Paróquia Santa Luzia

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29 de set. de 2015

Papa aos jornalistas: permitir comunhão para divorciados em nova união seria uma solução simplista

Por Alvaro de Juana

VATICANO, 29 Set. 15 (ACI).

- Durante a coletiva de imprensa no voo de volta a Roma (Itália), o Papa Francisco falou sobre os divorciados em nova união e o acesso à comunhão, um dos temas mais abordados pelos meios de comunicação durante o último Sínodo sobre a Família e que também será parte do novo Sínodo, a ser realizado a partir do dia 4 de outubro de 2015.

“Existe o problema dos segundos matrimônios, dos divorciados em uma nova união”, disse aos jornalistas.

“Vocês têm o Instrumentum Laboris (o documento guia dos participantes do Sínodo).  Aquilo que fica em discussão”. O Santo Padre também falou do problema dos divorciados em nova união: “É simplista dizer que se pode fazer a comunhão”.

“Esta não é a única solução; o que o Instrumentum Laboris propõe é mais, como por exemplo, o problema das novas uniões, dos divorciados, não é um único problema”.

Continuando, o Santo Padre repassou alguns destes problemas mencionados na Instrumentum Laboris que ele mesmo cita: “os jovens que não se casam, que não querem se casar, é um problema pastoral. Outro problema é a maturidade afetiva, no matrimônio é outro problema, a fé”.

“Acredito que isto é para sempre? Sim, sim, acredito. Sobre a preparação ao matrimônio penso muitas vezes que para ser sacerdote há uma preparação de oito anos e depois não é definitivo, a Igreja pode tirar o estado clerical. Mas, para casar-se por toda a vida fazem quatro encontros de preparação matrimonial. Há algo que não funciona e isto é o que a Igreja deve pensar bem, como fazer uma boa preparação ao matrimônio; é uma das coisas mais difíceis”.

Na Audiência Geral do dia 5 de agosto, o Papa Francisco dedicou sua catequese precisamente às pessoas divorciadas em nova união e seus filhos. “A Igreja bem sabe que tal situação contradiz o Sacramento cristão”, disse então.

Não obstante, o Bispo de Roma sublinhou que a Igreja tem um “olhar de mestra” que “parte sempre de um coração de mãe” e recordou ainda que “os divorciados não estão excomungados”.

“Como poderíamos recomendar a estes pais que façam de tudo para educar os filhos à vida cristã, dando a eles exemplo de uma fé convicta e vivida, se os mantivéssemos longe da vida da comunidade como se fossem excomungados? ”, perguntou-se o Pontífice.

Sua resposta foi que “não devemos adicionar outros pesos além daqueles que os filhos, nestas situações, já devem carregar”. “Infelizmente, são grandes os números de crianças e adolescentes envolvidos em separações dos pais e segundas uniões”. Em relação a esses, afirmou que “é importante que eles sintam a Igreja como mãe atenta a todos, sempre disposta a escuta e ao encontro”.

Francisco deixou claro que ante esta situação a Igreja “não ficou insensível nem preguiçosa” e destacou que “cresceu muito a consciência de que precisamos de uma fraterna e atenciosa acolhida, no amor e na verdade, para os batizados que estabeleceram um novo relacionamento após o fracasso do matrimônio sacramental”.

“Em efeito, estas pessoas não foram absolutamente excomungadas e não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja”, concluiu o Papa.

Recortes

“O supérfluo dos ricos é o necessário dos pobres. Possuem-se coisas alheias quando se possui o supérfluo.”  (Santo Agostinho, Comentário sobre o Salmo 147)

Celebramos a 30 de setembro...


