Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
...

31 de mar de 2015

Senhora das Dores, rogai por nós...

“Ó vos que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor como a minha dor! (Lam 1, 12).

Recortes

"Durante esta semana far-nos-a bem a todos contemplar o Crucificado, beijar as chagas de Jesus, beijá-las no crucifixo. Ele assumiu sobre si mesmo todo o sofrimento humano, revestindo-se desta dor." Papa Francisco na Audiência geral de 16 de abril de 2014

4a-FEIRA DA SEMANA SANTA


 (Mt 26,14-25)




Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”

23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

Comentário do dia: São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja. Catequese Baptismal 13, § 6

«O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa»


Queres que te demonstre  que Cristo sofreu a sua Paixão voluntariamente? Os outros homens morrem de má vontade, pois morrem nas trevas; mas Ele dizia antes da sua Paixão: «Eis que o Filho do Homem Se entregou para ser crucificado» (Mt 26,2). Sabes por que foi que este misericordioso não fugiu à morte? Para evitar que o mundo inteiro sucumbisse nos seus pecados. «Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue e crucificado» (Mt 20,13) e  ainda: «Ele tomou resolutamente o caminho de Jerusalém.»

Queres também saber claramente que a cruz é, para Jesus, uma glória? Ouve-O a Ele dizer-to, e não a mim. Judas, cheio de ingratidão pelo seu anfitrião, ia entregá-Lo; acabava de sair da mesa e de beber do cálice da bênção e, em jeito de agradecimento por esta  bebida da salvação, decidiu verter sangue inocente. Ele que comera o pão do seu Mestre, agradecia-Lhe de modo vergonhoso entregando-O. [...] Depois Jesus disse: «É chegada a hora em que o Filho do Homem será glorificado» (Jo 12,23). Vês como Ele sabe que a cruz é a sua glória? [...] Não que antes Ele tenha existido sem glória, pois fora glorificado «com a glória que tinha antes da fundação do mundo» (Jo 17,5). Mas, como Deus, era glorificado eternamente, enquanto agora era glorificado por ter merecido a coroa pela sua constância na prova.

Ele não foi obrigado a deixar a sua vida, não foi forçado a imolar-Se; Ele avança livremente. Escuta as suas palavras: « Tenho o poder de entregar a minha vida e tenho o poder de a retomar» (Jo 10,18); é por minha inteira vontade que cedo aos meus inimigos, pois se Eu não quisesse, nada aconteceria. Ele veio portanto voluntariamente para a Paixão, contente com esse ato, sorrindo à coroa, feliz por salvar a humanidade.


Responsório (Sl 68)
— Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram com fogo abrasador: e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!

— O insulto me partiu o coração; Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!

— Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

29 de mar de 2015

Recortes

“A ti, que te desmoralizas, vou-te repetir uma coisa muito consoladora: a quem faz o que pode, Deus não lhe nega a sua graça; Nosso Senhor é Pai, e, se um filho lhe diz na quietude do seu coração: «Meu Pai do Céu, aqui estou eu, ajuda-me...», se recorre à Mãe de Deus, que é Mãe nossa, vai para a frente”  S.Josemaría Escrivá, Via Sacra, Xª est., n. 3

2a-FEIRA DA SEMANA SANTA


(Jo 12,1-11)




1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.

4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?” 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela.

7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia da minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”.

9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos. 10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.


Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja. Sermões sobre o evangelho de João, n° 50, 6-7.

«Os pobres sempre os tendes convosco, mas a Mim não me tendes sempre.»

«Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-Lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume.» Eis o fato histórico; procuremos o simbólico. Sejas tu quem fores, se quiseres ser uma alma fiel, unge com Maria os pés do Senhor com perfume. Esse perfume é a retidão. […] Deita perfume sobre os pés do Senhor. Segue as pegadas do Senhor com uma vida santa. Enxuga os seus pés com os teus cabelos: se tens coisas supérfluas, dá-as aos pobres e assim terás enxugado os pés do Senhor. […] Talvez os pés do Senhor na terra sejam os necessitados. Pois não é dos seus membros (Ef 5,30) que Ele dirá no fim do mundo: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25,40)?

