo e real, oferecem vítimas a Deus por meio de Jesus Cristo, e anunciam as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua luz admirável (1Pd 2, 5.9). Não há, portanto, nenhum membro que não tenha parte na missão de todo o corpo, mas cada um deve santificar Jesus no seu coração (1Pd 3,15), e dar testemunho de Jesus com espírito de profecia (Ap 19,10).

O mesmo Senhor, porém, para que formassem um corpo, no qual «nem todos os membros têm a mesma função» (Rom 12,4), constituiu, dentre os fiéis, alguns como ministros que, na sociedade dos crentes, possuíssem o sagrado poder da Ordem para oferecer o Sacrifício, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens. E assim, enviando os Apóstolos assim como Ele tinha sido enviado pelo Pai (Jo 20,21), Cristo, através dos mesmos Apóstolos, tornou participantes da sua consagração e missão os sucessores deles, os Bispos, cujo cargo ministerial, em grau subordinado, foi confiado aos presbíteros, para que, constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem do episcopado para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo.

O ministério dos sacerdotes, enquanto unido à Ordem episcopal, participa da autoridade com que o próprio Cristo edifica, santifica e governa o seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, supondo, é certo, os sacramentos da iniciação cristã, é, todavia, conferido mediante um sacramento especial, em virtude do qual os presbíteros ficam assinalados com um carácter particular e, dessa maneira, configurados a Cristo sacerdote, de tal modo que possam agir em nome de Cristo cabeça.



Responsório (Sl 56)

— Piedade, Senhor, tende piedade.

— Piedade, Senhor, piedade, pois em vós se abriga a minh’alma! De vossas asas, à sombra, me achego, até que passe a tormenta, Senhor!

— Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, a este Deus que me dá todo o bem. Que me envie do céu sua ajuda e confunda os meus opressores! Deus me envie sua graça e verdade!

— Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, vossa glória refulja na terra! Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as nuvens a vossa verdade!

Homilia do papa nesta quinta-feira: "Ciúmes e invejas dividem os cristãos"

Cidade do Vaticano (RV) – “Os cristãos devem fechar as portas a ciúmes, invejas e mexericos que dividem e destroem nossas comunidades”. A exortação foi feita pelo Papa na manhã desta quinta-feira, 23, na missa presidida na Santa Marta.
Sua reflexão começou a partir da primeira leitura do dia, que fala da vitória dos israelitas sobre os filisteus, graças à coragem do jovem Davi. A alegria da vitória se transformou logo em tristeza: o Rei Saul, invejoso porque as mulheres louvaram Davi, que matou Golias, mandou executá-lo.
“É o que o ciúme faz em nosso coração – observou o Papa – é uma inquietude cruel: não toleramos que um irmão ou irmã tenham algo que não temos. Saul, ao invés de louvar Deus, como fizeram as mulheres de Israel, preferiu se fechar e ficar lamentando consigo mesmo”.
“O ciúmes leva a matar.. foi pela porta da inveja que o diabo entrou no mundo. Ciúme e inveja abrem as portas ao mal, são um veneno”, disse, advertindo:
“As pessoas invejosas e ciumentas são amargas: não sabem cantar, não sabem louvar e não conhecem a alegria. Semeiam sua amargura e a difundem em toda a comunidade. Outra consequência deste comportamento são os mexericos, porque quando uma pessoa não tolera que outra tenha algo que ela não tem, tenta ‘rebaixá-la’, falando mal dela. Vejam: por trás de uma fofoca estão sempre ciúmes e inveja”.
“Quantas belas comunidades cristãs – exclamou o Papa – andavam bem até que o verme da inveja contagiou um de seus membros e com ele, a tristeza, o ressentimento e as fofocas”, completou o Papa, no sexto dia da Semana da Unidade dos Cristãos, celebrada no Hemisfério Norte até o dia 25 de janeiro.
“Hoje, nesta missa, rezemos por nossas comunidades cristãs para que a semente do ciúme não seja semeada entre nós; que a inveja não penetre em nossos corações e possamos ir avante, louvando o Senhor, com a graça de não cairmos na tristeza”.

22 de jan. de 2014

Quinta-feira da 2ª semana do Tempo Comum




(Mc 3,7-12)


Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muito gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.


Comentário do dia: Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa: Revelações do amor divino, cap. 36

«Todos os que sofriam de enfermidades caíam sobre Ele para Lhe tocarem»



Durante toda a nossa vida, quando, na nossa loucura, voltamos o olhar para o que é reprovável, Nosso Senhor toca-nos com ternura e chama-nos com grande alegria, dizendo na nossa alma: «Deixa o que amas, minha querida criança. Volta-te para mim, Eu sou tudo o que tu queres. Rejubila no teu salvador e na tua salvação.» Tenho a certeza de que a alma, tornada perspicaz pela ação da graça, verá e sentirá que Nosso Senhor opera assim em nós. Porque se esta obra diz respeito à humanidade em geral, nenhum homem em particular está dela excluído. […]

Além disso, Deus iluminou a minha inteligência e mostrou-me como realiza os milagres: «É sabido que realizei aqui em baixo muitos milagres impressionantes e maravilhosos, gloriosos e magníficos. O que fiz então, faço-o ainda continuamente, e fá-lo-ei nos tempos vindouros». Sabemos que qualquer milagre é precedido de sofrimentos, angústias e tribulações. Isso acontece para que tomemos consciência da nossa fraqueza e dos erros que cometemos por causa do nosso pecado e, através disso, nos tornemos humildes e nos voltemos para Deus, implorando o seu auxílio e a sua graça. Os milagres surgem em seguida: provêm do poder, da sabedoria e da bondade de Deus, e revelam a sua força e as alegrias do céu, tanto quanto é possível conhecê-las nesta vida passageira. Assim, a nossa fé torna-se mais forte e a nossa esperança cresce no amor. Eis porque agrada a Deus ser conhecido e glorificado através dos milagres. Ele quer que não fiquemos acabrunhados pela tristeza e pelas tempestades que se abatem sobre nós; isto acontece sempre antes dos milagres!


Responsório (Sl 143)
— Bendito seja o Senhor, meu rochedo!
— Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra!

— Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; É meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés.

— Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa e louvar-vos, a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi.