Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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30 de set de 2014

Recortes

“Copio este texto, porque pode dar paz à tua alma: 
«Encontro-me numa situação econômica tão apertada como nunca. Não perco a paz. Tenho absoluta certeza de que Deus, meu Pai, resolverá todo este assunto de uma vez.
Quero, Senhor, abandonar o cuidado de todas as minhas coisas nas tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a tua Mãe! –, a estas horas, como em Caná, já fez soar aos teus ouvidos: – Não têm!... Eu creio em Ti, espero em Ti, amo-Te, Jesus: para mim, nada; para eles»”  (São Josemaría Escrivá, Forja, n. 807)

Celebramos a 1 de outubro



Santa Teresa do Menino Jesus,
Virgem e Doutora da Igreja


Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.

Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: "Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?" Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.

Quarta-feira da 26ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,57-62)



Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixe-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.
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Comentário do dia: Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja. Poesia «Jesus, meu amado, recorda-Te!»; str. 1, 6-8

«O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»


Recorda-Te da glória do Pai
Recorda-Te dos divinos esplendores
Que deixaste quando Te exilaste na terra
Para resgatares os pobres pecadores.
Ó Jesus! Abaixando-Te ao ventre da Virgem Maria,
Ocultaste a tua grandeza e a tua glória infinitas
Ah! Do seio materno,
Que foi o teu segundo céu,
Recorda-Te. […]

Recorda-Te que noutras paragens
Os astros de ouro e a lua de prata,
Que contemplo no azul sem nuvens,
Rejubilaram, encantados com teus olhos de Menino.
Na mãozinha com que acariciavas Maria
Sustentavas o mundo e davas-lhe a vida.
E pensavas em mim,
Jesus, meu Rei,
Recorda-Te.

Recorda-Te que na solidão
Trabalhavas com tuas divinas mãos.
Viver oculto foi o teu suave estudo,
Rejeitaste o saber dos humanos.
A Ti, que com uma palavra sabias encantar o mundo,
Agradou-Te ocultar a tua sabedoria profunda.
Parecias ignorante,
Ó Senhor omnipotente!
Recorda-Te.

Recorda-Te que, estrangeiro neste mundo,
Andaste errante, Tu, o Verbo eterno,
Nada tinhas, nem sequer uma pedra,
Nem um abrigo, como as aves do céu.
Ó Jesus! Vem repousar em mim,
Vem, que minha alma está pronta para Te receber,
Meu amado Salvador,
Repousa no meu coração,
que é teu.
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Responsório (Sl 87)

— Chegue a minha oração até a vossa presença!

— Clamo a vós, ó Senhor sem cessar, todo o dia, minhas mãos para vós se levantam em prece. Para os mortos, acaso, faríeis milagres? Poderiam as sombras erguer-se e louvar-vos?

— No sepulcro haverá quem vos cante o amor e proclame entre os mortos a vossa verdade? Vossas obras serão conhecidas nas trevas, vossa graça, no reino onde tudo se esquece?

— Quanto a mim, ó Senhor, clamo a vós na aflição, minha prece se eleva até vós desde a aurora. Por que vós, ó Senhor, rejeitais a minh’alma? E por que escondeis vossa face de mim?

29 de set de 2014

Evangelho do dia 30 de setembro (vídeo)


Terça-feira da 26ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,51-56)



51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.

