Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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8 de jul. de 2013

Terça-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina)


Seu nome de batismo era Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina.

Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia. 

Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora. Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!" Foi beatificada por João Paulo II, em 1991.


Evangelho Mt 9,32-38

Naquele tempo, 32 apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo o tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”



Comentário do dia Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, fundador do Oratório em Inglaterra. Sermão «Invisible Presence of Christ», «Sermons on Subjects of the Day», n°21


«Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor»

Olhai em volta, meus irmãos […]: porque há tantas mudanças e lutas, tantos partidos e seitas, tantos credos? Porque os homens estão insatisfeitos e inquietos. E porque estão eles inquietos, cada um com o seu salmo, a sua doutrina, a sua língua, a sua revelação, a sua interpretação? Estão inquietos porque não encontraram […]; tudo isso ainda não os levou à presença de Cristo que é «alegria e delícias eternas» (cf Sl 16,11).


Se tivessem sido alimentados pelo pão da vida (Jo 6,35) e provado do favo de mel, os seus olhos ter-se-iam tornado limpos, como os de Jônatas (1Sm 14,27) e teriam reconhecido o Salvador dos homens. Mas, não se tendo apercebido destas coisas invisíveis, têm de continuar a procurar e estão à mercê de rumores longínquos. […]
    

Triste espectáculo: o povo de Cristo errando pelas colinas «como ovelhas sem pastor». Em vez de procurarem nos lugares que Ele sempre frequentou e na morada que Ele estabeleceu, avêm-se com projetos humanos, seguem guias estranhos e deixam-se cativar por opiniões novas, tornando-se joguetes do acaso e do humor do momento, e vítimas da sua própria vontade. Estão cheios de ansiedade, de perplexidade, de inveja e de preocupações, e são agitados e «levados por qualquer vento da doutrina, pela malícia dos homens e a sua astúcia, a extraviarem-se no erro» (Ef 4,14). Tudo isso porque não procuram «um só Senhor, uma só fé, um só batismo;  um só Deus e Pai de todos» (Ef 4,5-6) para nele encontrarem «descanso para o espírito» (Mt 11,29).



Responsório (Sl 16)
— Verei, justificado, vossa face, ó Senhor!
— Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios.
— De vossa face é que me venha o julgamento, pois vossos olhos sabem ver o que é justo. Provai meu coração durante a noite, visitai-o, examinai-o pelo fogo, mas em mim não achareis iniquidade.
— Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai-me o vosso ouvido e escutai-me! Mostrai-me vosso amor maravilhoso, vós que salvais e libertais do inimigo quem procura a proteção junto de vós.
— Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

Verdi.Nabucco. Va Pensiero



Letra em português

Vá, pensamento, sobre as asas douradas
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque você chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.

Papa neste 8 de julho em Lampedusa (Itália): Somos uma sociedade que esqueceu a experiência de chorar

“Quem de nós chorou pela morte destes irmãos e irmãs? Quem chorou por estas pessoas que estavam nas barcas? Pelas jovens mães que traziam os seus bebês? Por estes homens que desejam algo para apoiar as próprias famílias?
Somos uma sociedade que esqueceu a experiência de chorar, de sofrer com (com-paixão): a globalização da indiferença.










“Peçamos ao Senhor que cancele o que ficou de Herodes no nosso coração. Peçamos ao Senhor a graça de chorar sobre a nossa indiferença, sobre a crueldade que há no mundo, em nós, também naqueles que no anonimato tomam decisões socioeconômicas que abrem o caminho a dramas como este. Quem chorou?