«A casa encheu-se com a fragrância do perfume.» Quer dizer, o mundo encheu-se da boa reputação desta mulher, porque o bom odor é como a boa reputação. Aqueles que associam o nome de cristãos a uma vida desonesta injuriam a Cristo […]; se o nome de Deus é blasfemado por esses maus cristãos, ele é, pelo contrário, louvado e glorificado pelos bons: «somos em toda a parte o bom odor de Cristo» (cf 2Cor 2,14-15). E diz também o Cântico dos Cânticos: «A tua fama é odor que se difunde» (1,3).

Responsório (Sl 26)

— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu temerei?

— Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem.

— Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos videntes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!

28 de mar de 2015

Começa...


Recortes

“Como eram diferentes umas vozes e outras!
Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, hosana nas alturas!
Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César!
Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobre elas”
 São Bernardo, Sermão no Domingo de Ramos, 2, 4

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR - Ano B


(Mc 11,1-10)



Naquele tempo, 1quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! 3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta’”.

4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.

5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?”

6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.

8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”

Ou

(Mc 15,1-39) 

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos:

1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos o interrogou:

Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Tu o dizes”.

Narrador 1: 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente:

Leitor 1: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”

Narrador 1: 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. 8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou:

Leitor 1: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”

Narrador 2: 10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos perguntou de novo:

Leitor 1: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?”

Narrador 2: 13Mas eles tornaram a gritar:

Ass.: Crucifica-o!

Narrador 2: 14Pilatos perguntou:

Leitor 1: “Mas, que mal ele fez?”

Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:

Ass.: Crucifica-o!

Narrador 2: 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. 16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. 18E começaram a saudá-lo:

Ass.: “Salve, rei dos judeus!”

Narrador 1: 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. 20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.

Narrador 2: 21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. 23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.

Narrador 1: 25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28) 29Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ass.: “Ah! Tu, que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, 30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”

Narrador 1: 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:

Ass.: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!” 32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!”

Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. 33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde. 34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:

Pres.: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”

Narrador 2: Que quer dizer:

Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

Narrador 2: 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:

Ass.: “Vejam, ele está chamando Elias!”

Narrador 2: 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:

Ass.: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.

Narrador 1: 37Então Jesus deu um forte grito e expirou. (Aqui todos se ajoelham e faz-se um instante de silêncio..) 38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. 39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:

Ass.: “Na verdade, este homem era o Filho de Deus!”


Comentário do dia: Homilia atribuída a Santo Epifânio de Salamina (?-403), bispo. 1ª homilia para a Festa dos Ramos; PG 43, 427ss.

«Eis que o teu rei vem a ti […], humilde, montado num jumento, sobre um jumentinho, filho de uma jumenta» (Zc 9,9)

«Exulta de alegria, filha de Sião!» Mantém-te em júbilo, Igreja de Deus: «eis que o teu rei vem a ti» (Zac 9,9). Vai à sua frente, corre para contemplares a sua glória. Eis a salvação do mundo: Deus vem até à cruz, e o Desejado das nações (Ag 2,8 Vulg) faz a sua entrada em Sião. Eis que vem a luz; aclamemos com o povo: «Hossana ao Filho de David. Bendito seja o que vem em nome do Senhor!» O Senhor Deus apareceu-nos, a nós que jazíamos nas trevas e na sombra da morte (Lc 1, 79). Ele apareceu, ressurreição dos caídos, libertação dos cativos, luz dos cegos, consolação dos aflitos, repouso dos fracos, fonte dos sedentos, vingador dos perseguidos, resgate dos perdidos, união dos divididos, médico dos doentes, salvação dos dispersos.

Ontem, Cristo ressuscitou Lázaro dos mortos; hoje, avança para a morte. Ontem, arrancou Lázaro às faixas que o ligavam; hoje, estende as mãos àqueles que querem atá-Lo; hoje, pelos homens, enterra-Se nas trevas e na sombra da morte. E a Igreja está em festa. Ela inaugura a festa das festas, porque recebe a seu Rei como esposo, porque o seu Rei está no meio dela.


