Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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7 de dez. de 2013

Evangelho e Meditação: Sábado da 1a semana do Advento

 (Mt 9,35–10,1.6-8)


Naquele tempo, 35Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.
36Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37“A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
10,1E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.
Enviou-os com as seguintes recomendações: 6“Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”



Comentário do dia:Concílio Vaticano II. Constituição sobre a Igreja «Lumen Gentium», § 48

«Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto»

A Igreja, à qual todos somos chamados e na qual, por graça de Deus, alcançamos a santidade, só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas (cf At 3,21) e quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo. […]

A prometida restauração que esperamos já começou, pois, em Cristo, progride com a missão do Espírito Santo e, por Ele, continua na Igreja; nesta, a fé ensina-nos o sentido da nossa vida temporal, enquanto, na esperança dos bens futuros, levamos a cabo a missão que o Pai nos confiou no mundo e trabalhamos na nossa salvação (cf Fil 2,12).

Já chegou, pois, a nós, a plenitude dos tempos (cf 1Cor 10,11), a restauração do mundo foi já realizada irrevogavelmente e, de certo modo, encontra-se já antecipada neste mundo: com efeito, ainda aqui na terra, a Igreja está aureolada de verdadeira, embora imperfeita, santidade. Enquanto não se estabelecem os novos céus e a nova terra em que habita a justiça (cf 2Ped 3,13), a Igreja peregrina, nos seus sacramentos e nas suas instituições, que pertencem à presente ordem temporal, leva a imagem passageira deste mundo e vive no meio das criaturas que gemem e sofrem as dores de parto, esperando a manifestação dos filhos de Deus (cf Rom 8,19-22).



Responsório (Sl 146)
— Felizes são aqueles que esperam no Senhor!
— Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dispersos de Israel juntou de novo;
— Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome.
— É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.

Recortes

“Não vos assusteis, não temais nenhum mal, ainda que as circunstâncias em que trabalhais sejam terríveis [...]. As mãos de Deus são igualmente poderosas e, se for necessário, farão maravilhas” (Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 105)

Porta do céu, Rogai por nós

Sacrário Vivo de Deus Pai. Em ti Maria eu encontrei a vida que eu quis
Imaginei como seria o paraíso de Jesus...


Novena de Santa Luzia (I dia)


LIVRAI-NOS DA CEGUEIRA ESPIRITUAL

“CONCENTREMOS O ESPÍRITO PARA ORAR”


Da Carta a Proba, de Santo Agostinho, bispo.  (Séc.V)
Em horas determinadas concentremos o espírito para orar

Desejemos sempre a vida feliz que vem do Senhor Deus e assim oraremos sempre. Todavia por causa de cuidados e interesses outros, que de certo modo arrefecem o desejo, concentramos em horas determinadas o espírito para orar. As palavras da oração nos ajudam a manter a atenção naquilo que desejamos, para não acontecer que, tendo começado a arrefecer, não se esfrie completamente e se extinga de todo, se não for reacendido com mais frequência. 
Por isso as palavras do Apóstolo: Sejam vossos pedidos conhecidos junto de Deus (Fl 4,6) não devem ser entendidas no sentido de que Deus os conheça, ele que na realidade já os conhece antes de existirem, mas em nosso favor sejam conhecidos junto de Deus por sua tolerância, não junto dos homens por sua jactância. 
Sendo assim, se se tem o tempo de orar longamente, sem que sejam prejudicadas as outras ações boas e necessárias, isto não é mau nem inútil, embora, como disse, também nelas sempre se deva orar pelo desejo. Também orar por muito tempo não é o mesmo que orar com muitas palavras, como pensam alguns. Uma coisa é a palavra em excesso, outra a constância do afeto. Pois do próprio Senhor se escreveu que passava noites em oração e que orava demoradamente; e nisto, o que fazia a não ser dar-nos o exemplo, ele que no tempo é o intercessor oportuno e, com o Pai, aquele que eternamente nos atende.
Conta-se que os monges no Egito fazem frequentes orações, mas brevíssimas, à maneira de tiros súbitos, para que a intenção, aplicada com toda a vigilância e tão necessária ao orante, não venha a dissipar-se e afrouxar pela excessiva demora. Ensinam ao mesmo tempo com clareza que, se a atenção não consegue permanecer desperta, não deve ser enfraquecida, e se permanecer desperta, não deve ser logo cortada. 
Não haja, pois, na oração muitas palavras, mas não falte muita súplica, se a intenção continuar ardente. Porque falar demais ao orar é tratar de coisa necessária com palavras supérfluas. Porém rogar muito é, com frequente e piedoso clamor do coração, bater à porta daquele a quem imploramos. Nesta questão, trata-se mais de gemidos do que de palavras, mais de chorar do que de falar. Porque ele põe nossas lágrimas diante de si (Sl 55,9),e nosso gemido não passa despercebido (cf. Sl 37,9 Vulg.) àquele que tudo criou pela Palavra e não precisa das palavras humanas.

