Paróquia Santa Luzia

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1 de mai de 2015

Sábado da 4ª semana da Páscoa


(Jo 14,7-14)



Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7“Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”

9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai”? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei.


Comentário do dia: São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja. Homilia sobre o Aqueduto

«Se Me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai»


Aquele que disse: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» afirma igualmente: «Eu saí de Deus e venho dele» (Jo 8,42). […] O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Ele habita com toda a certeza no nosso coração pela fé; habita na nossa memória, habita no nosso pensamento, desce até à nossa própria imaginação. Outrora, de facto, que ideia poderia o homem ter de Deus, senão talvez a de um ídolo fabricado pelo seu coração? Deus era incompreensível e inacessível, invisível e perfeitamente incapaz de ser apreendido pelo pensamento. Mas agora, Ele quis que pudéssemos compreendê-Lo, quis que pudéssemos vê-Lo, quis que pudéssemos apreendê-Lo pelo pensamento. 

De que maneira? – perguntas. Pois estando deitado numa manjedoura, repousando no regaço da Virgem, pregando na montanha, passando a noite em oração; e estando pregado na cruz, experimentando a lividez da morte, «livre entre os mortos» (Sl 87,6) e imperando sobre o inferno; finalmente, ressuscitando ao terceiro dia, mostrando aos apóstolos a marca dos cravos, sinais da sua vitória, e por último, penetrando, à vista deles, nos segredos do céu.

De todos estes acontecimentos, não haverá algum que suscite em nós um pensamento verdadeiro, fervoroso, santo? Pensando em qualquer deles, é em Deus que penso, e em todos eles, Ele é o meu Deus. A verdadeira sabedoria consiste em meditar nesses acontecimentos. […] Foi esta mesma suavidade que Maria foi beber amplamente nas alturas para a derramar sobre nós.


Responsório (Sl 97)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

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