Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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29 de dez de 2014

Recortes

"Mas, para amar, requer-se muita finura, muita delicadeza, muito respeito, muita afabilidade”  S. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 173

5º Dia da Oitava do Natal

(Lc 2,22-35)




22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.

27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.

33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te traspassará a alma”.


Comentário do dia: Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja. Caminho de Perfeição, cap. 31, 1-2 (Ed. Carmelo, 2000, rev)

Simeão tomou-O nos braços

Nesta oração de quietude, o Senhor começa a dar a entender que ouve a nossa petição e começa, já aqui neste mundo, a dar-nos o seu reino, para que deveras O louvemos, santifiquemos o seu nome e procuremos que todos o façam. 

Esta oração é já coisa sobrenatural e que não podemos procurar por nós mesmos, por mais diligências que façamos, porque é um pôr-se a alma em paz, ou pô-la o Senhor em paz, para melhor falar com a sua presença, como fez ao justo Simeão, porque todas as potências se sossegam. Entende a alma, de um modo muito diverso do entender com os sentidos exteriores, que já está ali mesmo ao pé de Deus, que com mais um poucochinho chegará a estar feita uma mesma coisa com Ele por união. E isto, não porque O veja com os olhos do corpo, nem com os da alma. O justo Simeão também não via, do glorioso Menino pobrezinho, mais do que as faixas em que O levavam envolto e a pouca gente que ia com ele na procissão, que mais pudera julgá-lo filho de gente pobre que Filho do Pai celestial; mas o mesmo Menino deu-Se-lhe a conhecer. E é assim que a alma aqui entende, embora não com essa clareza; porque nem mesmo ela percebe como o entende, senão que se vê no reino, ou ao menos junto do Rei que lho há-de dar, e parece que a própria alma está com tal respeito, que nem sequer ousa pedir.

Responsório (Sl 95)

— O céu se rejubile e exulte a terra!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!

— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!

— Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus: diante dele vão a glória e a majestade, e o seu templo, que beleza e esplendor!

27 de dez de 2014

Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José - Ano B



Sagrada Família

A liturgia desta festa propõe-nos a família de Jesus como exemplo e modelo das nossas comunidades familiares… Como a família de Jesus – diz-nos a liturgia deste dia – as nossas famílias devem viver numa atenção constante aos desafios de Deus e às necessidades dos irmãos.
O Evangelho põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que escuta a Palavra de Deus, que procura concretizá-la na vida e que consagra a Deus a vida dos seus membros. Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens.

A segunda leitura sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser “Homem Novo”. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que connosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.
A primeira leitura apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais… É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.



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Domingo, 28 de dezembro: SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ - Festa - Ano B

Comentário do dia 

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja

Homilia para o Natal; PG 56, 392


«Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.»

Que posso eu dizer sobre este mistério? Vejo um operário, uma manjedoura, um Menino, uns paninhos, uma Virgem que dá à luz privada do necessário; vejo as marcas de indigência, o fardo da pobreza. Alguma vez vistes a riqueza em tal penúria? Como é que Aquele que era rico Se fez pobre por nós (cf 2Cor 8,9), ao ponto de, privado de berço e de mantas, estar deitado numa dura manjedoura? […] Oh! Riqueza imensa, sob a aparência de pobreza! Ele dorme numa manjedoura, mas abala o universo. Envolto em panos, rompe as cadeias do pecado. Embora ainda não saiba falar, instruiu os magos para que regressassem por outro caminho. O mistério ultrapassa em muito a palavra!

Eis o Bebé envolto em panos, deitado numa manjedoura; e Maria, Virgem e Mãe; e também José, a quem chamamos seu pai. Este desposou Maria, mas o Espírito Santo cobriu Maria com a sua sombra. Por isso José ficou angustiado, não sabendo que nome dar ao Menino. […] Nessa ansiedade, chegou-lhe uma mensagem através dum anjo: «José, não temas receber Maria, tua esposa, pois O que ela concebeu é obra do Espírito Santo» (Mt 1,20). […] Porque nasceu o Salvador duma Virgem? Eva, que era virgem, deixou-se seduzir e deu à luz a causa da nossa morte; Maria, tendo recebido do anjo a Boa Nova, deu à luz o Verbo feito carne, que nos traz a vida eterna.

