Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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31 de jan de 2015

Quarto Domingo do Tempo Comum


A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum garante-nos que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena.

A primeira leitura propõe-nos – a partir da figura de Moisés – uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, que Deus chama e que Deus envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas.

O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.

A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.
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(Mc 1,21-28)



21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar.

22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei.

23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!”

26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Comentário do dia: São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja. Sermão «Christus unus omnium magíster»

«Um só é o vosso Doutor: Cristo» (Mt 23,10). […] Cristo é, com efeito, «este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (Hb 1,3). Ele é a origem de toda a sabedoria: o Verbo de Deus nas alturas é a fonte da sabedoria. Cristo é a fonte de todo o verdadeiro conhecimento, pois Ele é «o caminho a verdade e a vida» (Jo 14,6). […] Enquanto caminho, Cristo é Senhor e princípio do conhecimento segundo a fé. […] Por isso, Pedro ensina-nos na sua segunda carta: «E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro.» (1,19) […] Pois Cristo é o princípio de toda a revelação, pela sua vinda em espírito, e a afirmação de toda autoridade, pela sua vinda na carne.

Veio em primeiro lugar em espírito, como luz reveladora de toda a visão profética. Segundo Daniel, «é Ele quem revela o que é profundo e escondido, quem conhece o que se esconde nas trevas, e a luz mora junto dele» (2,22); trata-se da luz da sabedoria divina, que é Cristo. Segundo João, Ele diz: «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (8,12); e também: «enquanto tendes a Luz, crede na Luz, para vos tornardes filhos da Luz» (12,36). […] Sem esta luz que é Cristo, ninguém pode penetrar os segredos da fé. E é por isso que lemos no livro da Sabedoria: «Envia-a, pois, do teu santo céu, digna-te enviá-la do trono da tua glória, para que me assista nos meus trabalhos e eu conheça aquilo que Te é agradável. […] Pois que homem poderia conhecer a vontade de Deus?» (9,10-13). Ninguém pode chegar à certeza da fé revelada, senão pela vinda de Cristo em espírito e na carne.

Responsório (Sl 94)

— Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

— Vinde, exultemos de alegria no Senhor,/ aclamemos o Rochedo que nos salva!/ Ao seu encontro caminhemos com louvores,/ e com cantos de alegria o celebremos!

— Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

— Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,/ e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!/ Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,/ e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.

— Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:/ “Não fecheis os corações como em Meriba,/ como em Massa, no deserto, aquele dia,/ em que outrora vossos pais me provocaram,/ apesar de terem visto as minhas obras”.

Evangelho do dia 31 de janeiro (vídeo)

30 de jan de 2015

Recortes


“Devemos corrigir, pois, por amor; não com o desejo de ferir, mas com a intenção carinhosa de conseguir que a pessoa se emende [...]. Se é o amor que te move, atuas bem.” 

Santo Agostinho

Celebramos a 31 de janeiro

São João Bosco - presbítero


"Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo" Mt 25,34 


São João Bosco foi o fundador dos padres salesianos e das irmãs salesianas, muito aceites pelos seus trabalhos junto dos jovens de todo o mundo. 
A oração da missa revela o conteúdo da vida deste santo: "Deus suscitou Dom Bosco para dar à juventude um mestre e um pai". 
Pouca gente se lembra que São João Bosco viveu no século XIX, na Itália, numa época religiosamente confusa, marcada pela luta entre conservadores e liberais. Marcada também pelo afastamento dos operários, que da Igreja passaram para o socialismo. E marcada ainda pelo afastamento dos intelectuais, que debandaram para o Modernismo. 
Com a fundação de Oratórios Festivos, Dom Bosco, reuniu os filhos desses operários abandonados, e levou as salesianas, também chamadas de "Filhas de Maria Auxiliadora", a cuidar das meninas deixadas ao abandono. 
Esquecemos, por vezes, que o nosso Santo foi escritor e que marcou, como tal, o seu tempo e o nosso. De sua iniciativa surgiram as Leituras Católicas, em fascículos mensais, e uma Biblioteca da Juventude. A máxima do Santo, é bem conhecida: "Mais vale prevenir do que remediar".  Morreu aos 73 anos, em 1888. 