Oração Final a Santa Luzia: Dirigente: Rogai por nós, Santa Luzia.// Todos: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

Dirigente: Oremos – Ó Deus que vos dignastes iluminar vossa Virgem Santa Luzia com o clarão da fé e com a coroa do martírio, concedei-nos que por sua intercessão, sejamos livres de qualquer cegueira da mente e do corpo e mereçamos elevar mais facilmente o olhar para as coisas celestes. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

6 de dez. de 2013


Evangelho e Meditação: Sexta-feira da 1a semana do Advento

(Mt 9,27-31)



Naquele tempo, 27partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”
Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região.



Comentário do dia: Papa Francisco. Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §§ 1, 4 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

Os olhos abriram-se-lhes.

A luz da fé (lumen fidei) é a expressão com que a tradição da Igreja designou o grande dom trazido por Jesus. Eis como Ele Se nos apresenta, no Evangelho de João: «Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas» (Jo 12,46). E São Paulo exprime-se nestes termos: «Porque o Deus que disse: "das trevas brilhe a luz" foi quem brilhou nos nossos corações» (2Cor 4,6). […] 

A luz da fé possui um carácter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a nossa vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro. 

A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada orientando os nossos passos no tempo. Por um lado, provém do passado: é a luz duma memória basilar — a memória da vida de Jesus –, onde o seu amor se manifestou plenamente fiável, capaz de vencer a morte. Mas, por outro lado e ao mesmo tempo, dado que Cristo ressuscitou e nos atrai de além da morte, a fé é luz que vem do futuro, que descerra diante de nós horizontes grandes e nos leva a ultrapassar o nosso «eu» isolado, abrindo-o à amplitude da comunhão. Deste modo, compreendemos que a fé não mora na escuridão, mas é uma luz para as nossas trevas. […] É precisamente desta luz da fé que quero falar, desejando que cresça a fim de iluminar o presente até se tornar estrela que mostra os horizontes do nosso caminho, num tempo em que o homem vive particularmente carecido de luz.


Responsório (Sl 26)
— O Senhor é minha luz e salvação.
— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isso que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

5 de dez. de 2013


6 de dezembro

S. Nicolau, bispo, +342


O Santo deste dia é São Nicolau, muito amado pelos cristãos e alvo de inúmeras lendas. Nicolau nasceu na Ásia Menor, pelo ano de 275, filho de pais ricos, mas com uma profunda vida de oração. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição em que viviam os cristãos. 

São Nicolau é conhecido principalmente pelo seu amor para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez, Nicolau, sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, lhes aconselhou a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa, através da fantasia, tenham visto em Nicolau o velho de barbas brancas que leva presentes às crianças no mês de dezembro.
Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou todos com a sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que, ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado à morte, mas felizmente salvou-se em 313, pois foi publicado o edital de Milão que concedia a liberdade religiosa.
São Nicolau participou no Concílio de Niceia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Partiu para o céu em 342 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegassem ao povo.

(Evangelho Quotidiano)


Palavras cristãs sem Cristo enganam, fazem mal

Em Santa Marta, o Papa Francisco adverte para o perigo de falar palavras boas, não fundamentadas na rocha, e que nos torna soberbos

Roma, 05 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) Salvatore Cernuzio 

Enquanto, na sala ao lado, os oito cardeais davam prosseguimento aos trabalhos para a Reforma da Cúria romana, o Papa Francisco também continuava, na Capela Santa Marta, uma obra de reforma. Não dos Dicastérios, mas da consciência do cristão. Na missa celebrada esta manhã, o Santo Padre destacou um aspecto do ‘ser cristão’ que há alguns meses ele já havia admoestado durante suas homilias matutinas: “ser cristão sem Cristo”, ou seja, pronunciar palavras boas, mas não colocá-las em prática, fazendo mal a si mesmo e aos outros.