O abraço do Papa às famílias numerosas


Cidade do Vaticano (RV)

 – Por ocasião do dia da Sagrada Família, 28 de dezembro, antes da oração do Angelus o Papa Francisco receberá na Sala Paulo VI cerca de sete mil membros de famílias numerosas.

A Confederação Europeia das Famílias Numerosas (European large families confederation) está reunida em Roma (26-28 de dezembro) para celebrar seus 10 anos de fundação.

Participam do evento famílias italianas, espanholas, alemãs, húngaras, polonesas, lituanas, entre outras.

No domingo, as famílias receberão a saudação do Presidente da Confederação, o húngaro Laszlo Marki, participarão da concelebração eucarística presidida por Dom Vicenzo Paglia, que é o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, e se encontrarão com o Papa Francisco.

As famílias numerosas na Itália

De acordo com o Presidente da Associação Italiana das Famílias Numerosas  - que conta 17 mil núcleos associados –,  Giuseppe Butturini, o bem-estar da sociedade depende do bem-estar das famílias.

“Se os filhos se sentem acolhidos, se produz uma cadeia de gratuidade, de solidariedade e confiança recíproca, que é o tecido de apoio de toda a sociedade. Chegou a hora da coragem”, declarou Butturini, que é pai de 10 filhos.

Segundo dados oficiais do Instituto de Estatísticas da Itália, são consideradas numerosas as famílias que têm pelo menos três filhos (cerca de 850 mil núcleos).

Recortes


“Desejamos que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também Mãe da «Igreja doméstica», e que, graças à sua ajuda materna, cada família cristã possa chegar a ser verdadeiramente uma pequena Igreja de Cristo.
(Beato João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris consortio, 86)

Celebramos a 27 de dezembro

S. João, Apóstolo e Evangelista



João, filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, de profissão pescador, originário de Betsaida, como Pedro e André, ocupa um lugar de primeiro plano no elenco dos apóstolos. O autor do quarto Evangelho e do Apocalipse, será classificado pelo Sinédrio como indouto e inculto. No entanto, o leitor, mesmo que leia superficialmente os seus escritos, percebe não só o arrojo do pensamento, mas também a capacidade de revestir com criativas imagens literárias os sublimes pensamentos de Deus. A voz do juiz divino é como o mugido de muitas águas. 
João é sempre o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. É a águia que desde o primeiro bater das asas se eleva às vertiginosas alturas do mistério trinitário: "No princípio de tudo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e ele mesmo era Deus."
Ele está entre os mais íntimos de Jesus e nas horas mais solenes de sua vida João está perto. Está a seu lado na hora da ceia, durante o processo, e único entre os apóstolos, assiste à sua morte junto com Maria. Mas contrariamente a tudo o que possam fazer pensar as representações da arte, João não era um homem fantasioso e delicado. Bastaria o apelido humorista que o Mestre impôs a ele e a seu irmão Tiago: "Filhos do trovão" para nos indicar um temperamento vivaz e impulsivo, alheio a compromissos e hesitações, até aparecendo intolerante e cáustico. 
No seu Evangelho designa a si mesmo simplesmente como "o discípulo a quem Jesus amava." Também se não nos é dado indagar sobre o segredo desta inefável amizade, podemos adivinhar uma certa analogia entre a alma do Filho do homem e a do filho do trovão, pois Jesus veio à terra não só trazer a paz mas também o fogo. Após a ressurreição, João está quase constantemente ao lado de Pedro. Paulo, na epístola aos gálatas, fala de Pedro, Tiago e João como colunas na Igreja. 
No Apocalipse, João diz que foi perseguido e degredado para a ilha de Patmos "por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo". Conforme uma tradição unânime ele viveu em Éfeso em companhia de Maria e sob o imperador Domiciano foi colocado dentro de uma caldeira com óleo a ferver, mas saiu ileso e todavia com a glória de ter dado testemunho. Depois do exílio de Patmos voltou definitivamente para Éfeso, onde exortava continuamente os fiéis ao amor fraterno, resultando em três cartas, acolhidas entre os textos sagrados, assim como o Apocalipse e o Evangelho. Morreu carregado de anos em Éfeso durante o império de Trajano (98-117), onde foi sepultado.