Responsório (Sl 21)

— Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?


— Riem de mim todos aqueles que me veem, / torcem os lábios e sacodem a cabeça: / Ao Senhor se confiou, ele o liberte / E agora o salve, se é verdade que ele o ama!

— Cães numerosos me rodeiam furiosos / e por um bando de malvados fui cercado. / Transpassaram minhas mãos e os meus pés / e eu posso contar todos os meus ossos.

— Eles repartem entre si as minhas vestes / e sorteiam entre si minha túnica. / Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, / ó minha força, vinde logo em meu socorro!

— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos / e no meio da assembleia hei de louvar-vos! / Vós, que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, / glorificai-o, descendentes de Jacó, / e respeitai-o, toda a raça de Israel!

SÁBADO E DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR










SÁBADO DE RAMOS: Comunidade São José - Procissão e Celebração

DOMINGO DE RAMOS:
         - Matriz: 7h | 9h30 | 19h:  Procissão no horário das 9h30
         - Comunidades Maria de Nazaré e S. P. Apóstolo: Procissão e Celebraç.
         - Comunidade Js. Transfigurado: 18h

Recortes

“Uma casa não desaba por um movimento momentâneo. Na maioria dos casos, esse desastre é conseqüência de um antigo defeito de construção. Mas, por vezes, o que motiva a penetração da água é o prolongado desleixo dos moradores: a princípio, a água infiltra-se gota a gota e vai insensivelmente roendo o madeirame e apodrecendo a armação; com o decorrer do tempo, o pequeno orifício vai ganhando proporções cada vez maiores, ocasionando fendas e desmoronamentos consideráveis" (Cassiano, Colações, 6)

27 de mar de 2015

Sábado da 5ª semana da Quaresma

(Jo 11,45-56)





Naquele tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: “Que faremos? Este homem realiza muitos sinais. 48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”.

49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus.

54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “Que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”


Comentário do dia: São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja. Sermão 28 sobre o Cântico dos Cânticos

«É melhor para nós morrer um só homem pelo povo»

A fim de branquear a multidão, um só Se deixou escurecer […], porque «é melhor, diz a Escritura, que um só homem morra pelo povo». É bom que um só seja condenado «em carne semelhante à do pecado» (Rom 8,3), e que a raça não seja toda condenada pelo pecado. O esplendor da essência divina vela-Se sob a forma de escravo para salvar a vida do escravo. O brilho da vida eterna escurece na carne para purificar a carne. Para iluminar os filhos dos homens, o mais belo dos filhos dos homens (Sl 44,3) deve obscurecer-Se na sua Paixão, aceitar a vergonha da cruz. Exangue na morte, perde toda a beleza e toda a honra, para apresentar a Si mesmo a Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga (Ef 5,27).

Mas, sob esta tenda negra (Ct 1,5) […], reconheço o rei. […] Reconheço-O e beijo-O. Vejo a sua glória que está no interior; adivinho o brilho da sua divindade, a beleza da sua força, o esplendor da sua graça, a pureza da sua inocência. Cobre-O a cor miserável da enfermidade humana; a sua face está como que escondida, agora que, para Se parecer connosco, Ele passou por provações como nós, mas não pecou.

Reconheço também a forma da nossa natureza impura, reconheço esta túnica de pele, a veste dos nossos primeiros pais (Gn 3,21). O meu Deus vestiu-Se com ela, tomando a forma do escravo, tornando-Se semelhante aos homens (Fil 2,7) e vestindo-Se como eles. Sob essa pele de cabrito, sinal do pecado com que Jacob se cobriu (Gn 27,16), reconheço a mão que não pecou, a nuca jamais curvada sob o domínio do mal. Eu sei, Senhor, que és por natureza manso e humilde de coração, acessível, pacífico, sorridente, tu que foste «ungido com óleo de alegria, mais do que os teus iguais» (Mt 11,29; Sl 44,8). De onde Te vem então essa rude semelhança com Esaú, essa horrível aparência do pecado? Ah, é a minha! […] Reconheço o meu bem e, debaixo da minha face, vejo o meu Deus, o meu Salvador.