Em sua reflexão, citando a liturgia do dia, Francisco destacou que Jesus repreende os fariseus, que conheciam os mandamentos, mas não os praticavam em suas vidas. O que sai da boca dos fariseus "são palavras boas, mas se não são colocadas em prática não servem a nada e fazem mal, enganam, nos fazem acreditar que temos uma casa bonita, mas sem fundamento".

A figura da casa que não é construída sobre a rocha, explica Francisco, “se refere ao Senhor”. Isaías, na primeira leitura, afirma: Confiem no Senhor sempre, pois o Senhor é uma rocha eterna. A rocha é Jesus Cristo! A rocha é o Senhor! Exclama o Papa explicando que: “Uma palavra é forte, dá vida, pode ir em frente, pode resistir a todos os ataques, se tem suas raízes em Jesus Cristo. Uma palavra cristã que não tem suas raízes vitais, na vida de uma pessoa, em Jesus Cristo, é uma palavra cristã sem Cristo!” E as palavras cristãs sem Cristo enganam, fazem mal!”

O Papa aprofundou o conceito citando um escritor inglês que falando sobre heresias disse: “uma heresia é uma verdade, uma palavra, uma verdade que se tornou louca”. “Quando as palavras cristãs são sem Cristo iniciam a caminhar na estrada da loucura", destaca.

Com efeito, essa loucura nos conduz ao pecado de orgulho e soberba. "Uma palavra cristã sem Cristo leva à vaidade, à segurança de si mesmo, ao orgulho e ao poder pelo poder”.

“O Senhor derruba essas pessoas”. A história da salvação demonstra isso constantemente. E recorda ainda: “É o que diz Ana, a mãe de Samuel, diz Maria no Magnificat: o Senhor derrubou a vaidade, o orgulho daquelas pessoas que acreditam ser rocha”.

O Senhor humilha “essas pessoas que só vão atrás de uma palavra”, até mesmo uma palavra cristã, mas pronunciada “sem o relacionamento com Jesus Cristo, sem a oração com Jesus Cristo, sem o serviço a Jesus Cristo e sem o amor a Jesus Cristo”.

O Papa acrescenta que o “Senhor nos diz hoje para construir a nossa vida sobre esta rocha e a rocha é Ele". "Nos fará bem fazer um exame de consciência", para entender “como são as nossas palavras, se são palavras “que se consideram potentes, ou se são “palavras com Jesus Cristo"."Refiro-me às palavras cristãs, porque quando não há Jesus Cristo até mesmo essas palavras nos dividem, causam divisão na Igreja”.

Ao terminar a homilia, como de costume, o Papa indicou uma graça a ser pedida. “Hoje, peçamos ao Senhor a graça de nos ajudar nesta humildade que devemos ter sempre, de dizer palavras cristãs em Jesus Cristo e não sem Ele. Com a humildade de ser discípulos salvos e ir em frente não com palavras que, considerando-se poderosas, terminam na loucura da vaidade, na loucura do orgulho, mas de dizer palavras com Jesus Cristo, fundadas Nele." 

(Trad.:MEM)

Que estejamos dispostos a amar e servir


Assim seja

«Vivamos para as almas, sejamos apóstolas, salvemos sobretudo as almas dos sacerdotes [...]. Rezemos, soframos por eles e, no último dia, Jesus será grato» (Santa Teresa de Lisieux - Carta 94 Irmã Celina)

Nesta quinta-feira


Evangelho e Meditação: Quinta-feira da 1a semana do Advento

 Mt 7,21.24-27


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava cons­truída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”



Comentário do dia: Papa Francisco. Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §34 (trad. © Libreria Editrice Vaticana)

A rocha da fé, da caridade e da verdade

A luz do amor, própria da fé, pode iluminar as perguntas do nosso tempo acerca da verdade. Muitas vezes, hoje, a verdade é reduzida a autenticidade subjectiva do indivíduo, válida apenas para a vida individual. Uma verdade comum mete-nos medo, porque a identificamos […] com a imposição intransigente dos totalitarismos; mas, se ela é a verdade do amor, se é a verdade que se mostra no encontro pessoal com Outro e com os outros, então fica livre da reclusão no indivíduo e pode fazer parte do bem comum. Sendo a verdade de um amor, não é verdade que se impõe pela violência, não é verdade que esmaga o indivíduo; nascendo do amor pode chegar ao coração, ao centro pessoal de cada homem; daqui resulta claramente que a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro. O crente não é arrogante; pelo contrário, a verdade torna-o humilde, sabendo que, mais do que possuir-mo-la nós, é ela que nos abraça e possui. Longe de nos endurecer, a segurança da fé põe-nos a caminho e torna possível o testemunho e o diálogo com todos.

