Paróquia Santa Luzia

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20 de mai de 2012

Na Escola de Maria VII





Continuamos a leitura e meditação do capítulo VIII do documento do Concílio Vaticano II, "Lumen Gentium" (Luz do Povos). A seguir, apresentamos os parágrafos 64 e 65.


A fecundidade virginal da Igreja
64. Por sua vez, a Igreja que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, toma-se também, ela própria, mãe, pela fiel recepção da palavra de Deus: efectivamente, pela pregação e pelo Batismo, gera, para vida nova e imortal, os filhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu Esposo e conserva virginalmente, à imitação da Mãe do seu Senhor e por virtude do Espírito Santo, uma fé íntegra, uma sólida esperança e uma verdadeira caridade.

Comentário (Pe Elenivaldo): O Documento que estamos estudando trata essencialmente do Mistério da Igreja. E o presente capítulo fala sobre a Virgem Maria. O que este parágrafo (64) faz é traçar um pararelo entre Maria e a Igreja. Esta comparação é importante uma vez que a principal vocação da Igreja é ser a "Esposa do Cordeiro", virgem, sem ruga e sem mancha. Mas, e os pecados do passado e do presente? A rigor, a Igreja é e continuará sendo imaculada. Pensar o contrário significa rebaixar a Graça de Deus dizendo que os pecados dos filhos da Igreja são maiores que a ação de seu fundador. A Igreja é mãe, pois nela fomos gerados para o céu no dia do nosso batismo e nela nos alimentamos na Eucaristia e na escuta da Palavra.

Virtudes de Maria

65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cf. Ef 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos. A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao Seu sacrifício e ao amor do Pai. Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua ação apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo, o qual foi concebido por ação do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.

Comentário (Pe Elenivaldo): Aqui há um aprofundademento do tema desenvolvido no parágrafo anterior. Se os membros da Igreja ainda não conseguem atingir a "estatura" de seu Mestre, Deus providencia uma de nossa raça para mostrar que sim, é possível alcansar a santidade. É possível brilhar como luzeiros no meio de um mundo de trevas e contradições. O membro por excelência da comunidade é Maria e ela nos aponta o Caminho que é seu Filho. Olhando para ela, os apóstolos de hoje podem se ANIMAR com aquela força materna tão necessária para a difusão do Evangelho.

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