Lumen Fidei - A Luz da fé, primeira Encíclica do Papa Francisco

papa-francisco-corpoLumen Fidei - A luz da fé, assim se intitula a primeira Encíclica do Papa Francisco que hoje foi apresentada em conferência de imprensa, no Vaticano. Dirigida aos bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas e a todos os fiéis leigos, a Encíclica – explica o Papa Francisco - já estava "quase completada" por Bento XVI. Àquela "primeira versão" o atual Pontífice acrescentou "ulteriores contribuições". A finalidade do documento é recuperar o caráter de luz que é específico da fé, capaz de iluminar toda a existência humana.Quem acredita nunca está sozinho, porque a fé é um bem comum que ajuda a edificar as nossas sociedades, dando esperança. E’ este é o coração da Lumen fidei. Numa época como a nossa, a moderna - escreve o Papa - em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé é vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.
Testemunha fiável da fé é Jesus, através do qual Deus atual realmente na história. Como na vida de cada dia confiamos no arquiteto, o farmacêutico, o advogado, que conhecem as coisas melhor que nós, assim também para a fé confiamos em Jesus, um especialista nas coisas de Deus. A fé sem a verdade não salva, diz em seguida o Papa – fica a ser apenas um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise de verdade, porque se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo. Pelo contrário, a fé não é intransigente, o crente não é arrogante: a verdade que vem do amor de Deus não se impõe pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão.
Se torna, portanto, essencial a evangelização: a luz de Jesus brilha no rosto dos cristãos e se transmite de geração em geração, através das testemunhas da fé. Mas de uma maneira especial, a fé se transmite através dos Sacramentos, como o Batismo e a Eucaristia, e através da confissão de fé do Credo e a Oração do Pai Nosso, que envolvem o crente nas verdades que confessa e o fazem ver com os olhos de Cristo. A fé é uma, sublinha o Papa, e a unidade da fé é a unidade da Igreja. Também é forte a ligação entre acreditar e construir o bem comum: a fé torna fortes os laços entre os homens e se coloca ao serviço da justiça, do direito e da paz. Essa não nos afasta do mundo, muito pelo contrário: se a tirarmos das nossas cidades, ficamos unidos apenas por medo ou por interesse. A fé, pelo contrário, ilumina a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher; ilumina o mundo dos jovens que desejam “uma vida grande", dá luz à natureza e nos ajuda a respeitá-la, para "encontrar modelos de desenvolvimento que não se baseiam apenas na "utilidade ou lucro, mas que consideram a criação como um dom”. Mesmo o sofrimento e a morte recebem um sentido do fato de confiarmos em Deus, escreve ainda o Pontífice: ao homem que sofre o Senhor não dá um raciocínio que explica tudo, mas a sua presença que o acompanha. Finalmente, o Papa lança um apelo: "Não deixemos que nos roubem a esperança, não deixemos que ela seja frustrada com soluções e propostas imediatas que nos bloqueiam o caminho para Deus”.

João Paulo II e João XXIII serão proclamados santos provavelmente este ano

Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - Os Papas João Paulo II e João XXIII serão proclamados santos provavelmente este ano.
O Papa Francisco aprovou, nesta sexta-feira, 5 de julho, o decreto sobre o reconhecimento de um segundo milagre por intercessão do Beato João Paulo II e abriu o caminho para a canonização do Papa Angelo Giuseppe Roncalli, João XXIII, mesmo sem o segundo milagre.
Recebendo em audiência, nesta sexta-feira, o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, o pontífice autorizou o organismo vaticano a promulgar os decretos relativos a:
- o milagre atribuído à intercessão do Beato João Paulo II (Karol Wojtyła) nascido em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920 e morto, em Roma, no dia 2 de abril de 2005;
- o milagre atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Alvaro del Portillo y Diez de Sollano, Bispo Prelado do Opus Dei, nascido em Madri, em 11 de março de 1914, e morto em 23 de março de 1994, em Roma;
- o milagre atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Esperança de Jesus (Maria Giuseppa Alhama Valera), fundadora das Congregações das Servas do Amor Misericordioso e dos Filhos do Amor Misericordioso, nascida em Santomera, na Espanha, em 29 de setembro de 1893 e morta em Collevalenza, na Itália, em 8 de fevereiro de 1983;
- o martírio do Servo de Deus Giuseppe Guardiet y Pujol, sacerdote diocesano, nascido em Manlleu, Espanha, em 21 de maio de 1879 e morto por ódio à fé, na Espanha, em 3 de agosto de 1936;
- o martírio dos Servos de Deus Maurizio Íñiguez de Heredia e 23 Companheiros da Ordem de São João de Deus, mortos por ódio à fé, na Espanha, em 1936 e 1937.
- o martírio dos Servos de Deus Fortunato Velasco Tobar e 13 Companheiros da Congregação da Missão, mortos por ódio à fé na Espanha de 1934 a 1936;
- o martírio das Servas de Deus Maria Assunta (Giuliana González Trujillano) e 2 companheiras, religiosas professas da Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias da Mãe do Divino Pastor; mortas por ódio à fé na Espanha em 1936;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Nicola D'Onofrio, clérigo professo da Ordem dos Clérigos Regulares de Ministros dos Enfermos (Camilianos), nascido em Villamagna, na Itália, em 24 de março de 1943 e morto no dia 12 junho de 1964, em Roma;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Bernardo Filippo (Giovanni Fromental Cayroche), irmão professo do Instituto das Escolas Cristãs, Fundador das Hermanas Guadalupanas de La Salle, nascido em Chauvets-Servières, na França, em 27 de junho de 1895 e morto em Cidade do México (México), em 5 de dezembro de 1978;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade (Maria Isabel Picão Caldeira viúva Carneiro), Fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas, nascida em Monte do Torrão (Portugal) em 1° de fevereiro de 1889 e morta em Lisboa (Portugal), em 3 de julho de 1962;
- as virtudes heróicas da Serva de Deus Maria Carmen Rendiles Martínez, Fundadora das Servas de Jesus, conhecidas como Siervas de Jesús de Venezuela, nascida em Caracas, Venezuela, em 11 de agosto de 1903 e morta em 9 de maio de 1977;
- as virtudes heróicas do Servo de Deus Giuseppe Lazzati, leigo consagrado, nascido em Milão, na Itália, em 22 de junho de 1909 e morto em 18 de maio de 1986;
- O Papa Francisco aprovou, enfim, os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos sobre a canonização do Beato João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli) e decidiu convocar um Consistório que incluirá também a canonização do Beato João Paulo II (Karol Wojtyla). (MJ)