Por outro lado, enquanto unida à verdade do amor, a luz da fé não é alheia ao mundo material, porque o amor vive-se sempre com corpo e alma; a luz da fé é luz encarnada, que dimana da vida luminosa de Jesus. A fé ilumina também a matéria, confia na sua ordem, sabe que nela se abre um caminho cada vez mais amplo de harmonia e compreensão. Deste modo, o olhar da ciência tira benefício da fé: esta convida o cientista a permanecer aberto à realidade, em toda a sua riqueza inesgotável. A fé desperta o sentido crítico, enquanto impede a pesquisa de se deter, satisfeita, nas suas fórmulas, e ajuda-a a compreender que a natureza sempre as ultrapassa. Convidando a maravilhar-se diante do mistério da criação, a fé alarga os horizontes da razão para iluminar melhor o mundo que se abre aos estudos da ciência.



Responsório (Sl 117)
— Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.
— Dai graças ao Senhor porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos do mundo!”
— Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ou­vistes e vos tornastes para mim o Salvador!
— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!


Frase bíblica do dia


Recortes

“Em todas as ocasiões eu digo: Senhor, faça-se a tua vontade; não o que quer este ou aquele, mas o que tu queres que eu faça. Esta é a minha fortaleza, esta é a minha rocha inamovível, este é o meu báculo seguro” (São João Crisóstomo, Homilia antes do exílio, 1-3)

Dia 6 de dezembro começa a Novena em louvor a Santa Luzia


3 de dez. de 2013

Evangelho e Meditação: Quarta-feira da 1a semana do Advento

(Mt 15,29-37)


Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel.
32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”.
33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram.



Comentário do dia: Papa Francisco. Homilia de 30/05/2013 (trad. © Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?»

De onde nasce a multiplicação dos pães? A resposta encontra-se no convite de Jesus aos discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9,13) – «dar», compartilhar. Que compartilham os discípulos? Aquele pouco de que dispõem: cinco pães e dois peixes (ibid.). Mas são precisamente aqueles pães e peixes que, nas mãos do Senhor, saciam toda a multidão. E são exatamente os discípulos, confusos diante da incapacidade dos seus meios, da pobreza daquilo que podem pôr à disposição, que mandam as pessoas acomodar-se e que distribuem — confiando na palavra de Jesus — os pães e os peixes que saciam a multidão. E isto diz-nos que na Igreja, mas também na sociedade, uma palavra-chave da qual não devemos ter receio é «solidariedade», ou seja, saber pôr à disposição de Deus aquilo que temos, as nossas humildes capacidades, porque somente na partilha e no dom a nossa vida será fecunda e dará fruto. Solidariedade: uma palavra malvista pelo espírito mundano!

Esta tarde, mais uma vez, o Senhor distribui-nos o pão que é o seu Corpo, fazendo-Se dom. E também nós experimentamos a «solidariedade de Deus» para com o homem, uma solidariedade que nunca se esgota, uma solidariedade que não cessa de nos surpreender: Deus faz-Se próximo de nós; humilha-Se no sacrifício da Cruz, entrando na obscuridade da morte para nos dar a sua vida, que vence o mal, o egoísmo e a morte. Jesus entrega-Se a nós também esta tarde na Eucaristia, compartilha o nosso próprio caminho, aliás faz-Se alimento, o alimento autêntico que sustém a nossa vida inclusive nos momentos em que a vereda se torna árdua, quando os obstáculos diminuem os nossos passos. E na Eucaristia o Senhor faz-nos percorrer o seu caminho, que é de serviço, de partilha e de dom, e aquele pouco que temos, o pouco que somos, se for compartilhado, torna-se riqueza porque o poder de Deus, que é de amor, desce até à nossa pobreza para a transformar.