27 de dezembro: S. JOÃO, apóstolo e evangelista - Festa

 (Jo 20,2-8)




No primeiro dia da semana, 2Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.
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Comentário do dia: João Escoto Erígena (?-c. 870), beneditino irlandês. Homilia sobre o prólogo do evangelho de João, § 2

«O que existia desde o princípio, […] o que contemplamos, […] isso vos anunciamos» (1Jo 1,1-3)


Pedro e João correm para o túmulo. O túmulo de Cristo é a Sagrada Escritura, na qual os mistérios mais obscuros da divindade e da humanidade de Jesus estão defendidos, por assim dizer, por uma muralha de rocha. Mas João corre mais depressa que Pedro, pois o poder da contemplação totalmente purificada penetra os segredos das obras divinas com um olhar mais agudo e mais vivo que o poder da ação ainda não totalmente pura.

Contudo, é Pedro quem entra primeiro no sepulcro; João segue-o. Os dois correm e entram os dois. Aqui, Pedro é a imagem da fé e João representa a inteligência. […] Portanto, a fé deve entrar em primeiro lugar no sepulcro, que é imagem da Sagrada Escritura, e a inteligência deve segui-la. […]

Pedro, que representa também a prática das virtudes, vê, pelo poder da fé e da ação, o Filho de Deus encerrado dum modo inexprimível e maravilhoso nos limites da carne. João, que representa a mais alta contemplação da verdade, admira o Verbo de Deus, perfeito em Si próprio e infinito na sua origem, isto é, em seu Pai. Pedro, conduzido pela revelação divina, olha ao mesmo tempo para as coisas eternas e para as coisas deste mundo, unidas em Cristo. João contempla e anuncia a eternidade do Verbo para O dar a conhecer às almas crentes.

Digo, portanto, que João é uma águia espiritual de voo rápido, que vê Deus; chamo-lhe teólogo. Ele domina toda a criação visível e invisível, vai para além das faculdades do intelecto, e entra divinizado em Deus, que com ele partilha a sua própria vida divina.
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Responsório (Sl 96)

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.

— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.

— Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu Santo nome!

Recortes


Toda descoberta comunica uma nova beleza às coisas, e, como ao lançar nova luz provoca novas sombras, é prelúdio de outras descobertas e de luzes novas, ainda mais belas”
F. Suárez, A Virgem Nossa Senhora

25 de dez de 2014

Recortes

“Todos os tempos são de martírio. Não se diga que os cristãos não sofrem perseguição; a sentença do Apóstolo não pode falhar: Todos os que quiserem viver piedosamente em Cristo Jesus sofrerão perseguição (2Tim 3, 12).

Santo Agostinho, Sermão 6, 2

Santo Estêvão, diácono, primeiro mártir, séc. I





Depois do Pentecostes, os apóstolos dirigiam o anúncio da mensagem cristã aos mais próximos, aos hebreus, aguçando o conflito apenas acalmado da parte das autoridades religiosas do judaísmo.
Como Cristo, os apóstolos conheceram logo as humilhações dos flagelos e da prisão, mas apenas libertados das correntes retomam a pregação do Evangelho. A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, colocou tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos. 

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e o fez com tanto sucesso que os judeus “apareceram de surpresa, agarraram Estêvão e levaram-no ao tribunal. Apresentaram falsas testemunhas, que declararam: "Este homem não faz outra coisa senão falar contra o nosso santo templo e contra a Lei de Moisés. Nós até o ouvimos afirmar que esse Jesus de Nazaré vai destruir o templo e mudar as tradições que Moisés nos deixou." 