Papa em Lampedusa: apelo à solidariedade e à acolhida


(Rádio Vaticana)
Cidade do Vaticano (RV) – Papa Francisco iniciou, na manhã desta segunda-feira, sua primeira visita em território italiano, que o levou a Lampedusa: uma ilha que faz fronteira entre a África e a Itália.
A idéia de visitar a ilha de Lampedusa nasceu por causa dos contínuos desembarques e naufrágios de migrantes, sobretudo provenientes da África. Tocado por esta série de tragédias, o Santo Padre, decidiu fazer uma visita à comunidade paroquial e aos imigrantes sobreviventes, para com eles rezar e dar-lhes coragem a superar com dignidade a dramática situação.
O Papa deixou a Casa Santa Marta, onde reside no Vaticano, às 7.20, hora local e às 8 hs do aeroporto romano de Ciampino. Após uma hora e quinze minutos de vôo, chegou ao aeroporto de Lampedusa, onde foi acolhido pelo Arcebispo de Agrigento, Dom Francesco Montenegro, pela prefeita da cidade, Giuseppina Nicolini.
A recepção foi muito cordial, mas sem discursos e singela, segundo o desejo do próprio Papa. Do aeroporto, partiu de carro até a enseada Cala Pisana, de onde embarcou, com a fragata da marinha italiana, ao Porto de Lampedusa, acompanhado de cerca de cem pequenos barcos de pescadores. Durante o breve trajeto, Papa Francisco lançou uma coroa de flores em homenagem às vítimas dos naufrágios.
Às 9,30, o barco do Papa chegou ao Porto de Lampedusa, em Punta Favarolo, onde foi acolhido por um grupo de jovens imigrantes. Um deles fez uma breve saudação ao Papa, em árabe, em nome dos presentes, dizendo:
“Agradecemos pela sua presença entre nós e esperamos que o senhor possa resolver nosso problema. Fugimos do nosso país, por dois motivos: político e econômico. Passamos por muitos obstáculos e fomos seqüestrados por traficantes até chegar aqui. Esperemos que outros países Europeus também nos ajudem”.
O Papa agradeceu os imigrantes e pediu para rezar, com ele, uns pelos outros. A seguir, o Pontífice se dirigiu, com um jipinho local, ao campo esportivo vizinho, chamado Arena, na localidade Salina, para a celebração da Santa Missa.
Durante a celebração Eucarística, o Santo Padre vai utilizou um báculo pastoral, em forma de cruz, feito com a madeira das embarcações naufragadas dos imigrantes. No braço horizontal da cruz, estão cunhados dois peixes; e no vertical, cinco pães, recordando a passagem evangélica da multiplicação dos pães: “Dai-lhes, vós mesmos, de comer”.
Nestas palavras, podemos reler o gesto significativo da partilha, a partir daquele pouco que a comunidade de Lampedusa dispõe, colocado à disposição nos momentos mais difíceis da acolhida dos irmãos imigrantes. A incisão do coração, de cor vermelha, entre os dois braços da cruz do báculo pastoral, significa a caridade, que deve estar sempre ao centro da assistência dos refugiados da comunidade cristã.
Outro objeto utilizado na Missa foi o Cálice de madeira, com revestimento interno em prata, segundo as normas litúrgicas. À base do cálice foi colocado um cravo transversal, que relembra a Paixão de Cristo. A madeira também foi extraída de embarcações dos naufrágios de imigrantes.
Tanto o báculo pastoral como cálice são obra de um artesão da ilha de Lampedusa, que tanto trabalhou, sobretudo nos dias de maior emergência, para socorrer os irmãos refugiados.
O ponto alto da visita do Papa Francisco a Lampedusa foi a celebração Eucarística, no campo esportivo de Arena. O formulário da Missa é o da “remissão dos pecados, pelas necessidades particulares, previsto pelo Missal Romano.
Os textos da Liturgia da Palavra, o acontecimento de Caim e Abel, a matança dos inocentes e o salmo do Miserere nobis (tende piedade de nós), como também a cor roxa dos paramentos litúrgicos, são consoantes ao aspecto penitencial e à sobriedade da Missa.
Papa Francisco iniciou sua homilia com as seguintes palavras: “Os imigrados mortos no mar eram trazidos por embarcações, que ao invés de serem meios de esperança os conduziram à morte”! Ao saber destas notícias, que se repetiram numerosas vezes, disse o Papa, “transpassavam meu coração como um espinho, causando-me tanto sofrimento”.
Eis porque, disse o Papa Francisco, “decidi fazer esta visita aqui, para rezar e realizar um gesto de solidariedade, a fim de despertar as consciências para que tais tragédias não se repitam mais.
Depois, o Papa expressou seus agradecimentos ao arcebispo Montenegro, por sua cordial saudação, mas, sobretudo, às associações, voluntários e forças de segurança, que dispensaram e dispensam atenção e acolhida às pessoas em sua viagem rumo à esperança e a uma vida melhor. “Vocês, disse, são uma pequena realidade, mas oferecem um grande exemplo de solidariedade!”
