Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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6 de dez. de 2012

NOVENA DA IMACULADA. 7 DE DEZEMBRO. OITAVO DIA DA NOVENA

PORTA DO CÉU
 
AVE, MARIS STELLA, / Dei Mater alma, / atque semper Virgo, / felix caeli porta.
“Ave, estrela do mar, / Mãe santa de Deus, / e sempre Virgem, / feliz porta do Céu”.
Ianua caeli, (Porta do Céu), assim a temos invocado tantas vezes na ladainha do terço. Maria é a entrada e o acesso a Deus, é a Porta oriental do Templo de que fala o Profeta, porque por Ela chegou-nos Jesus, o Sol da justiça. E é, ao mesmo tempo, “a porta dourada do Céu pela qual confiamos entrar um dia no descanso da eterna bem-aventurança”. Por meio de Maria, sempre encontramos Jesus.
Às vezes, os homens percorrem mil caminhos extraviados, procurando a Deus com nostalgia; tentam chegar até Ele à força de braçadas, de complicadas especulações, e esquecem essa entrada simples que é Maria, “que nos conduz ao interior do Céu da convivência com Deus”.
Conta-se de frei Leão, um leigo que acompanhava sempre São Francisco de Assis, que, depois da morte do Santo, depositava todos os dias sobre o seu túmulo um punhado de ervas e flores e meditava sobre as verdades eternas. Certo dia, adormeceu e teve uma visão do dia do Juízo. Viu que se abria uma janela no Céu e aparecia Jesus, o amável Juiz, acompanhado de São Francisco. Fizeram descer uma escada vermelha, que tinha os degraus muito espaçados, de tal maneira que era impossível subir por ela. Todos tentavam e pouquíssimos conseguiam subir. Ao cabo de um certo tempo, e como subisse da terra um grande clamor, abriu-se outra janela, à qual apareceram novamente Jesus e São Francisco, mas com a Virgem ao lado do Senhor. Lançaram outra escada, mas esta era branca e tinha os degraus mais juntos. E todos, com imensa alegria, iam subindo. Quando alguém se sentia especialmente fraco, Santa Maria animava-o chamando-o pelo nome e enviando algum dos anjos que a serviam para que o ajudasse. E assim todos foram subindo, um atrás do outro. Não deixa de ser uma lenda piedosa, que no entanto nos ensina uma verdade essencial e consoladora, conhecida desde sempre pelo povo cristão: com a Virgem, a santidade e a salvação tornam-se mais fáceis. Sem a Virgem, tudo se torna não só mais difícil, como talvez impossível, pois Deus quis que Ela fosse “a dispensadora de todos os tesouros que Jesus conquistou com o seu Sangue e a sua Morte”.
A Virgem não é apenas a porta do Céu – Ianua caeli –, mas também uma ajuda poderosíssima para que o alcancemos. Pois, “assunta aos céus, não abandonou esta missão salvífica, mas pela sua múltipla intercessão continua a granjear-nos os dons da salvação eterna. Pela sua maternal caridade, cuida dos irmãos do seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à Pátria bem-aventurada. Por isso, a Santíssima Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Socorro, Medianeira”.
Por vontade divina, a Santíssima Virgem é a Medianeira perante o Mediador, a quem está subordinada, como ensina São Bernardo. Todas as graças nos chegam através das mãos de Maria, de tal maneira que, como afirmam muitos teólogos, Cristo não nos concede nada a não ser por meio de Nossa Senhora. E Ela está sempre disposta a conceder-nos tudo o que lhe queiramos pedir e possa ser útil à nossa salvação. Oxalá os nossos pedidos não sejam tímidos durante esta Novena.
 
