Paróquia Santa Luzia
...
23 de abr. de 2013
Quarta-feira da 4ª semana da Páscoa
Evangelho - Jo 12,44-50
Naquele tempo: 44Jesus exclamou em alta voz: 'Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou.
45Quem me vê, vê aquele que me enviou.
46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou.'
Comentário ao Evangelho do dia feito por Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego III Discurso Teológico
«Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas»
«Deus é luz» (1Jo 1,5), uma luz infinita e incompreensível. O Pai é luz, o Filho é luz, o Espírito Santo é luz; os Três são luz única, simples, incompósita, intemporal, em eterna identidade de dignidade e glória. Desse modo, tudo o que vem de Deus é luz e nos é dado como provindo da luz: luz a vida, luz a imortalidade, luz a fonte da vida, luz a água viva, a caridade, a paz, a verdade, a porta do Reino dos Céus. Luz o próprio Reino, luz a câmara nupcial, o leito nupcial, o Paraíso de delícias, a terra dos mansos, a coroa da vida, as próprias vestes dos santos. Luz Jesus Cristo, Salvador e Rei do universo, luz o pão da Sua carne imaculada, luz o cálice do Seu sangue precioso, luz a Ressurreição; luz o Seu rosto, a Sua mão, o Seu dedo, a Sua boca, luz os Seus olhos; luz o Senhor e a Sua voz, luz da luz. Luz o Consolador, a pérola, o grão de mostarda, a verdadeira vide, o fermento, a esperança, a fé: luz!
22 de abr. de 2013
Recortes
“Mostra à tua mulher que aprecias muito viver com ela e que por ela preferes ficar em casa a andar pela rua. Prefere-a a todos os teus amigos e mesmo aos filhos que ela te deu; ama esses filhos por amor dela [...]. Fazei juntos as vossas orações [...]. Aprendei o temor de Deus; todas as outras coisas fluirão daí como de uma fonte e a vossa casa se encherá de inumeráveis bens” (São João Crisóstomo, Hom. 20 sobre a carta aos Efésios)
23 de abril, celebramos... São Jorge
Devem ter sido espetaculares as circunstâncias da sua morte para que os orientais lhe tenham sempre chamado "o grande mártir" e para que a sua pessoa se tenha tornado bem depressa, lendária. Não há culto mais antigo nem mais espalhado. Já no séc. IV Constantino lhe levantava uma igreja. Em Inglaterra, principalmente, o seu culto tornou-se, ainda e é, mais popular. Em 1222 o concílio nacional de Oxónia ou Oxford estabeleceu uma festa de preceito em sua honra. Nos primeiros anos do séc. XV o arcebispo de Cantuária ordenou que tal festa fosse celebrada com tanta solenidade como o Natal. Antes disso o rei Eduardo III tinha fundado, em 1330, a célebre Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, conhecidos também pelo nome de Cavaleiros da Jarreteira. Vários artistas: Rafael, Donatello e Carpaccio representaram São Jorge. No lugar onde esteve içada a bandeira de Portugal por ocasião da batalha de Aljubarrota foi construída, em 1388, uma ermida dedicada a São Jorge. Em 1387 começou a incorporar-se na procissão do Corpo de Deus, por ordem de D. João I, a imagem deste Santo, a cavalo.
ORAÇÃO:
Vós fostes o defensor da fé cristã e morrestes pela Igreja Católica.
Defendei o meu corpo dos males, das doenças e das balas assassinas.
Defendei a minha alma contra os males, da descrença e contra os inimigos da minha salvação. Defendei minha casa contra os assaltantes e destruidores da felicidade do lar.
Defendei meus bens contra os ladrões, os mal feitores e contra os meus inimigos.
Dai-me o vigor da fé, da esperança e o amor a Deus e ao próximo.
Amém!
Num episódio da Passio de são Jorge, um texto grego do século V traduzido em várias línguas orientais e em latim, depois de ter distribuído os seus bens aos pobres, o jovem declara-se cristão diante do imperador e dos seus governadores. Com esta rara miniatura medieval, que resume eficazmente o sentido do testemunho de um santo muito popular, tanto no Oriente como no Ocidente, «L’Osservatore Romano» formula os bons votos mais cordiais e carinhosos ao Papa Francisco pelo seu onomástico. Convicto de manifestar os votos e as orações de numerosas pessoas no mundo inteiro, e precisamente quando se celebra o quadragésimo aniversário da solene profissão religiosa do padre Bergoglio na Companhia de Jesus (22 de Abril de 1973), na data em que teve lugar a de Inácio de Loyola e dos seus companheiros (22 de Abril de 1542).