Responsório (Sl 22)
— Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.
— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça e o meu cálice transborda.
— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

Recortes

“...nada te pode fazer tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues, mesmo que durmas no chão, mesmo que, por assim dizer, te mates, se não te preocupas com o próximo, pouca coisa fizeste, ainda distas muito da imagem do Senhor” (São João Crisóstomo, Comentário à primeira Epístola aos Coríntios)

4 de dezembro

S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja, +749


S. João de Damasco (Damasceno)
Nasceu em 675, em Damasco (Síria), no período em que o Cristianismo tinha uma certa liberdade, tanto assim que o pai de João era cristão e amigo dos Sarracenos, que naquela época eram senhores do país. Esta estima estendia-se também ao filho. Os raros talentos e merecimentos deste levaram o Califa a distingui-lo com a sua confiança e nomeá-lo perfeito de Damasco.
João Damasceno, ainda jovem e ajudante do pai, gozava de muitos privilégios financeiros, mas ao compreender o amor de Cristo pobre deu atenção à palavra que mostra as dificuldades de os ricos (os que vivem só para as riquezas) entrarem no Reino dos Céus. Assim, num forte desejo de perfeição, renunciou a todos os bens e deu-os aos pobres. Preferiu uma vida de maus tratos a uma vida de pecado . Retirou-se para um convento de São Sabas perto de Jerusalém e passou a viver na humildade, caridade e alegria. Escreveu inúmeras obras tratando de vários assuntos sobre teologia dogmática, apologética e outras, que fizeram  São João digno do título de Doutor da Igreja.
Certa vez, os hereges prenderam São João e cortaram-lhe a mão direita para não mais escrever, mas por intercessão de Nossa Senhora foi curado. Seu amor à Mãe de Jesus foi tão concreto que foi São João quem tomou presente a doutrina sobre a Imaculada Conceição, a maternidade divina, a virgindade, a Assunção em corpo e alma de Maria.
Foi declarado doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII em 1890



Livro de Horas/evangelho quotidiano

3 de dezembro



São Francisco Xavier

 presbítero, +1552


Francisco nasceu no castelo de Xavier, na Espanha, a 7 de Abril de 1506, e sofreu com a guerra, onde aprendeu a nobreza e a valentia; com 18 anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor.
Vaidoso e ambicioso, buscava a glória de si até conhecer Inácio de Loyola, com quem fez amizade, e que sempre repetia ao novo amigo: “Francisco, que adianta o homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?” Com o tempo, e intercessão de Inácio, o coração de Francisco foi cedendo ao amor de Jesus, até que entrou no verdadeiro processo de conversão. E tornou-se com Santo Inácio co-fundador da Companhia de Jesus.
A Igreja, que na sua essência é missionaria, teve no século XV e XVI um grande impulso do Espírito Santo para evangelizar a América e o Oriente. Já como padre, e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier foi designado por Inácio a ir em missão para o Oriente. Na Índia, fez frutuoso trabalho de evangelização que abrangeu todas as classes e idades; ao avançar para o Japão, submeteu-se a aprender a língua e os seus costumes, a fim de anunciar  Cristo Vivo e Ressuscitado. Foi de tal modo o seu zelo missionário, que ficou conhecido como o “S. Paulo do Oriente”. Veio a falecer a caminho da China que sonhava evangelizar. Entrou no Céu com quarenta e seis anos de idade, com dez  anos de apostolado, e tornou-se o Patrono Universal das Missões ao lado de Santa Teresinha.                                           


wikipedia/evangelho quotidiano



Evangelho e Meditação: Terça-feira da 1a semana do Advento

 (Lc 10,21-24)


21Naquele momento Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”.



Comentário do dia: Papa Francisco. Encíclica «Lumen fidei / A luz da fé», §15.


«Muitos profetas e reis quiseram ver o que vedes»

A plenitude da fé cristã: «Abraão (...) exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz» (Jo 8,56). De acordo com estas palavras de Jesus, a fé de Abraão estava orientada para Ele, era de certo modo uma visão antecipada do seu mistério. Assim o entende Santo Agostinho, quando afirma que os Patriarcas se salvaram pela fé; não era a fé em Cristo já chegado, mas a fé em Cristo que havia de vir, uma fé que tendia para o evento futuro de Jesus.

A fé cristã está centrada em Cristo; é confissão de que Jesus é o Senhor e que Deus O ressuscitou de entre os mortos (Rom 10,9). Todas as linhas do Antigo Testamento se concentram em Cristo: Ele torna-Se o «sim» definitivo a todas as promessas, fundamento último do nosso «Amén» a Deus (2Cor 1,20). A história de Jesus é a manifestação plena da fiabilidade de Deus. Se Israel recordava os grandes atos de amor de Deus, que formavam o centro da sua confissão e abriam o horizonte da sua fé, agora a vida de Jesus aparece como o lugar da intervenção definitiva de Deus, a suprema manifestação do seu amor por nós. 