Responsório (Jr 31,10-13)

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!”

— Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor:

— Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.

Como identificar uma pessoa que esconde sua depressão?

Conheça os sinais da "depressão escondida"




(Fonte: aleteia)
Pessoas deprimidas geralmente são fáceis de identificar: ​​podem ser sombrias, tristes e apáticas. Mas o que acontece com aquelas que escondem sua depressão? Elas podem ser extrovertidas e simpáticas! Este é o problema com a depressão escondida: estas pessoas são especialistas em dissimular a situação real. Como podemos identificar e ajudá-las?

Aqui estão 7 sinais típicos que as pessoas com depressão escondida fazem:

1. Elas podem ser extrovertidas e alegres

Pesquisadores da Universidade de Rochester descobriram que a depressão era mais difícil de detectar quando as pessoas tinham uma disposição alegre, especialmente quando eram idosos. A equipe de investigação acreditava que os introvertidos tinham mais dificuldade para sair de uma depressão, mas parece que o oposto é verdadeiro. Não devemos tomar como certo que uma pessoa alegre e sociável é imune à depressão. Devemos ficar com os olhos atentos para alguns sinais indicativos e, acima de tudo, precisamos ser ouvintes empáticos.

2. Elas podem esconder a sua depressão

Há uma interessante pesquisa sobre a atitude que os europeus e australianos têm com relação à depressão. Há tanto estigma associado à depressão na Europa e Austrália, que muitos doentes estão determinados a não revelá-la. Eles podem ter vergonha ou simplesmente temem perder o emprego - refletido no número de dias de licença por causa de problemas de saúde mental. 

3. Elas podem precisam resolver alguns traumas do passado

Imagine a anfitriã perfeita: ela tem filhos maravilhosos, uma carreira gratificante e um casamento estável. Também pode ser que exista um episódio doloroso na vida dessa pessoa que nunca tenha sido devidamente curado. Os psicólogos têm um acrônimo para este tipo de pessoa: PHDP (Perfectly-Hidden-Depressed-Person). A aparência externa de confiança e felicidade está em nítido contraste com o que está acontecendo por dentro. O problema é muitas vezes ignorado, especialmente pelo sofredor, que pode acabar cometendo suicídio. A tragédia é que ninguém seja capaz de identificar os sinais, ou que o doente nunca tenha coragem de falar com alguém. Devemos sempre ouvir com atenção quando um amigo ou ente querido nos fala sobre sua exaustão e ansiedade.

4. Elas podem ter hábitos alimentares anormais

A maioria dos especialistas acreditam agora que pode haver uma forte ligação entre transtornos alimentares e depressão. Estas são duas doenças distintas, embora uma possa conduzir à outra, ou surgirem simultaneamente. Cada vez mais pessoas estão sofrendo de distúrbios alimentares. Pode haver várias causas, tais como pressões da mídia, autoimagem corporal, atividades físicas e depressão. Se você perceber que um ente querido está com alterações do apetite, tente falar com ela/e e incentive-o a procurar ajuda. A depressão escondida pode muito bem ser o gatilho.

5. Elas podem não querer se comprometer com a felicidade

Muitas vezes, as pessoas com depressão escondida exibem uma falta de entusiasmo por coisas que costumavam gostar de fazer. Se a pessoa afirmar que não está deprimida, que apenas não se importa mais, este pode ser um sinal de que algo está errado. Fazer com que a pessoa fale sobre seus problemas, geralmente é o primeiro passo em busca de tratamento.

6. Elas podem apresentar irritação e raiva

Costumamos associar a depressão com apatia, desespero, pensamentos melancólicos e choro. Mas há outros sintomas de depressão que muitas vezes passam despercebidos, como as explosões temporárias. A verdade é que explosões de raiva e irritabilidade frequentemente são manifestações de uma depressão. Muitos homens escolhem esta forma para expressar sua depressão.