Terça-feira da 4ª semana da Páscoa
Evangelho João 10,22-30
22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.
25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Símbolo «Quicumque», atribuído a Santo Atanásio (entre 430 e 500)
«Eu e o Pai somos Um»
A fé católica é esta : que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual à Sua glória e coeterna à Sua majestade. Tal como o Pai, assim é o Filho e o Espírito Santo; incriado o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. [...] O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; contudo, não são três deuses, mas um só Deus. [...]
A fé verdadeira consiste em que acreditemos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus gerado da substância do Pai antes do início dos tempos; é homem nascido da substância de Sua Mãe no tempo. Perfeito Deus e perfeito homem, que subsiste com alma racional e carne humana, igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. E embora seja Deus e homem, não há dois cristos, mas um único Cristo; um, não porque a divindade se tenha dissolvido na carne, mas porque a humanidade foi assumida por Deus. Absolutamente uno, não por confusão das substâncias, mas pela unidade da Pessoa. Pois assim como a alma racional e o corpo constituem um só homem, assim também Deus e homem constituem um só Cristo. O Qual padeceu pela nossa salvação, desceu à mansão dos mortos e ao terceiro dia ressuscitou. Subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai omnipotente, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
SALMO 86
— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes
— O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
— Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filisteia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.
— Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”
Papa exorta os novos padres hoje ordenados para a diocese de Roma a serem "pastores, não funcionários; mediadores, não intermediários"
(Rádio Vaticano)
Decorreu na basílica de São Pedro, na manhã deste "domingo do Bom Pastor"a ordenação de dez novos padres para a diocese de Roma. Concelebraram com Papa Francisco o cardeal Vigário para a diocese de Roma, Agostino Valini, os bispos auxiliares, os párocos dos ordinandos e os Superiores dos respetivos Seminários (Seminário Maior de Roma, Seminário dos Oblatos, Filhos de Nossa Senhora do Amor Divino e Colégio diocesano "Redemptoris Mater") .Na breve homilia, toda ela em tom exortativo, a partir das palavras do rito da ordenação, Papa Francisco pediu aos novos padres que exerçam "na alegria e em caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, visando unicamente agradar a Deus e não a si mesmos". "Sede pastores, não funcionários! Sede mediadores, não intermediários!" - pediu com insistência.
Referindo-se especificamente ao exercício dos sacramentos da penitência e da unção dos enfermos, declarou o Papa: "Hoje peço-vos em nome de Cristo e da Igreja: por favor, não vos canseis de ser misericordiosos. Com o óleo santo dareis alívio aos enfermos e aos idosos. Não vos envergonheis de ter ternura com os idosos". Francisco exprimiu o desejo e a necessidade de que a doutrina transmitida pelos novos padres seja nutrimento para o Povo de Deus e que o perfume da própria vida seja alegria e apoio para os fiéis de Cristo.
Recortes
“Deixa que a tua alma se consuma em desejos... Desejos de amor, de esquecimento próprio, de santidade, de Céu... Não te detenhas a pensar se chegarás alguma vez a vê-los realizados, como te sugerirá algum sisudo conselheiro aviva-os cada vez mais, porque o Espírito Santo diz que Lhe agradam os «varões de desejos»" (Josemaría Escrivá, Sulco, n. 628)
21 de abr. de 2013
Segunda-feira da 4ª semana da Páscoa
Evangelho João 10,1-10
Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.
6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra Sermão «O Pastor das nossas almas», PPS, t. 8, n° 16
«Vai à frente delas, e as ovelhas seguem-No»
«Contemplando a multidão, [Jesus] encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor» (Mt 9,36). [...] As ovelhas estavam dispersas porque não havia pastor. [...] Assim era no mundo inteiro quando Cristo veio na Sua misericórdia infinita «para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos» (Jo 11,52). E se, por um momento, foram de novo deixadas sem guia, quando na Sua luta o bom pastor deu a vida pelas Suas ovelhas – segundo a profecia: «Fere o pastor, para que Se dispersem as ovelhas» (Zc 13,7) –, logo, porém, ressuscitou de entre os mortos para viver para sempre, segundo uma outra profecia: «Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo e guardá-lo como o pastor ao seu rebanho» (Jr 31, 10).