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Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja. Meditações, capítulo 18

O caminho para Jerusalém

O peso da nossa fragilidade faz-nos pender para as realidades deste mundo; o fogo do teu amor, Senhor, eleva-nos e conduz-nos às realidades do alto, para onde subimos pelo impulso do nosso coração, cantando os salmos das elevações; e deixando-nos queimar pelo teu fogo, o fogo da tua bondade, que nos transporta.
Para onde nos levas tu? Para a paz da Jerusalém celeste: «Que alegria quando me disseram: vamos para a casa do Senhor!» (Sl 121,1). Só o desejo de aí permanecer eternamente nos fará chegar. Enquanto estamos neste corpo, encaminhamo-nos para ti. Não temos aqui cidade permanente; procuramos sem cessar a nossa morada na cidade futura (Hb 13,14). Que a tua graça me conduza, Senhor, para o fundo do meu coração, para aí cantar o teu amor, meu Rei e meu Deus. […] E, recordando esta Jerusalém celeste, o meu coração ascenderá para Jerusalém, minha verdadeira pátria, Jerusalém, minha verdadeira mãe (Gl 4,26). Tu és o seu Rei, a sua luz, o seu defensor, o seu protetor, o seu pastor; tu és a sua alegria inalterável; a tua bondade é a fonte de todos os seus bens inexprimíveis […], tu, meu Deus e minha misericórdia divina.
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Responsório(Sl 87)

— Chegue a minha oração até a vossa presença.

— A vós clamo, Senhor, sem cessar, todo o dia, e de noite se eleva até vós meu gemido. Chegue a minha oração até a vossa presença, inclinai vosso ouvido a meu triste clamor!

— Saturada de males se encontra a minh’alma, minha vida chegou junto às portas da morte. Sou contado entre aqueles que descem à cova, toda gente me vê como um caso perdido!

— O meu leito já tenho no reino dos mortos, como um homem caído que jaz no sepulcro, de quem mesmo o Senhor se esqueceu para sempre e excluiu por completo de sua atenção.

— Ó Senhor, me pusestes na cova mais funda, nos locais tenebrosos da sombra da morte. Sobre mim cai o peso do vosso furor, vossas ondas enormes me cobrem, me afogam.

Recortes

É na provação que se sente mais vivamente a necessidade de conversar com Nosso Senhor, de lhe dizer a sua mágoa, de lhe pedir uma graça de força. Um impulso do coração estabelece num instante esta comunicação íntima com o seu Coração. (Leão Dehon, OSP 2, p. 101)

Evangelho do dia 29 de setembro (vídeo)

Folhinha


Recortes

o Livro de Tobias fala da cura dos olhos cegos. Todos sabemos quanto estamos hoje ameaçados pela cegueira para Deus. Como é grande o perigo de que, perante tudo o que sabemos sobre as coisas materiais e que somos capazes de fazer com elas, nos tornamos cegos para a luz de Deus.(Papa emérito Bento XVI, homilia em 2007)

S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos – Festa

(Jo 1,47-51)




Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: “Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. 
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Comentário do dia: São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja. 11º Sermão sobre o Salmo 90 «Qui habitat» 6, 10-11

Os anjos sobem e descem

«Vereis os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.» Os anjos sobem por si mesmo e descem por nós, ou antes, descem connosco. Estes espíritos bem-aventurados sobem para contemplarem a Deus, e descem para cuidarem de nós e para nos guardarem em todos os nossos caminhos (Sl 90,11). Sobem para Deus, para usufruir da sua presença; e descem para nós, para obedecerem às suas ordens, porque Ele ordenou-lhes que cuidassem de nós. Contudo, ao descerem para nós, não são privados da glória que os torna felizes, continuam a ver o rosto do Pai. […]

Quando sobem à contemplação de Deus, procuram a verdade de que estão cumulados sem interrupção, desejando-a, e desejam-na permanentemente, possuindo-a. Quando descem, exercem de misericórdia para connosco, porque nos observam em todos os nossos caminhos. Com efeito, estes espíritos bem-aventurados são os ministros que Deus nos envia para virem em nosso auxílio (Hb 1,14); e, nesta missão, não é a Deus que servem, mas a nós. Nisso imitam a humildade do Filho de Deus, que não veio para ser servido, mas para servir, e que viveu entre os seus discípulos como se fosse servo deles (Mt 20,28). […]

Deus ordenou aos seus anjos, não que te retirassem dos teus caminhos, mas que neles te guardassem cuidadosamente, e te conduzissem para os caminhos de Deus. E como, perguntar-me-ás? Os anjos operam com toda a pureza e por simples caridade; mas tu, forçado e advertido pela necessidade da tua condição, desce e condescende com o teu próximo, dando prova de misericórdia para com ele; e depois, sempre à imitação dos anjos, eleva o teu desejo e, com todo o ardor do teu coração, esforça-te por te elevares até à vida eterna.
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Responsório(Sl 137)

— Perante os vossos anjos vou cantar-vos, ó Senhor!