Aqui, o Pontífice dirigiu uma palavra também aos queridos imigrados muçulmanos, que estão iniciando o jejum de Ramadã, com seus auspícios de abundantes frutos espirituais. A Igreja, afirmou o Papa, os acompanha na busca de uma vida mais digna, para vocês e suas famílias.
Partindo da Liturgia do dia, o Santo Padre propôs algumas reflexões para mover a consciência de todos e levar a tomar atitudes concretas para uma mudança radical da realidade.
Neste sentido, mediando as palavras da Liturgia, o Papa perguntou: “Adão, onde você está”? Adão é um homem desorientado, que perdeu o seu lugar na criação, porque queria se tornar poderoso e dominar tudo, como um deus. Mas, a harmonia se rompe e o homem erra.
E o Santo Padre faz uma segunda pergunta: “Caim, onde está seu irmão”? O sonho de ser poderoso, de ser grande como Deus, ou melhor, de ser outro deus, leva a uma cadeia de erros: a cadeia da morte; leva ao derramamento de sangue do irmão!
Estas duas questões ressoam hoje, com toda a sua força. E o Papa explica:
“Muitos de nós, eu inclusive, somos desorientados, não damos mais atenção ao mundo em que vivemos, não temos cuidado, não zelamos por aquilo que Deus criou para todos e não somos mais capazes nem de cuidar uns dos outros. Quando esta desorientação assume as dimensões grandes como o mundo, acontecem tragédias com aquelas que assistimos”.
A pergunta “onde está seu irmão” não é feita apenas a Caim, mas a mim, a você e a cada um de nós. Muitos dos nossos irmãos e irmãs, que procuravam e procuram fugir de situações difíceis, para encontrar um pouco de serenidade e de paz; buscam um lugar melhor para si e suas famílias, mas quantas vezes não encontram compreensão, acolhida, solidariedade!
O Papa pergunta ainda: “Onde está seu irmão”? Quem é o responsável pelo derramamento de sangue de tantos irmãos e irmãs? E responde: “Ninguém”, respondemos nós: “Não fui eu”; “Foram outros”... E acrescentou:
“Hoje, ninguém se sente responsável disso; perdemos o sentido da responsabilidade fraterna. Caímos em uma atitude hipócrita do sacerdote e do servidor do altar, da qual Jesus fala na parábola do Bom Samaritano: olhamos o irmão meio morto à margem da estrada e, talvez, dizemos “coitadinho”, e continuamos a caminhar, pensando “esta tarefa não é minha”... e continuamos tranqüilos”!
A cultura do bem-estar, comentou o Pontífice, nos leva a pensar só em nós mesmos, nos torna insensíveis ao grito de socorro dos outros, nos tornam bolhas de sabão e nos deixam na indiferença, na ilusão, na ilusão. Estamos acostumados a ver os outros sofrerem.
Mas, isto não nos interessa, não é problema nosso: somos responsáveis anônimos e sem rosto. Porém, o Papa acrescenta uma terceira pergunta à sua reflexão: “Quem chorou pela morte destes irmãos e irmãs que estavam nas embarcações? E pelas jovens mães que traziam no seio suas criaturas? E por aqueles jovens que buscavam um futuro melhor para suas famílias?
O Papa respondeu dizendo: “Somos uma sociedade que não sabe mais chorar. Eis a globalização da indiferença! E concluiu com uma exortação:
“Peçamos ao Senhor a graça de chorar pela nossa indiferença, pela crueldade que reina no mundo, em nós, e também naqueles que tomam decisões sócio-econômicas, que abrem a estrada para dramas como estes. Peçamos perdão pela indiferença com tantos irmãos e irmãs; pelos acomodados, fechados em seus corações anestesiados; perdão por aqueles que, por causa das suas decisões, em nível mundial, criaram situações que se concluem com estes dramas”.
Papa Francisco concluiu sua comovente homilia, repetindo as perguntas: “Adão, onde você está”? “Onde está o sangue do seu irmão”? E, antes da dar a bênção final aos numerosos fiéis presentes, fez uma oração diante da imagem da Virgem Maria, Estrela do Mar e Refúgio dos Pecadores, para implorar sua proteção e socorro à comunidade de Lampedusa e aos seus imigrados.
Ao término da celebração Eucarística, o Pontífice dirigiu-se de jipinho à paróquia de São Gerlando, para uma breve visita. A seguir, se transferiu ao aeroporto de Lampedusa, onde tomou o avião que o levou para Roma, onde chegará pelas 14 horas. O Papa dirigiu-se, de carro, diretamente ao Vaticano. (MT)


Como deve ser colocada a cruz sobre o altar? Responde o pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

Roma, (Zenit.org) Pe. Edward McNamara, L.C.