Estêvão, como se lê nos Atos dos Apóstolos, cheio de graça e de força, como pretexto de sua autodefesa, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiro, resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter falado contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem fora do Templo. Demonstrou, de facto, que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus, mas os seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, "taparam os ouvidos e atiraram-se todos contra ele, em altos gritos. Expulsaram-no da cidade e apedrejaram-no."

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedra, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a Cruz: "Senhor, não os condenes por causa deste pecado." Em 415 a descoberta das suas relíquias suscitou grande emoção na cristandade. A festa do primeiro mártir foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal.

26 de dezembro -Sto. ESTÊVÃO, primeiro mártir - Festa

(Mt 10,17-22)



Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17“Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
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Comentário do dia:São Fulgêncio de Ruspas (467-532), bispo. Sermão 3, 1-3, 5-6 ; CCL 91 A, 905-909

Coroados juntos pelo humilde Rei da Glória

Ontem, celebramos o nascimento temporal do nosso Rei eterno ; hoje celebramos o martírio triunfal do seu soldado. […] O nosso Rei, o Altíssimo, humilhou-Se por nós; mas a sua vinda não foi em vão: Ele trouxe grandes dons aos seus soldados, a quem não só enriqueceu abundantemente, mas também fortaleceu para serem invencíveis na luta: trouxe-lhes o dom da caridade, que torna os homens participantes da natureza divina. […]

A mesma caridade que Cristo trouxe do céu à terra fez subir Estêvão da terra ao céu. […] Para merecer a coroa que o seu nome significava, Estêvão tomou como arma a caridade e com ela triunfava em toda a parte. Por amor de Deus, não cedeu perante os judeus que o atacavam; por amor do próximo, intercedia pelos que o apedrejavam. Pela caridade, argumentava contra os que estavam no erro, para que se corrigissem; pela caridade, orava pelos que o apedrejavam, para que não fossem castigados. Confiado na força da caridade, venceu a crueldade de Saulo e mereceu ter como companheiro no céu aquele que na terra foi seu perseguidor. Movido por santa e infatigável caridade, desejava conquistar com a sua oração aqueles que não pôde converter com as suas palavras. E agora, Paulo alegra-se com Estêvão, com Estêvão goza da glória de Cristo, com Estêvão triunfa, com Estêvão reina. Onde entrou primeiro Estêvão, martirizado pelas obras de Paulo, entrou depois Paulo, ajudado pelas orações de Estêvão.
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Responsório (Sl 30)
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Vosso amor me faz saltar de alegria, pois olhastes para as minhas aflições.

— Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão!

23 de dez de 2014

Recortes

"...Para isso vais à oração: para tornar-te uma fogueira, lume vivo, que dê calor e luz."  S. Josemaría Escrivá, Caminho, n. 92

Santa Missa: Vigília de Natal

Vigília de Natal


A liturgia desta noite fala-nos de um Deus que ama os homens; por isso, não os deixa perdidos e abandonados a percorrer caminhos de sofrimento e de morte, mas envia “um menino” para lhes apresentar uma proposta de vida e de liberdade. Esse menino será “a luz” para o povo que andava nas trevas.

SANTA MISSA NA MATRIZ SANTA LUZIA: 19h30

24 de dezembro

(Lc 1,67-79)




Naquele tempo, 67Zacarias, o pai de João, repleto do Espírito Santo, profetizou, dizendo: 68“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. 69Fez aparecer para nós uma força de salvação na casa de seu servo Davi, 70como tinha prometido desde outrora, pela boca de seus santos profetas, 71para nos salvar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam.

72Ele usou de misericórdia para com nossos pais, recordando-se de sua santa aliança 73e do juramento que fez a nosso pai Abraão, para conceder-nos, 74que, sem temor e libertos das mãos dos nossos inimigos, nós o sirvamos, 75com santidade e justiça, em sua presença, todos os nossos dias.

76E tu, Menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás adiante do Senhor para preparar-lhe os caminhos, 77anunciando ao seu povo a salvação, pelo perdão dos seus pecados. 78Graças à misericordiosa compaixão do nosso Deus, o sol que nasce do alto nos visitará, 79para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos no caminho da paz”.