7. Elas podem não dormir o suficiente

Se o seu cônjuge se queixa de não dormir o suficiente (ou mesmo dormir demais), isso pode ser um sinal de alerta. Estes problemas de sono podem ser apenas o sinal externo de uma causa mais profunda, como uma ansiedade, uma letargia ou uma depressão. Os problemas do sono e a depressão estão, muitas vezes, intimamente ligados. Vale a pena sondar para descobrir o que pode ser a causa, se a pessoa estiver disposta a se abrir.

Muitos casos de depressão não são detectados e tratados, muitas vezes com resultados trágicos. Entre 10% a 15% das pessoas com depressão grave não tratada cometem suicídio. Como vimos acima, as pessoas podem esconder ou fingir. Às vezes, apenas aguardam para elas, como um segredo obscuro. O desafio é ficar atento a possíveis sinais e ajudar a pessoa a procurar ajuda.
sources: PSICONLINEWS

De onde vem os ramos que enfeitam o Vaticano?

Roma,  (Zenit.orgRocio Lancho García


No Domingo de Ramos renova-se a tradição de enviar da cidade espanhola de Elche ao Vaticano, as palmas que serão utilizadas na benção antes da celebração eucarística, e colocadas ao lado do obelisco no centro da praça. Outras palmas serão entregues ao Santo Padre, aos cardeais e fiéis presentes na Praça de São Pedro, provenientes da cidade italiana de Sanremo. Como diz a tradição, as palmas são trabalhadas individualmente por professores que, com grande habilidade, deixam as folhas especialmente preparadas para a ocasião.
A cidade de Elche seguiu a tradição, e dias antes do início da Semana Santa, enviou as palmas brancas que serão entregues a algumas personalidades no Domingo de Ramos. Entre elas, o Papa Francisco. A palma colocada sobre o obelisco é uma criação do atelier Serrano Valero. Uma empresa familiar que há mais de cinco gerações se dedicada ao trabalho desta palma branca.
ZENIT entrevistou Paqui Serrano, uma das funcionárias deste atelier. Ela explicou que a tradição de enviar ao Vaticano uma palma confeccionada por eles tem mais de 20 anos.  "É um pedido da prefeitura, um presente que a cidade de Elche faz ao Papa e ao Vaticano a cada ano". As palmas enviadas são duas, uma trabalhada artesanalmente e outra lisa. A palma de Elche, até o momento, é a que fica no obelisco, abaixo do crucifixo, para bênção antes da missa. É uma peça muito grande, com cerca de três metros de altura, informa Paqui. A tarefa de produzir a palma envolve todos os trabalhadores da loja, entre 5 e 6 pessoas. Sendo uma empresa familiar, todos os dias trabalham apenas eles, mas quando chega este período outros parentes e amigos colaboram. "Para nós é uma honra que a cada ano o município nos faça este pedido. É também motivo de orgulho ver que uma peça tão importante, que trabalhamos no atelier com muito carinho, esteja na Praça de São Pedro visível para todos. Quando vemos no dia, ficamos emocionados", diz Paqui.
Muito mais antiga é a tradição das palmas provenientes de Sanremo, por um privilégio antigo que o Capitão Bresca obteve em 1586 de entregar à Igreja de São Pedro as palmas para o Domingo de Ramos.
O Capitão Benedetto Bresca estava em Roma, na Praça de São Pedro no dia 10 de setembro de 1586, dia que foi elevado o obelisco egípcio, solicitado pelo Papa Sixto V. Elevar o obelisco, de 26 metros de altura e 350 toneladas era uma tarefa difícil, por isso o Papa pediu aos fiéis reunidos na praça silêncio absoluto. Mas o capitão desafiou a ordem e gritou "Aiga ae corde" (água nas cordas - em dialeto da Ligúria) no momento em que as cordas que prendiam o obelisco, muito apertadas, parecia que iriam ceder. Por sua experiência marítima, o capitão sabia que as cordas molhadas impediriam que escorregasse. E assim, o Papa quis recompensá-lo e perguntou-lhe se ele mesmo poderia escolher a forma. Então, Bresca pediu o privilégio, a ele e a seus descendentes, de fornecer as palmas pascais ao Pontífice. Desde então, a tradição se mantém viva.
Além disso, neste ano, alguns galhos de oliveira que serão distribuídos aos fiéis presentes na Praça de São Pedro, no Domingo de Ramos, chegarão da região Cerignola, Itália. Conforme comunicado pelo Vigário Geral da Diocese de Cerignola-Ascoli Satriano.