Quando a cruz é colocada no altar, ela deve estar voltada para o celebrante ou para o povo? Notei muitas variações, por motivos diferentes, e gostaria de uma resposta "oficial". Obrigado! -Diácono J.R.M., Bauru, SP

Publicamos a resposta do padre McNamara:

Este é um problema relativamente novo, já que, antes da reforma litúrgica, toda a assembleia (sacerdote e povo) ficava de frente para o altar e para o crucifixo. As indicações no Ordenamento Geral do Missal Romano (OGRM) são escassas em relação à direção da figura de Cristo na cruz:

308. Seja colocada sobre o altar, ou do lado dele, uma cruz com a imagem de Cristo crucificado, claramente visível para o povo reunido. Convém que esta cruz permaneça próxima do altar inclusive fora das celebrações litúrgicas, para recordar à mente dos fiéis a Paixão salvífica do Senhor.

O número 129 do Cerimonial dos Bispos recomenda que a cruz levada em procissão seja colocada junto ao altar "de modo que seja a própria cruz do altar". Se uma cruz já estiver presente, a da procissão deve ficar recolhida até o final da missa.

Com base no manual de liturgia de dom Peter Elliott, poderíamos acrescentar que a cruz deve ser colocada imediatamente atrás ou pendurada acima do altar. Ela deve ser vista pelo povo como visivelmente ligada ao altar. Elliott comenta: "O crucifixo litúrgico não é voltado em primeiro lugar à devoção privada do celebrante, mas é, antes, um sinal no meio da assembleia eucarística, proclamando que a missa é o próprio sacrifício do Calvário".

O crucifixo do altar, portanto, está relacionado com o altar e não com o sacerdote, e por isso deve ficar normalmente voltado para o altar.

O Cerimonial dos Bispos que estava em uso antes do Concílio Vaticano II, e que já tinha previsto a possibilidade do altar voltado ao povo, recomendava que a cruz fosse visível a todos e prescrevia ainda que o corpus fosse posicionado de modo a voltar-se para o altar (cum imagine Sanctissimi Crucifixi versa ad interiorem altaris faciem).

Desde o início do pontificado do papa Bento XVI, um crucifixo foi colocado no centro do altar voltando-se para o local do sacrifício. O papa Francisco tem mantido esta prática.

Alguns autores sugerem um crucifixo para o altar com uma figura em ambos os lados. Embora atualmente não pareça haver regras que proíbam esta prática, essa alternativa não era permitida antes do concílio.

Alguns manuais litúrgicos pré-conciliares recomendavam o uso de outras imagens no lado da cruz voltado para o povo, como, por exemplo, o símbolo do peixe ou outra imagem do Redentor, como o "Bom Pastor" ou o "Rei dos Reis".

No tocante à visibilidade, muitos sínodos locais fixaram um tamanho mínimo vertical de 40 centímetros e horizontal de 22 centímetros, embora, na prática, a cruz do altar seja muitas vezes maior.

Um decreto de Bento XIV (1740-1758) estabeleceu que outra cruz não é necessária se houver um grande crucifixo pintado ou esculpido como parte de um retábulo.

Nas atuais circunstâncias litúrgicas, a flexibilidade das regras permite várias soluções: o grande crucifixo colocado permanentemente atrás ou acima do altar, a cruz processional, uma cruz sobre o altar ou um crucifixo maior, mas móvel e sobre um suporte, colocado ao lado do altar e voltado para este, desde que mantido sempre visível aos fiéis.

(fonte: ZENIT)

Celebra-se a 8 de julho...

Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo


Santo Áquila e Santa Priscila moravam em Corinto e eram casados. Paulo encontrou-se com eles e ficou morando e trabalhando com o casal na fabricação de tendas. Eram originários do Ponto, e foram para Corinto quando os hebreus foram expulsos de Roma por Cláudio (41-54). Em Actos dos Apóstolos 18, temos a informação que Aquila e Priscila acompanharam Paulo de Éfeso e ali instruiram na fé em Jesus Cristo. 

Arriscaram a própria vida para salvar São Paulo, conforme está escrito na Epistola aos Romanos 16,3s.: "Saudai Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, que para salvar minha vida expuseram suas cabeças. Não somente eu lhes devo gratidão, mas também todas as igrejas da gentilidade. Saudai também a Igreja que se reúne em sua casa."



S. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, +1900


BEATO GREGORIO GRASSI, (Castellazzo Bormida, diocese de Alessandria, Itália, 13.XII.1833 – Tai-yuang-fu 9.VII.1900), Bispo totular de Ortosia na Fenicia, membro da Ordem dos Frades Menores, mártir na China). Em 1848 entra para os Frades Menores Franciscanos de Observância. Em 1856 foi ordenado sacerdote. Em 1861 parte para a China onde permanece durante quarenta anos a exercer o apostolado como missionário e mais tarde, em 1876, como bispo titular de Ortosia, coadjutor com direito de sucessão. Torna-se em 1891 vigário apostólico do Shan-si setentrional onde promove um notável desenvolvimento às conquistas missionárias. Na perseguição de 1900, organizada por Tse-Hsi, mãe do Imperador, com o apoio da seita dos Boxers, que fez milhares de mártires, foi feito prisioneiro na sua residência de Tai-yuang-fu no dia 5 de Julho e morto por ódio à fé a 9 de Julho.