A palavra que Deus nos dirige em Jesus já não é uma entre muitas outras, mas a sua Palavra eterna (Hb 1,1-2). Não há nenhuma garantia maior que Deus possa dar para nos certificar do seu amor, como nos lembra São Paulo (Rom 8,31-39). Portanto, a fé cristã é fé no Amor pleno, no seu poder eficaz, na sua capacidade de transformar o mundo e iluminar o tempo. «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1Jo 4,16). A fé identifica, no amor de Deus manifestado em Jesus, o fundamento sobre o qual assenta a realidade e o seu destino último.


Responsório (Sl 71)
— Nos seus dias, a justiça florirá; paz em abundância, para sempre.
— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres!
— Nos seus dias, a justiça florirá e grande paz até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!
— Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.
— Seja bendito o seu nome para sempre, e que dure como o sol sua memória! Todos os povos serão nele abençoados, todas as gentes cantarão o seu louvor!

Frase bíblica do dia

...eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir. (Lc 10,24)

Bispo de Itumbiara. Faleceu, aos 71 anos, dom Antônio Lino da Silva Diniz

Faleceu hoje, 1º de dezembro, pela manhã, o bispo da diocese de Itumbiara (GO), dom Antônio Lino da Silva Diniz. De acordo com o padre Joaquim Cavalcante, da diocese de Itumbiara, dom Antônio Lino, que já estava enfermo há algum tempo, teve insuficiência respiratória.
As exéquias e o sepultamento estão previstos para a próxima terça-feira, 3, às 15h, na Catedral Santa Rita de Cássia, em Itumbiara. A diocese aguarda a presença da família de dom Lino, que vem de Portugal. Dom Antônio Lino era natural de São Mateus de Oliveira, Portugal. Foi ordenado presbítero em 1966, em Braga, Portugal. Desde 1998, era bispo da diocese de Itumbiara. Seu lema episcopal era: “In Omnibus Christus” (Col 3,11).


Nota de pesar pelo falecimento de dom Antônio Lino

A CNBB manifestou pesar pelo falecimento do bispo de Itumbiara (GO), dom Antônio Lino da Silva Diniz, aos 71, ocorrido hoje, 1º de dezembro, no Hospital Lúcio Rebelo, em Goiânia (GO). O velório teve início nesta segunda-feira, 2, a partir das 19h, na Catedral Diocesana de Santa Rita de Cássia.




2 de dez. de 2013

Advento...


Te aguardamos, Senhor, na alegre e firme esperança: vinde, Senhor Jesus!

Dia 6 de dezembro, sexta-feira


Frase bíblica do dia


Formação Cristã (XI)

Das Cartas Pastorais de São Carlos Borromeu, bispo
 (Séc. XVI)


O tempo do Advento

Evangelho e Meditação: Segunda-feira da 1a semana do Advento

(Mt 8,5-11)



Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!, e ele vai; e a outro: ‘Vem!, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!, e ele o faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.



Comentário do dia: Concílio Vaticano II. Decreto sobre a atividade missionária da Igreja, «Ad gentes», §§ 2-3

«Do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacó, no Reino do Céu»

A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na missão do Filho e do Espírito Santo. Este desígnio brota do amor fontal, isto é, da caridade que Deus Pai, […] de quem é gerado o Filho e de quem procede o Espírito Santo pelo Filho, quis derramar  […] criando-nos livremente pela sua extraordinária e misericordiosa benignidade, e depois chamando-nos gratuitamente a partilhar da sua própria vida e glória. Quis ser, assim, não só Criador de todas as coisas mas também «tudo em todas as coisas» (1Cor 15,28) […]. Aprouve, porém, a Deus chamar os homens, […] constituindo-os num Povo em que os seus filhos, que estavam dispersos, se congregassem em unidade (Jo 11,52). […]

Este desígnio universal de Deus para a salvação do gênero humano não se realiza somente dum modo quase secreto na mente humana […]. Para estabelecer a paz ou a comunhão com Ele e uma sociedade fraterna entre os homens, apesar de pecadores, Deus determinou entrar de modo novo e definitivo na história dos homens, enviando o seu Filho na nossa carne para […] reconciliar o mundo consigo (2Cor 5,18). […] Cristo Jesus, de facto, foi enviado ao mundo como verdadeiro mediador entre Deus e os homens. Como é Deus, nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Col 2,9); e, sendo o novo Adão pela sua natureza humana (1Cor 15,45), […] sendo rico, fez-Se por nós necessitado para que nos tornássemos ricos da sua pobreza (2Cor 8,9). […] Ele assumiu por inteiro a natureza humana tal qual ela existe em nós, pobres e miseráveis, rejeitando dela apenas o pecado (Hb 4,15): «O Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10).