26 de mar de 2015

Recortes

“A quem estiver nessa situação, é como se Cristo se servisse da sua própria agonia para lhe falar com voz vivíssima: Tem coragem, tu que es débil e fraco, e não desesperes. Estás atemorizado e triste, abatido pelo cansaço e pelo temor do tormento. Tem confiança. Eu venci o mundo, e apesar disso sofri muito mais sob o medo, e estava cada vez mais atemorizado à medida que o sofrimento se avizinhava [...]." -  São Tomás More, A agonia de Cristo

Sexta-feira da 5ª semana da Quaresma

(Jo 10,31-42)




Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”

33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’?

35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.

39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele.


Comentário do dia: São João Paulo II (1920-2005), papa. Audiência Geral 6/12/79

«Está escrito na vossa Lei: "Eu disse: vós sois deuses"»

«Deus disse: façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança» (Gn 1,26). Como se o Criador entrasse em Si mesmo; como se, criando, não chamasse apenas do nada à existência dizendo: «Faça-se!», mas, de uma maneira particular, tirasse o homem do mistério do seu próprio ser. E é compreensível que assim fosse, porque não se tratava somente do ser, mas da imagem. A imagem deve refletir; deve reproduzir, em certo sentido, a substância do seu protótipo. [...] É evidente que esta semelhança não deve ser entendida como um «retrato», mas como o facto de este ser vivo ter uma vida semelhante à de Deus. [...]

Definindo o homem como «imagem de Deus», o livro do Gênesis mostra aquilo pelo qual o homem é homem, aquilo pelo qual é um ser distinto de todas as outras criaturas do mundo visível. A ciência, sabemo-lo, fez e continua a fazer, nos diferentes domínios, numerosas tentativas para mostrar as ligações do homem com o mundo natural, para mostrar a sua dependência deste mundo, a fim de o inserir na história da evolução das diferentes espécies. 

Respeitando totalmente essas investigações, não nos podemos limitar a elas. Se analisarmos o homem no mais profundo do seu ser, veremos que ele é mais diferente do que semelhante ao mundo da natureza. É igualmente neste sentido que procedem a antropologia e a filosofia, quando procuram analisar e compreender a inteligência, a liberdade, a consciência e a espiritualidade do homem. O livro do Gênesis parece ir à frente de todas estas experiências da ciência e, ao dizer do homem que ele é «imagem de Deus», faz-nos compreender que a resposta ao mistério da sua humanidade não deve ser procurada na sua semelhança com o mundo da natureza. O homem assemelha-se mais a Deus que à natureza. É neste sentido que o salmo diz: «Vós sois deuses!» (Sl 82,6), palavras que Jesus retomará.


Responsório (Sl 17)

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.

— Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador!

— Meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo!

— Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes!

— Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito!

Celebramos a 27 de março

S. João Damasceno
João de Damasceno nasceu mais ou menos na metade do século VII de família árabe cristã e morreu em 749. É considerado o último representante da patrística grega e equivalente oriental de Santo Isidoro de Sevilha, por suas obras monumentais como " A Fonte do Conhecimento". A sua actividade literária é multiforme: passeia com autoridade da poesia à liturgia, da eloquência à filosofia e à apologética. Filho de um alto funcionário do califa de Damasco, João foi companheiro de brinquedos do príncipe Yazid, que mais tarde o promoveu ao mesmo encargo do pai, que corresponde mais ou menos ao de ministro das finanças. Na qualidade de Logoteta, foi representante civil da comunidade cristã junto às autoridades árabes. 
A um determinado ponto João deixou a corte, demitindo-se do alto cargo, provavelmente pelas tendências anti-cristãs do califa. Em companhia do irmão Cosme, futuro bispo de Maiouma, retirou-se para o mosteiro de São Sabas, preparando-se para o cargo de regedor titular da basílica do Santo Sepulcro.