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

— Eu agradeço o vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

— Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “como a glória do Senhor é grandiosa!”

The Angel Gabriel : Kings College, Cambridge


27 de set de 2014

Paróquia Santa Luzia - Confira nossos horários para este domingo


Domingo, 28/9

7h, Missa na Matriz
8h45, Celebr./Comunidade São Paulo Apóstolo,8h45
8h45, Celebr./Comunidade Maria de Nazaré, 8h45
10h30, Missa na Matriz
18h, Missa/Comunidade Jesus Transfigurado,18h

19h, Missa na Matriz,19h

Evangelho do dia 28 de setembro (vídeo)

Casal de refugiados iraquianos num encontro com o papa, neste domingo


Cidade do Vaticano (RV) – No próximo domingo, o esperado encontro do Papa Francisco com os idosos e avós na Praça São Pedro, intitulado “A bênção da longa vida”. Entre os presentes que darão seu testemunho no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Família, um casal de idosos, refugiados iraquianos. A Rádio Vaticano vai transmitir o encontro, com comentários em português, a partir das 3h20min, horário de Brasília.

Bento XVI participará do encontro do Papa Francisco com anciãos e avós

 Rádio Vaticana (26/9/14)
Cidade do Vaticano (RV) - 

Convidado pelo Papa Francisco, Bento XVI aceitou de bom grado participar do encontro-diálogo com os anciãos e avós, que se realizará este domingo, dia 28 de setembro, na Praça São Pedro.
O Papa emérito estará presente das 9h30 às 10h30 locais, retirando-se antes da celebração da missa. A Rádio Vaticano estará transmitindo ao vivo – via-satélite, para todo o Brasil e demais países de língua portuguesa, cujas emissoras nos retransmitem – tanto o encontro como a celebração eucarística, presidida pelo Papa Francisco, a partir das 3h20 deste domingo, horário de Brasília. (RL)

Evangelho do dia 27 de setembro (vídeo)

26 de set de 2014

Recortes

(Mãe Santíssima):
..."o aflito refugia‑se em Ti, quem sofreu a injustiça acode a Ti, quem está cheio de males invoca a tua assistência [...]. A simples invocação do teu nome afugenta e rechaça o malvado inimigo dos teus servos, e guarda‑os seguros e incólumes. Livras de toda a necessidade e tentação os que te invocam, prevenindo‑os a tempo contra elas” São Germano de Constantinopla, Homilia em Sanctae Mariae Zonam

Sábado da 25ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,43b-45)



Naquele tempo, 43todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.
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Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo. Tratado dos princípios, II, 6, 2; PG 11, 210

«Aquela linguagem estava-lhes velada»

De entre todas as grandes coisas e maravilhas que se pode dizer sobre Cristo, há uma que ultrapassa totalmente a admiração de que o espírito humano é capaz; a fragilidade da nossa inteligência mortal não consegue compreendê-la nem imaginá-la. É o facto de a omnipotência da majestade divina, o próprio Verbo do Pai (Jo 1,1), a própria Sabedoria de Deus (1Cor 1,24), na qual todas as coisas foram criadas — as visíveis e as invisíveis (Jo 1,3; Col 1,16) — Se ter deixado conter nos limites deste homem que Se manifestou na Judeia. É este o objecto da nossa fé. E há mais: acreditamos que a Sabedoria de Deus entrou no seio de uma mulher e nasceu por entre os vagidos e os choros comuns a todos os recém-nascidos. E aprendemos que, depois, Cristo conheceu a perturbação perante a morte a ponto de exclamar: «A minha alma está numa tristeza de morte» (Mt 26,38), e que foi arrastado para uma morte vergonhosa entre os homens, embora saibamos que ressuscitou ao terceiro dia. […]

