Paróquia Santa Luzia

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13 de jun de 2015

Imaculado Coração de Maria

(Lc 2,41-51)




41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.

44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.

47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.

Comentário do dia: Francisco F. Carvajal - site Falar com Deus.

Depois da consagração do mundo ao dulcíssimo e maternal Coração de Maria, feita em 1942, chegaram ao Romano Pontífice numerosos pedidos para que estendesse a toda a Igreja esse culto que já existia em alguns lugares. Pio XII acedeu em 1945, “na certeza de encontrarmos no seu amantíssimo Coração [...] o porto seguro no meio das tempestades que por toda a parte nos oprimem”. Por meio do símbolo do coração, veneramos em Maria o seu amor puríssimo e perfeito por Deus e o seu amor maternal por cada homem. Nele encontramos refúgio no meio de todas as dificuldades e tentações da vida e o caminho seguro – iter para tutum – para chegarmos rapidamente ao seu Filho.


Como considerávamos na festa de ontem, o coração expressa e simboliza a intimidade da pessoa. A primeira vez que se menciona o Coração de Maria no Evangelho é para revelar toda a riqueza da vida interior da Virgem: Maria – escreve São Lucas – guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração.

O Prefácio da Missa proclama que o Coração de Maria é sábio, porque entendeu como nenhuma outra criatura o sentido das Escrituras e conservou a recordação das palavras e das coisas relacionadas com o mistério da salvação; imaculado, quer dizer, imune de toda a mancha de pecado; dócil, porque se submeteu fidelissimamente ao querer de Deus em todos os seus desejos;novo, conforme a profecia de Ezequiel – Eu vos darei um coração novo e um espírito novo –, porque está revestido da novidade da graça merecida por Cristo; humilde, pois imitou o de Cristo, que disse: Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; simples, livre de toda a duplicidade e cheio do Espírito de verdade; limpo, capaz de ver a Deus, conforme a bem-aventurança do Senhor;firme na aceitação da vontade divina quando Simeão lhe anunciou que uma espada de dor atravessaria o seu coração, quando se desencadeou a perseguição contra o seu Filho, ou quando chegou o momento da sua Morte; preparado, já que, enquanto Cristo dormia no sepulcro, Maria – à semelhança da esposa do Cântico dos Cânticos – permaneceu em vigília à espera da ressurreição de Cristo.

Responsório (1Sm 2,1.4-8)

— Meu coração se regozija no Senhor.

— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação.

— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou.

— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

— O Senhor ergue do pó o homem fraco, do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção.

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