25 de mar de 2015

Corpo de cristão torturado e assassinado pela polícia é jogado diante da casa da mãe

Perseguição contra os cristãos é comum e impune no Paquistão



(Fonte: site aleteia) - Zubair Masih, de 25 anos, era um jovem cristão paquistanês. Ele foi torturado e assassinado pela polícia do Paquistão no dia 7 de março.

Totalmente inocente, Zubair foi preso porque era filho de Ayesha Bibi, empregada doméstica acusada de furtar jóias e 2.000 rúpias em dinheiro da casa do patrão, Abdul Jabbar, um rico muçulmano. Após a acusação, Jabbar e um grupo de policiais invadiram a casa de Ayesha, que é viúva, e começaram a espancá-la. Depois, levaram-na para a casa de seu irmão, Arshad Masih, que vivia com dois filhos. Todos foram levados para a delegacia e brutalmente espancados. Ayesha teve um braço fraturado. A família foi depois liberada, com exceção do jovem Zubair, mantido preso. O corpo do jovem foi jogado na frente da casa da mãe no dia seguinte.

Perplexa, a comunidade cristã se reuniu em frente à delegacia pedindo justiça. Foram necessários firmes protestos para que a polícia abrisse um inquérito. Mesmo assim, os policiais acusados foram libertados rapidamente. A mãe do jovem assassinado foi pressionada a assinar uma declaração que livra os policiais de todas as acusações. O advogado Sardar Mushtaq Gill, que é cristão e cuida do caso, afirma, resignado, que “não vai haver justiça. Este é mais um caso de discriminação óbvia contra as minorias religiosas".

É comum, no Paquistão, que as vítimas de abusos cometidos pela elite muçulmana tenham seu silêncio comprado ou sejam ameaçadas por políticos ou pela polícia a fim de retirar todas as queixas.

Com informações da Agência Fides

Recortes

“O teu Crucifixo. – Como cristão, deverias trazer sempre contigo o teu Crucifixo. E colocá-lo sobre a tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de te entregares ao descanso e ao acordar. – E quando o pobre corpo se rebelar contra a tua alma, beija-o também.”  São Josemaría Escrivá, Caminho, n. 302;

Quinta-feira da 5ª da Quaresma

(Jo 8,51-59)



Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes ser?”

54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.


Comentário do dia: Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir. Contra as heresias

«Abraão exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz»

«Abraão, vosso pai, exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz.» Que quer isto dizer? «Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça» (Gn 15,6; Rom 4,3). Em primeiro lugar acreditou que Ele era o criador do céu e da terra, o Deus único; depois, que Ele tornaria a sua posteridade semelhante às estrelas do céu (Gn 15,5). Paulo também o diz: «como astros no mundo» (Fil 2,15). Portanto, foi a justo título que, deixando toda a sua parentela deste mundo, ele seguiu a Palavra de Deus, tornando-se estrangeiro com o Verbo, a fim de se tornar cidadão com o Verbo, o Filho de Deus (cf Ef 2,19). Foi também a título de justiça que os apóstolos, descendentes de Abraão, deixaram o barco e o seu pai e seguiram o Verbo (Mt 4,22). E é a justo título que nós, que temos a mesma fé de Abraão, tomando a nossa cruz tal como Isaac levou a lenha, seguimos este mesmo Verbo (Gn 22,6; Mt 16,24). 