Como o diz Ele mesmo na parábola que nos propõe, «chama as Suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair [...], vai à frente delas, e as ovelhas seguem-No, porque reconhecem a Sua voz». Assim, no dia da ressurreição, como Maria estivesse a chorar, chamou-a pelo nome (Jo 20, 16), e ela voltou-se e reconheceu pela voz Aquele que não havia reconhecido pela vista. De igual modo, disse a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me?», e acrescentou: «Segue-me !» (Jo 21,15.19). Do mesmo modo, disseram Ele e o Seu anjo às mulheres: «Ele [...] vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.»; «Ide anunciar aos Meus irmãos que partam para a Galileia. Lá Me verão» (Mt 28,7.10). Desde então o bom pastor, que tomou o lugar das Suas ovelhas e que morreu para que elas pudessem viver para sempre, precede-as, e elas «seguem o Cordeiro para toda a parte» (Ap 14, 4).
Salmo 41
— Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.
— Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
— A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
— Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada!
— Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!
20 de abr. de 2013
Homofobia: termo propagandístico manipulado
Amparo, (Zenit.org) Vanderlei de Lima
Dom Estevão Bettencourt (1919-2008), monge beneditino poliglota, escrevia na revista Pergunte e Responderemos n. 546, dezembro de 2007, p. 558-560, uma constatação importantíssima para os nossos dias quando muito se usa – por “engenharia verbal” – o termo homofobia a fim de condenar quem, em nome de princípios religiosos ou éticos, rejeita práticas (e não pessoas) homossexuais.
Com efeito, diz Bettencourt: “Chama-se ‘Engenharia Verbal’ a manipulação de certas palavras para exprimir condutas de vida novas e causadoras de polêmica na sociedade”. A seguir, ele dá o exemplo da homofobia: “Phobos em grego quer dizer ‘medo’. Em consequência, homofobia seria o medo frente aos homossexuais. Todavia, não é isto que se entende hoje por homofobia; a palavra significa a censura à prática homossexual, de modo que não se poderia condenar em público o homossexualismo, significado este que não está contido no sentido original de homofobia”. Trata-se de manipulação interesseira da linguagem.
A fim de bem ilustrar o que está dito acima, reproduzimos as páginas 45 e 46 do livro Homem e mulher Deus os criou, do Padre David Francisquini (São Paulo: Artpress, 2011).
1) O que é homofobia? – Homofobia é um termo inventado pelo psicólogo americano George Weinberg para desacreditar os opositores do homossexualismo. No seu sentido etimológico, a palavra homofobia deveria significar aversão irracional a pessoas do mesmo sexo, por paralelismo com homoafetividade. No entanto, o movimento homossexual emprega a palavra para rotular de modo depreciativo as pessoas que se manifestam contrárias às práticas homossexuais, que desse modo passam a ser vistas como preconceituosas ou desequilibradas. Uma resolução do Parlamento Europeu a favor da legalização do “casamento” homossexual, emitida em 2006, define homofobia, sem nenhuma base na realidade, como “um sentimento irracional de medo e de aversão em relação à homossexualidade e às pessoas lésbicas, bissexuais e transgêneros e propõe que esse sentimento seja combatido desde a idade escolar.
2) Por que o movimento homossexual insiste em utilizar a palavra homofobia? – Porque se trata de um recurso publicitário, e se tem mostrado eficiente. Arthur Evans, cofundador de Gay Activist Alliance (Aliança de Ativistas Homossexuais), explica como o movimento homossexual criou a palavra homofobia para caracterizar seus opositores: “O psicólogo George Weinberg não-homossexual, mas amigo de nossa comunidade, comparecia regularmente aos encontros do GAA. Observando fascinado a nossa energia e excitação e as respostas da mídia, ele apareceu com a palavra que nos empenhávamos em conseguir: homofobia, que significa o temor irracional de amar alguém do mesmo sexo”. George Weinberg classificou então a oposição moral à homossexualidade como uma anomalia, uma fobia. Ele vai além “Eu nunca consideraria um paciente saudável se ele não tivesse superado seu preconceito contra a homossexualidade”.
Fica assim claro o caráter ideológico e propagandístico da palavra, que poderíamos qualificar de arma semântica. Aplicando aos opositores o rótulo de homófobos, os homossexuais procuram intimidá-los e desqualificá-los, descartando como “temores irracionais” os seus argumentos. Porém, pelo contrário, tais argumentos são baseados na reta razão (...).