S. Jerônimo, presbítero, cardeal, Doutor da Igreja, séc. IV


Nasceu em Estridon (Dalmácia) cerca do ano 340. Estudou em Roma e aí foi baptizado. Tendo abraçado a vida ascética, partiu para o Oriente e foi ordenado sacerdote. Regressou a Roma e foi secretário do papa Dâmaso. Nesta época começou a revisão das traduções latinas da Sagrada Escritura e promoveu a vida monástica. Mais tarde estabeleceu-se em Belém, onde continuou a tomar parte muito activa nos problemas e necessidades da Igreja. Escreveu muitas obras, principalmente comentários à Sagrada Escritura. Morreu em Belém no ano 420.

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Quarta-feira da 26ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,57-62)





Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhes: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

Comentário do dia: Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, doutor da Igreja. Vida de Santo Antão, 19-20

Seguir a Cristo pelo caminho certo

Um dia, os monges vieram ter com Antão e pediram-lhe que lhes dirigisse a palavra. Ele respondeu-lhes: «Eis que começamos a avançar pela estrada da virtude; continuemos agora em frente, a fim de atingirmos a meta (Fil 3,14). Que ninguém olhe para trás como a mulher de Lot (Gn 19,26), porque o Senhor disse: “Quem mete a mão ao arado e olha para trás não é apto para o Reino dos Céus.” Olhar para trás mais não é do que alterar o próprio objectivo e retomar o gosto pelas coisas deste mundo. Nada receeis quando ouvirdes falar da virtude, nem vos espanteis com esta palavra. Porque a virtude não está longe de nós, nem nasce fora de nós; é coisa que nos diz respeito, e é simples, desde que o queiramos.

Os pagãos deixam o seu país e atravessam os mares para irem estudar letras. Nós não temos necessidade de abandonar o nosso país para ir para o Reino dos Céus, nem de atravessar o mar para adquirir a virtude. Porque o Senhor disse: “O Reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17,21). A virtude apenas precisa, pois, do nosso querer, dado que está em nós e nasce de nós. Se a alma conserva a parte inteligente que é conforme à sua natureza, a virtude pode nascer. A alma encontra-se no seu estado natural quando permanece tal como foi feita; e foi feita muito bela e muito recta. Era por isso que Josué, filho de Nun, dizia: “Inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel” (Jos 24,23). E João Batista: “Endireitai as suas veredas” (Mt 3,3). Para a alma, ser recta consiste em manter a sua inteligência tal como foi criada. Quando, pelo contrário, se desvia do seu estado natural, nessa altura fala-se do vício da alma. Não se trata, pois, de uma coisa difícil. […] Se tivéssemos de procurá-la fora de nós, seria realmente difícil; mas, visto que está em nós, evitemos os pensamentos impuros e guardemos a alma para o Senhor, como se tivéssemos recebido um depósito, a fim de que Ele reconheça a sua obra, encontrando a nossa alma tal como a fez.»

Responsório (Sl 136)

— Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

— Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas.

— Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: “Cantai hoje para nós algum canto de Sião”

— Como havemos de cantar os cantares do Senhor numa terra estrangeira? Se de ti, Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão.

— Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria!

19 de set. de 2015

O Vaticano recebe uma família de refugiados sírios

A família, de quatro pessoas que fugiram de Damasco, está hospedada em um apartamento vaticano, à espera de proteção internacional


Cidade do Vaticano,  (ZENIT.org) 

Staff Reporter 


Chegou alguns dias atrás ao Vaticano a família de refugiados abrigada pela comunidade da paróquia de Sant’Ana. Sírios, eles são pai, mãe e dois filhos vindos de Damasco, cidade que tiveram de abandonar por causa da guerra. São cristãos de rito greco-melquita católico, do patriarcado de Antioquia. Os quatro chegaram à Itália no domingo em que o Santo Padre, no final do ângelus, dirigiu um apelo a cada paróquia, comunidade religiosa, mosteiro e santuário para acomodar uma família de refugiados. Os sírios estão hospedados em um apartamento do Vaticano nas redondezas da Praça de São Pedro.