Sábado da 3a semana do Tempo Comum.

(Mc 4,35-41)


35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

Comentário do dia: São Bonifácio (675-764), monge, missionário na Germânia, mártir. Carta a Cuthbert; PL 89, 765 (trad. Breviário, rev.)

«Porque sois tão medrosos?»

A Igreja é como um grande navio que navega pelo mar deste mundo. Sacudida pelas diversas ondas da adversidade nesta vida, não deve ser abandonada a si mesma, mas tem de ser governada. Na primitiva Igreja, temos o exemplo de Clemente e Cornélio e muitos outros na cidade de Roma, de Cipriano em Cartago, de Atanásio em Alexandria, os quais, sob o reinado dos imperadores pagãos, governaram a barca de Cristo – melhor, a sua diletíssima esposa, que é a Igreja – ensinando-a, defendendo-a, passando trabalhos e sofrimentos até ao derramamento do sangue.

Ao pensar nestas figuras e noutras semelhantes, estremeço de receio; o temor e o terror apoderam-se de mim e quase me submergem as trevas dos meus pecados (cf Sl 54,6); e muito me agradaria abandonar de todo o leme da Igreja, se encontrasse precedentes semelhantes nos Padres ou na Sagrada Escritura.

Mas sendo assim, e dado que a verdade pode ser contestada, mas não vencida […], a nossa alma fatigada refugia-se naquele que nos diz pela boca de Salomão: «Tem confiança no Senhor com todo o teu coração e não confies na tua prudência. Em todos os teus caminhos, pensa no Senhor e Ele dirigirá os teus passos» (Pr 3,5-6). […] Permaneçamos firmes na justiça e preparemos a nossa alma para a provação; suportemos a dilação de Deus e digamos-Lhe: «Senhor, Vós Vos tornastes o nosso refúgio de geração em geração» (Sl 89,1). Confiemos naquele que colocou sobre nós este fardo. Como o não podemos levar sozinhos, levemo-lo com o auxílio daquele que é omnipotente e nos diz: «O meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Mt 11, 30).


Responsório (Lc 1,69-70.71-72.73-75)

— Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!


— Fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos,

— para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança

— e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias.

Evangelho do dia 30 de janeiro (vídeo)

29 de jan de 2015

Recortes

 “É preciso que tenhamos paciência com todos, mas, em primeiro lugar, conosco próprios.”  (São Francisco de Sales, Cartas, frag. 139)

Sexta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

(Mc 4,26-34)





Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.

28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.

30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.

33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

Comentário do dia: São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja. Homilias sobre Mateus, cap. 13

«Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12,24)

«O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.» (Mt 13,31) Esta pequena semente é, para nós, símbolo de Jesus Cristo que, colocado na terra, no jardim onde foi sepultado, de lá saiu pouco depois pela sua ressurreição, erguido como árvore de grande porte.

Podemos dizer que, quando Ele morreu, foi como uma pequena semente: foi uma semente pela humilhação da sua carne e uma grande árvore pela glorificação da sua majestade; uma semente quando apareceu aos nossos olhos inteiramente desfigurado e uma grande árvore quando ressuscitou como mais belo dos filhos dos homens (Sl 44,3).

Os ramos desta árvore misteriosa são os santos pregadores do Evangelho, cujo alcance é notado neste salmo: «O seu eco ressoou por toda a terra e a sua palavra até aos confins do mundo.» (Sl 19,5; cf Rom 10,18) Os pássaros descansam nos seus ramos quando as almas justas, que são elevadas dos atractivos da terra nas asas da santidade, encontram nas palavras desses pregadores do Evangelho a consolação de que precisam para as suas penas e as fadigas desta vida.

Responsório (Sl 36)

— A salvação de quem é justo vem de Deus!

— Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.

— Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.

— É o Senhor quem firma os passos dos mortais e dirige o caminhar dos que lhe agradam; mesmo se caem, não irão ficar prostrados, pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.

— A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

Recortes


Evangelho do dia 29 de janeiro (vídeo)

28 de jan de 2015

Recortes


“Conforme for a capacidade que o cântaro da fé leva à fonte, assim será o que dela há de receber” Santo Agostinho, Tratado sobre o Evangelho de São João, 17

Quinta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

(Mc 4,21-25)



Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21“Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”.