3) Existe algum fundamento para essa alegada homofobia? – Como expusemos acima, a palavra homofobia foi artificialmente criada e divulgada para facilitar a aceitação social e legal do modo de vida homossexual, e tem como objetivo colocar em posição desconfortável e odiosa todos os que a ela se opõem, ou mesmo criminalizá-los. Os que defendem a Lei natural e os Dez Mandamentos devem denunciar e desmontar essa tática desonesta, pois os que fazem esse uso demagógico do rótulo homófobo nunca conseguem apresentar provas científicas dessa suposta fobia, que só existe no arsenal de qualificativos com que a propaganda homossexual procura desmerecer os seus opositores. Corresponde à mesma tática empregada outrora pelos comunistas, que acusavam de fascistas quem se opusesse aos seus desígnios e ideologia.
Até aqui o Pe. David Francisquini. Seu estudo merece muita atenção.
Vanderlei de Lima cursou Filosofia e Iniciação Teológica pela Escola Mater Ecclesiae, no Rio de Janeiro. É formado em Filosofia pela PUC-Campinas, e pós-graduado em Psicopedagogia no processo ensino-aprendizagem pelo Centro Universitário Amparense-UNIFIA.
Recortes
"Eu não tento compreender para crer, mas creio para poder compreender. Porque sei que não posso entender se antes não acreditei". Santo Anselmo, doutor da Igreja (Aosta, 1033 - Canterbury, 1109
Quarto Domingo da Páscoa
Quarto Domingo da Páscoa
O 4º Domingo da Páscoa é considerado o "Domingo do Bom Pastor", pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.
O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-lo. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.
A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas "ovelhas" cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-lo até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.
www.ecclesia.pt/Evangelho Quotidiano
Neste Domingo do Bom Pastor...
“O amor ao Romano Pontífice deve ser em nós uma formosa paixão, porque nele nós vemos Cristo” (Josemaría Escrivá, Homilia Lealdade à Igreja).
Por isso, “não podemos ceder à tentação, demasiado fácil, de contrapor um Papa a outro, para depositar a nossa confiança naquele cujos atos estejam mais de acordo com as nossas tendências pessoais. Não podemos ser daqueles que lamentam o Papa de ontem ou esperam o de amanhã para se dispensarem de obedecer ao chefe de hoje. Quando se lêem os textos do cerimonial da coroação dos Pontífices, é possível observar que ninguém confere ao eleito pelo Conclave os poderes da sua dignidade: o sucessor de Pedro recebe esses poderes diretamente de Cristo. Quando falamos do Sumo Pontífice, devemos banir do nosso vocabulário termos procedentes das assembléias parlamentares ou das polêmicas jornalísticas, e não devemos deixar aos estranhos à nossa fé o cuidado de nos revelarem o prestígio que possui no mundo o Chefe da cristandade.” ( J. Chevrot, Simão Pedro)
4º Domingo da Páscoa - Ano C
Evangelho João 10,27-30
— Naquele tempo, disse Jesus:
27“As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.
29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.
Comentário ao Evangelho do dia feito por São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja. Homilias sobre o evangelho, nº 14 (trad. Breviário)
«Dou-lhes a vida eterna»
O Senhor diz: «As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz; Eu conheço-as e elas seguem-Me; e dou-lhes a vida eterna.» Delas tinha dito um pouco antes: «Se alguém entrar por Mim, será salvo; poderá entrar e sair e encontrará pastagem» (Jo 19, 9). Entrará efectivamente, abrindo-se à fé; sairá passando da fé à visão e à contemplação, e encontrará pasto abundante no banquete eterno.
As Suas ovelhas, portanto, encontram pastagens, porque todo aquele que O segue na simplicidade de coração é nutrido com um alimento de eterna frescura. Que são afinal as pastagens destas ovelhas, senão as profundas alegrias de um paraíso sempre verdejante? O alimento dos eleitos é o rosto de Deus, sempre presente. Ao contemplá-lo sem interrupção, a alma sacia-se eternamente com o alimento da vida.