Na verdade, fazer com que os ouvidos humanos entendam estas coisas, tentar exprimi-las por palavras, ultrapassa a linguagem dos homens […] e provavelmente a dos anjos.
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Responsório(Sl 89)
— Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.

— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.

— Eles passam como o sono da manhã, são iguais à erva verde pelos campos: De manhã ela floresce vicejante, mas à tarde é cortada e logo seca.

— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!

— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Que a bondade do Senhor e nosso Deus repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.

25 de set de 2014

Evangelho do dia 26 de setembro - vídeo

No Iraque as pessoas estão morrendo enquanto rezam, exclamam freiras dominicanas


MADRI, 25 Set. 14 (ACI/EWTN Noticias).-

“É dilacerante escutar falar de pessoas que estão morrendo enquanto rezam… É difícil ter esperança no Iraque”, disse a Irmã Maria Hanna da comunidade das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina presentes em Siena, Iraque.

Descascar a cebola da vaidade...

“Os Padres egípcios do deserto diziam que a vaidade é uma tentação contra a qual devemos lutar por toda a vida, porque sempre retorna para nos tirar a verdade. E para fazer entender isso diziam: é como a cebola, você pega e começa a descascar - a cebola - e descasque a vaidade hoje, um pouco de vaidade amanhã e toda a vida vai descascando a vaidade para vencê-la. E no final você fica feliz: eu removi a vaidade, eu descasquei a cebola, mas o cheiro permanece em sua mão.
Peçamos ao Senhor a graça de não sermos vaidosos, de sermos verdadeiros, com a verdade da realidade e do Evangelho”

(Papa Francisco. Trecho da Homilia do dia 25 de setembro/2014

Limpe sua casa de ídolos e amuletos


Longe de trazer sorte, dinheiro e proteção, eles prejudicam nossa relação com o Deus do amor



Um elefante com a tromba virada para cima é o principal enfeite da sua sala? Atrás da sua porta há uma ferradura? Sua casa está decorada com quartzos, pêndulos ou caveiras?
 
Desfaça-se deles, "limpe" seu lar e sua família de todo objeto de idolatria, porque, longe de atrair sorte, dinheiro e proteção, você está dando as costas a Deus e começando uma relação direta com o mundo de Satanás. Quem afirma isso é o coordenador dos exorcistas da arquidiocese do México, Pe. Guillermo Barba Mojica.
 
"O mais perigoso dessas práticas é que elas desprezam nossa fé. E o que é pior: ferem gravemente nossa relação com o Deus do amor, o Deus da misericórdia, que cuida de nós e nos ama com um amor eterno, dado que colocamos no seu lugar os ídolos, ou seja, objetos aos quais são atribuídos poderes sobrenaturais", adverte o sacerdote.
 
E explica que, como diz a Bíblia no discurso de Deuteronômio, todos esses costumes pagãos são abominações para Deus e, ao colocá-los em prática, a pessoa viola o primeiro mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas.
 
Acrescenta que a pessoa que se deixa levar pela tentação de controlar sua vida e o futuro – uma das coisas que motiva a possessão destes objetos de idolatria – usurpa um lugar que só corresponde a Deus, porque, como diz o Papa Francisco na exortação apostólica Lumen fidei, o ídolo é um pretexto para que a pessoa se coloque no centro da realidade, adorando a obra das próprias mãos.
 
A isso se une a forte influência de uma cultura do sincretismo religioso, da Nova Era e de um neopaganismo, que leva muitos católicos que desconhecem sua fé a ser presa desse mundo no qual se respira uma atmosfera de pecado, segundo o Pe. Guillermo.
 