Comentário do dia: Liturgia bizantina. Vésperas de 20 de Dezembro

Prepara-te, Belém: Ele vem!

Prepara-te, Belém: as portas do Éden abrem-se para todos. Exulta, Efrata (Mi 5,1), pois na gruta a Virgem faz florir a árvore de vida. […] Cristo aproxima-Se para nos servir; Ele, o Criador, toma a forma da obra das suas mãos. Rico na sua divindade e cheio de misericórdia, traz ao infeliz Adão uma nova criação e um nascimento novo. Inclina os céus, e no seio da Virgem Maria aproxima-Se de nós, revestido da nossa carne. Vai nascer na gruta de Belém, segundo as Escrituras; é como criança que surge, Ele que dá a vida às crianças no seio de suas mães. 

Vamos pois ao seu encontro; vamos a Belém em grande alegria e com a alma em festa. O Senhor […] chega a sua casa como um estrangeiro; acolhamo-Lo para nos tornarmos hóspedes do seu paraíso, e aí ficarmos pela misericórdia daquele que nasce no estábulo. Abrem-se-nos já os pórticos da encarnação do Verbo de Deus.

Céus, rejubilai de alegria! Anjos, tremei de entusiasmo! Que a terra e os que a habitam se entreguem à alegria com os pastores e os magos! A Virgem Maria avança, com um vaso de alabastro cheio de perfume; trá-lo para a gruta, para nos aspergir as almas com o seu perfume, no Espírito Santo. Acorrei, potestades dos anjos! Vós que habitais Belém, preparai o presépio, porque Cristo está a caminho, a Sabedoria está a chegar. Fiéis, recebei os nossos votos; povos, digamos para júbilo da Mãe de Deus: «Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!» (Mt 21,9). Cristo, nosso Deus, vai aparecer à plena luz do dia; Ele já não demora. Nascerá de uma Virgem imaculada; depois, há-de descansar na gruta. […] Dirige o coro, Isaías, anuncia o Verbo de Deus, profetiza-nos que a sarça da Virgem é uma chama de fogo que não se consome (Ex 3,2). […] O astro misterioso que pára sobre o estábulo designa o Autor da vida, o Senhor que vem salvar todos os homens.


Responsório (Sl 88)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade. Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre”. E a vossa lealdade é tão firme quanto os céus.

— Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado.

— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’ Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.

Evangelho do dia 23 dezembro

Recortes

“Queremos dizer a Jesus que aceitamos a sua visita imerecida e singular (...); e dizer-lhe também que nos sentimos atônitos e indignos perante tanta bondade, mas felizes..." (Paulo VI,Homilia, 25-V-67)

Últimos dias feriais do Advento - 23 de Dezembro

(Lc 1,57-66)




57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse.

63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele.
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Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja. Sermão para o nascimento de João Batista; PLS 2, 497

«Quem virá a ser este menino?»


Que maravilha! O mensageiro nasce antes daquele que o fez vir ao mundo. João é realmente a voz e Jesus o Verbo, a Palavra de Deus (cf Mt 3,3; Jo 1,1). […] A palavra nasce primeiro no espírito, e depois suscita a voz que a enuncia; a voz exprime-se pelos lábios e dá a conhecer a palavra aos que a escutam. Assim, Cristo permaneceu em seu Pai, por quem João foi criado, como todas as coisas, mas João saiu de uma mãe e deu Cristo a conhecer a todos os homens. Este era o Verbo que existia desde o princípio, antes que o mundo existisse; João foi a voz que precedeu a vinda do Verbo. A palavra nasce do pensamento; a voz sai do silêncio.

Assim, ao dar à luz a Cristo, Maria crê, ao passo que Zacarias, antes de gerar João, é castigado com a mudez. Um sai duma juventude em flor, o outro nasce duma mulher velha, enfraquecida. A Palavra habita o coração daquele que pensa; a voz expira no ouvido daquele que escuta. E talvez seja esse o sentido destas palavras de João: «Ele é que deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30). Pois as predições da Lei e dos profetas, surgidas antes de Cristo qual voz antes do Verbo, continuaram até João, em quem cessam as últimas prefigurações. Seguidamente, a graça do Evangelho e o anúncio do Reino dos Céus que não terá fim dão fruto e crescem em toda a terra.
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Responsório (Sl 24)

— Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!

— Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação!

— O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

— Verdade e amor são os caminhos do Senhor para quem guarda sua Aliança e seus preceitos. O Senhor se torna íntimo aos que o temem e lhes dá a conhecer sua Aliança.

22 de dez de 2014

Evangelho do dia 22 dezembro

Últimos dias feriais do Advento - 22 de Dezembro

(Lc 1,46-56)



Naquele tempo, 46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
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Comentário do dia: São Luis-Maria Grignion de Monfort (1673-1716), pregador, fundador de comunidades religiosas. «Tratado da verdadeira devoção à Virgem Maria», 1-6

«Pôs os olhos na humildade da sua serva»

Maria manteve-se muito escondida durante toda a sua vida; por isso o Espírito Santo e a Igreja lhe chamaram  «Alma Mater»: Mãe escondida e secreta. A sua humildade foi tão profunda, que na terra nada a seduziu mais poderosa ou mais continuamente do que esconder-se de si própria e de toda as criaturas, para que só Deus a conhecesse.

Aprouve a Deus, atendendo aos seus pedidos de ocultação, empobrecimento e humildade, esconder a sua concepção, o seu nascimento, a sua vida, os seus mistérios, a sua ressurreição e a sua assunção aos olhos de quase toda a criatura humana. Nem os seus pais a conheciam; e os anjos perguntavam muitas vezes entre si: «Quae est ista? Quem é esta?» (Ct 6,10), porque o Altíssimo lha ocultava; ou, se lhes mostrava alguma coisa, escondia-lhes infinitamente mais. […]

Que coisas grandes e escondidas fez este Deus poderoso nesta Criatura admirável, como ela própria foi obrigada a reconhecer, apesar da sua profunda humildade: «O Todo-poderoso fez em mim maravilhas». O mundo não as conhece, porque é incapaz e indigno.
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Responsório (1Sm 2,1-8)

— Meu coração exultou no meu Senhor, Salvador.

— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; Minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação!

— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

— O Senhor ergue do pó o homem fraco, e do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

21 de dez de 2014

Recortes


“sempre que nos cansemos – no trabalho, no estudo, na tarefa apostólica –, sempre que haja cerração no horizonte, então, os olhos em Cristo: em Jesus bom, em Jesus cansado, em Jesus faminto e sedento. Como te fazes compreender, Senhor! Como te fazes amar! Tu te mostras como nós, em tudo menos no pecado, para que saibamos palpavelmente que contigo podemos vencer as nossas más inclinações, as nossas culpas. Que importância têm o cansaço, a fome, a sede, as lágrimas!... O que importa é a luta – uma luta amável, porque o Senhor permanece sempre ao nosso lado." 
(S. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, n. 201)

20 de dez de 2014

Rumo a Belém - Palavras para a viagem

A Ti, que és Senhor até das trevas, faço hoje minha a oração do cardeal Newman: «Luz terna, suave, no meio da noite, leva-me mais longe».

P. Paul Nicholson
In An Advent pilgrimage, KM Publishing
Trad.: SNPC


Recortes

“Maria é porto dos que naufragam, consolo do mundo, resgate dos cativos, alegria dos enfermos” 
Santo Afonso Maria de Ligório, Visita ao Santíssimo Sacramento

4º Domingo do Advento - Ano B

(Lc 1,26-38)




Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”

O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.


Comentário do dia: São João Paulo II (1920-2005), papa. Alocução 27/11/1983

«Salve, ó cheia de graça»

A alegria é uma componente fundamental do tempo sagrado que agora começa. O Advento é um tempo de vigilância, de oração, de conversão e de uma espera fervorosa e feliz. O motivo é claro: «O Senhor está perto» (Fil 4,5).