Recortes

"O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento". 
John Fitzgerald Kennedy (1917 - 1963)

Segunda-feira da 14ª semana do Tempo Comum

Evangelho Mt 9,18-26.

18 Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.
19 Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20 Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia há doze anos veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21 Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”. 22 Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23 Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24 e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele. 25 Quan­do a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26 Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.


Comentário do dia São Clemente de Roma, papa de 90 a cerca de 100. Carta aos Coríntios, §§ 24-28; SC 167 


«A menina não está morta: dorme.»

Notemos, meus bem-amados, que o Senhor não cessa de nos mostrar a ressurreição futura de que nos deu as primícias ao ressuscitar de entre os mortos o Senhor Jesus Cristo. Observemos, bem-amados, as ressurreições que acontecem periodicamente. O dia e a noite fazem-nos ver uma ressurreição: a noite deita-se, levanta-se o dia; o dia desaparece, vem a noite. Reparemos nos frutos: como se fazem as sementeiras? O que acontece? Sai o semeador e lança à terra diversas sementes. Estas caem, secas e nuas, na terra e desagregam-se. Depois, a partir dessa mesma decomposição, a magnífica providência do Mestre fá-las reviver e dum só grão surgem imensos que, por sua vez, crescem e dão frutos. […] Acharemos, pois, estranho e extraordinário que o Criador do universo faça ressuscitar aqueles que O serviram fielmente e com a confiança duma fé perfeita? […]


Com essa esperança, que os nossos corações se apeguem então Àquele que é fiel às suas promessas e justo nos seus julgamentos. Ele, que nos proibiu de mentir (Ex 20,16), pela mesmíssima razão também não mente. Nada é impossível a Deus, excepto mentir (Jr 32,17; Lc 1,37; Heb 6,18). Reavivemos, pois, a nossa fé nele e entendamos que Ele tudo pode.


Com uma palavra da sua omnipotência, Ele formou o universo e com uma palavra pode aniquilá-lo. […] Ele fará todas as coisas quando quiser e como quiser. Nada desaparecerá jamais daquilo que Ele tiver decidido. Tudo está presente diante dele e nada escapa à sua Providência.



Responsório (Sl 90)

— Vós sois meu Deus, no qual confio inteiramente.
— Quem habita ao abrigo do altíssimo e vive à sombra do Senhor onipotente, diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção, sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.
— Do caçador e do seu laço ele te livra. Ele te salva da palavra que destrói. Com suas asas haverá de proteger-te, com seu escudo e suas armas, defender-te.
— “Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, e a seu lado eu estarei em suas dores”.

5 de jul. de 2013

Encerrando nosso roteiro de peregrinos celebrando na igreja de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa -Paris





Papa inaugura nos jardins do Vaticano, com a presença de Bento XVI, uma estátua de São Miguel, invocando a sua protecção e a de S. José para o Estado do Vaticano

Nesta sexta-feira de manhã, nos Jardins do Vaticano, junto do Palácio do Governatorado, o Papa Francisco procedeu á bênção e inauguração de um monumento a São Miguel Arcanjo, concluindo com duas orações de “consagração” do Estado do Vaticano a São José e a São Miguel Arcanjo.
Pouco antes do início da cerimônia havia chegado ao local, a convite do Papa Francisco, o Papa Emérito Bento XVI, saudando por todos com muito carinho. O Papa Francisco, que também chegou logo depois, e o Papa Emérito, abraçaram-se com afeto e permaneceram juntos durante toda a cerimônia, em duas cadeiras colocadas em frente ao monumento.
Depois de uma breve saudação do Cardeal Giuseppe Bertello, Presidente do Governatorato, interveio o Cardeal Giovanni Lajolo, Presidente Emérito do Governatorato, que explicou o significado do novo monumento e do fontanário dedicado a São José, e colocado no outro lado do Palácio Governatorato e já inaugurada há algum tempo atrás.
Na alocução que pronunciou, o Papa Francisco recordou o significado que assume, neste Ano da Fé, a inauguração de uma imagem dedicada ao Arcanjo S. Miguel, cujo nome significa “Quem é como Deus?”. Miguel – sublinhou o Papa “é o campeão do primado de Deus, da sua transcendência e potência”. “Miguel luta para restabelecer a justiça divina; defende o Povo de Deus dos seus inimigos e sobretudo do inimigo, por excelência, o diabo. E são Miguel vence, porque nele é Deus que actua.
Esta escultura recorda-nos que o mal é vencido, o acusador é desmascarado, a sua cabeça é esmagada, porque a salvação realizou-se uma vez para sempre no sangue de Cristo… Deus é o mais forte, é sua a vitória e a sua salvação é oferecida a todos os homens… A concluir, o Papa Francisco pronunciou duas orações – de consagração – do Estado da Cidade do Vaticano, a São Miguel e também a São José.
“Consagrando o Estado do Vaticano a São Miguel Arcanjo – observou o Papa na alocução – pedimos-lhe que nos defenda do Maligno e o expulse daqui”. Em relação a São José, protetor (custódio) de Jesus e da Sagrada Família, acrescentou o Papa:
“Que a sua presença nos torne mais fortes e forrajosos em dar espaço a Deus na nossa vida, para vencer sempre o mal com o bem”. No princípio da alocução o Papa Francesco saudou com afeto o seu predecessor, Bento XVI, referindo ter sido ele, a seu tempo, a aprovar o projeto de colocação desta estátua de São Miguel nos jardins do Vaticano. “A ele – disse o Papa Francisco – “vai sempre o nosso afeto e reconhecimento, e ao qual queremos exprimir a nossa alegria por o termos aqui presente no meio de nós! Obrigado, na verdade, de todo o coração!”
Estavam entre os presentes as autoridade da Secretaria de Estado e do Governatorato, os artistas autores do novo monumento (Giuseppe Antonio Lomuscio) e do fontenário de São José (Franco Murer), os benfeitores que patrocinaram a sua realização, e outros convidados e funcionários do Governatorado.