Procuremos pois, irmãos caríssimos, alcançar estas pastagens, onde poderemos alegrar-nos na companhia dos cidadãos do céu. A alegria festiva dos bem-aventurados nos estimule. Reanimemos o nosso espírito, irmãos; afervore-se a nossa fé nas verdades em que acreditamos; inflame-se a nossa inspiração pelas coisas do céu. Amar assim já é caminhar. Nenhuma contrariedade nos afaste da alegria desta solenidade interior. Se alguém, com efeito, deseja atingir um lugar determinado, não há obstáculo no caminho que o demova do seu intento. Nenhuma prosperidade sedutora nos iluda. Insensato seria o viajante que, contemplando a beleza da paisagem, se esquecesse de continuar a sua viagem até ao fim.
Salmo 99
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, nós somos seu povo e seu rebanho.
— Aclamai o Senhor, ó terra inteira,/ servi ao Senhor com alegria,/ ide a ele cantando jubilosos!
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,/ ele mesmo nos fez, e somos seus,/ nós somos seu povo e seu rebanho.
— Sim, é bom
— Aclamai o Senhor, ó terra inteira,/ servi ao Senhor com alegria,/ ide a ele cantando jubilosos!
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,/ ele mesmo nos fez, e somos seus,/ nós somos seu povo e seu rebanho.
— Sim, é bom
19 de abr. de 2013
Sábado da 3ª semana da Páscoa
Evangelho João 6,60-69
Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.
65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.
Comentário ao Evangelho do dia feito por Concílio Vaticano II. Constituição dogmática sobre a Revelação divina, «Dei Verbum», §§ 24-26.
«Tu tens palavras de vida eterna!»
As Sagradas Escrituras contêm a palavra de Deus e, pelo facto de serem inspiradas, são verdadeiramente Palavra de Deus; por isso, o estudo destes sagrados livros deve ser como que a alma da sagrada teologia. Também o ministério da palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã [...] com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura.
O sagrado Concílio exorta com ardor e insistência todos os fiéis [...] a que aprendam «a sublime ciência de Jesus Cristo» (Fil 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque «a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo» (São Jerónimo). Debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual, quer por outros meios que se vão espalhando tão louvavelmente por toda a parte, com a aprovação e estímulo dos pastores da Igreja. Lembrem-se, porém, de que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada de oração, para que seja possível o diálogo entre Deus e o homem; porque «a Ele falamos quando rezamos, a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos» (Santo Ambrósio). [...]
Deste modo, pois, que com a leitura e o estudo dos livros sagrados «a palavra de Deus se difunda e resplandeça (2Tess 3,1), e o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens. Assim como a vida da Igreja cresce com a assídua frequência do mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso de vida espiritual se fizermos crescer a veneração pela palavra de Deus, que «permanece para sempre» (Is 40,8; cf lPed 1,23-25).
Salmo 115,12-17
— Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
— Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.
— Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido. É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.
— Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão: Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.
18 de abr. de 2013
Oração
Santo Expedito (Santo das causas justas e urgentes)
Meu Santo Expedito das Causas Justas e Urgentes, Socorrei- me nesta Hora de Aflição e Desespero, intercedei por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Vós que sois um Santo Guerreiro. Vós que sois o Santo dos Aflitos. Vós que sois o Santo dos Desesperados, Vós que sois o Santo das Causas Urgentes, Protegei-me, Ajudai-me, Dai-me Força, Coragem e Serenidade. Atendei ao meu pedido (pedir a graça desejadda). Ajudai-me a superar estas Horas Difíceis, protegei-me de todos que possam me prejudicar, Protegei a Minha Família, atendei ao meu pedido com urgência. Devolvei-me a Paz e a Tranqüilidade. Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que tem fé.
Santo Expedito, rogai por nós. Amém.
Celebra-se a 19 de abril
Santo Expedito, mártir, séc. III
Santo Expedito era comandante-chefe da XII Legião Romana, aquartelada na cidade de Melitene, no final do século III. Antes de sua conversão ao Cristianismo, tinha uma vida devassa.
Quando Santo Expedito estava para se converter, apareceu-lhe um espírito do mal, na forma de um corvo, grasnando CRAS - que em latim significa AMANHÃ - mas este grande santo pisou o corvo, bradando HODIE, que significa HOJE, confirmando assim a sua urgente conversão.
Cristão convertido, assim como toda a sua tropa, Expedito foi vítima da ira do imperador Diocleciano. A importância de seu posto fazia dele um alvo especial do ódio do imperador. Foi flagelado até sangrar e depois decapitado pela espada.
Os sacerdotes e a "Lei Seca" - CNBB
A Presidência da CNBB emitiu um comunicado a respeito de possíveis implicações pastorais da “Lei seca”.