 
 
 
 
Oitavo Dia Oh! Maria, lírio dos vales, lírio nascido entre espinhos sem sofrer sua picada ou a mais leve mancha ao vosso candor, ah!, concedei-nos o dom da pureza, à qual é prometida a visão de Deus.
Ave-Maria e Glória ao Pai
 
 

5 de dez. de 2012

NOVENA DA IMACULADA. 6 DE DEZEMBRO. SÉTIMO DIA DA NOVENA

REFÚGIO DOS PECADORES
AVE, CHEIA DE GRAÇA, és chamada clementíssima para com os pecadores porque contemplas misericordiosa a nossa miséria.
Em alguns lugares, desde tempos imemorais, foi costume representar Nossa Senhora com um grande manto debaixo do qual se encontra todo o gênero de pessoas com um rosto cheio de paz: papas e reis, comerciantes e camponeses, homens e mulheres... Alguns, que não se abrigaram bem debaixo desse manto protetor, têm alguma parte do corpo atravessada por uma flecha: o preguiçoso é representado sentado e com uma flecha na perna, o guloso com um prato na mão e a flecha na barriga...
Refugium peccatorum: desde sempre, os cristãos viram a Santíssima Virgem como amparo e refúgio dos pecadores, para onde corremos, como que por instinto, nos momentos de maior tentação ou dificuldade, ou quando talvez não tenhamos sido fiéis ao Senhor. Ela é o atalho que nos facilita o retorno a Jesus.
Nos primeiros séculos da nossa fé, os Santos Padres, ao tratarem do mistério da Encarnação do Verbo, afirmavam com freqüência que o seio virginal de Maria foi o lugar em que se selou a paz entre Deus e os homens. Pela sua especialíssima união com Cristo, a Virgem exerce uma maternidade em relação aos homens que consiste em “contribuir para a restauração da vida sobrenatural nas almas”; por essa maternidade, ocupa Ela um lugar totalmente especial no plano pensado por Deus para livrar o mundo dos seus pecados. Para isso, “consagrou-se totalmente como escrava do Senhor à Pessoa e à obra do seu Filho, servindo sob Ele e com Ele o mistério da Redenção”; esteve associada à expiação de Cristo por todos os pecados do mundo, padeceu com Ele e foi corredentora em todos os momentos da vida de Jesus e de modo especial no Calvário, onde ofereceu o seu Filho ao Pai e se ofereceu juntamente com Ele: “Verdadeiramente, em virtude da sua maternidade divina, Maria converteu-se na aliada de Deus na obra da reconciliação”. Por isso, muitos teólogos costumam comentar que a Virgem se encontra de algum modo presente na Confissão sacramental, em que nos são concedidas particularmente as graças da Redenção. (...)
 
Maria encontra-se sempre muito perto da Confissão: está presente no caminho que leva a esse sacramento, preparando a alma para que se aproxime dele com humildade, sinceridade e arrependimento. Exerce um trabalho maternal importantíssimo, facilitando o caminho da sinceridade e conduzindo suavemente a essa fonte de graça. Se alguma vez as faltas cometidas nos envergonham particularmente, Ela é o primeiro Refúgio para o qual devemos correr, certos de que, pouco a pouco, com a sua graça maternal, se tornará fácil o que a princípio era difícil. Se um filho se afasta da casa paterna, que mãe não estará disposta a facilitar-lhe o regresso?  (...)
Santa Maria, Refúgio dos pecadores, nosso refúgio, dai-nos o instinto certeiro de recorrer a Vós quando nos afastarmos do amor do vosso Filho. Dai-nos o dom da contrição. 
 
Sétimo Dia Oh! Maria dulcíssima, que qual videira fecunda, desde o vosso primeiro florescer, espargistes fragrância tão suave que manteve sempre longe todo hálito impuro, ah!, concedei-nos que jamais o nosso coração se contamine pelo hálito pestilencial da impureza.
Ave-Maria e Glória ao Pai

Novena de Santa Luzia: sétimo dia - Tema Geral: Ano da Fé

6/12 (quinta-feira) - SÉTIMO DIA: “CRER NO CORAÇÃO E
PROCLAMAR COM A VOZ”
 
 

PELA FÉ, FORMAMOS COMUNIDADE DE IRMÃOS



 
 
LEITURA DA CARTA APOSTÓLICA “PORTA DA FÉ” DO PAPA BENTO XVI  COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ:
O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro ato, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e ação da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.
 
A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (At 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.
 
Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.
 
