Paróquia Santa Luzia

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13 de jul de 2013

Décimo Quinto Domingo do Tempo Comum - ANO C

A liturgia deste Domingo procura definir o caminho para encontrar a vida eterna. É no amor a Deus e aos outros – dizem os textos que nos são propostos – que encontramos a vida em plenitude.
O Evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor (a Deus e aos irmãos). Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano – um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão a um irmão caído na berma da estrada. “Vai e faz o mesmo” – diz Jesus a cada um dos que o querem seguir no caminho da vida plena.
A primeira leitura reflete, sobretudo, sobre a questão do amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da sua vida e a amá-lo de todo o coração. Como? Escutando a sua voz no íntimo do coração e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.
Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um hino que propõe Cristo como a referência fundamental, como o centro à volta do qual se constrói a história e a vida de cada crente. O texto foge, um tanto, à temática geral das outras duas leituras; no entanto, a catequese sobre a centralidade de Cristo leva-nos a pensar na importância do que ele nos diz no Evangelho de hoje. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói, convém escutá-lo atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros uma exigência fundamental da nossa caminhada.

www.ecclesia.pt/Evangelho Quotidiano


Evangelho (Lc 10,25-37)

Naquele tempo, 25 um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26 Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”
27 Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”
28 Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.
29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
30 Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.
31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.
32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
33 Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.
35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.
E Jesus perguntou:
36 “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”
37 Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.
Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.


Comentário do dia Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja. Comentário sobre o evangelho de Lucas, 7,73; SC 52


O Bom Samaritano

«Um homem descia de Jerusalém para Jericó». […] Jericó é o símbolo do mundo para o qual, depois de ter sido expulso do Paraíso, ou seja, da Jerusalém celeste, Adão desceu. […] O exílio de Adão não consiste numa mudança de lugar, mas de comportamento. E que mudança! Este Adão que usufruía de uma felicidade sem preocupações, quando se abaixou aos pecados deste mundo, deparou com os salteadores. […] E quem são estes salteadores, senão os anjos da noite e das trevas, que por vezes se disfarçam em anjos de luz (2Cor 11, 14), mas que não podem sê-lo durante muito tempo? Eles começam por nos despojar das vestes da graça espiritual que recebemos, e é assim que geralmente nos ferem. […] Tem pois o cuidado de não te deixares despojar como Adão, que foi privado da proteção dos mandamentos de Deus e desprovido das vestes da fé. Foi por isso que recebeu um ferimento mortal, ao qual todo o gênero humano teria sucumbido se o Samaritano não tivesse vindo curar essas feridas horrendas.


Mas este Samaritano não é qualquer um: é aquele que não desdenhou o homem que o sacerdote e o levita desdenharam. […] Este Samaritano descia; ora, «ninguém subiu ao céu, a não ser Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem» (Jo 3, 13). Vendo meio morto este homem que ninguém tinha podido curar, […] aproximou-Se dele; ou seja, aceitando sofrer conosco, fez-Se nosso próximo e, exercendo de misericórdia para conosco, fez-Se nosso vizinho.

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