Comentário do dia: Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade. «Something Beautiful for God»

«Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos»

Uma vez que Cristo é invisível, não podemos mostrar-Lhe o nosso amor; mas o nosso próximo não é invisível, por isso podemos fazer por ele aquilo que gostaríamos de fazer por Cristo, se Ele fosse visível.

Hoje em dia, o próprio Cristo está presente em todos aqueles que são dispensáveis, naqueles a quem não damos emprego, nos que deixamos de tratar, nos que têm fome, nos que não têm roupa ou habitação. Todos eles parecem inúteis aos olhos da sociedade e do Estado. Ninguém tem tempo para eles. É por isso a nós, cristãos como tu e eu, se o nosso amor for verdadeiro e digno do amor de Cristo, que cabe a tarefa de os encontrar e ajudar. Eles existem para que nós os encontremos.

Trabalhar por trabalhar é o perigo que nos ameaça de todos os lados. É então que entram em campo o respeito, o amor, a devoção, para que possamos oferecer a Cristo, e por Ele a Deus, o fruto do nosso trabalho, que nos esforçamos por fazer da melhor maneira possível.

Responsório (Sl 23)

— É assim a geração dos que buscam a vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

— “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.”

Evangelho do dia 28 de janeiro (vídeo)

27 de jan de 2015

Recortes

“...os homens não são mais do que instrumentos, de quem Deus se serve para a salvação das almas;
e deve-se procurar que esses instrumentos estejam em bom estado para que Deus possa utilizá-los”  (São Pio X, Enc. Haerent animo)

Celebramos a 28 de janeiro


São Tomás de Aquino - sacerdote e doutor da Igreja



"Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar a sua vida? Pois o que daria o homem em troca de sua vida?" Mc 8,36-37 

Hoje a Igreja celebra um dos maiores santos da História: São Tomás de Aquino. É o autor da Suma Teológica. 
Pertenceu à Ordem dos padres dominicanos. 
Costuma ser indicado como o maior teólogo da Idade Média, como também, mestre dos teólogos até aos dias de hoje. Declarado "Doutor da Igreja", em 1567, e Padroeiro das Universidades, Academias e Colégios católicos, em 1880. 
Foi de fato um gênio, que poderia ter-se perdido, não fora ter-se libertado das atrações mundanas da sua classe, pois era rico, nobre e cerceado em seu desenvolvimento pela própria família. Foi em Paris - o maior centro de estudos teológicos do seu tempo - que ele pôde compor a sua gigantesca obra a Suma Teológica, verdadeira síntese do passado e intuição do futuro. Até hoje, essa obra não encontrou similar, nem em matéria de Filosofia nem em matéria de Teologia. 
Por vezes, esquecemos, atrás do sábio, a grandeza do santo. E São Tomás soube desapegar-se das grandezas do mundo, para revelar o amor mais profundo à oração e à contemplação. Tornou-se, assim, o modelo de todos os que buscam a Deus, vivendo segundo o plano divino. 

Quarta-feira da 3ª semana do Tempo Comum

(Mc 4,1-20)



Naquele tempo, 1Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia.

2Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3“Escutai! O semeador saiu a semear. 4Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto.

8Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”.

13E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14O semeador semeia a Palavra. 15Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem.

18Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um.”

Comentário do dia: São Cesário de Arles (470-543), monge, bispo. Sermões ao povo, n.º 6; CCL 103, 32

Dar fruto e produzir a trinta, a sessenta e a cem por um

Há duas espécies de campos, irmãos: um é o campo de Deus, o outro o dos homens. Tal como tu tens os teus domínios, também Deus tem os seus. Os teus domínios são a tua terra; os de Deus são a tua alma. Seria porventura justo que cultivasses o teu terreno e deixasses em pousio o de Deus? Se pões a tua terra em cultivo mas não fazes o mesmo com a tua alma, é porque pretendes pôr a tua propriedade a render, mas não a de Deus? Achas isso justo? Porventura Deus merecerá da nossa parte tamanha negligência em relação à nossa alma, que Ele tanto ama? Se te regozijas por veres o teu terreno bem cultivado, porque não choras ao ver a tua alma em pousio? A colheita do teu terreno assegurar-te-á a sobrevivência por uns dias neste mundo, mas o cuidado da tua alma dar-te-á a vida eterna no céu. […]