A própria profissão da fé é um ato simultaneamente pessoal e comunitário. De fato, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Batismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Batismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».
 
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.




 
BÊNÇÃOS: DOS OLHOS: Ó Santa Luzia que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e manchar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos... eu recorro a vós: para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos. Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, para que eu possa conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá ao Paraíso. Santa Luziaprotegei meus olhos e conservai minha fé. Amém

Pai-/Nosso. Ave Maria

NOVENA DE SANTA LUZIA - SEXTO DIA - TEMA GERAL: ANO DA FÉ

 

PELA FÉ, FORMAMOS COMUNIDADE DE IRMÃOS





5/12 (quarta-feira) - SEXTO DIA: “FÉ PROFESSADA, CELEBRAVA, VIVIDA E REZADA”
 
 
 
LEITURA DA CARTA APOSTÓLICA “PORTA DA FÉ” DO PAPA BENTO XVI  COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ:
 
Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força». Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.
 
Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a entrega do Credo: «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».


BÊNÇÃOS: DOS OLHOS: Ó Santa Luzia que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e manchar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos... eu recorro a vós: para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos. Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, para que eu possa conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá ao Paraíso. Santa Luziaprotegei meus olhos e conservai minha fé. Amém


Pai-/Nosso. Ave Maria

NOVENA DA IMACULADA. 5 DE DEZEMBRO. SEXTO DIA

MÃE AMÁVEL
 
A VIRGEM CONVERTEU-SE em Mãe de todos os homens no momento em que consentiu livremente em ser Mãe de Jesus, o primogênito entre muitos irmãos. Esta maternidade de Maria é superior à maternidade natural humana, pois ao dar à luz corporalmente o seu Filho, Jesus Cristo, Cabeça do Corpo Místico que é a Igreja, gerou espiritualmente todos os seus membros: “Ela é verdadeiramente – afirma o Concílio Vaticano II – Mãe dos membros de Cristo [...] porque cooperou pela caridade para que nascessem na Igreja os fiéis que são os membros desta Cabeça”.
Quando Jesus foi pregado na Cruz, estavam junto dEle Maria, sua Mãe, São João, o discípulo amado, e algumas santas mulheres. O Senhor dirigiu então à sua Mãe essas palavras que tiveram e terão tanta transcendência na vida de todos os homens, de cada um de nós: Mulher – disse à Virgem –, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe.
Impressiona-nos ver Cristo esquecido de si: dos seus sofrimentos, da sua solidão. Comove-nos o seu imenso amor à sua Mãe: não quer que fique só; vê a dor de Maria e assume-a dentro do seu Coração, para oferecê-la também ao Pai pela redenção dos homens. Comove-nos o gesto de Jesus para com todos os homens – bons e maus, mesmo os endurecidos pelo pecado – representados em João. Dá-nos a sua Mãe como Mãe nossa; olha para cada um de nós e diz-nos: Eis aí a tua Mãe, cuida bem dela, recorre a Ela, aproveita esse dom inefável.
Nesses momentos em que Jesus consumava a sua obra redentora, Maria uniu-se intimamente ao seu sacrifício por uma cooperação mais direta e mais profunda na obra da nossa salvação. A maternidade espiritual da Santíssima Virgem foi confirmada pelo próprio Cristo na Cruz.
Eis aí o teu filho. “Esse foi o segundo Natal. Maria tinha dado à luz o seu Filho primogênito sem dor alguma na gruta de Belém; agora dá à luz o seu segundo filho, João, no meio das dores da Cruz. Nesse momento, Maria sofre as dores do parto, não apenas por João, seu segundo filho, mas pelos milhões de outros filhos seus que a chamariam Mãe ao longo dos tempos. Agora compreendemos por que o Evangelista chamou a Jesus filho primogênito de Maria, não porque Ela viesse a ter outros filhos da sua carne, mas porque geraria muitos outros com o sangue do seu coração”, com uma dor redentora, cheia de frutos, pois estava unida ao sacrifício do seu Filho. Compreendemos bem que a maternidade de Maria em relação a nós, sendo de uma ordem diversa, seja superior à maternidade das mães na terra, pois Ela nos gera para uma vida sobrenatural e eterna.
Eis aí o teu filho. Estas palavras produziram na alma da Virgem um aumento de caridade, de amor materno por nós; e no coração de João, um amor filial profundo e cheio de respeito pela Mãe de Deus. Este é o fundamento da nossa devoção à Virgem.
Podemos perguntar-nos neste dia da Novena qual é o lugar que a Virgem ocupa na nossa vida. Temos sabido acolhê-la como João? Chamamo-la muitas vezes Mãe, minha Mãe...? Tratamo-la bem?