A primeira palavra dirigida a Maria no Novo Testamento é um convite feliz: «Salve, ó cheia de graça!» (Lc 1,28) Esta saudação está ligada à vinda do Salvador. Maria é a primeira a quem é anunciada uma alegria que, seguidamente, será proclamada a todo o povo (Lc 2,10), e nela participa de uma forma e numa dimensão extraordinárias. Em Maria, a alegria do antigo Israel concentra-se e encontra a sua plenitude; nela, a felicidade dos tempos messiânicos irrompe irrevogavelmente. A alegria da Virgem Maria é, em particular, a alegria do «pequeno resto de» Israel (Is 10,20ss), dos pobres que esperam a salvação de Deus e que fazem a experiência da sua fidelidade.

Para que também nós participemos nesta festa, é necessário esperarmos com humildade e acolhermos o Salvador com confiança. «Desta maneira, os fiéis que procuram viver com a liturgia o espírito do Advento, ao considerarem o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou o seu Filho, serão levados a tomá-la como modelo e a prepararem-se, também eles, para ir ao encontro do Salvador que vem, “bem vigilantes na oração e cheios de alegria”» (Paulo VI, Marialis cultus 4; Missal romano).


Responsório (Sl 88)

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,/ de geração em geração eu cantarei vossa verdade!/ Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”/ E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito,/ e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor./ Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,/ de geração em geração garantirei o teu reinado!

— Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,/ sois meu Rochedo onde encontro a salvação!’/ Guardarei eternamente para ele a minha graça/ e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel”.

SORTEIO DO CARRO ACONTECEU, JÁ SE CONHECE A GANHADORA

MARIA DA SILVA REIS, moradora do Conjunto Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, adquiriu o bilhete premiado.
Houve um verdadeiro mutirão que mobilizou centenas de membros da Paróquia Santa Luzia. Graças a Deus e ao empenho de todos podemos dizer que todos nós ganhamos.
Aos que adquiriram bilhetes, nosso agradecimento pela confiança em nosso trabalho.
Pe Elenivaldo



PROGRAMAÇÃO PARÓQUIA SANTA LUZIA PARA ESTE FINAL DE SEMANA


19 de dez de 2014

Evangelho do dia 20 dezembro

Rumo a Belém - palavras para a viagem

Deus providente,
Sei que tudo o que tenho vem de ti.
Ajuda-me a experimentar esta certeza com confiança jubilosa
e afasta-me da angústia da necessidade.
Pe Paul Nicholson
In An Advent pilgrimage, KM Publishing
Trad.: SNPC

Recortes

“É necessário repetir muitas e muitas vezes que Jesus não se dirigiu a um grupo de privilegiados (...). Todos os homens são amados por Deus, de todos espera amor. De todos. 
São Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, n. 110

Últimos dias feriais do Advento - 20 de Dezembro

(Lc 1,26-38)




26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”

29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.

34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.


Comentário do dia: São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja. Sermão para a Anunciação, §§ 7-8

«Eis a serva do Senhor»

«O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré.» Ficais surpreendidos pelo facto de Nazaré, uma pequena cidade, receber a honra da mensagem de tão grande Rei, e que mensagem! Mas há um grande tesouro escondido nesta povoação: escondido dos homens, não de Deus. Pois não é Maria o tesouro de Deus? Onde quer que Ela se encontre, o coração de Deus segue-a. Os seus olhos estão sobre Ela, não largam de vista a sua humilde serva.

Se o Filho único de Deus conhece o céu, também conhece Nazaré. Pois como não haveria de conhecer a sua pátria e a sua herança? Ele pertence ao céu de seu Pai e à Nazaré de sua mãe, uma vez que Se diz simultaneamente Filho de David e Senhor (Mt 22,42s). […]

«Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus.» E que graça! Uma graça plena, única, singular […], tanto mais singular quanto é para todos os homens. […] Graça única, pois que apenas tu, Maria, tens a sua plenitude; graça universal, pois que tudo o que Deus criou participa nessa plenitude: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1,42). Fruto do teu ventre é-o só para ti, mas pela tua meditação chega às almas de todos. […] Só em ti este Rei tão rico Se rebaixou, este grande soberano Se humilhou, este Deus infinito Se fez pequeno. Ele fez-Se inferior aos anjos (Hb 2,7); pois, sendo verdadeiro Deus e Filho de Deus, encarnou. Mas com que objectivo? Para nos enriquecer a todos pela sua pobreza, nos elevar pelo seu rebaixamento, nos engrandecer fazendo-Se pequeno, nos unir a Deus fazendo-Se homem, para que comecemos a ser um só espírito com Ele (2Cor 8,9; 1Cor 6,17).