Também insiste em que "a raiz do problema é o desconhecimento de Cristo e do seu Evangelho, razão pela qual é urgente evangelizar, já que muitos batizados, ao estar longe dos sacramentos, da Palavra de Deus, caem no campo da idolatria, depositando sua confiança em objetos, que inclusive convertem em
ídolos diante dos quais e inclinam".
 
Que objetos podem dar origem ao pecado sem que a pessoa perceba no começo?
 
Tudo aquilo que pretende substituir Deus. Pode ser um artigo que idolatramos por pertença sentimental até os que apreciamos mais que nossas vidas e que muitas vezes são simples objetos criados para fazer nosso ego crescer, porque sabemos que nenhuma coisa ou pessoa pode exercer em si autoridade sobre o homem, se não lhe viesse de Deus, e é claro que Ele mesmo não dá autoridade aos objetos.
 
Como alertar os fiéis sobre a presença de tais objetos em seus lares?
 
Como comenta o Papa Francisco na encíclica "A luz da fé" (Lumen fidei), a fé, enquanto associada à conversão, é o oposto da idolatria; é separação dos ídolos para voltar ao Deus vivo, mediante um encontro pessoal.
 
Então, a única maneira de erradicar a superstição, a idolatria e o mal das nossas vidas é um encontro vivo e pessoal com Jesus Cristo por meio do anúncio kerigmático, seguido de uma catequese sólida.
 
Que efeitos estas práticas podem provocar nos lares?
 
Os objetos de idolatria são uma estratégia do diabo para destruir a fé dos fiéis e, ao depositar a confiança neles, a pessoa pode iniciar uma relação com o mundo de Satanás, porque quem os usa deixa de ser verdadeiramente crente e se torna crédulo.
 
Também existe o dano psicológico, porque há pessoas que desenvolvem uma alienação com estes objetos, chegando ao ponto de ter alucinações auditivas e visuais, o que reforça um pensamento mágico que pode chegar a ser tão forte até tornar-se uma psicose familiar.
 
Outro aspecto no qual também causam um grave dano é na economia familiar, que muitas vezes se vê prejudicada pelo dinheiro investido nessas práticas. Por tudo isso, a Igreja é clara quando nos adverte, no Catecismo, contra estas tentações.
 
O que fazer com estes objetos para não prejudicar mais pessoas?
 
Um passo rumo à conversão é a renúncia a estes objetos de idolatria, não só de maneira implícita, mas explicitamente; um gesto de renúncia seria destruí-los para não incentivar que outras pessoas adiram a eles, e a melhor maneira de fazer isso é levá-los ao sacerdote para que ele faça brevemente uma oração de libertação e nos indique a forma mais conveniente de acabar com eles.
 
(Artigo publicado originalmente por SIAME - aleteia)

Recortes

“Quem é laborioso aproveita o tempo, que não é apenas ouro; é glória de Deus!" 
S.Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 81

Sexta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,18-22)



Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.

20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.

22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.


Comentário do dia: São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja. Homília sobre «Pai, se for possível»



«Os padecimentos reservados a Cristo e a glória que se lhes seguiria» (1Ped 1,11)

Próximo da sua morte o Salvador clamava: «Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho» (Jo 17,1). Ora, a sua glória era a cruz. Como podia Ele pois tentar evitar o que anteriormente tinha pedido? Que a sua glória é a cruz, é-nos ensinado pelo Evangelho: «Ainda não tinham o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado» (Jo 7,39). Eis o sentido desta palavra: a graça ainda não tinha sido dada porque Cristo ainda não tinha subido à cruz para reconciliar Deus com os homens. Com efeito, foi a cruz que reconciliou os homens com Deus, que fez da terra um céu, que reuniu os homens aos anjos. Derrubou a cidadela da morte, destruiu o poder do demônio, libertou a terra do erro, assentou as fundações da Igreja. A cruz é a vontade do Pai, a glória do Filho, o júbilo do Espírito Santo. E é o orgulho de São Paulo: «De nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6,14).