Porque em Abraão, o homem já tinha aprendido e já se tinha acostumado a seguir o Verbo de Deus. Na sua fé, com efeito, Abraão observou o mandamento da Palavra de Deus e não hesitou em entregar «o seu único e amado filho» em sacrifício a Deus (Gn 22,2), a fim de que Deus também aceitasse, em favor da toda a sua posteridade, entregar o seu bem-amado Filho único em sacrifício pela nossa redenção (Rom 8,32).

E como Abraão foi profeta e viu no Espírito o dia da vinda do Senhor e o desígnio da sua Paixão, quer dizer, a salvação para si mesmo e para todos aqueles que, como ele, cressem em Deus, estremeceu com grande alegria. O Senhor Jesus Cristo não era, portanto, desconhecido de Abraão, visto que este desejou ver o seu dia. E foi assim que, instruído pelo Verbo, Abraão também conheceu o Pai do Senhor e acreditou nele. […] Por isso disse: «Ergo a minha mão para o Senhor, o Deus Altíssimo que criou os céus e a Terra» (Gn 14,22).


Responsório (Sl 104,4-9)

— O Senhor se lembra sempre da Aliança!

— Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.

— Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.

24 de mar de 2015

Para que serve a estola? Por que o padre a usa, se não a vemos?



É muito significativo que a Igreja queira revestir seus ministros sagrados com trajes próprios para a ação sagrada. Os ornamentos sacerdotais, como foram se desenvolvendo ao longo do tempo, são uma expressão da ação sacerdotal.
 
Os ornamentos litúrgicos de hoje têm sua origem nos ornamentos sacerdotais e levíticos da Antiga Lei e, portanto, nas antigas vestiduras dos nobres romanos.
 
Estão destinados à celebração dos santos mistérios da nossa fé, têm um alto sentido espiritual, uma funcionalidade ritual e um caráter distintivo na ordem dos ministros. Com seu simbolismo, eles nos ensinam a prover-nos de armas espirituais no combate contra o espírito do mal.
 
Dentro dos ornamentos litúrgicos, destaca-se, ainda que não seja muito evidente à vista, a estola. Ela é uma espécie de faixa que o sacerdote pendura no ombro sobre o peito e ajuda com o cíngulo sobre a alva e sob a casula.
 
A estola deve ser da mesma cor da casula; sua única decoração é uma cruz no meio (na altura do pescoço), que o ministro ordenado beija antes de colocá-la.
 
A disciplina atual prescreve seu uso na missa, nos sacramentos, sacramentais e sempre que haja um contato com a Eucaristia.
 
Desconhece-se com exatidão a origem da estola, mas o mais provável é que ela derive do manto de oração dos judeus, mais especificamente do “orarium”, nome com o qual a estola era conhecida na antiguidade.
 
A palavra “orarium” é um termo relacionado a “orare” (falar, pregar), o que torna este ornamento uma insígnia dos pregadores.
 
A Bíblia a classifica entre as vestiduras de honra. A partir do século XII, não se usou mais o terno “orarium”, mas “estola”.
 
Simbolismo da estola
 
1. É símbolo do poder e da autoridade sacerdotal, sinal por excelência da dignidade sacerdotal.
 
2. Como a estola era uma vestimenta utilizada por pessoas de certa dignidade, simboliza a dignidade do primeiro homem, do homem antes do pecado original.
 
3. Simboliza também a inocência necessária para o cumprimento do serviço sacerdotal e a veste de glória que o servo bom e fiel usará em recompensa pelos seus méritos. Evoca, portanto, o traje de festa que o Pai colocou no filho pródigo quando ele voltou à casa. Só Deus pode nos dar tal vestimenta e tornar-nos dignos de sentar à sua mesa, ao seu serviço.
 
4. Como é usada sobre o pescoço, assemelha-se a um jugo, o suave jugo de nosso Senhor, ou seja, as obrigações do estado sacerdotal.
 
5. A estola também simboliza as ovelhas que o Bom Pastor carrega sobre os ombros.
 
6. Ela é sinal das sogas com que nosso Senhor foi arrastado aocalvário.
 
7. Finalmente, a estola do diácono é símbolo de sacrifício e generosidade ao serviço da comunidade cristã.