Sábado da 13ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 9,14-17)
Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.



Comentário do dia Beato João Paulo II (1920-2005), papa Carta apostólica «Mulieris dignatatem», §§26-27. A Eucaristia: dom de Cristo/Esposo à Igreja/Esposa


É na Eucaristia que, em primeiro lugar, se exprime de modo sacramental o acto redentor de Cristo Esposo em relação à Igreja Esposa. […] O Concílio Vaticano II renovou na Igreja a consciência da universalidade do sacerdócio. Na Nova Aliança, há um só sacrifício e um só sacerdote: Cristo. Deste único sacerdócio participam todos os baptizados, tanto homens como mulheres, enquanto devem «oferecer-se a si mesmos como vítima viva, santa, agradável a Deus» (cf Rom 12,1), dar em toda parte testemunho de Cristo e, a quem pergunte, dar uma resposta acerca da esperança da vida eterna (cf 1 Pdr 3,15). […] Na Igreja, todos […] participam, não só da missão sacerdotal, mas também da missão profética e real de Cristo Messias. 


Esta participação determina, outrossim, a união orgânica da Igreja, como Povo de Deus, com Cristo. Nela se exprime ao mesmo tempo o «grande mistério» da Carta aos Efésios: a Esposa unida ao seu Esposo, unida porque vive a sua vida; unida porque participa na sua tríplice missão […]; unida de maneira a responder com um «dom sincero de si mesma» ao dom inefável do amor do Esposo, Redentor do mundo. Isto diz respeito a toda a Igreja, tanto a mulheres como a homens, e diz respeito obviamente também àqueles que participam do sacerdócio ministerial, que é por natureza um serviço. No âmbito do «grande mistério» de Cristo e da Igreja, todos são chamados a responder – como uma esposa – com o dom da sua vida ao dom inefável do amor de Cristo, o qual, como Redentor do mundo, é o único Esposo da Igreja.



Responsório (Sl 134)
— Louvai o Senhor, porque é bom!
— Louvai o Senhor, bendizei-o; louvai o Senhor, servos seus, que celebrais o louvor em seu templo e habitais junto aos átrios de Deus!
— Louvai o Senhor, porque é bom; cantai ao seu nome suave! Escolheu para si a Jacó, preferiu Israel por herança.
— Eu bem sei que o Senhor é tão grande, que é maior do que todos os deuses. Ele faz tudo quanto lhe agrada, nas alturas dos céus e na terra, no oceano e nos fundos abismos.






Santa Maria Goretti ou Marieta, como também era chamada, foi uma daquelas santas que morreram pelo facto de não quererem cometer pecado. Nascida na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália, Maria Goretti e sua família foram obrigados a mudar-se para o inóspito Agro Pontino, na localidade de Ferrieri di Conca, em busca de trabalho.

Seus pais trabalhavam na lavoura enquanto Maria cuidava dos seus quatro irmãos mais novos.

Poucoo tempo depois, quando a menina tinha dez anos, seu pai morreu de doença grave. Sua mãe, Assunta, trabalhava duramente no campo para ganhar o sustento da casa. Além de cuidar da casa e dos irmãos, Maria aproveitava o tempo que lhe restava para correr até à Igreja mais próxima e aprender o catecismo. Aos doze anos, num domingo de Maio, pôde fazer a primeira comunhão. Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzi-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes. A santa foi transportada ao hospital e antes de morrer perdoou ao assassino com as seguintes palavras: "Por amor a Jesus perdoo e quero que venha comigo para o paraíso". Alexandre foi condenado a trabalhos forçados até os 27 anos, altura em que foi absolvido por boa conduta. Ele conta ter tido uma visão da pequena mártir, que o fez mudar de vida. Maria Goretti foi canonizada em 1950.