Responsório(Sl 143)
— Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo. Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo. É meu escudo: é nele que espero.

— Que é o homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim, e no filho do homem pensais? Como o sopro de vento é o homem, os seus dias são sombra que passa.

Celebramos a 26 de setembro



São Cosme e São Damião sofreram martírio em Ciro (na Síria), provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV. A data de 27 de Setembro corresponde provavelmente à dedicação da basílica que o papa Félix IV mandou construir em honra deles no Foro Romano; e é ainda meta mais de turistas que de devotos, pelo esplêndido mosaico que lhe decora a ábside. Sabemos que os dois irmãos curavam "todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais", fazendo tudo gratuitamente. Em grego são chamados de "anargiros", isto é, sem dinheiro.

Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas "os dardos voltavam para trás e feriam a muitos, porém os santos nada sofriam ". Foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos e somente assim os dois mártires, juntamente com outros três irmãos, puderam prestar seu testemunho a Cristo.

Seus restos mortais, segundo consta, encontram-se em Ciro na Síria, repousando numa basílica a eles consagrada. Da Síria o seu culto alcançou Roma e dali se espalhou por toda a Igreja do Ocidente.

24 de set de 2014

Recortes

"Como gostaria de ter sido sacerdote para pregar sobre a Santíssima Virgem!"
(Santa Terezinha do Menino Jesus)

Evangelho do dia 24 de setembro (vídeo)

Bom dia!


Folhinha


Quarta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(Lc 9,1-6)



Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares.


Comentário do dia: Papa Francisco. Exortação apostólica «Evangelii Gaudium / A alegria do Evangelho» §§ 181-183 

Foram de aldeia em aldeia, anunciando a boa nova

O mandato de Cristo é: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura» (Mc 16,15), porque toda «a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus» (Rom 8, 19). «Toda a criação» significa também todos os aspectos da vida humana. […] Os ensinamentos da Igreja acerca das situações contingentes estão sujeitos a maiores ou novos desenvolvimentos e podem ser objecto de discussão, mas não podemos evitar ser concretos. […] Os pastores, acolhendo as contribuições das diversas ciências, têm o direito de exprimir opiniões sobre tudo aquilo que diz respeito à vida das pessoas, dado que a tarefa da evangelização implica e exige uma promoção integral de cada ser humano. 

Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu. Sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta terra, embora estejam chamados à plenitude eterna, porque Ele criou todas as coisas «para nosso usufruto» (1Tim 6,17), para que todos possam usufruir delas. Por isso, a conversão cristã exige rever «especialmente tudo o que diz respeito à ordem social e consecução do bem comum». (São João Paulo II)

Por conseguinte, ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocuparmos com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciarmos sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Quem ousaria encerrar num templo e silenciar a mensagem de São Francisco de Assis e da Beata Teresa de Calcutá? Eles não o poderiam aceitar. Uma fé autêntica – que nunca é cómoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, de transmitir valores, de deixar a Terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela.


Responsório(Sl 118)
— Vossa palavra é uma luz para os meus passos!

— Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei quanto um presente!
— A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.
— É eterna, ó Senhor, vossa palavra, ela é tão firme e estável quanto o céu.
— De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.
— De vossa lei eu recebi inteligência, por isso odeio os caminhos da mentira.
— Eu odeio e detesto a falsidade, porém amo vossas leis e mandamentos!

23 de set de 2014

Recortes

"Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida."
(Sêneca, 4 a.C. - 65 d.C.)

