Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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4 de abr de 2014

Sábado da 4ª semana da Quaresma

 (Jo 7,40-53)




Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?”
43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?”
46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então os fari­seus disseram-lhes: “Também vós vos dei­xastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!”
50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.

Comentário do dia: São João da Cruz (1542-1591), carmelita descalço, doutor da Igreja. A Subida ao Carmelo, II, cap. 22
«Nunca nenhum homem falou assim!»
Deus poderia dizer-nos: «O meu Filho é toda a minha Palavra, toda a minha resposta; Ele é a visão plena e toda a revelação. Respondi-vos totalmente, disse-vos tudo e tudo vos manifestei, revelei-vos tudo dando-vo-lo por irmão, companheiro, mestre, herança e recompensa […]: “Este é o meu filho muito amado em quem pus todo o meu enlevo: escutai-o” (Mt 17,5) […].

Portanto, se desejas escutar da minha boca uma palavra de consolação, olha para o meu Filho, que Me obedeceu e que, por amor, Se entregou à humilhação e à aflição, e verás o que Ele te responde. Se desejas que Eu te explique as coisas ocultas e os acontecimentos misteriosos, basta que fixes os teus olhos nele e nele encontrarás encerrados os mistérios mais profundos, a sabedoria e as maravilhas de Deus, como diz o meu apóstolo: Nele, que é o Filho de Deus, “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Col 2,3). Esses tesouros de sabedoria serão para ti mais sublimes, mais doces e mais úteis que tudo o que pudesses aprender noutros lados. Por isso é que o mesmo apóstolo se gloriava “de não saber outra coisa a não ser Jesus Cristo e Jesus Cristo crucificado” (1Cor 2,2). Se procuras ter visões ou revelações, sejam elas divinas, sejam corpóreas, olha também para Ele enquanto homem e encontrarás muito mais do que julgas possível, porque o apóstolo Paulo também disse: “é nele que habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Col 2,9).»

Por isso, não convém voltar a interrogar a Deus como antigamente e já nem é necessário que Ele fale […]: não há, nem nunca haverá, mais nenhuma verdade de fé a revelar.


Responsório (Sl 7)
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio.
— Senhor meu Deus, em vós procuro o meu refúgio: vinde salvar-me do inimigo, libertai-me! Não aconteça que agarrem minha vida como um leão que despedaça a sua presa, sem que ninguém venha salvar-me e libertar-me!
— Julgai-me, Senhor Deus, como eu mereço e segundo a inocência que há em mim! Ponde um fim à iniquidade dos perversos, e confir­mai o vosso justo, ó Deus-Justiça, vós que sondais os nossos rins e corações.
— O Deus vivo é um escudo protetor, e salva aqueles que têm reto coração. Deus é juiz, e ele julga com justiça, mas é um Deus que ameaça cada dia.


S. Vicente Ferrer
Era natural de Valência, Espanha. Nasceu em 1357. Em 1374 ingressou na ordem Dominicana. Aos 17 anos, concluídos os estudos de filosofia e teologia, tornou-se professor. Em 1378, foi ordenado sacerdote, ano que coincidiu com o grande cisma do Ocidente, o qual perdurou até 1417. Os cristãos ficaram divididos entre o papa de Roma e o papa de Avignon, sem saber a qual deles obedecer. São Vicente lutou para que a Igreja voltasse à sua primeira unidade. Percorreu toda a Europa, procurando estabelecer a paz numa sociedade dividida e em crise. De cunho apocalíptico, a sua pregação tocava o íntimo dos corações, operando em muitos a conversão. No começo, andava a pé de uma região para outra. Depois que adoeceu de uma perna, montava um burrico. Partiu para o Paraíso em Vannes, França, no dia 5 de Abril de 1419.

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