Deus dignou-Se confiar-nos a nossa alma como seu domínio; portanto, por intermédio do seu auxílio ponhamos mãos à obra com todas as nossas forças para que, no momento em que visitar o seu terreno, Ele o encontre bem cultivado e em perfeita ordem: que Ele possa encontrar um pomar em vez dum silvado, vinho em vez de vinagre e trigo em vez de joio. Pois se lá encontrar tudo o que é agradável a seus olhos, dar-nos-á como recompensa as alegrias eternas, ao mesmo tempo que lançará as silvas ao fogo.

Responsório (Sl 109)

— Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

— Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

— O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos;

— tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

— Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

26 de jan de 2015

Evangelho do dia 27 de janeiro (vídeo)

Recortes

Apenas um raio de sol é suficiente para afastar
várias sombras.
(São Francisco de Assis)

Terça-feira da 3ª semana do Tempo Comum

(Mc 3,31-35)


Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”.

33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja. Sermão 25 sobre São Mateus.

«Esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»

Peço-vos que repareis no que diz o Senhor ao estender a mão para os seus discípulos: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.» Porventura não fez vontade do Pai a Virgem Maria, que acreditou pela fé e concebeu pela fé, que foi escolhida para que dela nascesse a salvação entre os homens e que foi criada por Cristo antes de Cristo ter sido criado nela? Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente, a vontade do Pai; e por isso Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo. Portanto, Maria era bem-aventurada porque, antes de dar à luz o Mestre, O trouxe no seio. […]

Maria é santa, Maria é bem-aventurada. Mas é mais importante a Igreja do que a Virgem Maria. Porquê? Porque Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas apesar disso membro do corpo total. […] Reparai portanto em vós mesmos, irmãos caríssimos. Também vós sois membros de Cristo, também vós sois corpo de Cristo. Vede como o sois quando Ele diz: «Aí estão minha mãe e meus irmãos.» Como sereis mãe de Cristo? «Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»


Responsório (Sl 39)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu o meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. E então eu vos disse: “Eis que venho!”

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis não fechei os meus lábios.

— Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.

Evangelho do dia 26 de janeiro

25 de jan de 2015

Guia para a confissão


Santos Timóteo e Tito, bispos (memória obrigatória)

 Lc 10, 1-9

O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou--os, dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele mesmo devia ir. E dizia-lhes: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. [...] Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’. Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; senão, ela retornará a vós. Permanecei naquela mesma casa; comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador tem direito a seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”.


Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja. Sermão 101; PL 38, 605ss

O dono da messe

O evangelho convida-nos a procurar a messe sobre a qual o Senhor diz: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.»  Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a quem chamou apóstolos («enviados»), mais setenta e dois. E mandou-os a todos, como se depreende das suas palavras, trabalhar numa messe já preparada. E que messe era essa? Eles não iam trabalhar entre os pagãos, onde nada fora semeado. Temos de supor, pois, que iriam trabalhar entre os judeus, pois foi para isso que o dono da messe veio; com efeito, aos outros povos Ele não envia trabalhadores para a messe, mas semeadores. Deste modo, entre os judeus trabalha-se na messe, entre os outros povos semeia-se. E foi nitidamente trabalhando na messe entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos: era o tempo da colheita, a messe estava loura depois de os profetas terem semeado entre eles. […]

Pois não é verdade que o Senhor declarou aos seus discípulos : «Não dizes vós que o Verão ainda vem longe? Pois bem, Eu vos digo: erguei os olhos e vede os campos, estão brancos para a colheita» (Jo 4,35). E ainda: «Outros trabalharam e vós aproveitais o trabalho deles» (v. 38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam, penando para semear o grão. Ao chegar, o Senhor encontra a messe madura, e envia os seus trabalhadores com a foice do evangelho.


Responsório (Sl 95)

— Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó Terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!

— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações e entre os povos do universo seus prodígios!

—Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória, dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!

— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

Recortes

Os teus parentes, os teus colegas, os teus amigos, vão notando a diferença, e reparam que a tua mudança não é uma mudança passageira; que já não és o mesmo. Não te preocupes. Para a frente! (...) agora é Cristo quem vive em ti! (São Josemaría Escrivá. Sulco, 424)

24 de jan de 2015

Recortes


Oh Mãe! Que a nossa alegria, como a tua, seja a alegria de estar com Ele e de o ter”  (S. Josemaría Escrivá, Sulco, n. 95)

Celebramos a 25 de janeiro....

Conversão de São Paulo, apóstolo


"Eu sou Jesus, a quem persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ser-te-á dito o que deves fazer" At 9,5-6M 
Comemoramos hoje, com solenidade, a conversão do apóstolo São Paulo. 
Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribuiu a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e o Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda do Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso. 
Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos a este Santo, que se auto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. 
Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi São Paulo quem o fez de maneira insuperável. 

3º Domingo do Tempo Comum - Ano B

(Mc 1,14-20)



14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

16E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.

17Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”.

18E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.

19Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.


Comentário do dia: Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja. Comentário ao Evangelho concordante, 4, 20; SC 121

«Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens»


Quando vieram a Ele, eram pescadores de peixe, e tornaram-se pescadores de homens, como está dito: «Eis que agora mandarei chamar muitos pescadores e eles os pescarão; depois disso lhes enviarei muitos caçadores, e eles os caçarão em cada monte e colina e nas cavernas dos penhascos» (Jer 16,16). Se tivesse enviado sábios, dir-se-ia que tinham persuadido o povo e o tinham ganhado, ou que o tinham enganado e aprisionado. Se tivesse enviado ricos, dir-se-ia que tinham enganado o povo, alimentando-o, ou que o haviam corrompido com dinheiro e subjugado. Se tivesse enviado homens fortes, dir-se-ia que tinham atraído o povo pela força ou forçado pela violência.

Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrou-o a todos através do exemplo de Simão Pedro, a quem faltou a coragem e que teve medo da voz de uma criada; que era pobre, porque não podia sequer pagar a sua quota do imposto (Mt 17,24ss): «não tenho ouro nem prata», disse ele (At 3,6); e que era inculto, uma vez que, quando negou o Senhor, não soube encontrar um estratagema inteligente para o fazer.

Estes pescadores de peixes partiram pois pelo mundo, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Que grande milagre! Fracos como eram, atraíram sem violência os fortes para a sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram discípulos entre os sábios e os prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é a sabedoria das sabedorias.

Salmo Responsorial (Sl 24)

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ vossa verdade me oriente e me conduza!


— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos,/ e fazei-me conhecer a vossa estrada!/ Vossa verdade me oriente e me conduza,/ porque sois o Deus da minha salvação.

— Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura/ e a vossa compaixão que são eternas!/ De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia/ e sois bondade sem limites, ó Senhor!

— O Senhor é piedade e retidão,/ e reconduz ao bom caminho os pecadores./ Ele dirige os humildes na justiça,/ e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Paróquia Santa Luzia neste domingo


23 de jan de 2015

Recortes

“Cristo na Cruz: esta é a única chave verdadeira. Ele aceita o sofrimento na Cruz para nos fazer felizes (...)"  Beato Álvaro del Portillo.. 1984

Sábado da 2ª semana do Tempo Comum

(Mc 3,20-21)




Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.


Comentário do dia: São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, doutor da Igreja. Leituras para a festa do Corpo de Deus

Jesus dá-Se completamente no seu corpo e seu sangue

Os dons imensos com que o Senhor cumulou o povo cristão elevam-no a uma inestimável dignidade. Não há, e nunca houve, com efeito, nação alguma cujos deuses estivessem tão próximos de nós como o está o nosso Deus (cf Dt 4,7). O Filho unigénito de Deus, no propósito de nos tornar participantes da sua divindade, assumiu a nossa natureza e fez-Se homem para divinizar os homens. Tudo o que tomou de nós, pô-lo ao serviço da nossa salvação. Porque, para nossa reconciliação, Ele ofereceu o seu corpo a Deus Pai no altar da cruz; e verteu o seu sangue como penhor para nos resgatar da condição de escravos e nos purificar de todos os pecados pelo banho da regeneração.