Hoje, 23 de setembro é dia de São Padre Pio


Celebramos a 23 de setembro





São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968


Nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

Evangelho do dia 23 setembro (vídeo)

Horror! “Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres - Ameaça do Estado Islâmico

Bandeira do Estado Islâmico do Iraque / Bandeira do Iraque
ROMA, 22 Set. 14 / 04:06 pm (ACI/EWTN Noticias).- Estado Islâmico fez um apelo aos seus milicianos e seguidores para que matem “de qualquer forma” os cidadãos norte-americanos, europeus e dos países que apoiam a coalizão militar contra eles no Iraque e na Síria, e advertiram a estas nações que pagarão um “preço alto” por atacar-lhe.

“Ataquem os soldados, patrões e tropas dos tawaghit (aqueles que excedem os limites fixados por Alá). Ataquem os seus policiais, agentes de segurança e de Inteligência, assim como os seus agentes traidores. Destruam as suas camas. Amarguem as suas vidas e ocupem-se deles”, indicou Abú Muhamad al Adnani, o porta-voz do Estado Islâmico, em um comunicado publicado na Internet e difundido pelo jornal digital 'The Long War Journal'.

“Se podem matar um infiel norte-americano ou europeu, especialmente os franceses sujos e vingativos, ou um australiano, um canadense ou qualquer infiel que promova a guerra infiel, incluindo aqueles cidadãos que aderiram à coalizão contra o Estado Islâmico, confiem mais uma vez em Alá e os matem de qualquer forma que se possa fazer”, destacou. "Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes, escravizaremos as suas mulheres com a permissão de Alá, o elevado", assegurou.

No seu comunicado, intitulado “Em verdade, o vosso senhor está sempre vigilante”, o porta-voz do Estado Islâmico ameaça aos Estados Unidos e a “todos” os seus “aliados”, definindo-os como “cruzados”. “Saibam que o tema é mais perigoso do que imaginaram e maior do que previram”, assegurou. “Advertimos-lhes que hoje estamos em uma nova era, onde o Estado, seus soldados e seus filhos não são escravos. São pessoas que não conhecem a derrota faz tempo", explicou.

Não há “cura” contra o Estado Islâmico

“Cruzados, notaram a ameaça do Estado Islâmico, mas não conhecem a cura e não a descobrirão porque não há cura. Se lutarem contra nós, isso nos faz mais fortes e duros. Se nos deixarem sozinhos, crescemos e nos expandimos”, avisou.

Al Adnani fez insistência em que a operação dos Estados Unidos e seus aliados contra o Estado Islâmico no Iraque e Síria será a sua “campanha final”. “Terminará mal e em derrota, como as campanhas prévias que foram derrotadas, embora nesta ocasião vamos persegui-los depois e vocês não nos perseguirão. Conquistaremos a sua Roma, destruiremos as suas cruzes e escravizaremos as suas mulheres, com a permissão de Alá, o elevado", afirmou.

Al Adnani advertiu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que terminará “decepcionado” por não conseguir os seus objetivos militares, mas deixou claro que tanto os norte-americanos como os europeus devem temer ao Estado Islâmico.

"O Estado Islâmico não começou a guerra"

"Aos norte-americanos e aos europeus: o Estado Islâmico não iniciou a guerra, como os seus governos e meios de comunicação querem fazer acreditar. Foram vocês que começaram a agressão contra nós e, portanto, são os culpados e pagarão um grande preço. Pagarão o preço quando as suas economias se paralisem. Pagarão o preço quando os seus filhos enviados à guerra contra nós voltem deficientes, mutilados, dentro de caixões ou mentalmente doentes", assegurou.

O porta-voz do Estado Islâmico fez um apelo aos milicianos do grupo para que o defendam. "Levantem-se e defendam o nosso estado do lugar onde estejam", destacou.

Folhinha


22 de set de 2014

Recortes

Ó silêncio de Nazaré, (...) ensina‑nos a necessidade e o valor da preparação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração secreta que só Jesus vê”
(Papa Paulo VI, Alocução em Nazaré, 5.01.64)

Terça-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(Lc 8,19-21)



Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.