Recortes

“nada te pode fazer tão imitador de Cristo como a preocupação pelos outros. Mesmo que jejues, mesmo que durmas no chão, mesmo que, por assim dizer, te mates, se não te preocupas com o próximo, pouca coisa fizeste, ainda distas muito da imagem do Senhor” (São João Crisóstomo, Comentário à primeira Epístola aos Coríntios)

3 de dez. de 2012

NOVENA DE SANTA LUZIA - QUINTO DIA (4/12)

PELA FÉ, FORMAMOS COMUNIDADE DE IRMÃOS





 4 de DEZEMBRO:  QUINTO DIA: “O AMOR DE CRISTO NOS MOTIVA A EVANGELIZAR”

LEITURA DA CARTA APOSTÓLICA “PORTA DA FÉ” DO PAPA BENTO XVI COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ:
 
... O amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando». O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus. Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».
 
Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.


 
BÊNÇÃOS: DOS OLHOS: Ó Santa Luzia que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e manchar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos... eu recorro a vós: para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos. Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, para que eu possa conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá ao Paraíso. Santa Luziaprotegei meus olhos e conservai minha fé. Amém

Pai-/Nosso. Ave Maria

Recortes

“Não vos assusteis, não temais nenhum mal, ainda que as circunstâncias em que trabalhais sejam terríveis [...]. As mãos de Deus são igualmente poderosas e, se for necessário, farão maravilhas” (Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 105)

NOVENA DA IMACULADA. 4 DE DEZEMBRO. QUINTO DIA DA NOVENA

ROSA MÍSTICA
 
MARIA CONSERVAVA todas estas coisas, meditando-as no seu coração. E a sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração. Por duas vezes o Evangelista se refere a esta atitude de Maria diante dos acontecimentos: uma na noite de Belém, e a outra em Nazaré, ao regressar de Jerusalém depois de encontrar Jesus no Templo. A insistência do Evangelista parece um eco da repetida reflexão de Maria, que deve tê-la confidenciado aos Apóstolos depois da Ascensão de Jesus aos céus.
A Virgem conservava e meditava. Sabia recolher-se interiormente, guardava e avaliava na sua intimidade, isto é, tornava tema da sua oração os grandes e pequenos acontecimentos da sua vida. Esta oração contínua de Maria é como o aroma da rosa “que se eleva constantemente para Deus. Essa elevação nunca cessa, tem um frescor primaveril; é sempre jubilosamente nova e virginal. Se a brisa das nossas orações ou os ventos tempestuosos deste mundo passam por Ela e a tocam, o perfume da sua oração eleva-se então em tons mais fortes e perceptíveis; Maria converte-se em intercessora, incluindo a nossa oração na sua para apresentá-la ao Pai em Jesus Cristo, seu Filho”.
Quando estava nesta terra, a Virgem não fazia nada que não fosse por referência ao seu Filho: cada vez que falava com Jesus, e quando o fitava, quando lhe sorria ou pensava nEle, orava, pois a oração é isso: é falar com Deus.
Em Caná da Galiléia, nas bodas daqueles parentes ou amigos, ensina-nos com que delicadeza e insistência devemos pedir. “Apesar de ser a Mãe de Jesus, de o ter embalado nos seus braços, Maria abstém-se de lhe indicar o que pode fazer. Expõe a necessidade e deixa o resto ao critério do Filho, na certeza de que a solução que Ele der ao problema, seja qual for e em que sentido for, será a melhor, a mais conveniente. Deixa a mais ampla liberdade ao Senhor, para que faça a sua vontade sem compromissos nem violências. Mas isso porque estava certa de que a vontade do Filho era o que de mais perfeito se podia fazer e o que deveras resolvia a questão. Não tolhe os movimentos do seu Filho, antes confia na sua sabedoria, no seu conhecimento superior, na sua visão mais ampla e profunda das circunstâncias que Ela provavelmente desconhecia. Nossa Senhora nem sequer considerou se Jesus acharia conveniente ou não intervir: expõe o que sucede e abandona-o nas suas mãos. É que a fé compromete o Senhor muito mais do que os argumentos mais sagazes e contundentes” ( F. Suaréz, A Virgem Nossa Senhora).
Ao pé da Cruz, a Virgem anima-nos a estar sempre junto de Jesus, em oração silenciosa, nos momentos mais duros da vida. E a última notícia que dEla nos dá o Evangelho no-la retrata entre os Apóstolos, orando com eles, à espera da chegada do Espírito Santo.
“O Santo Evangelho facilita-nos brevemente o caminho para entendermos o exemplo da nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração (Lc 2, 19). Procuremos nós imitá-la, conversando com o Senhor, num diálogo enamorado, de tudo o que se passa conosco, até dos acontecimentos mais triviais. Não esqueçamos que temos de pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus”. É a isso que nos deve levar a nossa meditação diária: a identificar-nos plenamente com Jesus, a dar um conteúdo divino aos pequenos acontecimentos diários.
(Extraído do site "Falar com Deus". F. Fernandez Carvajal)
 
