Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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31 de mar de 2015

4a-FEIRA DA SEMANA SANTA


 (Mt 26,14-25)




Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”

23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

Comentário do dia: São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém, doutor da Igreja. Catequese Baptismal 13, § 6

«O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa»


Queres que te demonstre  que Cristo sofreu a sua Paixão voluntariamente? Os outros homens morrem de má vontade, pois morrem nas trevas; mas Ele dizia antes da sua Paixão: «Eis que o Filho do Homem Se entregou para ser crucificado» (Mt 26,2). Sabes por que foi que este misericordioso não fugiu à morte? Para evitar que o mundo inteiro sucumbisse nos seus pecados. «Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue e crucificado» (Mt 20,13) e  ainda: «Ele tomou resolutamente o caminho de Jerusalém.»

Queres também saber claramente que a cruz é, para Jesus, uma glória? Ouve-O a Ele dizer-to, e não a mim. Judas, cheio de ingratidão pelo seu anfitrião, ia entregá-Lo; acabava de sair da mesa e de beber do cálice da bênção e, em jeito de agradecimento por esta  bebida da salvação, decidiu verter sangue inocente. Ele que comera o pão do seu Mestre, agradecia-Lhe de modo vergonhoso entregando-O. [...] Depois Jesus disse: «É chegada a hora em que o Filho do Homem será glorificado» (Jo 12,23). Vês como Ele sabe que a cruz é a sua glória? [...] Não que antes Ele tenha existido sem glória, pois fora glorificado «com a glória que tinha antes da fundação do mundo» (Jo 17,5). Mas, como Deus, era glorificado eternamente, enquanto agora era glorificado por ter merecido a coroa pela sua constância na prova.

Ele não foi obrigado a deixar a sua vida, não foi forçado a imolar-Se; Ele avança livremente. Escuta as suas palavras: « Tenho o poder de entregar a minha vida e tenho o poder de a retomar» (Jo 10,18); é por minha inteira vontade que cedo aos meus inimigos, pois se Eu não quisesse, nada aconteceria. Ele veio portanto voluntariamente para a Paixão, contente com esse ato, sorrindo à coroa, feliz por salvar a humanidade.


Responsório (Sl 68)
— Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram com fogo abrasador: e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!

— O insulto me partiu o coração; Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!

— Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.

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