Comentário do diaIsaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense.

«Repassando com o olhar os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Eis a minha mãe e os meus irmãos”» (Mc 3,34)

Maria, imune de todo o pecado, deu à luz a Cabeça do corpo; a Igreja, para remissão de todos os pecados, deu à luz o corpo da Cabeça. […] Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria; e o que se atribui em especial a Maria, Virgem e Mãe, aplica-se em geral à Igreja, Virgem e Mãe; e quando um texto fala de uma ou de outra, pode ser aplicado, quase indistinta e indiferentemente, a uma e à outra.

Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. Tudo isso o refere a mesma sabedoria de Deus, que é o Verbo do Pai, ora à Igreja em sentido universal, ora a Maria em sentido especial, ora a cada alma fiel em particular. Assim se lê na Escritura: «E habitarei na herança do Senhor» (Ecle 24,12). A herança do Senhor é, em termos universais, a Igreja, em termos especiais Maria, e em termos singulares cada alma fiel. No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos.


(Sl 118, 1.27.30.34.35.44)

— Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

— Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!

— Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos.

— Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.

— Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.

— Cumprirei constantemente a vossa lei, para sempre, eternamente a cumprirei.

Evangelho do dia 22 de setembro (vídeo)

21 de set de 2014

Recortes

Suba até vós a minha prece como incenso. Minhas mãos se ergam com oferta da manhã. Salmo 141 (140)

Segunda-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(Lc 8,16-18)



Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 16“ninguém acende uma lâmpada para cobri-la com uma vasilha ou colocá-la debaixo da cama; ao contrário, coloca-a no candeeiro, a fim de que todos os que entram vejam a luz. 17Com efeito, tudo o que está escondido deverá tornar-se conhecido e claramente manifesto.

18Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”.


Comentário do dia: São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja. Homilias sobre o evangelho de Mateus, n°15

A luz na lamparina

«Ninguém acende uma candeia para a cobrir com um vaso.» Com estas palavras, Jesus incita os seus discípulos a levarem uma vida irrepreensível, aconselhando-os a que velem constantemente sobre si mesmos, dado que estão postos sob o olhar de todos os homens, quais atletas num estádio, vistos de todo o universo (1Cor 4,9).

E declara-lhes também: «Não penseis: “Podemos sentar-nos calmamente porque estamos escondidos num cantinho do mundo”, porque sereis visíveis a todos os homens, qual cidade situada no alto de uma montanha (Mt 5,14), qual luz que, no interior de uma casa, se colocou sobre uma lamparina. […] Eu alumiei a luz da vossa lamparina, mas a vós compete mantê-la, não apenas para vossa vantagem pessoal, mas também no interesse de todos quantos a virem e forem por ela conduzidos à verdade. As piores maldades não poderão nunca lançar uma sombra sobre a vossa luz, se viverdes na vigilância daqueles que são chamados a levar o mundo inteiro ao bem. Assim pois, que a vossa vida corresponda à santidade do vosso ministério, para que a graça de Deus seja anunciada por toda a parte.»


Responsório(Sl 14)
— O justo habitará no monte santo do Senhor.

— Aquele que caminha sem pecado e pratica a justiça fielmente; que pensa a verdade no seu íntimo e não solta em calúnias sua língua.

— Que em nada prejudica o seu irmão, nem cobre de insultos seu vizinho; que não dá valor algum ao homem ímpio, mas honra os que respeitam o Senhor.

— Não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar contra o inocente. Jamais vacilará quem vive assim!

Evangelho do dia 21 de setembro (vídeo)

20 de set de 2014

XXV Domingo do Tempo Comum

Vigésimo Quinto Domingo do Tempo Comum

A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.
A primeira leitura pede aos crentes que voltem para Deus. «Voltar para Deus» é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e ações reflitam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.
O Evangelho diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.
A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projeto.