Quinto Dia - Oh! Maria amabilíssima, que fostes aquele jardim fechado e aquele paraíso de delícias, onde nem sequer por um instante pôde entrar a insidiosa serpente, fazei com que em nosso coração jamais tenha entrada o inimigo das nossas almas.
Ave-Maria e Glória ao Pai

Recortes

E certa vez em que, estando já muito doente, dava um breve passeio, e uma irmã lhe recomendou que se detivesse e descansasse, a Santa respondeu-lhe:
 
 
 
“Sabe o que me dá forças? Pois bem, ando para um missionário. Penso que, lá muito longe, pode haver um quase esgotado nas suas excursões apostólicas, e para diminuir-lhe a fadiga, ofereço a Deus a minha”
(Santa Teresa de Lisieux, História de uma alma, XI, 13)

2 de dez. de 2012

NOVENA DA IMACULADA. 3 DE DEZEMBRO. QUARTO DIA DA NOVENA

CAUSA DA NOSSA ALEGRIA
I. Ó DEUS, QUE PELA ENCARNAÇÃO do vosso Filho enchestes o mundo de alegria, concedei-nos, aos que veneramos a sua Mãe, causa da nossa alegria, que permaneçamos sempre no caminho dos vossos mandamentos, para que os nossos corações estejam firmes na verdadeira alegria.
A verdadeira alegria está em Deus, e tudo o que nos chega dEle sempre vem com esse sinal. Quando Deus criou este mundo do nada, e de modo especial quando criou o homem à sua imagem e semelhança, tudo foi uma festa. Há uma alegria contida na expressão com que se conclui o relato da criação: E Deus viu que era muito bom tudo o que tinha feito. Os nossos primeiros pais desfrutavam de tudo o que existia e exultavam no amor, louvor e gratidão a Deus. Não conheciam a tristeza.
Mas chegou o primeiro pecado, e com ele algo de perturbador envolveu o coração humano. A clara e luminosa alegria foi substituída pelo pesar, e a tristeza infiltrou-se no íntimo das coisas. Com a Imaculada Conceição de Maria, veio ao mundo, silenciosamente, o primeiro fulgor de alegria autêntica. O seu nascimento foi um imenso júbilo para a Santíssima Trindade, que olhava comprazida para o mundo porque nele estava agora presente a Virgem Maria. E com o faça-se, pelo qual Nossa Senhora deu o seu assentimento aos planos divinos da Redenção, esse júbilo derramou-se sobre toda a humanidade.
Quando Deus “quer trabalhar uma alma, elevá-la ao cume do seu amor, estabelece-a primeiro na sua alegria” . Foi o que a Santíssima Trindade fez com a Virgem. E a plenitude dessa alegria é dupla: em primeiro lugar, porque Maria está cheia de graça, cheia de Deus, como nunca esteve nem chegará a estar nenhuma outra criatura; em segundo lugar, porque desde o momento do seu assentimento à embaixada do Anjo, o Filho de Deus assumiu a natureza humana nas suas entranhas puríssimas: com Ele, chegou aos homens toda a alegria verdadeira. O anúncio do seu nascimento em Belém será levado a cabo com estas significativas palavras: Não temais, porque eis que vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo. Nasceu-vos na cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Cristo é a grande alegria, que cura as tristezas do coração; e Nossa Senhora foi a Causa da nossa alegria verdadeira, porque com o seu assentimento deu-nos Cristo, e atualmente, todos os dias, nos leva a Ele e no-lo entrega novamente.
O caminho da vida interior conduz a Jesus por meio de Maria. A alegria – não podemos esquecê-lo nunca – é estar com Jesus, ainda que nos vejamos rodeados de dores e contradições por todos os lados; a única tristeza seria não o possuir. “Esta experiência viva de Cristo e da nossa unidade é o lugar da esperança e é, portanto, fonte de gosto pela vida; e deste modo, torna possível a alegria; uma alegria que não se vê obrigada a esquecer ou a censurar nada para ter consistência”.  (do site: Falar com Deus. Francisco F. Carvajal)
 
