Paróquia Santa Luzia

Paróquia Santa Luzia
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25 de mar de 2012

A PROPÓSITO DO MODO CORRETO DE SE CANTAR A "CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA"

Sempre aconselhei as pessoas das paróquias e comunidades por onde passei a respeitarem as orientações dos padres. Legítimos representantes do Bom Pastor, eles têm a missão de conduzir e orientar os fiéis no único Caminho que leva ao Pai.
CONTINUA...

Mas algumas coisas a gente vai percebendo com o passar do tempo. Uma delas é a falta de informação e de formação tanto dos fiéis quanto dos mesmos padres, o que sempre gera alguns desconfortos.

Muitas vezes são nossas convicções pessoais que prevalecem, não o verdadeiro sentido das coisas.

Um assunto bem polêmico, por exemplo, é a mudança na letra original dos cantos tanto litúrgicos quanto devocionais. Vejam, por exemplo, o que acontece com o canto da CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA!

Já ouvi várias versões como: "coisa e propriedade vossa"; "como filha consagrada vossa" (assim mesmo, no feminino, independente se quem canta é homem ou mulher!); também já ouvi "como filhos consagrados"... e por aí vai...
Argumentos para cada versão é o que não faltam. Cada um tem uma justificativa. Mas o que nos interessa mesmo é o seguinte: quem é o autor/a? O que queria dizer com esta oração? Que história há por trás da letra? Eu posso, a meu "bel prazer", mudar o sentido original de uma oração apenas pelo fato de não concordar com ela? Isso não é usurpar direitos autorais? Não seria melhor eu mesmo compor uma outra e ensinar ao povo?

Não quero aqui questionar os meus irmãos presbíteros ou outras lideranças que tanto ajudam na formação do nosso povo. Só lamento o fato de que muitos se esquecem da responsabilidade de ensinar como mestres. E os mestres devem instruir na verdade, não no "achismo".

Aos leitores, OBEDEÇAM sempre, mesmo que saibam o verdadeiro sentido. O que não se pode é ignorá-lo. Mas também transformar uma oração tão linda em ocasião de desavenças, desobediência ou mesmo falta de comunhão seria melhor não cantá-la.

E lembrem-se sempre da lei maior: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (João 15, 12)

Pe Elenivaldo M. dos Santos

Partilho o artigo publicado pelo site www.maeperegrina.com.br que traz uma interessante matéria sobre a origem da oração da qual estamos falando:
Fátima Gabrielli
União das Mães de Schoenstatt
Fátima Gabrielli pertence à União das Mães, no Movimento Apostólico de Schoenstatt e compôs a melodia de um dos cantos mais entoados no Brasil, a oração de consagração: Ó minha Senhora e também minha Mãe... Nesse artigo ela nos enriquece ainda mais, explica a origem dessa oração tão bela:



Fátima Gabrielli


Devo reconhecer como Nossa Senhora tem agido em minha vida com graças especiais. Com seu imenso amor de Mãe, me deu a graça de compor um canto com a letra de uma oração tão querida, onde nos entregamos a ela com toda a confiança.
A história dessa oração é a seguinte:

“Essa oração é atribuída a um padre jesuíta, chamado Zuchi. Aos dez anos de idade, perdeu sua mãe. Levado por profundo impulso religioso, raciocinou nestes termos: Não tenho mais mãe terrena. Que farei? Sem mãe não poderei viver. Consagrar-me-ei por isso á Mãe de Deus, far-me-ei total e inteiramente dependente dela. Compôs a oraçãozinha, escrevendo-a com sangue, é a oraçãozinha conhecida por todos”.

Este texto está no livro Viver da Fé, pg. 46, escrito pelo Pe Kentenich.
Depois ele acrescenta:

“O Pe Zuchi atingiu idade avançada. Antes de morrer, colocou o ponto final em sua consagração, confessando solenemente o seguinte: esforcei-me para viver esta consagração e com suma gratidão tenho de testemunhar, frente à Mãe de Deus, ter-me Ela livrado, durante toda a vida, do pecado grave. Ela de fato agiu comigo como sua possessão e propriedade. Agora posso partir para a felicidade eterna, para contempla-la e nela ser propriedade de Deus eterno, por toda a eternidade.”

O Pe Kentenich escreveu esse texto baseando-se no livro escrito por Bartoli, que se chama Vita del Pe Nicola Zuchi, na cidade de Napoli, Itália, no ano de 1.888.

Essa é a história da letra, e a história da música?

A melodia foi composta por volta do ano de l975, após uma visita ao Santuário da Mãe Rainha no Jaraguá, quando ganhei uma novena onde havia essa oração. Foi gravada originalmente em 1992, na época em uma fita gravada por mim, chamada Caminho da Paz, e depois regravada por muita gente, Maria do Rosário, Pe Antonio Maria, e muitos outros por esses anos afora.

(COMPLETO AINDA COM ESTE ARGUMENTO EXTRAÍDO DO BLOG o-porta-voz.blogspot.com):
Como se pode perceber, o Pe. Zuchi se consagrou a Nossa Senhora de tal forma que ele se tornou sua propriedade. Pesquisando no dicionário a palavra propriedade, um dos sentidos encontrados é “o direito pelo qual uma coisa pertence a alguém”. Por sua vez, coisa é algo de que se tem a posse. Ao se declarar de propriedade de Nossa Senhora, o Pe. Zuchi assume a condição de coisa. Filhos de Deus e de Nossa Senhora, todos nós somos, sem necessidade alguma de consagração especial.

O sentido de ‘ser coisa’, presente na oração, está correto e não torna menos digno quem se diz ‘coisa’ de Nossa Senhora. Assim, não há motivo ou justificativa para adulterar a oração original.

LETRA E MÚSICA COM CIFRA...

11. CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA

Fatima Gabrielli
A C#m
Ó minha Senhora e também minha Mãe,
Bm E A F#m F#
eu me ofereço inteiramente todo a Vós .
Bm E A F#m F#
E em prova da minha devoção,
D E A E
Eu hoje vos dou meu coração.

A C#m
Consagro à Vos meus olhos, meus ouvidos, minha boca,
Bm E A F#m F#
Tudo o que sou desejo que à Vós pertença
Bm E A F#m
Incomparável Mãe, guardai-me defendei-me
D E A F#m
Como coisa e propriedade vossa Amém
D E A
Como coisa e propriedade vossa Amém.

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