Aquilo que foi de uma vez por todas pregado pelo Senhor, ou aquilo que nele se operou para salvação do gênero humano, deve ser proclamado e espalhado até aos confins da terra (At 1,8), […] de modo que tudo quanto foi feito de uma vez por todas pela salvação dos homens alcance o seu efeito em todos no decurso dos tempos.



Responsório (121)
— Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!”
— Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.
— Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.
— Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
— Rogai que viva em paz Jerusalém, e em segurança os que te amam! Que a paz habite dentro dos teus muros, tranquilidade em teus palácios!
— Por amor a meus irmãos e meus amigos, peço: “A paz esteja em ti!” Pelo amor que tenho à casa do Senhor, eu te desejo todo bem!

Recortes

Deus respeita sempre a liberdade humana, não atua diretamente nem se impõe a não ser na medida em que o deixamos agir” Pe Marie-Dominique Philippe, Mistério de Maria 

1 de dez. de 2013

1º Domingo do Advento




A liturgia deste domingo apresenta um apelo veemente à vigilância. O cristão não deve instalar-se no comodismo, na passividade, no desleixo, na rotina; mas deve caminhar, sempre atento e sempre vigilante, preparado para acolher o Senhor que vem e para responder aos seus desafios.
A primeira leitura convida os homens – todos os homens, de todas as raças e nações – a dirigirem-se à montanha onde reside o Senhor… É do encontro com o Senhor e com a sua Palavra que resultará um mundo de concórdia, de harmonia, de paz sem fim.
A segunda leitura recomenda aos crentes que despertem da letargia que os mantém presos ao mundo das trevas (o mundo do egoísmo, da injustiça, da mentira, do pecado), que se vistam da luz (a vida de Deus, que Cristo ofereceu a todos) e que caminhem, com alegria e esperança, ao encontro de Jesus, ao encontro da salvação.
O Evangelho apela à vigilância. O crente ideal não vive mergulhado nos prazeres que alienam, nem se deixa sufocar pelo trabalho excessivo, nem adormece numa passividade que lhe rouba as oportunidades; o crente ideal está, em cada minuto que passa, atento e vigilante, acolhendo o Senhor que vem, respondendo aos seus desafios, cumprindo o seu papel, empenhando-se na construção do “Reino”.




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Evangelho e Meditação: 1º Domingo do Advento - Ano A

(Mt 24,37-44)


Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.
42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.


Comentário do dia: São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja. Sermões 4 e 5 para o Advento

«O Filho do homem virá na hora em que não pensais»

É justo, irmãos, celebrar a vinda do Senhor com a máxima devoção possível, tanto o seu conforto nos deleita […] e tanto o seu amor nos abrasa. Mas não penseis apenas na sua primeira vinda, quando Ele veio para «buscar e salvar o que estava perdido» (Lc 19,10); pensai também neste outro advento, quando Ele vier para nos levar consigo. Quereria ver-vos constantemente ocupados a meditar nesses dois adventos […] repousando entre estes dois abrigos, porque estes são os dois braços do Esposo nos quais repousava a Esposa do Cântico dos Cânticos: «a sua mão esquerda descansa sobre a minha cabeça, e a sua direita abraça-me» (2,6). […]

Mas há uma terceira vinda entre as duas que mencionei, e os que a conhecem podem descansar para seu deleite. As outras duas são visíveis; esta não o é. Na primeira, o Senhor «apareceu sobre a terra, onde permanece entre os homens» (Bar 3,38) […]; na última, «toda a criatura verá a salvação de Deus» (Lc 3,6; Is 40,5). […] A do meio é secreta; é aquela em que só os eleitos vêem o Salvador dentro de si próprios, e em que a sua alma é salva.

Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade. Mas é pela força das virtudes que chegamos à glória, como está escrito: «O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da glória» (Sl 23,10); e no mesmo livro: «Para ver o Vosso poder e a Vossa glória» (62,3). Portanto, a segunda vinda é como o caminho que leva da primeiro à última. Na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na sua vinda intermédia, é nosso repouso e nossa consolação.