 
 
Quarto Dia - Oh! Maria graciosíssima, que estando sempre junto à fonte da graça, fostes qual palmeira sempre florida e verdejante e sempre carregada de frutos, fazei que também para nós estejam sempre abertas as fontes da divina graça, afim de que possamos produzir dignos frutos de penitência.
Ave-Maria e Glória ao Pai

NOVENA DE SANTA LUZIA; QUARTO DIA

PELA FÉ, FORMAMOS COMUNIDADE DE IRMÃOS






3 de DEZEMBRO: QUARTO DIA: “FÉ QUE ATUA PELO AMOR”

LEITURA DA CARTA APOSTÓLICA “PORTA DA FÉ” DO PAPA BENTO XVI  COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ:

A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. (...) a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».

 
Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. At 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afetos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que atua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).
 

BÊNÇÃOS: DOS OLHOS: Ó Santa Luzia que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e manchar vossa alma; e Deus, com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos... eu recorro a vós: para que protejais minhas vistas e cureis a doença dos meus olhos. Ó, Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação. Conservai também os olhos de minha alma, para que eu possa conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá ao Paraíso. Santa Luziaprotegei meus olhos e conservai minha fé. Amém
Pai-/Nosso. Ave Maria

1 de dez. de 2012

NOVENA DA IMACULADA. 2 DE DEZEMBRO. TERCEIRO DIA DA NOVENA

ESCRAVA DO SENHOR



O MEU ESPÍRITO exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na baixeza da sua escrava.

Quando chegou a plenitude dos tempos, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré. O Senhor dirige-se a quem mais amava nesta terra e serve-se para isso de um mensageiro excepcional, pois era excepcional a mensagem que lhe queria comunicar: Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus..., diz-lhe o Arcanjo São Gabriel.

A Virgem, como fruto da sua meditação, conhecia bem as Escrituras e as passagens que se referiam ao Messias, e eram-lhe familiares as diversas formas empregadas para designá-lo. Além disso, unia-se a esse conhecimento a sua extraordinária sensibilidade interior para tudo o que dizia respeito ao Senhor. Num instante, por uma graça particular, foi-lhe revelado que ia ser a Mãe do Messias, do Redentor de quem tinham falado os Profetas. Ia ser a virgem anunciada por Isaías, que conceberia e daria à luz o Emmanuel, o Deus conosco. A resposta da Virgem é uma reafirmação da sua entrega à vontade divina: Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