Para que permaneça junto de nós a contínua lembrança de tão grande dom, deixou aos crentes o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida, nas espécies do pão e do vinho. Ó admirável e precioso festim que nos dá a salvação e tem a doçura em plenitude! Que poderíamos encontrar de mais precioso que esta refeição, onde o que nos é oferecido não é carne de vitelo nem de cabrito, mas Cristo, o verdadeiro Deus?


Responsório (Sl 46)

— Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta!

— Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra!

— Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor, subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!

— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso!

Celebra-se a 24 de janeiro...



São Francisco de Sales - bispo e doutor da Igreja


"Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi" Jo 15,16a 
A festa do Santo de hoje é-nos muito querida. Trata-se de São Francisco de Sales. Esse santo oferece-nos a mais perfeita lição do quanto se pode conseguir pela bondade e pela doçura. 
Foi Bispo de Genebra, na Suíça, tendo vivido entre 1567 e 1622. Viu-se logo cercado pelos calvinistas que, naquele tempo, eram tomados por uma grande aversão contra tudo o que fosse católico. Ao invés de brigar e de se entregar à oposição, S. Francisco de Sales preferiu seguir o caminho de um humanismo suave. Fez valer esta máxima: "Mais moscas se caçam com um pingo de mel do que com um barril de vinagre". 
Mas não é só isso que nos ensina o santo que lembramos nesta data. Ele passou a vida escrevendo. E hoje, é patrono dos jornalistas. Seus dois livros - "Tratado do Amor de Deus" e "Introdução à Vida Devota" leem-se em nossos dias com a mesma facilidade e interesse como no tempo em que foram escritos. 
Fundou a Ordem da Visitação e foi capaz de interpretar o que Deus deseja e o que está no íntimo de cada coração humano. 

Ao lembrarmos a figura dos santos de hoje sentimo-nos convidados a integrar o mundo de Deus e o mundo dos homens num único grande amor: Cristo, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. 
(Fonte: Evangelho Quotidiano)

22 de jan de 2015

Evangelho do dia 23 de janeiro

Recortes


Um conselho, que vos tenho repetido teimosamente: estai alegres, sempre alegres! Que estejam tristes os que não se consideram filhos de Deus! (S. Josemaría Escrivá. Sulco, 54)

Sexta-feira da 2ª semana do Tempo Comum

(Mc 3,13-19)



Naquele tempo, 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja. Sermão 311, 2

«Estabeleceu doze para andarem com Ele e para os enviar a pregar»

Os bem-aventurados apóstolos […] foram os primeiros a ver Cristo suspenso na cruz; choraram a sua morte, ficaram atemorizados face ao prodígio da sua ressurreição mas, logo a seguir, transportados de amor por esta manifestação do seu poder, não hesitaram em derramar o seu sangue para atestar a verdade do que tinham visto. Pensai, irmãos no que era pedido a esses homens: ir por todo o mundo pregar que um morto tinha ressuscitado e subido ao céu; e sofrer, devido à pregação dessa verdade, tudo o que aprouvesse a um mundo insensato: privações, exílio, cadeias, tormentos, carrascos, feras ferozes, a cruz e morte. Teriam sofrido tudo isso por um desconhecido?

Teria Pedro morrido para sua própria glória? Teria pregado em proveito próprio? Ele morria e Outro, que não ele, era glorificado por essa morte; ele foi morto e Outro foi adorado. Só a chama ardente da caridade, unida à convicção da verdade, pode explicar semelhante audácia! Eles pregavam o que tinham visto. Ninguém morre por uma verdade da qual não está seguro. Ou deveriam eles negar o que tinham visto? Mas não negaram, antes pregaram esse Morto que sabiam estar perfeitamente vivo. Eles sabiam por que vida desprezavam a vida presente, sabiam por que felicidade suportavam provas passageiras, por que recompensa espezinhavam todos esses sofrimentos. A sua fé pesava mais na balança que o mundo inteiro.

Responsório (Sl 84)

— A verdade e o amor se encontrarão.

— Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, concedei-nos também vossa salvação! Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

— A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

— O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.