A Lei 12.760/2012, conhecida como “Lei seca”, colocou em questão a situação dos sacerdotes que, após uma celebração eucarística, precisam conduzir automóvel. Ocorre com bastante frequência que haja tal necessidade, inclusive porque muitos sacerdotes celebram mais de uma vez a Santa Missa, sobretudo aos domingos.
Queremos reafirmar – destaca o comunicado da Presidência da CNBB – que a Igreja não é contrária a essa lei. Muito pelo contrário, apoia toda legítima atuação da autoridade que tenha como objetivo proteger e promover autenticamente a vida. Porém, é preciso considerar que a “Lei seca” pode incidir sobre o sacerdote caso ele deva conduzir automóvel imediatamente após a celebração da Santa Missa, uma vez que nela deve comungar do Pão e do Vinho consagrados.
Uma tentativa de resposta, amplamente divulgada nos meios de comunicação – continua a nota -, propôs a substituição do vinho por suco de uva. No entanto, tal proposta é inviável. A norma expressa no Código de Direito Canônico referente ao vinho se encontra no cânon 924, parágrafo 3, que diz: “o vinho deve ser natural, fruto da videira e não corrompido”.
A Congregação para a Doutrina da Fé, em junho de 1995, emitiu uma carta sobre a possibilidade de ser substituído o vinho por mosto, na qual estabelece que: a permissão para usar o mosto pode ser concedida pelos Ordinários aos sacerdotes que sofrem de alcoolismo e de outra doença que impeça de tomar álcool, mesmo em mínima quantidade, mediante apresentação do certificado médico”. E continua: “Por mustum se entende o suco de uva fresco ou mesmo conservado suspendendo a sua fermentação (através de congelamento ou de outros métodos que não alterem a natureza)”. A mesma Congregação volta ao tema em julho de 2003, em Carta aos presidentes das Conferências Episcopais, reafirmando essa faculdade dos bispos diocesanos.
É preciso notar que essa permissão só pode ser dada por motivos de saúde, comprovados mediante atestado médico. Portanto, a lei a que nos referimos não constitui motivação válida para a permissão da substituição do vinho. Outro aspecto a ser observado é que o elemento a ser usado, no caso de tal permissão, é o mosto, não o vinho sem álcool, nem o suco de uva comumente comercializado.
O que se recomenda, então, – destaca a nota -, para que os sacerdotes continuem a cumprir seu ministério sem infringir a Lei, quando devem se deslocar após a celebração? Sugestões gerais: (1) a mais importante é que se procure da um tempo suficiente entre a celebração de uma missa e outra, a fim de que o organismo metabolize, antes de um deslocamento com automóvel, o álcool contido no vinho que foi consumido na santa comunhão; (2) é importante também que seja usada realmente uma quantidade pequena de vinho; (3) além disso, o presidente da celebração pode optar por não tomar todo o vinho consagrado, mas apenas uma pequena parte dele, valendo-se do auxílio de um concelebrante, diácono ou ministro extraordinário da comunhão eucarística; (4) ingerir água ou suco logo após a celebração pode também contribuir um pouco para acelerar a metabolização do álcool. (Silvonei José)
O poder da intercessão
“Parece-me que muitos dos que me ouvem conhecem o episódio que vou recordar. Conta-se que certa vez um homem foi feito prisioneiro dos seus inimigos e conduzido a um lugar muito distante da sua pátria. E como passava o tempo e sua mulher via que não regressava do cativeiro, deu-o por morto e oferecia sacrifícios por ele todas as semanas. E todas as vezes que a sua mulher oferecia sacrifícios pela absolvição da sua alma, outras tantas se soltavam os grilhões do seu cativeiro. Quando mais tarde regressou à sua cidade, contou com admiração à esposa como as correntes que o prendiam no calabouço se soltavam, por si sós, em determinados dias da semana. Sua mulher, considerando os dias e as horas em que isso acontecia, tanto quanto ela pôde recordar, reconheceu que seu esposo ficava livre quando era oferecido pela sua alma o Santo Sacrifício” (São Gregório Magno,Homilia sobre os Evangelhos, 37).
Muitas correntes se quebram todos os dias graças às orações dos outros.
Recortes
"O homem livre é aquele que vê os erros
com a mesma claridade que a verdade." (G.K. Chesterton)
Assinar:
Comentários (Atom)