A partir desse momento, o Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, fez-se carne nas suas entranhas puríssimas. Foi o que de mais admirável e assombroso aconteceu desde a Criação do mundo. E aconteceu num pequeno povoado desconhecido, na intimidade de Maria. A Virgem compreendeu a sua vocação, os planos de Deus a seu respeito. Agora sabia o motivo de tantas graças do Senhor, a razão das suas qualidades, por que tinha sido sempre tão sensível às inspirações do Espírito Santo. “Todos os pequenos episódios que constituíam a trama da sua existência – e essa mesma existência na sua totalidade – ganhavam agora um relevo imprevisto; ao som das palavras do anjo, tudo teve uma explicação absoluta, mais que metafísica, sobrenatural. Foi como se, de repente, a Virgem se tivesse colocado no centro do universo, para além do tempo e do espaço”.

E Ela, uma adolescente, não titubeia diante da grandeza incomensurável de ser a Mãe de Deus, porque é humilde e confia no seu Deus, a quem se entregou plenamente. A Virgem Santa Maria é “Mestra de entrega sem limites [...]. Pede a esta Mãe boa que ganhe força na tua alma – força de amor e de libertação – a sua resposta de generosidade exemplar: «Ecce ancilla Domini» – eis a escrava do Senhor”7. Senhor, conta comigo para o que quiseres. Não quero pôr limite algum à tua graça, ao que me vais pedindo todos os dias, todos os anos. Nunca deixas de pedir, nunca deixas de dar. (do site: Falar com Deus. Francisco F. Carvajal)
 
 
Terceiro Dia: Oh! Maria, pomba candidíssima, que erguestes o vôo com as vossas brancas penas, sem jamais pousar sobre as imundícies que cobriam a face da Terra; fazei que de vós aprendamos a não nos deixar seduzir pelos bens falazes desta vida.
Ave-Maria e Glória ao Pai

NOVENA DA IMACULADA 1 DEZEMBRO. SEGUNDO DIA DA NOVENA

CASA DE OURO
 
Na ladainha, chamamos a Maria Domus aurea, Casa de ouro, recinto de intensíssimo esplendor. Quando uma família mora numa casa e a converte num lar, este reflete as peculiaridades, gostos e preferências dos seus moradores. A casa e os que nela habitam constituem uma certa unidade, como o corpo e a roupa, como o conhecimento e a ação. No Antigo Testamento, o primeiro Tabernáculo, e depois o Templo, eram a Casa de Deus, onde tinha lugar o encontro de Javé com o seu Povo. Quando Salomão decidiu construir o Templo, os Profetas especificaram os materiais nobres que se deviam empregar, como a madeira em abundância no seu interior, revestimento de ouro... Deveria empregar-se na construção o melhor que tinham ao seu alcance, e deveriam trabalhar nele os melhores artífices de que dispunham.
Quando chegou a plenitude dos tempos e Deus decretou a sua vinda ao mundo, preparou Maria como a criatura adequada em que habitaria durante nove meses, desde a sua Encarnação até o seu nascimento em Belém. NEla, Deus imprimiu a marca do seu poder e do seu amor. Maria, Domus aurea, o novo Templo de Deus, foi revestida de uma formosura tão grande que não foi possível outra maior. A sua Imaculada Conceição e todas as graças e dons com que Deus enriqueceu a sua alma estiveram em função da sua Maternidade divina.
Entende-se muito bem que o Arcanjo Gabriel, ao saudar Maria, se tenha mostrado cheio de respeito e veneração, pois compreendeu a imensa excelência da Virgem e a sua intimidade com Deus. A graça inicial de Maria, que a preparava para a sua Maternidade divina, foi superior à de todos os Apóstolos, mártires, confessores e virgens juntos, superior à de todas as almas santas e à de todos os anjos criados desde a origem do mundo . Deus preparou uma criatura humana de acordo com a dignidade do seu Filho. (do site: Falar com Deus. Francisco F. Carvajal)
 
 
Segundo Dia ||| Oh! ditosíssima Maria, que qual mística arca do dilúvio universal do mundo, só e sem igual fostes preservada do naufrágio, eia!, salvai-nos de tantos vícios e pecados que inundam as plagas do Cristianismo.
 
Ave-Maria e Glória ao Pai