Foi iniciado imediatamente, além disto, o procedimento de solicitação de proteção internacional. Durante este período, eles serão assistidos e acompanhados pela comunidade da paróquia de Sant’Ana, dado que a legislação italiana não permite que os requerentes de proteção internacional trabalhem no país durante os primeiros seis meses. É necessária também a confidencialidade quanto à identidade da família.

Quanto à recepção da segunda família por parte da outra paróquia do Vaticano, a de São Pedro, não pode ser fornecida ainda nenhuma notícia até a conclusão das formalidades necessárias.

Já faz muitos anos que os papas, através das instituições apostólicas de caridade, contribuem com o pagamento das taxas de primeira autorização de residência para refugiados na Itália, através do Centro Astalli, gerido pelos jesuítas. Só em 2014 foram pagos pelo Vaticano cerca de 50.000 euros nessas taxas administrativas.

A Esmolaria Apostólica, sempre em nome do papa, também ajuda diariamente muitas pessoas e famílias de refugiados a prover necessidades básicas, inclusive de saúde, nos vários centros de acolhimento localizados em Roma.

Uma clínica móvel doada faz alguns anos pelo papa está sendo disponibilizada algumas vezes por semana para dar assistência aos refugiados nos centros de acolhimento das periferias de Roma. Os voluntários, entre médicos, enfermeiros e guardas suíços, são funcionários do Estado da Cidade do Vaticano, da Universidade de Tor Vergata e membros do Instituto de Solidariedade Médica, uma organização sem fins lucrativos.

Recortes

“Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”  (Santo Agostinho, 354 - 430)

Celebramos a 20 de setembro...



Santos André Kim Taegón, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires, +1846

No início do século XVII, por iniciativa de alguns leigos, entrou pela primeira vez a fé cristã na Coreia. Assim se formou uma comunidade forte e fervorosa, sem pastores, quase só conduzida por leigos, até ao ano 1836, durante o qual chegaram os primeiros missionários, vindos de França, que entraram furtivamente na região. Nas perseguições dos anos 1839, 1846 e 1866, surgiram desta comunidade 103 santos mártires, entre os quais se distinguem o primeiro presbítero e ardente pastor de almas André Kim Taegon e o insigne apóstolo leigo Paulo Chong Hasang. Os outros são quase todos leigos, homens e mulheres, casados ou não, anciãos, jovens e crianças, que, suportando o martírio, consagraram com o seu glorioso sangue os florescentes primórdios da Igreja coreana.





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Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comu







A liturgia do 25º Domingo Comum convida os crentes a prescindir da "sabedoria do mundo" e a escolher a "sabedoria de Deus". Só a "sabedoria de Deus" - dizem os textos bíblicos deste Domingo - possibilitará ao homem o acesso à vida plena, à felicidade sem fim.

O Evangelho apresenta-nos uma história de confronto entre a "sabedoria de Deus" e a "sabedoria do mundo". Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.

A segunda leitura exorta os crentes viverem de acordo com a "sabedoria de Deus", pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da "sabedoria do mundo", irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.

A primeira leitura avisa os crentes de que escolher a "sabedoria de Deus", provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a "sabedoria de Deus": a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida.




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25º Domingo do Tempo Comum - Ano B

(Mc 9,30-37)




Naquele tempo, 30Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, 31pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”.

32Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. 33Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?”

34Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.

35Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

36Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: 37“Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.


Comentário do dia: São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja. Homilia sobre a humildade, 5-6

«Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos.»

Lembra-te deste provérbio: «Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes» (Jo 4,6). Tem presente a palavra do Senhor: «Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado» (Mt 23,12). Se achas que tens alguma coisa boa, reconhece-a, mas sem esquecer as tuas faltas; não te engrandeças com o bem que hoje fizeste, nem esqueças o mal recente ou passado; se o presente é para ti motivo de glória, lembra-te do passado e assim destruirás esse estúpido abcesso!

