Paróquia Santa Luzia

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6 de jun de 2014

Como católico, continuo fechado na minha casa?

Lawrence OP / Flickr / CC
06.06.2014
 

Uma reflexão sobre Pentecostes em nossa vida diária

A Bíblia nos recorda aquela experiência inesquecível que os discípulos viveram ao anoitecer desse primeiro dia da semana: a visita de Jesus 50 dias após a ressurreição e seu sopro de incentivo para que eles não continuassem fechados em suas casas por medo; pelo contrário, o Senhor os enviou pelo mundo inteiro com a missão de perdoar pecados ou retê-los, se for o caso.
 
Esta passagem bíblica pode nos levar a uma reflexão séria sobre o nosso papel na comunidade, de tal maneira que nos perguntemos: eu, como católico, continuo fechado na minha casa? Continuo fechado em meu egoísmo? Continuo fechado em minha rotina diária?
 
Continuo fechado em minha caixinha de vidro, pensando que sou melhor que os outros? Continuo fechado na ideia de condenar e qualificar os outros como pecadores, simplesmente porque eles não pensam ou agem como eu?
 
Continuo fechado em não colaborar e prestar um serviço à minha comunidade, naquilo que sei ou que poderia aprender? Continuo fechando o talento que carrego dentro de mim e que me foi dado graças ao Espírito Santo?
 
Jesus, antes de soprar sobre os discípulos, pediu-lhes que saíssem desse fechamento no qual se encontravam por medo ou talvez por covardia, já que, como o Pai o enviou, Ele também os enviava, para que continuassem com a obra de perdoar pecados.
 
Mas perdoar pecados não como pensam alguns, que se consideram com poderes sobrenaturais ou mágicos, e sim por meio do acompanhamento, sem importar a condição do outro (Jesus e Zaqueu), valorizando o outro como pessoa (Jesus e a mulher adúltera), falando com as pessoas sem importar-se por seu “status” migratório (Jesus e a samaritana), fazendo parte de uma comunidade unida pela oração e o serviço (a multiplicação dos pães), sendo justo e respeitoso com a norma estatal (Lucas 20, 25).
 
Enfim, Jesus, antes de soprar sobre eles e depositar o Espírito Santo em cada um, pensou em tudo isso, para que fizesse sentido a força que Ele estava injetando nos discípulos.
 
Por isso, é importante que você se pergunte, nesta festa do Espírito Santo, onde está esse Espírito Santo que você recebeu nos sacramentos, na Crisma. Se a resposta o leva a elencar muitas obras boas que você pôde realizar seguindo o exemplo de Jesus, parabéns!
 
Mas, se a resposta é negativa, talvez valha a pena então procurar o Espírito Santo, para saber onde você o deixou da última vez que caminhou com Ele. Talvez Ele esteja fechado sob sete chaves e cadeado de segurança...
 
Se Jesus soprou sobre os discípulos enviando o Espírito Santo, sopre você também, bem forte, sobre a sua comunidade.
 
(Artigo publicado originalmente em Por tu Matrimonio)

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