2 de jul. de 2013

Recortes

"Deus tem os seus planos para a nossa felicidade, e está à espera de que o ajudemos a Ele a realizá‑los. E que fique claro que nós não podemos melhorar os planos de Deus” (E. Boylan, Amor Sublime)

Quarta-feira, 3 de julho: SÃO TOMÉ

Incredulidade de S. Tomé – Caravaggio (1599) – Novo Palácio de Potsdam – Alemanha




O testemunho de Tomé

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja 
Sermão 84; PL 52, 438

Porque procura Tomé provas da sua fé ? […] O vosso amor, irmãos, teria gostado de que, após a ressurreição do Senhor, a falta de fé não deixasse ninguém na dúvida. Mas Tomé trazia no coração, não só a sua própria incerteza, mas a de todos os homens. Já que teria de pregar a ressurreição às nações, queria saber, como bom trabalhador, sobre que fundamentos poderia edificar um mistério que exige tanta fé. E o Senhor mostrou a todos os apóstolos aquilo que Tomé pedira: «veio Jesus e mostrou-lhes as mãos e o lado» (Jo20,19-20). Com efeito, Aquele que entrou estando as portas fechadas poderia ser tomado pelos discípulos por um espírito se não pudesse mostrar-lhes que era realmente Ele; e as chagas eram o sinal da sua Paixão.

Depois aproximou-se de Tomé e disse-lhe: «Mete a tua mão no meu lado e não sejas incrédulo, mas crente.» Que estas feridas que abres de novo façam correr a fé por todo o universo, elas que já tinham vertido a água do baptismo e o sangue do resgate (Jo 19,34). Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!» Venham os incrédulos e compreendam e, como diz o Senhor, não sejam mais incrédulos, mas crentes. Tomé manifesta e proclama que não está ali apenas um corpo humano, mas que, pela Paixão do seu corpo de carne, Cristo é Deus e Senhor. Aquele que sai vivo da morte e que ressuscita das suas chagas é verdadeiro Deus.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)


São Tomé, apóstolo, mártir

São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas.

O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: "Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: 'Vamos também nós, para morrermos com ele!'"


É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: 'Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?' Diz-lhe Jesus: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim'" (João 14,5-6).

Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!". Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" (João 20,26-28).

Com este ato de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: "Mais nos serviu para a nossa fé, diz S. Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis".

Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da palavra dos que viram!

(Fonte: Evangelho Quotidiano)



Evangelho (Jo 20,24-29)

 
24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”




Responsório (Sl 116)
— Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.
— Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos festejai-o!
— Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!



Recortes

“Procurai o rosto dAquele que habita sempre – com uma presença real e corporal (...). Fazei, pelo menos, o que fizeram os discípulos. Tinham somente uma fé débil, não tinham uma grande confiança nem paz, mas pelo menos não se separaram de Cristo [...]. Não vos defendais dEle, antes, quando estiverdes em apuros, recorrei a Ele, dia após dia, pedindo‑lhe fervorosamente e com perseverança aqueles favores que só Ele pode conceder. (Josemaría Escrivá, Caminho, n. 717)

Conheça o Papa Francisco (em 4 minutos)

Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Evangelho (Mt 8,23-27)

Naquele tempo, 23 Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24 E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25 Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26 Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27 Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”


«Senhor, salva-nos!»


Meditação do dia: Santo Agostinho (354 -430) Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja

Ó meu Deus, o meu coração é como um vasto mar agitado pelas tempestades: que ele encontre em Ti a paz e o repouso. Tu ordenaste aos ventos e o mar que se acalmassem e, sob a Tua voz, eles apaziguaram-se; vem apaziguar as agitações do meu coração, para que tudo em mim se torne calmo e tranquilo, para que Te possa possuir, Tu, o meu único bem, e Te possa contemplar, suave luz dos meus olhos, sem perturbação nem obscuridade. Ó meu Deus, que a minha alma, liberta dos pensamentos tumultuosos deste mundo, «se esconda à sombra das Vossas asas» (Sl 16, 8). Que encontre junto de Ti um lugar de renovação e de paz; e, repleta de alegria, possa cantar: «Deito-me em paz e logo adormeço, porque só Vós, Senhor, fazeis que eu repouse em segurança» (Sl 4, 9).

Que a minha alma descanse, peço-Te, ó meu Deus, que descanse da lembrança de tudo o que está sob o céu, que desperte unicamente para Ti, como está escrito: «Eu durmo, mas o meu coração vela» (Ct 5, 2). A minha alma só está em paz e em segurança, ó meu Deus, debaixo das asas da Tua protecção (Sl 90, 4). Que ela permaneça eternamente em Ti e que seja abraçada pelo Teu fogo. Que, elevando-se acima de si própria, Te contemple e cante alegremente os Teus louvores. No meio das inquietações que me agitam, que os Teus dons sejam a minha suave consolação, até que eu chegue a Ti, ó verdadeira paz.

Responsório (Sl 25)

— Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
— Provai-me, ó Senhor, e exa­minai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.
— Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.
— Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.