Paróquia Santa Luzia

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30 de ago de 2014

22º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Evangelho (Mt 16, 21-27)



Naquele tempo, 21Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.

22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”

23Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

24Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.

26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.
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Comentário do dia: Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959. Livro II, cap. 12

«Tome a sua cruz e siga-Me.»

Se levas a cruz de boa vontade, ela te levará e conduzirá ao fim desejado, onde será o fim do sofrimento; mas não será neste mundo. Se a levas de má vontade, fazes dela um fardo e ainda mais te pesará; e, contudo, terás de a suportar. Se foges a uma cruz, encontrarás sem dúvida outra, e talvez ainda mais pesada.

Julgas fugir àquilo de que nenhum dos mortais se pode livrar? Qual dos santos viveu neste mundo sem cruz e sem tribulação? Nem mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor, passou uma só hora sem a dor da Paixão enquanto viveu. «Era necessário que Cristo sofresse a ressuscitasse dos mortos, e que assim entrasse na sua glória» (Lc 24, 46ss). E como procuras tu outro, além desse régio caminho que é o da santa cruz? […]

Contudo, esse que é afligido de tanta maneira não está sem o alívio da consolação, porque sente crescer em si o maior fruto pelo sofrimento da sua cruz. Assim, enquanto a ela se submete de livre vontade, todo o peso da tribulação se converte em confiança de consolação divina. […] Isto não é virtude do homem, mas graça de Cristo, que pode tais coisas e age na frágil carne de tal modo, que tudo aquilo a que ela naturalmente sempre foge e que aborrece é empreendido e amado por este fervor do espírito.

Não é próprio do homem levar a cruz, amar a cruz […]. Se olhas só para ti, nada disto conseguirás. Mas, se confias no Senhor, ser-te-á dada a força do céu, e ao teu mando se submeterão o mundo e a carne. E nem temerás o inimigo, se estiveres armado de fé e marcado com a Cruz de Cristo.
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Responsório (Sl 62)

— A minh’alma tem sede de vós/ como a terra sedenta, ó meu Deus!

— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!/ Desde a aurora ansioso vos busco!/ A minh’alma tem sede de vós,/ minha carne também vos deseja,/ como terra sedenta e sem água!

— Venho, assim, contemplar-vos no templo,/ para ver vossa glória e poder./ Vosso amor vale mais do que a vida:/ e por isso meus lábios vos louvam.

— Quero, pois, vos louvar pela vida,/ e elevar para vós minhas mãos!/ A minh’alma será saciada,/ como em grande banquete de festa;/ cantará a alegria em meus lábios,/ ao cantar para vós meu louvor!

— Para mim fostes sempre um socorro;/ de vossas asas à sombra eu exulto!/ Minha alma se agarra em vós;/ com poder vossa mão me sustenta.

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