Responsório (Sl 23)

— O Senhor vai entrar, é o Rei glorioso!

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.

— “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação? Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime.

— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.”

18 de dez de 2014

Rumo a Belém: palavras para a viagem

Querido Deus,
à medida que eu passo através do vale da vida de todos os dias,
avançando devagar, um pé diante do outro, 
ajuda-me a ver a renovação que me ofereces
nas pessoas e nos acontecimentos,
nos desafios e nas conquistas,
em tudo que Tu me colocares hoje no caminho.

P. Paul Nicholson
In An Advent pilgrimage, KM Publishing
Trad.: SNPC

Recortes

Quando sentires o orgulho que ferve dentro de ti – a soberba! –, que faz com que te consideres um super-homem, chegou o momento de exclamar: – Não! E, assim, saborearás a alegria do bom filho de Deus, que passa pela terra com erros, mas fazendo o bem. (S. Josemaria Escrivá. Forja, 1054)

Ev dia 19 dezembro

Últimos dias feriais do Advento - 19 de dezembro

(Lc 1,5-25)




5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada.

8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no Templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no Santuário, e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido.

11Então apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem disposto”.

18Então Zacarias perguntou ao anjo: “Como terei certeza disto? Sou velho e minha mulher é de idade avançada”. 19O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel. Estou sempre na presença de Deus, e fui enviado para dar-te esta boa notícia. 20Eis que ficarás mudo e não poderás falar, até o dia em que essas coisas acontecerem, porque não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir no tempo certo”.

21O povo estava esperando Zacarias, e admirava-se com a demora no Santuário. 22Quando saiu, não podia falar-lhes. E compreenderam que ele tinha tido uma visão no Santuário. Zacarias falava por sinais e continuava mudo.

23Depois que terminou seus dias de serviço no Santuário, Zacarias voltou para casa. 24Algum tempo depois, sua esposa Isabel ficou grávida, e escondeu-se durante cinco meses. 25Ela dizia: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que ele se dignou tirar-me da humilhação pública!”


Últimos dias feriais do Advento - 19 de dezembro

Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 

Sermão 293, para a natividade de São João Batista; PL 38, 1327 (trad. breviário 24/06)

O silêncio de Zacarias

O futuro pai de João não acredita que este possa nascer e é castigado com a mudez; Maria acredita e Cristo é concebido pela fé. […] Se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande mistério por falta de capacidade ou de tempo, melhor vo-lo ensinará Aquele que fala dentro de vós, mesmo estando nós ausentes, Aquele em quem pensais com amor filial, que recebestes no vosso coração e de Quem vos tornastes templos. […]

Zacarias cala-se e perde a fala até ao nascimento de João, o precursor do Senhor; e então recupera a fala. […] O facto de Zacarias recuperar a fala ao nascer João tem o mesmo significado que o rasgar-se do véu do templo, ao morrer Cristo na cruz. Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se-lhe a língua porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: «Quem és tu?» E ele respondeu: «Eu sou a voz que clama no deserto» (Jo 1,23). João é a voz; mas o Senhor, «no princípio, era a Palavra» (Jo 1,1). João é a voz passageira; Cristo é, no princípio, a Palavra eterna.



Responsório (Sl 70)

— Minha boca se encha de louvor, para que eu cante vossa glória.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

— Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.

— Cantarei vossos portentos, ó Senhor, lembrarei vossa justiça sem igual! Vós me ensinastes desde a minha juventude e até hoje canto as vossas maravilhas.