Se vês o teu próximo pecar, não consideres mais do que a falta cometida e pensa também no bem que ele faz ou fez; muitas vezes descobrirás que é melhor do que tu, se examinares o conjunto da tua vida e não te prenderes a coisas fragmentárias, porque Deus não examina assim o homem. Lembremo-nos disso muitas vezes, para nos preservarmos do orgulho, abaixando-nos, para sermos elevados.

Imitemos o Senhor, que desceu do céu até ao aniquilamento total. [...] Mas, depois de tal aniquilamento, fez resplandecer a sua glória, glorificando com Ele aqueles que com Ele tinham sido desprezados. Tais eram, com efeito, os primeiros discípulos que, pobres e nus, percorreram o universo sem palavras de sabedoria nem séquitos faustosos, mas sós, errantes e sofredores, vagabundos por terra e por mar, vergastados, apedrejados, perseguidos e, finalmente, levados à morte. Tais são os divinos ensinamentos do nosso Pai. Imitemo-los para chegarmos também à glória eterna, ao perfeito e verdadeiro dom de Cristo.

Responsório (Sl 53)


— É o Senhor quem sustenta minha vida!


— Por vosso nome, salvai-me, Senhor;/ e dai-me a vossa justiça!/ Ó meu Deus, atendei minha prece/ e escutai as palavras que eu digo!

— Pois contra mim orgulhosos se insurgem,/ e violentos perseguem-me a vida;/ não há lugar para Deus aos seus olhos./ Quem me protege e me ampara é meu Deus;/ é o Senhor quem sustenta minha vida!

— Quero ofertar-vos o meu sacrifício,/ de coração e com muita alegria;/ quero louvar, ó Senhor, vosso nome,/ quero cantar vosso nome que é bom!

17 de set. de 2015

Evangelho do dia (vídeo)

É correto que as meninas sejam coroinhas?


(Fonte: Aleteia/ por ) 

As meninas podem ser coroinhas? A resposta poderia ser tão breve quanto uma palavra: “sim”. Mas vamos acrescentar um pouco de história.

Quando a legislação canônica (em particular, o novo Código de 1983) ampliou as funções que os leigos podem desempenhar nas cerimônias litúrgicas, entendeu-se que, seguindo o que havia sido tradicional com relação a isso, as mulheres poderiam realizar todas, menos o chamado “serviço do altar”, que coincide com o que comumente chamamos de ser “coroinha”.

Em termos mais jurídicos, entendeu-se que, apesar de ser mais recente a norma do Código, que era genérica, continuavam em vigor normas mais específicas que limitavam o serviço do altar aos homens, tais como a Ordenação Geral do Missal Romano (instruções sobre a celebração da Missa) e algumas instruções, a última delas de 1980.

No início dos anos 90, levou-se à Santa Sé uma consulta por parte de vários bispos sobre este tema. A resposta, do Conselho Pontifício para a Interpretação dos Textos Legislativos e confirmada por João Paulo II, é que as mulheres também podem ser incluídas no serviço do altar. De qualquer maneira, acrescenta algumas precisões que convém levar em consideração.

A primeira delas é que o bispo diocesano pode decidir outra coisa. A norma permite, não ordena, e a normativa deixa ao prudente critério do bispo, em sua diocese, tanto este como muitos outros aspectos litúrgicos.

A segunda precisão é que se exorta a não abandonar a existência de coroinhas homens nas paróquias, porque isso sempre foi uma inestimável fonte de vocações sacerdotais. De fato, ambos os aspectos podem coincidir, e já houve bispos que não renunciaram a ter somente meninos como coroinhas, precisamente para não perder seus “canteiros” para o seminário.

Há um aspecto a mais, com menor relevância prática, que poderíamos resumir no seguinte: trata-se de um serviço temporal, não de uma condição permanente; tanto para a mulher quanto para o homem, este é um serviço que se solicita, nunca um direito a ser exigido.

Em resumo, ao ver uma mulher sendo coroinha, o que é preciso levar em consideração é que esta função seja feita bem e dignamente, sem que tenha uma particular relevância o fato de a pessoa ser homem ou mulher.