Responsório (Sl 121)
 — Que alegria, quando me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”
— Que alegria, quando ouvi que me disseram:/ “Vamos à casa do Senhor!”/ E agora nossos pés já se detêm,/ Jerusalém, em tuas portas.
— Para lá sobem as tribos de Israel,/ as tribos do Senhor./ Para louvar, segundo a lei de Israel,/ o nome do Senhor./ A sede da justiça lá está/ e o trono de Davi.
— Rogai que viva em paz Jerusalém,/ e em segurança os que te amam!/ Que a paz habite dentro de teus muros,/ tranquilidade em teus palácios!
— Por amor a meus irmãos e meus amigos,/ peço: “A paz esteja em ti!”/ Pelo amor que tenho à casa do Senhor,/ eu te desejo todo bem!

1 de dezembro

Beato Carlos de Foucauld, presbítero, +1916


        Carlos de Foucauld (Frei Carlos de Jesus) nasceu em França, em Estrasburgo a 15 de Setembro de 1858. Órfão aos 6 anos, foi educado, bem como a sua irmã Maria, pelo avô, cuja carreira militar quis seguir.
       Chegado à adolescência, afasta-se da fé. Conhecido pelo seu gosto pela vida fácil, revela contudo uma vontade forte e constante nas dificuldades. Inicia uma perigosa exploração em Marrocos (1883-1884). O testemunho da fé dos muçulmanos desperta nele o problema de Deus. «Meu Deus, se vós existis, fazei que eu vos conheça ». 
     De volta a França, tocado pelo acolhimento afetuoso e discreto da sua família, profundamente cristã, ele põe-se em busca. Guiado por um sacerdote, o padre Huvelin, ele encontra Deus em Outubro de 1886. Tem então 28 anos.  «Mal eu acreditei que havia um Deus,  compreendi imediatamente que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele ».
        Uma peregrinação à Terra Santa, revela-lhe a sua vocação: seguir Jesus na sua vida de Nazaré. Passa então sete anos na Trapa, primeiro em Nossa Senhora das Neves, e em seguida em Akbès, na Síria. Vive depois sozinho, em oração e adoração junto das clarissas de Nazaré.
         Ordenado padre aos 43 anos (1901), parte para o deserto do Sara, inicialmente para Béni-Abbès e depois para Tamanrasset entre os tuaregues do Hoggar. Quer juntar-se aos que estão mais longe «os mais marginalizados, os mais abandonados ».  Deseja que cada um dos que se aproximam dele o considere como um irmão, «o irmão universal». Quer «gritar o evangelho com toda a sua vida» num grande respeito pela cultura e pela fé daqueles no meio dos quais ele vive. «Quereria ser tão bom que pudessem dizer: Se o servo é assim, como será então o Mestre?»
      Na noite do 1º de Dezembro de 1916 foi assassinado por um bando que tinha cercado a sua casa.   
         Sonhou sempre partilhar a sua vocação com outros: depois de ter escrito várias regras religiosas, pensou que «esta vida de Nazaré» podia ser vivida em todo o lado e por todos.
        Hoje  «a família espiritual de Carlos de Foucauld» tem várias associações de fiéis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou de padres.



Santo Elói, bispo, +660



Corria o século VII quando o rei Clotário II, desejoso de possuir um trono de ouro, reuniu grande quantidade desse metal e começou a procurar algum ourives que lhe executasse o serviço. 

Mas todos os ourives que encontrou, sendo desonestos, lhe diziam que o ouro acumulado não era suficiente. Afinal apareceu Elói, mestre afamado de ourivesaria, e declarou que aquele ouro era suficiente para a confecção do trono. 

O contrato celebrado, Elói recebeu o ouro e pôs-se a trabalhar. Sendo honestíssimo, aproveitou bem o ouro recebido e conseguiu com ele fazer não somente um, mas dois tronos, e entregou-os ao rei.

Admirado com a honestidade do artista, Clotário nomeou-o guardião e administrador do tesouro real. Essas funções foram mantidas por Elói durante o reinado de Dagoberto II, filho de Clotário. 

Depois de muitos anos de bons serviços ao rei e ao reino, o antigo ourives foi feito bispo de Noyon, revelando-se um grande e zeloso prelado que estendeu suas actividades apostólicas muito além dos limites de sua diocese e até mesmo do reino. 

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EVANGELHO QUOTIDIANO