15 de set. de 2015

Evangelho do dia (vídeo)

Celebra-se a 16 de setembro...

S. Cornélio, papa, mártir, +253

Cornélio foi ordenado bispo da Igreja de Roma no ano 251. Teve de combater o cisma dos Novacianos e, com a ajuda de S. Cipriano, conseguiu consolidar a sua autoridade. Foi desterrado pelo imperador Gallo e morreu no exílio, perto de Civitavecchia, no ano 253. O seu corpo foi trasladado para Roma e sepultado no cemitério de Calixto.








S. Cipriano, bispo, mártir, +258


Cipriano nasceu em Cartago cerca do ano 210, de uma família pagã. Tendo‑se convertido à fé e ordenado sacerdote, foi eleito bispo daquela cidade no ano 249. Em tempos muito difíceis, governou sabiamente, com suas obras e escritos, a Igreja que lhe foi confiada. Na perseguição de Valeriano, sofreu primeiramente o exílio e depois o martírio no dia 14 de Setembro do ano 258.

Recortes

“A sede que tenho é a de chegar a ver o rosto de Deus;
sinto sede na peregrinação,
sinto sede no caminho;
mas saciar‑me‑ei quando chegar”
(Santo Agostinho, Comentário aos Salmos)

Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

(Lc 7,31-35)




Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’

33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.

Comentário do dia: São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja. Grandes Regras monásticas, Prólogo

Deus não Se cansa de nos chamar à conversão

Até quando deixaremos de obedecer a Cristo, que nos chama para o seu Reino celeste? Até quando deixaremos de nos purificar? Nos não decidiremos a abandonar o nosso gênero habitual de vida, para seguir a fundo o Evangelho? Afirmamos desejar o Reino de Deus, mas não nos preocupamos excessivamente com os meios para o alcançar.

Pelo contrário, não nos preocupando minimamente com a observância dos mandamentos do Senhor, estamos convencidos, na vaidade do nosso espírito, de que somos dignos de receber a mesma recompensa que recebem aqueles que resistiram ao pecado até à morte. Mas quem é o homem que, tendo-se deitado em sua casa a dormir no tempo da sementeira, pode recolher braços cheios de espigas no tempo da colheita? Quem poderá fazer a vindima sem ter plantado e cultivado a vinha? Os frutos são para aqueles que trabalharam; as recompensas e as coroas, para aqueles que venceram. Foi jamais coroado atleta algum que não se tenha sequer despido para combater o adversário? E nem sequer basta vencer, é também necessário «lutar segundo as regras» (2Tim 2,5), como diz o apóstolo Paulo, isto é, segundo os mandamentos que nos foram dados.

Deus é bom, mas também é justo: o Senhor «ama a equidade e a justiça» (Sl 32,5); por isso, «celebrarei o amor e a justiça: para Vós, Senhor, hei-de cantar» (Sl 100,1). Vê com que discernimento usa o Senhor de misericórdia. Não é misericordioso sem examinar, como não julga sem piedade, porque «o Senhor é bondoso e previdente, o nosso Deus é misericordioso» (Sl 114,5). Não tenhamos, pois, uma ideia truncada de Deus; o seu amor por nós não deve ser um pretexto para sermos negligentes.

Responsório (Sl 110)

— Grandiosas são as obras do Senhor!

— Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!

— Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas.

— Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações.

Evangelho do dia (vídeo)

Nossa Senhora das Dores


A festa de hoje liga-se a uma antiga tradição cristã. Contam que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal tratado, com a coroa de espinhos, sofre de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até o fim.

Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de "Nossa Senhora da Piedade" e "Compaixão de Nossa Senhora". Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de "Nossa Senhora das Dores".

Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lucas 2,33ss.); a fuga para o Egipto (Mateus 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém (Lucas 2,41ss.); o caminho de Jesus para o Calvário (João19:12ss.); a crucificação (João 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lucas 23,50ss.).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)